A lenda de Lavender Town

10 As esperanças morrem.


Notas iniciais
Oi, pessoal! Bem, este capítulo será o início do desfecho final desta fic! Bem, eu não sei se esta fic acabará no próximo capítulo ou se haverá mais, mas em principio, terá mais dois capítulos! P.S.: Este capítulo foi maiorzinho! P.P.S.: Temos uma cena QUASE Ecchi neste capítulo! P.P.P.S.: Desculpem a demora em postar. P.P.P.P.S.: Este é só para chatear, agora deixo-vos ler! Enjoy!

– Que tédio… Não acontece nada… — Pearl dizia atirando com uma bola na parede estando sentado no chão.

– Não seja assim, Pearl! Tem de ter paciência, Platinum vai acabar por nos chamar… — Diamond estava sentado numa cadeira comendo uma sandes.

Ambos os amigos sempre faziam aquilo. Ficavam fechados num quarto enquanto esperavam ordens de Platinum, isso era intediante e de serta forma, rebaixava-os. Porque eles não podiam tomar suas próprias decisões? Porque tudo o que faziam tinha de ser sobre a ordem de Platinum? E porque eles estavam ajudando a dona Pérola? Eles não sabiam as respostas para essas perguntas.

– Diamond, porque nós estamos nesta torre? – Pearl questionou o amigo segurando a bola observativo.

– Não é obvio? Estamos ajudando Platinum, que havia de ser? – Diamond respondia sem tirar os olhos de sua sandes.

– Sim, mas… Estaremos nós a fazer o que é certo? – Pearl disse um pouco incerto se devia perguntar aquilo ao outro ou não.

Diamond desviou a atenção de sua sandes por momentos para olhar o loiro. Raiva estava nos olhos do moreno que se dirigiu ao pé do outro com passos largos e agressivos, Pearl encolhou-se um pouco contra a parede enquanto via o outro chegar.

– Nunca questione se ajudar Platinum é errado, idiota! A Platinum tem sempre razão, não dovide disso! Ouviu, seu bocado de lixo?! – O moreno o chaculhou pelo colarinho agressivamente.

– Mas Diamond, nós tmbém temos vida! Vai dizer que está feliz com o que fazemos com aqueles caras? – Pearl disse com uma voz meio assustada.

– Nós não conhecemos aqueles caras! – Diamond deu a ver ainda mais o seu lado revoltado.

– Eu sei disso, mas… Há algo que me diz que eles não são do mal… E porque os prendemos? O que dona Pérola lhes fará? – Pearl insistia.

– Não sei nem quero saber! Se Platinum ordena, nós fazemos! Ouviu?! – Diamond atirou o loiro com força contra a parede se virando enervado.

Pearl massageou o fundo das costas que ficara magoado, tendo a cara franzida tentando suportar a dor. Algum silêncio permaneceu no local enquanto Diamond olhava o chão atentamente, até que decidiu enterromper o silêncio.

– É que… Se fizermos tudo… Pode ser que ela se apaixone por mim… — Diamond esclareceu abraçando os seus próprios braços tentando permanecer com uma face séria, mas já não tão agreciva e estava com um tom um pouco rubro.

Pearl olhou com um sorriso meio compreensivo para o amigo que encarava o chão, se levantou e foi direto a ele.

– Diamond, eu sei que você tem esses sentimentos por ela, mas, não sei porquê, eu sinto que ela está diferente. – Pearl segurou o ombro do parceiro.

– Ela sempre foi assim, seu trolha! – Diamond berrou cruzando os braços.

– Eu sei disso, mas… Há ago em meu subconsciente que me diz que há algo que não está certo! Não me pergunte o quê, mas eu acho que não deviamos estar aqui e que o que estamos fazendo está errado! – Pearl tentava a todo o custo transmitir os seus confusos pensamentos sem fundamento para o amigo.

– Pare! Esteja calado! – Diamond segurou a sua cabeça, como se estivesse doendo – Está tudo igual, não conspire contra Platinum! Pois se o voltar a fazer, não prometo que fique só com as palavras!

Então Pearl, assustado com o comportamento agressivo de seu amigo, que sempre fora calmo, sentou-se no seu canto tentando acalmar-se. Diamond estava diferente, alterado. Pearl sentia isso, mas suas memorias confirmavam que ele sempre fora assim… O garoto estava confuso. Todo mundo dizia que ele fazia o bem em ajudar a dona Pérola a ressuscitar os Assassins Ghost, mas… Algo ou alguém algures na sua mente dizia que aquilo estava enrado! Que algo de muito mal ia acontecer se aquilo acontecesse… Pearl estava muito confuso.

……

– Ótimo… Está tudo correndo lindamente… — Dona Pérola ria olhando a bola de cristal que estava em seu bastão, onde podia observar a cena entre os garotos, e acariciando um Umbreon em seu colo.

Os planos da senhora estavam resultando. Silver, o isco, tivera atraido os garotos para a torre, os mesmos que Platinum estava entretendo e prendendo aos poucos. White, a garota que se opunha à passagem de Black, também estava presa, sendo que nada poderia trazer as memórias de Black, e segundo a sua oficial, Platinum, agora também Yellow e Red estavam presos. Tudo corria perfeitamente.

– Bom dia, mãe. O que está fazendo? – Black entrara na divisão olhando a mãe sentada no seu alto trono.

– Filho! Oh, meu querido, o que está fazendo aqui? Não se devia estar perparando? – A senhora disfarçou o seu ar maligno por de trás de um sorrisinho simpático.

– Eu estava, mãe, mas ocurreu que passei por aqui e vi que há problemas com Pearl, posso ajudar? – Black disse se curvando perante a senhora.

Dona Pérola olhou para seu Hypno que sempre estava nos pés de seu trono, acariciou a cabeça deste e depois olhou para o seu “filho”.

– Não se incomode, Black. Pearl está só com uma crise da adolescência, ele logo verá que o que fazemos é o melhor para o mundo. – A auto intitulada rainha desceu as interminaveis escadas do seu trono até ao chão, parando do lado de Black.

– De certeza, mãe? – Black quis confirmar colocando uma face fria.

– Absouluta, meu filho. Agora, vá treinar, a serimónia se concretizrá hoje, quando a lua estiver exatamente sobre esta sala. – A senhora aconcelhou penteando o cabelo moreno do garoto, demasiado sedutora para uma mãe.

– Como queira, minha rainha. – Ele fez uma vénia e saiu, se dirigindo ao seu quarto, que ficava no andar mais alto de Lavender.

Após Black sair, um silêncio permaneceu na sala, a malvada senhora levou um indicador ao queixo com um risinho maroto.

– Eheh… Com um filho destes dá vontade de cometer insesto… — Ela riu vaidosa se voltando e subindo as escadas na direção do seu trono.

Chegada lá a cima, se sentou, colocando os seus braços nos braços do trono e repousando a cabeça.

– Hypno? – O seu Pokémon de companhia perguntou com um ar preocupado.

– Não se preocupe, quando Pearl perseber o que se passa, já será tarde demais – acariciou de novo a sua cabeça – amanhã, por esta hora, os Assassins Ghosts já estarão renascidos e ai… Ninguém me irá parar!

A senhora soltou uma gargalhada maligna que pode ser ouvida em todos os cantos da torre, sendo que, tanto o grupo que era guiado por Platinum como os que estavam presos ouviram.

……

– Que foi isto? – Silver disse assustado com a gargalhada.

– Não se assuste tanto. Ou foi um fantasma ou foi dona Pérola gritando vitória. – White disse deitada no chão de sua jaula.

– Não seja tão pessimista, White. Nós ainda podemos sair daqui. – Red disse enquanto aconchegava Yellow nos seus braços.

– Pois! E tenho quase a certeza que nossos amigos estão trabalhando no duro para nos tirar daqui! – Yellow acentuou com um sorriso nos lábios.

– Quais amigos? Aqueles que os abandonaram e os colocaram aqui? – White respondeu pessimista.

– Não seja tão pessimista, White! Se bens os conheço, vão dar pela falta deles mais sedo ou mais tarde. – Silver estava convicto.

– Eu estou apenas sendo realista! Oiçam. A professia está marcada para hoje à noite. Diamond e Pearl devem vir-me buscar hoje à noite para servir de sacrifício. Já devem ser por volta das onze da manhã. Os vossos amiguinhos têm até à meia noite para fazer alguma coisa, caso contrário, ela vai renascer os Assassins Ghosts e depois vai querer eliminar as provas, ou seja, vocês! – White explicou.

– White, isso não vai acontecer, eles conseguem. Eu sei que sim. – Red confirmou convicto antes de um silêncio horrível voltar a dominar o ar frio daquela zona.

……

– Estamos chegando, galera, estamos chegando! – Platinum indicava sorrindo.

– Ena, finalmente vamos ver Silver! Não te preocupes, amigo! Nós vamos salvar-te! – Crystal dizia emocionada correndo atrás da azulada.

– Espere por nós, Crystal! – Ruby e Sapphire diziam em coro correndo apressadamente atrás da amiga.

– Eheh, calma, pessoal! Tenham calma… — Obsidiana riu um pouco indo atrás deles.

Leaf estava entusiasmda com o facto de ver os outros seguirem na sua frente, todos estavam passando para a outra sala. Ela teve vontade de o fazer também, então, deu um passo na direção da esperança, mas Green a segurou.

– Green? Que foi? – Leaf perguntou parando e olhando o mais alto.

– Acho que Red tinha razão… Algo aqui não está certo… — Ele começou intrigante.

– Como assim? Platinum nos está levando a Silver, não há nada de mal em os amigos se ajudarem, né? – Leaf mostrava-se confusa.

– Não é isso. Nós supostamente estamos em território inimigo, certo? – Green explicou à outra.

– Sim, e daí? – Leaf parecia não entender o raciocínio do outro.

– Não acha estranho estarmos aqui há algum tempo e não termos sido atacados? – Green apresentava os factos.

– Não tem nada a ver. Se calhar, Platinum sabe caminhos seguros. – Leaf contrapunha os argumentos do maior.

– Então se sabia, porque apareceu completamente arrasada na porta da torre? – O moreno interrogou, a ver se ela também conseguia justificar aquilo.

– Isso… err… — A morena ficou sem resposta.

– Isso mesmo. Há aqui qualquer coisa que não bate certo e é a começar pela Platinum… — Deixou a intriga no ar – Venha, Leaf, venha comigo.

Green puxou a garota pelo pulso na direção de um dos corredores perpendiculares àquele em que estavam, talvez na tentativa de arranjar explicações.

……

Enquanto isso, Platinum já tinha guiado o resto do grupo para o seu temeroso destino.

– Pronto, pessoal! Chegámos! – Platinum disse sorrindo e fechando a porta por trás de si.

– Que bom! Silver, chegámos! – Crystal disse animada correndo para o centro da sala.

– Mas… Silver não está aqui… — Gold constantou observando atentamente a sala.

– O que isto significa, Platinum? – Obsidiana perguntou.

– Surpresa, otários! – Platinum berrou antes de colocar uma máscara e olhava para cima.

Então, nossos heróis, olharam para o teto da sala, na varanda do segundo andar, estavam Diamond e Pearl, ambos usavam uma máscara. Então, os dois cumplices soltaram um pó, denominado por pó do sono, que caiu sobre os nossos heróis cá em baixo.

– Platinum... Como pôde… — Gold dizia tossindo.

Todos tossiam e iam caindo no chão, tentando batalhar contra o sono.

– Eu pensei… Eu pensei… Que eramos amigos… — Ruby disse com a voz fraca antes de cair a dormir no chão.

Em pouco tempo, todos haviam caido sendo que Diamond e Pearl desceram as escadas para o piso onde todos se encontravam e ambos arrastaram os nossos herois para o corredor, enquanto Platinum observava.

– Muito bem, pessoal. Muito bem. – Platinum sorria de lado retirando a máscara.

– Que quer que façamos com eles? – Diamond perguntou pegando no corpo adormecido de Sapphire e o empilhando sobre o corpo de Ruby em seus ombros.

– Leve esses ingénuos para o pé dos outros, não fazem falta. – Platinum disse os desprezando.

– Então e esta aqui? – Pearl disse puxando um braço de Obsidiana.

Platinum olhou o corpo da outra. Ela era a filha legitima da dona Pérola… Com certeza a rainha tinha planos para aquele ser inútil.

– Dessa trato eu, agora vão. – Platinum ordenou agarrando ela mesmo no corpo de Obsidiana.

– Sim, chefe! – Diamond e Pearl acentiram em coro.

Assim, os dois capangas levaram os corpos adormecidos para as catacumbas e Platinum arrastou o corpo da outra para a sala do trono.

……

– Hum… Onde estou? – Obsidiana perguntou acordando numa sala estranha.

– Ora, ora! Finalmente acordou, filhinha! – Dona Pérola disse sorrindo.

– Mãe?! – Ela se espantou, tentou se mover, mas reparou que suas mãos estavam amarradas na parede – Que você quer?!

– Oh, é assim que trata sua mãe? – Ela riu um pouquinho.

– Você nem se devia intitular minha mãe! Você é uma pessoa cruel! – Obsidiana berrou na cara desta.

– Não seja assim… Eu só faço isto para seu bem. Não quer ver sua família biológica de novo, não? Eu os vou renascer… — A senhora dizia sádica.

– Não quando para isso vai eliminar meus amigos! – Obsidiana berrou.

– Hum… Parece que você já sabe disso… Não se preocupe, eu vou fazer os possíveis para que esta noite… VOCÊ OS VEJA MORRER! – Dona Pérola riu que nem uma doida sádica.

– Você é um monstro. – A garota cuspiu essa frase.

– Eu posso ser um mostro, mas você é que está acorrentada, não é? Fi-lhi-nha? – A senhora se aproximou um pouco.

– Que você tem em mente? – A menina tentou se afastar com repulsa.

– Oh, nada, nada… Você conhece Black, certo? – A senhora começou intrigante pedindo ao menor para subir.

– Conheço, você sabe disso. – A garota suspeitou da serimónia que a mãe fazia.

– Ótimo, assim não vai achar estranho o treinamento dele. – A senhora se sentou no seu trono, apenas observando.

– Q-qual treinamento? – Obsidiana se assustou.

Dona Pérola ia começar a explicar, mas nesse momento três pessoas entraram pela porta.

– Senhora? Estamos interrompendo algo? – Platinum perguntou entrando com os seus dois cumplices atrás.

– Nadinha! E até chegaram em boa hora! Venham, queridos, venham até mim. – A senhora convidou-os a subir as escadas.

Os três subiram as interminaveis escadas, degrau a degrau até chegar ao trono onde a auto intitulada rainha estava, então, os três se curvaram.

– Precisa de nós para algo? – Platinum perguntou.

– Sim, pode explicar para Obsidiana no que consiste o treinamento de Black? – A senhora pediu.

– Com certeza, mas, desculpe o meu atrevimento, para quê explicar a esta renegada? – Platinum se endireitou.

– Pelo simples facto de que, hoje, será ela o objeto de treinamento. – A adulta riu sádica.

– P-porquê?! Porque não sou eu como de costume?! Eu não me importo! – Platinum se queixava.

– Querida, você não serve tão bem como ela… E também, quero punir minha filha por me contradizer. Então, por favor, exerça sua função e explique para ela no que consiste. – A senhora explicou com uma voz meio manhosa.

Platinum, um pouco desiludida, se chegou na frente e começou a explicar, com a sua face meio rubra, mas sempre precisa, direta e fria.

– Muito bem… O treino de Black consiste em treinar Black para o ritual de esta noite, sendo que para renascer os Assassins Ghosts é necessário que haja gemidos de prazer e gritos de dor de uma garota pura e apaixonada, para simbolizar o quão doce um fantasma pode parecer e o quão sádico ele é. – Platinum explicou.

– E… Como decorre isso concretamente? – Obsidiana engoliu em seco.

– Já reparou do jeito que está vestida? – Platinum disse como se fosse óbvio.

Aí ela reparou que apenas vestia um vestido branco sem alsas, e pela aragem que sentia, não parecia estar muita roupa por baixo.

– Não… Por favor, não! – Obsidiana pediu.

– Vamos, Black, inicíe seu treino. – A senhora pediu sádica.

Então, Black lhe retirou o vestido sem nem ligar, fazendo o vestido cair no chão. Obsidiana se contorceu de nojo, vergonha… Black era seu amigo, não devia de estar fazeno aquilo com ela… Era nojento! Seus gemidos alternavam entre nojo e dor, a sua mãe tinha passado dos limites. Diamond, Pearl e Platinum apenas assistiam enquanto Dona Pérola ria sádica, bem alto.

– Platinum, querida, por favor, vá buscar White, está ficando na hora. – A senhora pedia.

– Como quiser. – A outra obedeceu, enviando Diamond e Pearl para as catacumbas buscar White e ficando do lado da senhora.

– Em breve traremos os outros também… Todos eles assistirão ao renascimento dos Assassins Ghosts, e depois… Zás! – A senhora contou para a menina que sempre a ouvia.

E era assim que corria, a esperança começava a ser pouca, tudo indicava que eles iriam conseguir o que queriam, nossos heróis iriam perder e Dona Pérola conseguiria o que pretendia. Será que isso iria acontecer? Ou será que…

“… Ainda há um par de esperança?”

Notas finais
Oi de novo! Está evidente quem é esse par de esperança, né? xD Bem, por favor, deixe seu comentário! Até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.