A lenda de Spyro: A nova era (Livro 1)
18 Um fio de vida.
Notas iniciais
Spyro saiu do quarto de Brutus, ainda meio embaraçado pela conversa que tivera com ele, e anda para seu quarto.
Chegando lá ele vê Cynder e Cyro aninhados, ainda dormindo, sorrindo bastante.
–Vou deixar eles dormirem um pouco mais, já que não dormiram ontem... Eles dois merecem isso!–Pensou ele.
Então Spyro decide ir para algum lugar fora de Warfang, para relaxar um pouco.
Quando Spyro estava chegando nos portões de Warfang, ele encontra com Chama, que estava voltando do templo.
–Olá Chama!
–Spyro! Oi! Onde está Cynder? Quase nunca o vejo longe dela!
–Eu deixei ela e Cyro dormindo mais um pouco, já que não dormiram ontem a noite toda!
–Cyro está melhor?
–Sim! Melhorou muito! Obrigado por se preocupar!
–Que que é isso, Spyro! Sou seu amigo! Seu e de Cynder!
–Nunca ninguém me chamou de amigo... Obrigado por ser assim comigo, Chama!
–Assim como?
–Quando você disse que queria muito me conhecer, pensei que você iria me tratar se curvando, ou como todos os outros me tratam! Eu odeio quando eu passo e todos falam que estão honrados em estar em minha presença! Nem pelo nome eles me chamam! Mas você? Você me chamou de amigo! -Spyro sorri.
–Ora! Não é isso que eu sou? -Chama dá um pequeno empurrão em Spyro. -Para onde você estava indo?
–Eu não sei! Iria relaxar um pouco na floresta.
–Quer companhia?
Spyro realmente queria conversar com alguém. -Seria excelente! Obrigado, Chama!
Os dois começam a andar para os portões abertos de Warfang. -Spyro! O que é seu modo negro?
Spyro olha para Chama. -Acho que é quando eu mais me assemelho ao meu... -Spyro se cala por um instante. -A Malefor. É quando eu não consigo controlar meus sentimentos. É quando um sentimento ruim flui muito intensamente dentro de mim. Geralmente a raiva!
–Mas Cyril disse que você estava em seu modo negro quando trouxe Cyro para ele.
–Eu não sei o que aconteceu naquele momento...
–Acho que é porque você se importava tanto com seu filho, que nada nesse mundo poderia te deter de protegê-lo!
Spyro sorri para Chama. -Pode ter sido... e é verdade!
–Eu sei que é! -Os dois passam pelo portão de Warfang, sendo saudados por todos que estavam lá.
–Eu fiquei sabendo sobre Fierus... Eu estava pesquisando para ver se eu o encontrava, mas não tenho nenhuma pista!
–Obrigado mesmo, Chama! Você não precisa fazer isso!
–Sim! Eu preciso! Não posso deixar Malefor retornar!
Spyro olha para Chama e se identifica com ele. -Como foi sua vida?
Chama olha para Spyro. -Bem... Meus pais cuidaram de mim até que...
–Cynder?
Chama assente. -Mas olhe, Spyro! Eu sei mais que ninguém que ela não teve nada a ver com o que aconteceu! Ela iria me matar também! Mas, eu não sei o que aconteceu! Quando ela matou meus pais eu tinha nove anos. Ela se aproximou de mim. Eu estava chorando muito, com medo de morrer. "Por favor! Não me mate Cynder!" Eu disse. Nesse momento ela parou e ficou me fitando. Eu sentia seus olhos em mim. Quando olhei para ela eu vi seus olhos esmeralda me pedindo ajuda! Pude sentir isso! Acho que ela conseguiu deter Malefor por algum momento, pois uma única lágrima caiu de seu olhos e ela saiu voando da minha casa. Agora eu sei o porquê de ela ter conseguido me deixar vivo! Foi porque eu chamei ela pelo nome!
–Eu não sabia disso! Chama... Obrigado por ser assim com ela.
–Não precisa agradecer! Vamos para o lugar que Fierus te atacou enquanto eu conto para você!
–Tudo bem! Só me seguir! -Spyro virar quarenta graus para a direita.
Chama então começa. -Eu não tenho nem um ressentimento com ela! Sua vida foi péssima! Assim como você disse, Malefor controlava seu corpo mas não sua mente! Ela via todos os dragões que matou. Sentia seus dentes encravando em seus pescoços. Ouvia seus gritos de agonia e pedidos de misericórdia! Em seus olhos eu vi muita culpa! Ela se culpa por uma coisa que não fez! Pelos ancestrais! Isso é tortura! Ainda mais com o apelido dela. Ninguém deve ter falado o nome dela em sua presença antes! É por isso que eu fui falar com Brasa quando ela xingou Cynder. Eu disse para Brasa: "Você não pode falar assim de Cynder! Ela nunca quis fazer o que ela fez! Estava sendo controlada por Malefor!" Nesse momento ela fez isso em mim. -Chama aponta para a cicatriz em seu olho direito. -Você me entendeu agora? Eu não tenho o porquê de querer me vingar! Não foi ela! Por isso eu quero impedir Malefor! -Chama estava falando com um tom de determinação incrivelmente intenso e majestoso. -Meu vô cuidou de mim até eu vim aqui! Foi lá que eu conheci Brasa! Ela morava ao lado da casa do meu vô. Treinava todo dia querendo te ajudar a batalhar contra Malefor, pois todos já falavam de você assim que você resgatou Volteer. Sonho bobo de criança!
–Você poderia!
–Haha... Não poderia não... Eu era muito... fraco! Bem... A primeira vez que eu vi Brasa foi... Nossa... Como se eu tivesse ficado paralisado! Ela era incrível! A dragonessa mais linda que eu havia visto! Meu coração pulsava rápido! Hahaha... Eu era um bobo apaixonado! Ficava observando ela todos os dias durante quatro anos! Eu me pendurava no muro e ficava vendo ela andando pelo quintal. Na casa dela tinha uma mangueira. Todos os dias, quando o sol estava um pouco mais da metade do céu, ela ia, escalava a árvore e ficava comendo manga, sua futa favorita. Ahhh... Eu estava completamente apaixonado. Depois desses quatro anos, quando eu estava com treze anos, ela descobriu que eu a observava todos os dias desde que eu chegara. Ela quis me dar o troca, mas não foi em um dia muito bom!
–Por que? O que houve?
Chama olha para Spyro e pensa um pouco. -Spyro. Eu te considero um irmão, cara. Você promete que não vai contar para ninguém?
Spyro sorri para ele quando ouve tais palavras. -Prometo!
–Bem. Você sabe o que é puberdade. Eu comecei com os... "rituais" da puberdade aos doze anos! Sempre pensando em Brasa!
Spyro começa a arregalar os olhos, já imaginando o rumo da conversa. -Pelos ancestrais... Você está falando que...
Chama assentiu, corado. -Em um dia, depois que ela já havia descoberto que eu a observava, meu avô saiu de casa para trabalhar como todos os dias. E como todos os dias eu fui para meu quarto e tranquei a porta, meu quarto era feito de tijolos de barro, eles acumulavam muito calor, e estava muuuuito quente! Então o que eu fiz? O que o burro aqui fez? Abri as janelas! Quando eu me deitei na cama de barriga para cima e comecei, adivinha quem estava me observando no canto da janela? E ela ainda ficou lá, me vendo, até eu quase chegar no fim! E para piorar tudo, eu ainda ficava falando o nome de quem? Dela! Depois de uns dois minutos ela resolve aparecer na janela falando "está se divertindo?". Agora, imagina o meu susto! Eu quase quebrei o meu pênis, mano! Ela então saiu da janela como se nada tivesse acontecido! Até hoje ela fica me chantageando com essa informação! -Chama olha para Spyro corado. Spyro estava desesperadamente tentar não rir. -Pode rir! Foi a dois anos atrás! Eu tenho que admitir que é engraçado!
Spyro começa a rir bastante, assim como Chama. -Devo imaginar como foi isso! -Eles então finalmente chegam no local.
A grande poça que tinha estava levemente suja de sangue. havia pegadas e rastros de pata perto dos arbustos, onde Fierus havia emergido.
–Spyro. Onde foi que Fierus mordeu Cyro?
Spyro vai até o lugar. -Aqui!
Chama se aproxima e começa a estudar as pegadas no chão. -Nada... Mhhhhh... Ele fugiu voando! Isso é certo! Mas para onde? -Chama olha mais atentamente e vê que uma das pegadas estava mais funda que as outras. -Ele decolou aqui! Para lá! Mas claro que pode ter mudado de curso no ar... Ainda sem pistas... Droga!
–Podemos sair daqui?
–Sim! Sim! Me desculpe por fazer você voltar aqui!
–Não se preocupe! Sei que está querendo me ajudar! Eu aprecio isso!
Os dois então saem de lá e começam a andar, sem rumo, apenas conversando e rindo.
–Chama... Você sabe guardar segredo?
–Sim! Por que?
Spyro olha para ele e para o chão. -Bem... errrr... não sei como falar isso...
–Fale! Eu não falo para ninguém!
–Bem... Errr... M... Malefor é meu pai, Chama!
Chama arregala os olhos. -Não creio nisso!
–Um dragão roxo só nasce de outro. Assim como Cyro é meu filho!
Chama olha para a frente. -Como o destino é engraçado, uh?
–Como assim?
–Ora! Você é filho de Malefor e é bom! Fierus é filho de Ignitus e é ruim! Hahaha! De uma forma ou outra você dois seriam inimigos! Estava escrito nas estrelas!
–Eu não tinha raciocinado desse jeito! Hahaha! Faz sentido, até!
–Claro que faz! Tudo que o destino faz, tem sentido! O destino as vezes é bom e as vezes não! Minha mãe me dizia uma coisa. Nós fazemos o nosso destino! E é verdade! Quando você vai caçar, por exemplo, e encontra dois cervos, só dois, um doente e o outro não, quem você vai atacar?
–O saudável, ora!
–Errado! Se você matar o cervo saudável, o doente irá morrer antes de poder procriar. Essas crias poderiam servir de alimento para um dragão morrendo de fome no futuro. Esse dragão, comendo esse cervo, pode sobreviver e vir a te salvar algum dia!
–Nossa Chama! Eu nunca tinha pensado desse modo!
–Antes de fazer uma escolha, você tem que pensar no que ela acarretará! É um efeito dominó!
–Agora que você falou isso eu estou vendo que poderia ter matado a mim e a meu irmão várias vezes!
Nesse momento eles escutam uma risada de garganta vinda de um arbusto próximo.
–Droga! Chama, fique atrás de mim!
–O que houve?!
–Fierus!
–Ora ora ora, Spyro... você trouxe o guardião de fogo? Isso vai ser mais fácil do que eu pensava! -Dizia a voz.
–Revele-se Fierus! Seu covarde! Como você pôde machucar um filhote daquele tamanho?!
–Huhuhuhu... do mesmo jeito que eu vou te machucar! -De algum ponto dos arbustos, Fierus pula direto na garganta de Spyro e o morde, com força, arrancando fiapos de escama, pele e carne.
Spyro grita de dor e eletrocuta seu próprio corpo, se livrando do agressor. -Chama! Fique atento! Ele joga sujo!
–Eu jogo sujo? Hahaha! Como você adivinhou? -Fierus joga terra nos olhos de Spyro, fazendo-o ficar sego por alguns instantes.
Nesse momento Fierus avança em direção de Spyro com seu corpo envolvido em fogo. Quando estava prestes a acertá-lo, Chama ataca a lateral do corpo de Fierus, interrompendo o ataque e lançando-o longe.
–FIQUE LONGE DE SPYRO! -Ruge Chama.
Esse tempo que Chama deu para Spyro, fez com que ele conseguisse se livrar da terra de seus olhos. -Obrigado Chama!
–Disponha!
Spyro olha para Fierus, que estava se levantando e sacudindo a terra de seu corpo. O pescoço de Spyro latejava de dor e sangue pingava no chão. -Maldito seja você, Fierus!
–Hahahaha! Como se sua maldição tivesse algum efeito sobre mim! -Fierus avança novamente na direção de Spyro, que estava com Chama ao seu lado.
Spyro olha para Chama e os dois assentem um para o outro. Eles então inclinam suas cabeças para trás e soltam duas esferas grandes de fogo na direção de Fierus.
Fierus fica um pouco pálido ao ver tal esfera, porém consegue escapar por milímetros, saltando para o lado e impulsionando-se com as asas.
–Precisaram de mais para me deter! -Zomba Fierus.
–Chama, Por favor, Fique atrás de mim! Ele quer você!
–Eu não vou te deixar na mão, Spyro!
Spyro dá uma olhada para Chama e sorri. Péssima escolha, pois quando ele vira os olhos para Chama, os chifres de Fieros enfiam nas costelas de Spyro, porém apenas alguns centímetros. Fieros faz força e arremessa Spyro para trás, agora com dois buracos em suas costelas.
–SPYRO! -Diz Chama, frente a frente com Fieros.
–Eu... GAAARRHH!... Chama... cuidado Chama! -Spyro tenta se levantar mas não consegue, pois suas costelas doíam.
Fieros pula na direção de Chama, derrubando-o de costas. Chama logo lembra do seu primeiro combate contra Spyro. Aproveitando o impacto de suas costas contra o chão, Chama coloca suas patas traseiras na pélvis de Fierus e o lança para trás, dando uma cambalhota, só que agora, ele aproveita a cambalhota e bate sua cauda em Fierus, fazendo ele cair no chão.
Fierus sente o ar sair de seus pulmões com suas costelas quebrando com a força gigante do impacto.
Chama logo se recompõe e corre para Spyro, ajudando-o a levantar.
–Obrigado Chama!
–Você está bem?
–Acho que minha pata... está quebrada! Mas eu consigo lutar.
Antes que Chama pudesse dizer algo, a risada de Fierus surge novamente.
–Huhuhuhuhu... Tenho que admitir que foi um bom golpe! -Fierus começa a se levantar, com a respiração pesada. -Mas não bom o suficiente! -Fierus fecha os olhos e ergue as patas dianteiras.
–Essa não! -Spyro logo sabe o que ele iria fazer. -Chama, fique atrás de mim e se proteja com as asas!
Chama não hesita e faz o que Spyro pediu. Fierus fecha suas asas em torno do corpo. A grama e as folhas das árvores começam a se mover com o fluxo de energia vital irradiada de Fierus. Spyro, mesmo com a pata quebrada, se levanta e pisa no chão com força, fazendo um pequeno gemido de dor sair de sua boca. Uma parede de mais de um metro de espessura sobe na frente dos dois bem na hora em que Fierus abre suas asas e uma grande onda de fogo é disparada em torno dele.
A grama e as árvores em uma distância de dez metros foram totalmente carbonizadas. Spyro começa a sangrar pelo nariz, pelo esforço de manter a parede erguida.
Chama, que estava atrás dele, percebe as escamas de Spyro perdendo a coloração. -Spyro! Você vai morrer! Está usando muita energia vital!
–Eu... Tenho... Que... Lhe proteger, Chama! -Spyro realmente estava a ponto de desmaiar quando a onda de fogo sessa. A parede de terra cai na mesma hora em que o fogo acaba.
–Chama... Eu... -Spyro cambaleia, quase caindo, Mas Chama o segura.
–Eu estou aqui, Spyro! -Chama toca o ombro de Spyro e transfere um pouco de sua energia para ele.
Spyro se sente melhor, porém nem tanto. -O... Obrigado Chama!
–Pelos ancestrais... -Fierus olha para os dois ofegante. -Vocês são barra pesada! Então acho que não poderei brincar mais!
Nesse momento Fierus começa a correr. Antes que Spyro ou Chama pudessem se mover, Fierus bate com toda a força no topo da cabeça de Spyro, fazendo ele bater com o queixo na terra e ranger os dentes. Spyro parecia ter desmaiado com tal ataque. Sua costela mal se erguia com sua respiração.
–SPYRO! -Chama o vê caído no chão, sangrando na cabeça e no pescoço em vários pontos.
Chama começa a dar passos para trás quando vê Fierus se aproximando dele com um sorriso malévolo no rosto.
Quando Fierus coloca uma das patas na frente do focinho de Spyro, caído no chão, Sente uma fisgada nela e olha para baixo. Para sua surpresa, Spyro tinha a mordido até enfincar seus dentes nos ossos de Fierus. Spyro então puxa sua cabeça de lado, quebrando a perna de Fierus e fazendo-o cair no chão. Nesse momento Spyro ergue sua cabeça e joga Fierus para o outro lado de seu corpo, fazendo-o bater no chão. Spyro então faz o mesmo movimento para o outro lado. Repetiu isso umas duas ou três mais vezes até que lançar Fierus longe, lançando um míssil terrestre que bate em Fierus, fazendo-o ir ainda mais longe, caindo atrás dos arbustos.
Chama fica perplexo com a cena de Spyro usando Fierus como um boneco de pano e batendo-o no chão como se fosse um crocodilo querendo matar sua presa. Spyro estava muito ofegante e dolorido, principalmente na cabeça. Demorou um pouco até Chama perceber e ir ajudar Spyro a se levantar, colocando uma das asas de Spyro sobre seu obro.
–Chama... Eu... Dói! Muito! -Spyro quase não tinha forças para falar.
–Se acalme, Spyro! Vou te levar para Cyril neste instante!
Chama começa a andar lentamente para Warfang, devido o peso do corpo de Spyro, que estava a ponto de desmaiar. Para ajudar Spyro a aliviar um pouco sua dor, Chama deu ainda mais um pouco de sua força vital para ele, mas não muita, pois Spyro o impedira.
–Não! Guarde para você! Você pode precisar! -Dizia.
Demorou meia hora para Chama levar Spyro até um ponto que um guarda os avistou e pediu reforços.
Antes de Cyril vim e carregar Spyro, ele disse.
–Obrigado Chama!
–Não precisa agradecer, Spyro!
Cyril coloca Spyro na maca da enfermaria.
–Pelos ancestrais! Você está muito machucado! O que houve!?
–F... Fierus!
Cyril para por um instante e depois continua limpando as feridos. -Novamente ele? Maldição!
–Mas acho que ele irá ficar longe por algum tempo! Chama quebrou as costelas dele e eu uma das patas... -Spyro ruge quando Cyril passa um pouco de cicatrizante nas feridas de seu pescoço.
–Desculpe! Acho que deixará cicatrizes no seu rosto, Spyro!
–Só não quero morrer!
Cyril estranha tais palavras. -Oque?
–Se eu morrer, deixarei Cynder triste! Não quero isso!
Cyril sorri ao ver que Spyro, mesmo todo ferido daquele jeito, ainda se preocupava com os sentimentos dos outros. -Ai Spyro... Pelo menos agora eu sei que você continua sendo você! Não se preocupe! Você vai ficar bem! Eu juro! -Cyril começa a dar pontos nas feridas de Spyro.
Após Cyril acabar de cuidar das feridas de Spyro, ele começa a examinar a pata quebrada de Spyro. Ele coloca uma tipoia em Spyro. -Alguns dias com isto e você ficará bem! Peça para Cynder passar algo para acelerar o concerto dos ossos.
–Obrigado Cyril! -Spyro se levanta e sai da enfermaria. Chama estava o esperando com Cynder e Cyro, muito preocupados.
Ao verem Spyro sair da enfermaria, Cynder corre para ele e o abraça, chorando.
–Spyro! Pelos ancestrais! Você me deu um susto! Você está bem?
Spyro a abraça com as asas também. -Sim... apenas com a pata quebrada!
–Ah, Spyro! -Cynder chorava muito vendo Spyro daquele jeito.
–Se não fosse por Chama eu não teria sobrevivido!
Cynder olha para Chama. -Obrigada Chama! Muito obrigada mesmo!
–Disponha disso, Cyn! -Chama sorri para Cynder.
–Vamos para o quarto! Vou cuidar de você, meu amor! Pode vim também, Chama!
–Está bem! Eu... eu vou!
Os quatro então vão para o quarto de Spyro e ficam conversando.
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