A luz dos meus olhos.
18 Andando
P.O.V. Thalia.
A minha filha está aprendendo a andar e por tanto nós não podemos mais sentar nem por um minuto.
Andamos e andamos. Não é apenas andar é andar curvado já que temos que estar sempre segurando as mãos dela, felizmente viver zanzando por ai dá uma bela duma canseira nela e ela dorme que nem um anjo a noite toda.
Ela logo vai estar andando sozinha e foi só eu falar e pronto ela se levantou e foi embora.
—Nico! Nico!
—O que foi?
—Olha.
Apontei para onde ela estava.
—Thalia ela está indo para a rua!
—Opa!
Corri e peguei-a no colo.
—Na rua não docinho. Não pode ir na rua sozinha.
Fechamos a casa e eu soltei a ferinha que foi andando e logo já estava correndo. E correndo que nem um raio.
—Ai, to acabada. Ela só sabe correr.
—Amiga você está linda.
—Vai se danar Annabeth! Ser mãe é cansativo, exaustivo essas criaturinhas te exaurem.
—Eu imagino.
—Não imagina não. Você nem faz ideia, mas dai acontece uma coisa que faz tudo valer a pena e depois volta a ser terrível.
—Parece bom. Pensei que gostasse de desafios.
—Mas, estou cansada eu não durmo direito e estou muito cansada.
—Eu ouvi da primeira vez.
—Socorro Annie. Seja minha babá.
—Babá?
—Seja babá da princesinha por um dia. Eu e Nico queremos dormir.
—Eu quero dormir.
—Claro. Você parece meio desequilibrada.
—Valeu. Nico! Ela disse sim!
—Estou indo!
Ele desceu com as malas e nós fomos passar a noite num hotel.
Dormimos e só acordamos na noite anterior.
—Acorda Nico. Temos que voltar.
—Caraca!
—Dormimos por tempo demais.
—Coitadinha da Annie.
—É. Vamos, comece a se vestir.
Logo ele se vestiu e nós voltamos correndo para casa.
—Pronto. Vamos.
Assim que chegamos a Annie estava desesperada. Desesperada.
—Nos desculpe Annie, dormimos demais. Vem com a mamãe Lily.
Segurei a minha filha. Apesar dela dar um trabalho lascado eu não trocaria ela por nada.
—Eu te amo garotinha. Minha garotinha linda.
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