P.O.V. Thalia.

Que ótimo! Finalmente estamos de férias.

Nada de lição, nem de alunos idiotas querendo tentar tirar uma com a minha cara.

Quase esqueci de contar que Nico e eu estamos juntos. Eu sei né ele é tão certinho e eu sou tão rebelde.

Acho que aquela coisa de que os opostos se atraem é mesmo verdade.

—Oi linda.

—Oi gato.

Cara, como eu amo beijar ele.

Ainda me lembro do que eu senti quando o vi pela primeira vez.

Flashback ON.

Primeiro dia no acampamento meio-sangue. Fala sério de onde foi que tiraram esse nome?

Eu e a Annie estamos super empolgadas.

—Quer ajuda com as malas Annie?

—Não. Tá de boa.

Ela estava concentrada em ouvir o que se passava ao redor e acabou trombando com um cara.

—Não olha por onde anda?

—Ajuda ela.

—Ela consegue levantar sozinha.

—Qual é a sua cara? Não tá vendo que ela é cega?

—Eu...

—Vem Annie, deixa eu te ajudar.

—Valeu Thals.

—Machucou?

—Não. Acho que não.

—Foi mal ai Annie.

—Tudo bem. Foi um acidente.

—Qual é o seu nome?

—Thalia Grace.

—Nico Di Ângelo.

Nós nos estranhamos durante um bom tempo.

—Vamos fazer arco e flecha Thalia? Por favor?

—Tá, mas depois nós vamos na oficina de arte.

—Feito.

Uma coisa que eu nunca vou entender é como a Anabeth mesmo cega consegue acertar uma flecha no alvo todas as vezes.

—Como você faz isso?

—Só porque eu sou cega não quer dizer que não tenha os outros sentidos.

Ela me convenceu a tentar e eu acertei no pneu de um carro. Um jeep.

—É nisso que dá deixar uma cega usar um arco e flechas.

—Fui eu que errei, não ela! E que eu saiba ainda consigo te ver infelizmente.

—Como uma cega conseguiria acertar o alvo?

—Assim.

Annie pegou o arco e as flechas e acertou bem no meio de todos os alvos.

—Uau! Isso foi demais.

—Obrigado.

—Você é bruxa por acaso?

—Sou.

—Uau!

—Mas, não é por isso que eu acerto. Acerto porque treino.

P.O.V. Nico.

Me lembro de como conheci a Thalia. Estávamos no acampamento de verão e eu trombei com a Annie, infelizmente fui muito grosso com ela.

—Não olha por onde anda?

—Ajuda ela.

—Ela consegue levantar sozinha.

—Qual é a sua cara? Não tá vendo que ela é cega?

Senti uma culpa muito grande.

—Eu...

—Tudo bem. Foi um acidente.

A moça que olhou pra mim estava com uma maquiagem carregada, cabelos pretos e soltos e ela me olhava irritada. Não consegui deixar de notar os seus lindos olhos castanhos que pareciam chocolate derretido.

—Se machucou Annie?

—Não. Acho que não.

A Annie é cega e atira arco e flecha com perfeição, mas a outra é horrível.

—Qual o seu nome?

—Thalia Grace.

—Nico Di Ângelo.

Annabeth atirou as suas flechas e quando deu umas duas horas da tarde elas foram para a oficina de artes onde Thalia fez um auto-retrato perfeito.

—É lindo.

—Valeu.

—O que achou do meu?

—Nada mal.

—Ficou horrível. Eu tentei fazer um vaso de flores e ficou igual ao desenho de uma criança de cinco anos.

—Pelo menos você tentou.

—Até o da sua amiga ficou melhor que o meu.

—Ai! Qual é?

—Tá desculpe.

Naquele instante a minha irmã e a minha namorada Silena entraram no recinto.

—Nossa! Querida, você tem talento.

—Obrigado. Quem é você?

—Sou Bianca e essa é Silena.

—Sou Thalia e essa é a Annie.

—Prazer.

Minha irmã estendeu a mão para Annabeth, mas ela não pegou.

—É um prazer conhecê-la.

Quando a Silena me beijou a Thalia fez uma careta, mas depois disfarçou.

Quando chegamos ao quarto Silena e minha irmã começaram a reclamar.

—Viu como aquela Annabeth é grossa? Nem pegou na minha mão.

—Bianca! Ela é cega.

—O que?

—Annabeth não pegou a sua mão porque ela não consegue te ver. Ela é cega.

—Oh! Foi mal.

—Foi péssimo.

—Tanto faz, e aquela Thalia. Que roupinha horrorosa! E aquela maquiagem?

—Parece uma aberração da natureza.

—Eu achei legal. Ela não é igual a todas as outras garotas, sempre loiras de salto alto e vestidos rosa.

—Ei! Eu sou loira, uso salto e vestido rosa!

—Eu sei. Acho que não existe no mundo garotas mais patricinhas que vocês.

—Obrigado.

Nunca vou entender a cabeça da minha irmã e a da Silena muito menos.

Naquele mesmo dia sai pra dar uma volta e peguei a minha suposta namorada de agarro com o meu melhor amigo Charles.

—Charles! Silena?

—Nós podemos explicar.

—Eu não quero saber. Acabou Silena.

Depois de algum tempo a mágoa passou e voltamos a ser bons amigos, mas demorou.

A Thalia me consolou, me ajudou e com o tempo nós fomos nos acertando.

Flashback OFF.

P.O.V. Thalia.

Assim que chegamos eu acordei o Nico.

—Nico. Chegamos.

Dei uns beijinhos nele que acordou sorrindo.

—Mais já?

—Já.

A casa da praia da senhora Jackson era demais. Tinha tipo uns 30 quartos, banheiros super luxuosos de mármore com banheira e hidromassagem.

—Uau! Jackson, você arrasa.

—Obrigado.

—A Suíte principal é minha e da Annie, mas o resto é tudo de vocês.

—Irado! Vamos Nico!

Felizmente conseguimos um quarto legal e as coisas ficaram bem.

Na hora do almoço, fizemos um churrasco na piscina.

—Uau! Vir nadar de salto já é demais não acham?

—Não vamos entrar nessa água cheia de micróbios. Preferimos apenas tomar sol e um copo de suco.

—Tudo bem.

Essas garotas são o cúmulo da patricice. Vieram de salto, maquiagem, brinco de argolas e óculos de sol que cobre metade da cara. Sem falar nos chapéus enormes e os roupões rosa e biquínis brancos.

—Ai Meu Deus.

—A Bianca é muito patricinha.

—Eu sei.

Thalia nada muito bem. Ela e Annabeth parecem até duas sereias.

—Você é linda sabia?

—Sabia. E você é um gato sabia?

—Sabia.

P.O.V. Nico.

Eu amo beijar a Thalia. Eu e ela somos almas gêmeas.

Totalmente opostos. Ela é a minha princesa Punk.

—Vai deixar o safado do meu irmão colorar a mão na sua bunda?

—Vou.

Tive que rir.

—Vagabunda.

—Cala a boca! Eu sei que você também deixa o Leo colocar a mão na sua bunda.

Ela ficou roxa de vergonha.