A lenda de Spyro: A nova era (Livro 1)
2 Warfang
Notas iniciais
Quilômetros longe dos dois pombinhos, estava a gloriosa Warfang, a cidade dos dragões. Sendo reparada pelos dragões e pelas toupeiras, parecia prosperar, porém a tempestade atrasou e atrapalhou o trabalho. Mas Terrador parecia estar preocupado com outra coisa...
—Droga! Onde estão?! -Amaldiçoava ele, revirando mapas em seu quarto. -E essa tempestade agora!
—Ei Terrador! Arf... Estávamos precisando de sua... Arf... De sua ajuda lá fora! -Volteer entra no quarto de Terrador, molhado e ofegante. -A tempestade derrubou um bloco de concreto gigantesco de uma das torres de vigia! Tive que ajudar as toupeiras a colocá-lo no lugar, e...
—Ora, Cale-se! Você já não cuidou do problema? Maldição! -Interrompe Terrador com sua voz de trovão. -Pare de me amolar!
Volteer se cala, surpreso. Notando os mapas na mesa e no chão ele se aproxima de Terrador com cautela. -Mhh... Está preocupado, não? -O tom de voz de Volteer muda para mais suave e sutil.
—Já disse para me deixar em paz! -Terrador grita e bate a massa espinhosa de sua cauda no chão.
—Ei, ei! Se acalme aí! -Volteer da um passo para trás.
Terrador suspira, arrependido. -Me desculpe Volteer. -Ele coloca uma garra no mapa, analisando-o.
—São os dois jovens, uh?
—Eu não consigo encontrá-los! Os últimos dragões que enviei para procurá-los voltou sem notícias deles! EM NENHUM LUGAR! -Terrador arrasta sua pata na mesa, derrubando todos os mapas e fecha os olhos olhando para baixo. -Nenhum... Lugar...
Volteer recolhe os mapas do chão, entristecido por Terrador. -Eu sei que eles estão bem! Os ancestrais os protegem, Terrador!
—E essa maldita tempestade agora! GRRR...
—Ahh... Terrador... -Volteer coloca a pata no ombro de Terrador. -Aqueles dois são duros na queda! Até parecem você! -Brinca Volteer.
Terrador suspira novamente. -Quando recebi a informação que Ignitus se fora... Eu... -Terrador vira seu rosto para longe dos olhos de Volteer.
—Terrador... Ele... Ele fez o que achava certo. Ele... -Volteer vê um pingo cair no chão, abaixo do rosto de Terrador. -T... Terrador...
—Ele sempre foi como um irmão... Nascemos juntos. Crescemos juntos. Lutamos juntos. E agora... -Terrador levanta sua pata até o rosto.
—Ei Terrador! Ele não gostaria de vê-lo assim! E também, eu o considero meu irmão também, Terrador. Assim com Cyr... -Volteer se cala quando Terrador, sem aviso nenhum, o abraça.
—Obrigado Volteer.
Volteer o abraça de volta. -Qual é? Você achou mesmo que depois de tudo que passamos juntos eu não o considerasse da minha família? Haha! Agora se acalme que você está me sufocando, montanha!
Terrador o solta e limpa algumas lágrimas.
—Heh! Não sabia que o montanha chorava! -Brinca Volteer.
Terrador bate na nuca de Volteer com a asa, derrubando-o.
—Uff! Okay, okay... Eu mereci isso! -Volteer se levanta e olha para os mapas. -Posso ajudá-lo?
—E você lá entende...
—Aqui! -Volteer aponta para um lugar no mapa.
—Uh? Mas... Como......... Por que a planície da solidão?
—Ora... Você está se concentrando em áreas perto do vulcão, mas eles podem ter sido lançados!
—Sim...
—E a planície não tem um rio ou lago, ou seja, acho melhor nos apressarmos, pois se estiverem lá... Irão morrer de sede em 1 ou 2 dias!
—Você tem razão...
—Tenho?
Terrador olha para Volteer com uma sobrancelha levantada.
—Ah sim! Claro que tenho!
Terrador bate em sua testa com a pata e balança a cabeça negativamente. -Vamos logo então, seu desmiolado! -Ele corre para fora.
—Ei! Não me chame disso! -Diz Volteer o seguindo.
—Está bem! Tagarela então!
—Ahh sim! Muuuuito melhor! -Fala Volteer, sarcasticamente, revirando os olhos.
—O que posso dizer? Te define em uma única palavra!
Finalmente os dois decolam em direção à planície, com a chuva forte batendo em seu corpo como agulhas.
—Ignitus... Por favor, proteja-os! —Pensa Terrador voando o mais rápido possível.
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