A lenda de Spyro: A nova era (Livro 1)
4 A Revelação.
Notas iniciais
Assim que Warfang aparece no horizonte, Spyro percebe que os muros já não estavam quebrados. Estavam concertados e ainda com muitas pessoas trabalhando em diversos prédios para ajudar no concerto.
—Está mais bonita do que eu lembrava! Mas... Faz apenas dois dias que derrotamos Malefor! Como isso é possível?!
—O amor que todos sentem pela cidade faz com que eles trabalhem em uma velocidade e habilidade incrível! -Responde Terrador, de certa forma até orgulhoso pelos habitantes da cidade.
—Magnífico! -Diz o dragão roxo, um olhar de admiração para a cidade.
—E também temos que nos apressar em acabar os reparos, pois receberemos os candidatos para os novos guardiões amanhã. -Completa Terrador.
—Novos guardiões? Por que? Vão se aposentar?
—Devem haver quatro guardiões do templo para ter o equilíbrio dos elementos. Então iremos anunciar a nova era. -Explica Terrador.
—E quem são os candidatos?
—É bom você ter perguntado, porque é dever do dragão roxo, junto com os antigos guardiões, escolher os novos!
Spyro olha para o rosto de Terrador, surpreso. -Eu e vocês?
—Sim. Bem... São eles: Helen e Cassandra, candidatas de gelo...
—Teremos uma guardiã nessa era!
—Rya e Ray, candidatos de eletricidade, irmãos inclusive; Brutus e Arbo, candidatos de terra; e finalmente Chama e Brasa, candidatos de fogo. São todos da mesma idade que você e Cynder. Na mesma faixa de idade na realidade, não iguais.
—Estou ansioso para conhecê-los! Cynder foi a única que conheci da minha idade.
Terrador e Volteer passam pelos muros de Warfang e pousam no centro da cidade, colocando Spyro e Cynder no chão, um do lado do outro.
Todos os habitantes, de diversas espécies, já sabiam do retorno dos dois jovens e estavam lá, os aplaudindo e saudando.
Cyril surge do meio da multidão e abraça os dois. -Eu sabia que vocês iriam voltar!
—Cyril... -Spyro e Cynder devolvem o abraço, tão carinhosamente quanto.
—Lamento por Ignitus. -Cyril olha nos olhos de Spyro.
—Eu devo lamentar. Você era bem próximo dele.
—Não mais que Terrador...
—Sim. Sei disso.
Cyril olha para as feridas. -São bem graves, uh? deve estar muito dolorido! Como não estão sangrando?
—Eu estanquei o sangue de nós dois!
—E você não sabe a novidade! -Cynder sorri, se aproximando de Spyro.
—Novidade? Qual? -Pergunta o dragão de gelo.
Cynder beija Spyro na frente de todos, deixando-os indignados e sussurrando: "Coração Leal e o Terror dos Céus são companheiros!" e "Isso não está acontecendo!"
Todos os sussurros estavam botando Cynder no chão, literalmente no chão. Ela começa olhando para o chão, depois começa a se agachar. Spyro não permite isso continuar e intervém.
—CALEM-SE! -Spyro ruge alto e todos se calam imediatamente. -COMO OUSAM FALAR ASSIM?! ISSO É RIDÍCULO! COMO PODEM FALAR ISSO DELA?! QUEREM OQUE?! QUE ELA FIQUE TÃO, MÁS TÃO DEPRIMIDA, QUE TENTE SE MATAR E DAR UM FIM NISSO?! ACHAM QUE ELA NÃO ESTÁ ARREPENDIDA?! PENSEI QUE VOCÊS, DEPOIS DE TUDO, A DEIXARIAM EM PAZ! SE NÃO FOSSE POR ELA EU ESTARIA MORTO! EU A AMO, E ISSO NÃO IRÁ MUDAR NUNCA! -Spyro estava realmente furioso com tamanha injustiça e falta de compaixão de alguns dos habitantes ali.
Muitos dos habitantes ficam realmente sem jeito olhando para o chão sem conseguir olhar para Spyro e Cynder, alguns envergonhados.
Cynder continuava agachada, como se tivesse um peso em suas costas e ela não conseguisse se erguer.
—Cyn? Está tudo bem? -Pergunta o dragão roxo, abaixando o rosto até o dela e a afocinhando devagarinho.
—Sim... O... Obrigada Spyro. -Ela diz com a voz baixa, como se não quisesse ser ouvida por ninguém além de Spyro.
Cyril sorri ao ver tal cena. -Vocês são mesmo muito unidos. Estou orgulhoso de vocês! Parabéns, Spyro, por proteger tão bem ela! E parabéns, Cynder, por ser tão fiel a ele!
Os dois sorriem para Cyril.
—Agora venham! Levarei vocês para a enfermaria. E quanto à vocês, não quero mais ouvir tais palavras de ninguém! -Cyril comanda olhando para a população de jeito frio.
Os dois então o seguem até a enfermaria, onde todas as feridas levam pontos e são enfaixadas devidamente pelos médicos experientes de Warfang. Spyro rosna um pouco ao colocar os pontos, mas como os ferimentos de Cynder eram maiores, ela rugia alto de dor, porém mostrava bastante alto controle e inteligência, usando seu elemento de veneno para produzir um anestésico para ela não sentir tanta dor.
Após saírem, Spyro fala para Cynder ir descansar que ele logo iria com ela, mas antes precisava ir ver Terrador. A dragonesa ficava no quarto que foi dado para eles no alojamento ao lado do templo dos elementos.
O alojamento consistia em um grande prédio que poderia ser considerado um hotel, com vários quartos, banheiros e duas cozinhas comunitárias, onde quem quisesse poderia usar dês de que mantivesse as coisas em ordem. Os quartos eram gratuitos para quem precisasse, as únicas exigências eram manter as coisas organizadas, respeitar os outros moradores e procurar um emprego para ajudar na cidade até conseguir dinheiro para conseguir um lugar fixo.
Os guardiões tinham quartos no próprio templo porém, cada um com um só para si, diferente do antigo templo agora em ruínas no pântano das libélulas, que era um quarto só para os quatro.
Spyro caminhava pelo templo, que tinha uma arquitetura que imitava bastante o do pântano, tendo várias lembranças na arena quando treinava com os outros guardiões, principalmente Ignitus, que mesmo não falando e não pensando sobre isso, ele considerava-o como pai.
Chegando então no quarto de Terrador, percebia a porta aberta, então se aproximava devagar. –Terrador?
—Entre Spyro.
—O dragão roxo entra e vê Terrador deitado, massageando sua têmporas. –Está tudo bem?
—Sempre se preocupando com o bem estar dos outros acima do seu, uh? -Terrador comenta, rindo de leve e então olhando para Spyro.
—O que você quer dizer?
—Ignitus tem razão!
—Sobre o que?
—Seu coração é tão puro... -Havia um brilho no olhar de Terrador. Esperança. Isso era o que Spyro dava para as pessoas ao seu redor.
Spyro se aproxima e deita na frente de Terrador. -Está bem... Você está assim devido meu pai, certo?
—Sim... Você é bem diferente dele.
—Fale! Quem é ele?
Terrador suspira pesadamente, sabendo que isso daria trabalho para Spyro digerir. -Se você tiver um filho, ele será o próximo dragão roxo.
—E o que isso tem a ver?
—Um dragão roxo só nasce de outro dragão roxo ou quando um dragão roxo morre sem ter um filho, um ovo roxo nasce aleatoriamente de alguma dragonesa que esteja para bota...
Spyro raciocina um pouco, então arregala os olhos. –Não... Você está dizendo que...
—Seu pai é Malefor, Spyro!
Spyro fica horrorizado com a revelação. -Não pode ser!
—Lamento.
—Não!! Então eu estou mesmo destinado a ser como ele! Como ele mesmo disse!
—Não, Spyro! -Terrador aproxima sua cabeça da de Spyro. -Os atos de Malefor não influenciam quem é você! Você é Spyro! Ou "Coração Leal" Como todos estão lhe chamando agora!
Spyro olha para Terrador, um pouco melancólico ainda, mas curioso. -Por que Coração Leal?
—Devido sua lealdade com todos! Você resgatou Cynder mesmo com tudo que aconteceu! Acreditou nela quando ninguém mais acreditou! Matou Gaul! Destruiu, com Cynder, o Destroyer! E derrotou Malefor com quem antes era sua serva! Vocês salvaram o mundo! E vou te contar uma coisa: Ignitus, quando você não estava por perto, sempre te chamava de filho!
Spyro sorri. -Eu sempre o considerei um pai para mim, sabe... Ele sempre me tratou com tanto... Carinho.
—Ahh... Spyro... Tão jovem ainda e com tanta carga nas costas! Nunca duvide de si mesmo!
—Eu nunca irei! E... E minha mãe?
—Que eu saiba, somente Malefor sabe quem ela é... Sabia. Ouvi falar que ele havia se apaixonado por uma dragonesa na época que ainda não era... Daquele jeito.
—Entendo. Algo mais?
—Sim... Como você sabe, a nova era está se aproximando, ou seja, muitos ovos vão ser entregues para o templo para serem chocados. Como viu construímos um novo templo aqui na cidade, mas ele ainda é bem parecido com o anterior. Os ovos devem ir para o templo, mas eu deixarei você com o seu SE quando você o tiver eu ainda for guardião, pois é dever dos guardiões escolher se o dragão roxo irá cuidar ou não de seu filho.
—Obrigado Terrador. Cynder vai gostar de saber disso! Mas... Por que os ovos são entregues no templo?
—Os órfãos. Aqui em Warfang é aqui no templo que eles são entregues para serem cuidados. Em outras cidades eles tem incubadoras para tal.
—Oh! Isso... É legal. Nossa... Eu sou tão... Deslocado nessas questões.
—Haha! Normal. Nunca morou em uma cidade antes. Mas ei... Eu sei de um segredo dela.
—Uh? Segredo? Qual?
—Ela deseja muito ter um filho com você! -Terrador diz, sorrindo para Spyro.
A notícia indignou Spyro. E o deixou bem corado também.
—Más ela está com vergonha de te contar isso!
—Como você sabe?
—Ela contou para Volteer que contou para mim.
—Ela falou alguma outra coisa?
—Ela disse que se arrependia de tudo que fez para nós. Mas isso não importa mais, pois bem... Não foi ela.
—Com certeza não! Obrigado por me contar isso, Terrador! E não se preocupe! -Spyro se levanta e sai correndo do quarto. -Eu não serei como meu pai jamais!
—Eu confio em você, Spyro! -Diz Terrador sorrindo. -Com todo meu coração, assim como Ignitus. —Pensa ele.
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