A lenda de Lavender Town
1 Indo para Lavender Town
Notas iniciais
Lavender Town, provavelmente a cidade mais estranha, assustadora e misteriosa de toda a franquia Pokémon, ficou famosa pela sua música assassina e o seu aspeto horripilante. Hoje, vamos conhecer a história de quatro corajosos amigos que decidem ir a Lavender passar a noite, mas não uma simples e mera noite de verão ou outono… era noite de sexta-feira treze.
O dia aparentava ser normal, o sol brilhava ofuscantemente naquele final de tarde, os nossos quatro personagens voltavam da escola: Leaf, Red, Green e Obsidiana. Quatro adolescentes entre os treze e os quinze anos. Leaf caminhava alegremente, tinha o cabelo moreno e usava um chapéu branco, usava um vestido azul e vermelho e transportava uma mala amarela, Green ia do seu lado, seu cabelo ruivo despenteado tapava parte da cara que se mantinha neutra, usava uma blusa verde a condizer com o casaco, juntamente com umas calças de ganga, Obsidiana acompanhava Leaf nos seus saltinhos alegres, o seu cabelo negro comprido esvoaçava com o vento, usava uns shorts azuis e uma t-shirt vermelha, transportava também uma mochila preta. Por fim, Red andava calmo e sorridente a acompanhar o grupo, vestia uma t-shirt preta com um blusão vermelho como também umas calças de ganga.
— É tão bom que amanhã é sexta! – Festejou Leaf ainda aos saltinhos.
— Mesmo! Melhor que amanhã não temos aula por causa do torneio Pokémon. – Lembrou Red sorrindo ainda mais.
— Eu não sei se estão lembrados, mas amanhã é sexta 13, lembram? – Riu Green com escárnio, divertibdo se com a inocência dos outros, ainda com as mãos nos bolsos.
— É mesmo! — Animou-se Leaf, ela gostava dessas superstições — Devíamos fazer algo para o celebrar!
— Hum... Acho que não vai dar... – declarou Obsidiana um pouco ddesapontadada por ter de ficar fora dos planos — Vou passar o fim de semana perlongado a casa com a minha mãe.
— Vai a casa?! — Red perguntou num sobresalto, isso parecia-lhe algo inconcebível — Você vai para Lavender numa sexta 13?!
— Que tem? Eu vivi lá imenso tempo, não será a primeira nem a última vez que isso acontece. – Ela mostrou-se confusa.
Obsidiana havia nascido em Lavender, mas por causa da fama da cidade, os pais mandaram-na para uma escola em Pallet, ficando assim a viver na casa de Leaf. Ela sabia dos boatos que decorriam da cidade, mas nunca acreditou em nenhum. Sempre que ela ia visitar os pais nunca vira nada de anormal naquele sítio, exeto talvez a música tema do local, que não era o mais agradável aos canais auditivos.
— Então, Lavender tem a fama que tem, você vai mesmo para lá num dia com uma fama dessas? – Perguntou Red assustado. – Para além disso… lá há a Torre Fantasma…
— Você acha que uma treinadora fantasma tem medo de uma coisa dessas? – Indignou-se a morena, ela tinha-se tornado treinadora de tipo fantasma para fazer juro à sua cidade.
— Você vai quando? – Perguntou Leaf triste por a amiga não estar lá nesse fim de semana.
— Esta noite. – Respondeu.
— Puxa… Tão sedo… — Leaf desanimou um pouco, mas logo teve uma ideia. – Ei! E se fossemos com você?
— O quê?! – Red assustou-se com a proposta da amiga, ele morria de medo dessa cidade.
— É uma ótima ideia! — Alegrou-se Obsidiana com a ideoa espontânea da morena, ela adorava poder receber pessoas em casa — Vou ligar à minha mãe, de certeza que ela vai adorar a ideia de vos receber.
Sorriu, pegou do celular e afastou-se um pouco para falar com a mãe enquanto os seus amigos discutiam o inesperado destino de férias.
— Que bom! Vamos conhecer a casa da Obsidiana! – Riu Leaf batendo palminhas.
— Que bom? Ela vive em Lavender! Lavender Town! Mas vocês andam todos a cheirar folhas de Oddish? Desculpem, mas eu não vou! – Red estava apavorado com a ideia, parecia-lhe até irresponsável e imaturo fazer ral coisa.
— Não seja assim! Não vai dizer que acredita em tudo o que dizem sobre aquela cidade. Ou vai?- Perguntou Leaf, ela também achava que tudo aquilo era um abuso, um absurdo, uma grande coletânea de fake news.
— Não ligue, Leaf. Se Red não quer ir não vai. – Começou Green, parecendo estar a ser compreensivo, comportamento não natural do mesmo.
— Obrigado! – Agradeceu Red, esquecendo se de que era sobre Green que estavamos falando.
— É evidente que Red está cheio de medo de uns fantasminhas e Fake News que rondam Lavender Town. Para além disso, morre de medo quando ouve falar da Torre Fantasma, é um taboo falar sobre isso nos jantares de família. – Provocou Green, ele sabia que se provocasse o amigo ele iria.
— Não tenho medo nenhum! Só mesmo para o provar, vou com vocês! – Gritou Red meio que por impulso, mas quando se arrependeu estava dito.
Red era assim, simples. Um desafio era o suficiebte para ele ir. Green conhecia-o o suficiente para saber isso, Red sempre se esquecia que Green era bem manhoso quando queria.
— Ótimo. Assim vamos todos. – Sorriu Leaf olhando com um olhar cúmplice para Green, como se lhe tivesse agradecido.
Obsidiana voltou, a mãe disse que passaria por ali dai a pouco para os apanhar a todos, então que se preparassem.
O dia passou rápido, dentro de poucas horas já estavam todos à porta de casa da Leaf esperando que a mãe de Obsidiana os fosse buscar. Como ainda demoraria um pouco, decidiram acender a televisão num canal aleatório, estava a dar o noticiário da noite.
"Mais um acidente em Lavender Town, um rapaz treinador de Pokémon morreu hoje depois de ter estado a apanhar sol numa das ruas da cidade"
Esta era a notícia tema do jornal, algo irritava Obsidiana pela divulgação de títulos sensacionalistas e fazia Red soar em antecedência pelo desconhecido.
"As causas da morte ainda são desconhecidas, mas a polícia aponta para ataques de Pokémon selvagens, apesar de não haver marcas de ataques no cadáver, só algum sangue em redor dos olhos e ouvidos, sem ferimentos".
— Estão vendo?! Nós não devíamos ir! Aquela cidade assassinou o miúdo! – Defendeu Red usando palavras cruas e dolorosas propositadamenre, ele estava disposto a fazer tudo para não ir, menos perder o orgulho desistindo.
— O quê? Está brincando certo? A cidade não teve nada a ver com o acidente! Tem de haver outra razão, não há qualquer lógica neste título sensacionalista. – Contrapôs Obsidiana, ela achava impossível a cidade ter algo a ver com aquilo. Não é por alguém morrer numa cidade que essa cisade se torna assassina. Se alguém morresse em Pallet também seria logo a cidade que a matou?
— Sim, por exemplo, o miúdo pode ter visto um fantasma e ter caído de susto, bateu com a cabeça, fez um traumatismo e não foi socorrido a tempo. Algo bastante comum numa cidade com tão poucos acessos quanto Lavender.– Propôs Leaf demonstrando um raciocínio lógico de seguimentos.
— Então e o sangue? – Interrogou Green que apesar de se manter cético sobre Lavender, queria ver até onde aquela linha de pensamento ia.
— Ei, eu não sou detetive! – Leaf não sabia como responder. – Talvez o fantasma tenha entornado uma lata de Ketchup no miúdo. Vai que era um gastly desastrado ou assim. Não tem como saber!
— Eu acho que foi mais aquela música tema, também conhecida como música estoira miolos. – Explicou Green, ele não acreditava na maldição de Lavender, mantinha-se cético perante os acontecimentos, mas gostava de contar essas histórias.
— Música estoira miolos? Ninguém a chama assim! – Indignou-se Leaf com o erro do amigo. – Chamam de música estoira crânios!
— Pois é, desculpa. – Green riu, tanto lhe fazia do que lhe chamavam, ele não acreditava.
— Oi, meninos! Estão prontos para ir? – Perguntou uma voz feminina ao entrar na sala.
— Mamãe! – Gritou Obsidiana indo de encontro à senhora.
— Bons olhos te vejam, querida. Seus amigos estão prontos para ir? – Perguntou a senhora morena como a filha.
— SIM! – Gritaram Leaf e Green em coro empurrando Red para dentro do carro antes que ele mudasse de ideias e quisesse ficar, vai que o orgulho dele não o assegurava mais.
Obsidiana e Leaf colocaram a bagagem de todos no carro, era pouca coisa, o essencial para um fim de semana. Green mantinha conversa com a senhora que os levara naquela viagem e Red estava ocupado em não entrar em pânico, manter o seu ar tranquilo, afinal, ele era Red e tinha uma imagem a manter.
— Muito bem, podemos ir! – Declarou Leaf entrando no banco de trás do carro do lado de Red, do outro lado ia Green deixando Red ao meio, tentavam ao máximo afastar Red das portas.
Obsidiana entrou no carro e pôs o sinto, a mãe arrancou e lá foram eles, rumo a Lavender Town, a cidade assassina.
— Então, meninos, ansiosos por chegar? – A senhora meteu conversa.
— Muito, sempre quis ir a Lavender. – Respondeu Green sorrindo.
— Sério? Não tem medo do que dizem da cidade? – Perguntou amavelmente.
— Nem um pouco. – Respondeu com sinceridade.
— Então e você ai, vermelhinho, não está parecendo muito animado. Está com medo? – Perguntou a senhora olhando pelo retrovisor do carro para Red que estava muito inquieto.
— Com medo? Ele? Claro que não! Só está um pouco envergonhado! – Respondeu Leaf impedindo o amigo de responder, ela sabia que se ele respondesse podia ofender a senhora.
— Vergonha? Não precisa! Aqui somos todos amigos… — A Senhora parou um pouco, procurou o nome do garoto, mas não o encontrou. – Como vocês se chamam, mesmo?
— Pois é, mamãe, você só conhece a Leaf. – Lembrou-se Obsidiana.
— Estes são Red e Green. – Apresentou-os Leaf. – O Red é este envergonhado e Green é o outro.
A mãe sorriu para todos no retrovisor, como quem cumprimenta alguém que acaba de conhecer. Depois, prosseguiu a conversa mudando para outro assunto não relacionado.
— Obsidiana, como vão Gold, Silver e Crystal? – Perguntou a mãe como se nada fosse.
— Esses três? Partiram numa jornada por Kanto há pouco tempo. Porquê? – A garota ficou curiosa.
— Eles mandaram uma carta para você lá para casa. Deviam saber que você ia passar por lá. – Esclareceu sua mãe dando um envelope pra as mãos da filha.
Obsidiana observou a carta, estava assinado pelos três amigos, virou o envelope e viu que já fora aberto, sua mãe já tinha sido curiosa em ver o que aquilo tinha dentro, não se incomodou muito com o pormenor e leu a mensagem que estava dentro:
“Oi! Tudo em cima, amiga? A galera e eu estamos a adorar a nossa jornada, estamos ficando cada vez mais fortes, cara! Bem, mas não foi disso que aqui o Gold veio falar. Eu e os outros vamos passar por Lavender no fim de semana e vamos ficar com você! Sei que está morrendo de sausades minhas. Não sofra mais, eu estou chegando! Bye, amor! Bjs do Gold!”
“Ai, aquele Gold, sempre tão idiota… Bem, Obsidiana, eu vim corrigir o texto do Gold, vamos sim passar por ai este fim de semana, pedíamos autorização para ficar em sua casa nesse tempo se não for um incômodo. Acampar em Lavender não é aconcelhado e o centro Pokémon está sempre lotado. Esperamos que não seja um incômodo. Atenciosamente, Silver.”
“Ai, estes dois são sempre um saco. Oi, Obsidiana! É a Crystal a escrever. Eu sei que devia esperar por estarmos juntas, mas tenho de te contar já, eu não caibo em mim! Neste momento eu e Gold estamos andando! Estou tão feliz! Mas depois eu conto-te mais pormenores (que sei que você gosta de saber). Vamos passar ai no fim de semana, até lá, felicidades! By.: Crystal”
Aqueles três eram mesmo muito diferentes, Gold era um rapaz muito descolado, Silver um rapaz muito responsável e Crystal tinha uma grande personalidade, mas eram muito amigos também. Ao ler a carta ficou muito feliz, três de seus melhores amigos iriam visitá-la a Lavender e nenhum deles descreveu qualquer problema com o facto de ser a “cidade assassina”, agora só faltava Red perder o medo… isso e ver Ruby e Sapphire irem até sua cidade também…
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