P.O.V. Thalia.

A minha filha está aprendendo a andar e por tanto nós não podemos mais sentar nem por um minuto.

Andamos e andamos. Não é apenas andar é andar curvado já que temos que estar sempre segurando as mãos dela, felizmente viver zanzando por ai dá uma bela duma canseira nela e ela dorme que nem um anjo a noite toda.

Ela logo vai estar andando sozinha e foi só eu falar e pronto ela se levantou e foi embora.

—Nico! Nico!

—O que foi?

—Olha.

Apontei para onde ela estava.

—Thalia ela está indo para a rua!

—Opa!

Corri e peguei-a no colo.

—Na rua não docinho. Não pode ir na rua sozinha.

Fechamos a casa e eu soltei a ferinha que foi andando e logo já estava correndo. E correndo que nem um raio.

—Ai, to acabada. Ela só sabe correr.

—Amiga você está linda.

—Vai se danar Annabeth! Ser mãe é cansativo, exaustivo essas criaturinhas te exaurem.

—Eu imagino.

—Não imagina não. Você nem faz ideia, mas dai acontece uma coisa que faz tudo valer a pena e depois volta a ser terrível.

—Parece bom. Pensei que gostasse de desafios.

—Mas, estou cansada eu não durmo direito e estou muito cansada.

—Eu ouvi da primeira vez.

—Socorro Annie. Seja minha babá.

—Babá?

—Seja babá da princesinha por um dia. Eu e Nico queremos dormir.

—Eu quero dormir.

—Claro. Você parece meio desequilibrada.

—Valeu. Nico! Ela disse sim!

—Estou indo!

Ele desceu com as malas e nós fomos passar a noite num hotel.

Dormimos e só acordamos na noite anterior.

—Acorda Nico. Temos que voltar.

—Caraca!

—Dormimos por tempo demais.

—Coitadinha da Annie.

—É. Vamos, comece a se vestir.

Logo ele se vestiu e nós voltamos correndo para casa.

—Pronto. Vamos.

Assim que chegamos a Annie estava desesperada. Desesperada.

—Nos desculpe Annie, dormimos demais. Vem com a mamãe Lily.

Segurei a minha filha. Apesar dela dar um trabalho lascado eu não trocaria ela por nada.

—Eu te amo garotinha. Minha garotinha linda.