A luz no fim do túnel
1 E é assim que começa...
— HANNAH HOLLISTER LEVANTE DESTA CAMA AGORA!!!!!
E é assim que começa a história de Hannah Hollister. Assim como todos os dias, sua mãe a acorda gritando, ela vai arrumar a casa (para tomar café tem que arrumar a casa primeiro), toma seu café amargo e come seu pão duro e depois vai fazer as atividades escolares que sua mãe deixa para ela, pois por algum motivo, ela nunca a deixou ir, nem para a escola bruxa, para a escola trouxa. É, tudo parece igual na sua vida.
Hannah estava exausta, seus olhos verdes estavam cansados e seu cabelo estava embaraçado. Quem a visse nesse estado, pensaria que ela tinha uns 17, 18 anos, mesmo ela tendo apenas 14, quase 15.
— Já terminou suas atividades? Se sim, venha limpar o chão de novo, ele está imundo.
— Sim, mamãe.
Essa era a palavra mais era ouvida naquela casa: ‘’Sim mamãe’’, ela nunca tentou dizer outra palavra para sua mãe, já que uma vez ela viu sua mãe brava, depois desse dia, ela tenta o máximo possível não deixar sua mãe brava.
Hannah estava chateada. Queria poder falar para sua mãe que isso não se faz, pois os poucos jovens que ela se encontrou na vida não eram escravos da própria mãe, mas Hannah nem se atreveria a falar alguma coisa, não queria ter que dormir fora de casa de novo, Hannah tem calafrios só de pensar nisso.
— Hannah, depois de arrumar a casa vá na padaria comprar pão, se o pão não tiver bom... bem, você já sabe.
— Sim, mamãe – disse Hannah assustada e esperançosa, pois poderia encontrar seu vizinho, seu único amigo. Quando a mãe de Hannah ficou brava, ela deixou Hannah dormir na rua, sem comida, com frio, e ele a ajudou.
Se não fosse por ele, Hannah nem sabe o que teria acontecido. Ele deu comida pra ela e abrigo, e estava muito frio, já que naquela época estava no inverno. Seu nome é Remo Lupin.
Hannah estava limpando o quarto de sua mãe, quando acabou escutando ela resmungando na sala, algo sobre não via a hora de ele chegar. Por sua mãe não gostar muito de perguntas, preferiu deixar esse assunto de lado. Pegou o dinheiro para ir na padaria e foi.
Ao chegar na padaria, percebeu que todos estavam olhando para o Profeta Diário e resmungando coisas tipo: bem feito para o Potter ou nisso que dar querer muita fama, vira piada.
O padeiro também estava olhando para o jornal, mas diferente dos outros, não estava xingando esse tal de "Potter", estava falando algo como: "esse profeta diário é burro. Depois morre e não sabe porquê... " até que ele percebeu que tinha cliente foi me atender.
— Bom dia, o que vai querer?
— Bom dia, 6 pães por favor. – enquanto ele pegava os pães da prateleira, Hannah olhou ao redor. Só tinha gente falando mal do Potter, a fazendo se perguntar mais ainda o que esse Potter fez
— Senhor? – falou chamando a atenção do padeiro – desculpa se estiver incomodando, mas porque está todo mundo falando desse Potter?
O padeiro fez uma cara de surpresa, como se não estivesse acostumado a ver alguém não sabendo o que está acontecendo
— Nossa, é a primeira vez que escuto isso – suas palavras a deixando com vontade de apenas dar o dinheiro e fingir que nunca foi ali – Bem, esse ‘’ Potter’’ é Harry Potter, o menino que sobreviveu.
— Falando daquele mentiroso? – Alguém do seu lado falou isso, assustando-a. – Se não sabe quem ele é, ele é basicamente alguém que por um acidente ficou famoso e agora está perdendo a fama, então, está inventando historias para continuar famoso.
— Da pra ver que ele não está mentindo, porque alguém mentiria sobre isso? – disse o padeiro. E esse momento Hannah sabia que ele realmente é fã desse Harry Potter.
— Como eu disse, ele quer ficar ainda mais famoso. Se não, porque o ministro da magia falaria que ele está mentindo? – ele se virou para Hannah e disse– Menina, não sei quem você é, mas te dou um conselho: não confie nesse Harry Potter.
O homem desconhecido foi embora sem comprar nada e Hannah achava que esse dia estava ficando cada vez mais estranho. O padeiro fez uma cara estranha e falou o seguinte para Hannah.
— Está vendo o que está no jornal? O ministro da magia claramente está fazendo alguma coisa para ficar assim. Eu confio no Harry Potter, se não fosse por ele, só Deus sabe o que aconteceria com a gente. Talvez você nem teria nascido se ele não tivesse derrotado você-sabe-quem. Então, confie nele.
Hannah não entendia o motivo de tudo mundo começar odiar esse Harry Potter do nada. Aparentemente, se ele derrotou um cara malvado, era pra todo mundo gostar dele, não?
Na volta para casa, Hannah viu seu vizinho. Ele estava muito mal, pois essa semana foi semana de lua cheia, mas assim que viu Hannah, foi cumprimentá-la.
— Oi Hannah! Tudo bem? – cumprimentou Lupin alegremente.
— Oi Lupin! Estou sim, e você? – tentou forçar um sorriso, mas não deu certo. Ele percebeu que tinha alguma coisa errada assim que reparou em suas roupas rasgadas e folgadas.
— Deixa eu adivinhar... ela fez você limpar aquela casa enorme inteira de novo? – perguntou meio afirmando, e Hannah confirmou com a cabeça, Lupin suspirou – você precisa ser um pouco mais imponente Hannah.
— Eu sei, mas é que eu simplesmente não consigo! Quando eu penso em fazer alguma coisa, simplesmente... não vai – disse Hannah meio que desabafando – como se alguma coisa me impedisse disso.
— Mas um dia você consegue. – ele parou de falar, como se estivesse pensando sobre falar uma coisa ou não – Hannah, posso te dar um conselho?
— Claro, o que foi?
— Tente falar com sua mãe, conversar sobre isso, talvez ela entenda. Mas caso ela ficar zangada com você, é só me chamar correndo, ok?
— Ok, tchau Lupin – falou acenando e Lupin acenou de volta.
Assim que Hannah chegou em casa, sua mãe já estava a esperando. Elas fez a inspeção nos pães um por um, e percebeu que não tinha motivos para brigar com ela agora.
— É, parece que dessa vez você não fez nenhuma besteira com os pães... pode ir para o seu quarto. – Hannah foi de cabeça baixa pensando sobre o que o Lupin falou, talvez a deixasse brava e Hannah teria que dormir na rua de novo, e era apenas 11 da manhã. Assim, Hannah decidiu deixar de lado essa ideia maluca. E mesmo sendo cedo, por algum motivo, por algum motivo, Hannah tinha a impressão de que esse dia ia ser muito longo
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