A lenda de Spyro: A nova era (Livro 1)
20 Viagem.
Notas iniciais
Sparx se aproxima de Cyro. -Olá Spyrozinho!
Spyro ri um pouco ao ouvir aquelas palavras.
Cyro olha com seus olhos esmeralda para Sparx e sorri.
–Ele tem os olhos de Cynder! Com toda a certeza! -Diz Sparx. -Errr... Cynder. -Sparx começa a coçar sua nuca, meio encabulado.
–Sim, Sparx? -Cynder levanta seu olhar de Cyro para Sparx.
–Errr... Agora que você e Spyro são uma família, eu queria p...pedir d...de...desc...desculpas! -Sparx olha para outro lado, evitando os olhos de Cynder.
Cynder arregala os olhos. -Desculpas? Do que?
–Ahh... você sabe! De não acreditar em você! Eu não sei porquê eu falava aquilo tudo para você e...
Cynder sorri para ele. -Sparx. Não se preocupe com isso, sim! Eu te entendo! Queria apenas proteger Spyro de mim! Eu sei completamente o que você queria dizer... apesar de aquilo me machucar...
Sparx olha para ela e vê lágrimas caindo de seus olhos. Ele fica perplexo vendo aquilo. -C...Cynder! Você está chorando?! E... Eu nunca...
Cynder enxuga as lágrimas. -Não é nada! Não se preocupe! Pelo menos você está arrependido, e isso já me agrada.
Cyril sorri vendo aquilo.
Sparx se aproxima de Cynder e a toca, na ponta do focinho. -Você mudou desde a última vez que eu te vi!
–Bem... Posso ter mudado. Mas não quebrei a promessa, quebrei?
–Não... você não quebrou! Obrigado por isso, Cynder! -Responde Sparx.
–Promessa? -Pergunta Spyro.
–Ela me prometeu que iria cuidar de você antes de vocês irem para o vulcão!
–Ela prometeu? -Spyro olha para ela e sorri. -Claro que prometeu! -Spyro a lambe no pescoço, fazendo-a ronronar de felicidade.
Sparx revira os olhos com aquilo. -Certo certo... vocês precisam mesmo ficar fazendo isso?
Os dois riem bastante. -É bom ter você de volta, Sparx! -Diz Spyro, ainda rindo.
Horas se passam e Spyro já havia apresentado os novos guardiões e os candidatos para Sparx. Ele gostou de conhece-los, assim como eles gostaram de conhecer ele.
Depois de um tempo, Spyro se reúne com os guardiões, querendo saber mais coisas sobre Fierus.
–Certo! Alguém aqui sabe onde esse maldito do Fierus pode estar? -Pergunta Spyro.
Todos ficaram em silêncio sem ter o que falar. Helen analisava os mapas, na esperança de achar algum lugar que Fierus pudesse estar escondido.
–Ei, gente! -Diz ela. -Parece ridículo, mas ele não pode estar escondido no último lugar em que pensarmos?
–Mas se for o último lugar que pensarmos, como iremos saber qual é esse lugar? -Pergunta Ray.
–As ruínas do templo! -Diz Spyro.
–Uh? -Helen volta aos mapas e localiza o antigo templo. -Sim! Faz sentido!
–Claro! Temos que ir lá agora! -Diz Brutus.
–Mas Spyro não está em condição! A pata quebrada dele... isso não vai dar certo! -Diz Ray.
–Não se preocupem comigo! Já sofri bem mais que isso! Posso lutar! Eu só quero acabar com Fierus antes que ele faça mal a mais alguém! -Diz Spyro.
–O templo fica um pouco distante. Se partirmos agora, iremos chegar amanhã ou depois. -Diz Helen.
–Mhh... Acho que Sparx poderia cuidar de Cyro enquanto eu e Cynder estivermos fora...
–E também tem o Arbos! -Lembra Chama. -Eu percebi que ele gosta bastante de Cyro.
–Sim! Se tudo correr como esperado, poderemos matar Fierus e dar um fim a isso!
–Espero que você tenha razão! -Diz Chama. -Mas ele é muito forte, e pela velocidade de cicatrização das feridas dele, diria que ele esconde um grande estoque de cristais vermelhos!
–No templo antigo havia bastante! Acho que devemos levar alguns também! Irei me curar quebrando um pequeno fragmento. Acho que meu osso irá se reconstituir com isso! Levaremos alguns verdes também, caso ficamos sem energia vital. -Diz Spyro.
–Aqui Spyro! -Brutus sai da sala por um instante e volta com um pequeno fragmento de cristal vermelho na pata. -Quebre-o.
Spyro pega o fragmento e o aperta no chão, quebrando-o em pequenos pedaços. Esses pedaços começam a se mover e vão para a pata quebrada de Spyro. Ele sente um formigamento na pata conforme seu osso vai se restaurando. Ao fim, Spyro abre e fecha sua pata diversas vezes, querendo ter certeza que estava melhor. -Ahh... obrigado Brutus! Muito melhor assim! -Porém, suas feridas continuavam cicatrizando normalmente, devido a quantidade do cristal ter sido muito pequena. -Certo! Peguem... vinte fragmentos de cristais vermelhos e quinze do verde. Se despeçam de quem tiverem que se despedir e vamos!
Spyro logo corre para seu quarto para chamar Cynder. Chegando lá ele vê Cynder deitada aninhada com Cyro e, para sua surpresa, Sparx junto com Cyro. -Cynder! Precisamos ir!
Todos olham para Spyro. -Ir onde? -Pergunta Cynder.
–Nós e os guardiões iremos as ruínas do antigo templo. Achamos que Fierus pode estar escondido lá!
–Mas e Cyro?
–Sparx... você poderia cuidar do meu filho por uns dois ou três dias, até voltarmos?
Sparx olha para Cyro e depois para Spyro. -Como eu irei cuidar de um filhote que é cinco vezes maior que eu?
–Se precisar de ajuda, peça a Arbo! Com toda a certeza ele irá ajudar!
Sparx hesita por um momento. -Está bem... Eu cuido dele! Mas me prometa que vai voltar!
Spyro sorri para ele. -Todos nós iremos! -Diz ele. –Espero.–Pensa.
Cynder lambe bastante o pescoço de Cyro. -Cyro, meu amor, por favor, obedeça Sparx! Mamãe já volta!
Cyro lambe a ponta do focinho de Cynder em resposta. -Cuidado mama!
Cynder o abraça. -Vou ter! E você mais ainda, meu lindinho!
Então ela desce da cama e vai até Spyro.
–Tchau filho! Vejo você logo em! -Se despede Spyro.
Spyro e Cynder saem do quarto e vão para o templo, onde Chama, Ray, Helen e Brutus estavam colocando cristais em mochilas. Ray já estava com duas mochilas em seus flancos, fazendo-o parecer um médico.
–Está tudo pronto? -Pergunta Spyro.
–Sim! Estamos guardando o restante dos cristais agora. -Responde Brutus. -Se quiser as mochilas de Cynder e sua estão ali! Pode pegá-las!
Spyro e Cynder colocam suas mochilas, um ajudando o outro a colocá-las. Então todos as colocam e saem do templo. Eles sobem nas muralhas e dão uma boa olhada no horizonte.
–Será uma grande viajem! -Diz Helen. -Iremos ter que parar para dormir, comer e beber algo.
–Não se preocupem com isso! Creio eu que não passaremos por um deserto que não tenha água ou comida. Sobrevoaremos as florestas. Quando anoitecer iremos parar para caçar e dormir. -Diz Spyro, ao lado de Cynder. -Então vamos! Quanto mais rápido irmos, mais rápido chegaremos lá!
Com isso os seis decolam, Spyro e Cynder liderando-os, em direção para o templo. O sol já quase tocava a linha infinita do horizonte quando passaram por cima do local em que Spyro e Cynder foram atacados.
Todos os pássaros voando evitavam passar perto dos dragões, por medo de irem parar direto em seus estômagos.
Quando começa a anoitecer Spyro comanda todos a descerem na margem de um lago que estava lá. Todos vão caçar e voltam com um cervo cada.
Spyro sorri ao ver todos trabalhando juntos: Brutus junta lenha, Chama as acende, Ray tira toda a pele dos cervos e Helen os cozinha. Cynder achara algumas ervas que poderiam servir como tempero para a carne, assim como frutas e vegetais espalhados pela floresta enquanto ela caçava. Spyro estava arrumando os lugares perto da fogueira para eles dormirem. Eram realmente uma equipe fantástica.
Assim que a carne ficou pronta, todos se reuniram em volta da fogueira para comer conversando uns com os outros.
Não há como mentir, eles se divertiram bastante, conversando e rindo como se fossem um grupo de amigos indo acampar fora da cidade.
Para a infelicidade de todos, após eles acabarem de comer e conversar e irem dormir, começa a chover, porém não tão forte quanto a tempestade de alguns dias atrás.
Spyro e Brutus pareceram ter a mesma ideia, pois se levantam e, com cada um em uma ponta do grupo, batem as patas dianteiras no chão, levantando três paredes em volta deles e um teto, impedindo a água de chegar até eles.
Os dois então vão para seus lugares novamente e dormem tranquilos.
No dia seguinte Spyro e Cynder são os primeiros a acordar, se alongando. Os dois olham um para o outro e se beijam. Então se levantam e vão para o lago, beber um pouco de água. Logo após, Chama acorda com o sol batendo em seus olhos.
Ele olha para Spyro e Cynder bebendo um pouco de água e vai até lá também. -Bom dia para vocês dois!
Os dois param de beber para olhar para Chama. -Bom dia! -Dizem. Então voltam a beber.
Chama sorri e bebe um pouco também.
Após algum tempo, Brutu e Helen acordam, assim como Ray. Todos conversam um pouco mais antes de Spyro e Brutus demolirem as paredes de terra e decolarem novamente.
Spyro e Cynder não paravam de pensar em como estaria seu filho.
Finalmente, depois de horas voando sem escala, as ruínas do templo podiam ser avistadas no horizonte.
–Pelos ancestrais... Eu não tinha o visto! O lugar onde eu conheci Ignitus, destruído! -Falava Spyro para Cynder.
–Spyro... Não pense assim! Agora temos outro templo!
–Sim! Você tem razão!
Todos vão direto para as ruínas, diminuindo de altitude conforme se aproximavam.
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