Notas iniciais
Olá, obrigado por se interessarem pela minha mais nova fic (que na verdade é a minha primeira), desculpem-me pela a terrível sinopse que de algum jeito lhes chamou a atenção, espero que gostem, lembrando, sem "flames". E não, Hyperion não é o PO/OC, o personagem original é uma das protagonistas secundarias, mas Hyperion é o apelido de um personagem que não me pertence, portanto não foi criado por mim. Obrigado e boa leitura.

"Deixe me lhe contar a historia do homem que virou nosso mundo de cabeça para baixo, irei lhes falar de sua ascenção para o topo de sua era... e sobre sua queda."

Magnolia, Fiore, x779 .

A chuva caia forte e sonoramente contra os telhados da pequena cidade, a lua pairava no céu banhando as escuras ruas desertas com o pouco de luz que podia; a caligem(1) da noite era angustiante, as casas estavam escuras tal como a negritude da meia-noite, um único edifício se destacava dos demais, um prédio oriental que ainda possuía uma única ventana acesa. No solitário quarto iluminado da cidade, gemidos suaves podiam ser escutados vindo da cama no centro do cômodo onde um jovem casal copulava, o homem de cachos negros com duas mechas lhe cobrindo os lados do rosto e pele ensopada de suor, grunhia com cada estocada que fazia contra sua amante; a mulher, por sua vez, gemia continuamente, seus cabelos eram da mesma cor das asas de um anjo, suas madeixas estavam esparramadas no colchão, ela gemeu particularmente alto quando o homem pressionou-se contra o bojo(2) de sua barriga. Ela estava grávida. Ele agarrou os lençóis e moveu seus quadris para trás e com um brado estridente os trouxe de volta impactando-se contra a mulher em uma poderosa estocada que levou ambos ao êxtase total, eles permaneceram parados, imóveis, por alguns segundos até que o resultado das atividades do casal começou a fazer efeito, ele rapidamente rolou para o lado para não machucar sua companheira e deixou-se cair sobre a cama com um profundo suspiro de felicidade.

Olhando para sua esquerda, viu sua amante sorrir e abraçar-lhe, ele sorriu de volta e removeu mexas de cabelos do lindo rosto sonolento dela, quem rapidamente adormeceu, o ambiente se silenciou e naquele momento tudo parecia perfeito, o rapaz de cabelos preto fechou seus olhos e se preparou para juntá-la no mundo dos sonhos... quando de repente algo parecia estar fora de lugar, o ar ficou mais seco, mais frio, a luz da vela começava a se apagar e a escuridão parecia se rastejar pra perto dele, mas a coisa mais assustadora era certamente o sinistro par de olhos vermelhos que o observava das trevas, ele não enxergava o dono dos olhos, mas estava certo de que estava em sua frente quando sentiu algo agarrar sua garganta e travar sua respiração, em seu desespero ele tentou tirar o que quer que fosse que estivesse o segurando, mas suas mãos encontraram nada mas seu próprio pescoço, o olhar sombrio se tornou mais cruel e o rapaz começou a ficar pálido, sua visão ficou embaçada e seu peito parou de se movimentar, ele olhou para sua esquerda, a procura de ajuda da mulher, mas nada encontrou, a cama estava vazia pelo o que podia ver, a escuridão começou a rodea-lo e seus olhos se fecharam, e quando o fim parecia à um passo de distância... uma voz fraca porém suave sussurrou contra seu ouvido, difícil de ser compreendida no começo, mas ao passo que ela se repetia, a clareza e o volume também aumentaram.;

"pa... ac...rd..."

"pap... acord..."

"Papai acorde."

"Papai acorde!"

–Magnolia, Fiore, x784

Olhos negros se abriram rapidamente apenas para serem fechados de volta quando o sol os cegou.

"Papai~, acorde!" gemeu uma voz infantil.

Olhando para a sua barriga, onde ele sentiu um peso adicional, seus olhos se depararam com um jovem menina, de cinco ou seis anos talvez, com cabelos cor de platina, que chegavam até seus pequenos ombros, e um par de grandes olhos azuis cheios de energia, sua roupa consistia em um pequeno vestidinho amarelo e um par de botas marrons no seus pequeninos pés.

"Levanta logo! A mamãe já foi para a guilda com Shiro-chan e você esta atrasado!"

Ele suspirou cansado, o pesadelo lhe deixou exausto.

"Esta bem, esta bem Lisa, já vou me levantar." ele disse "Mas pelo menos sai de cima do papai para ele poder se levantar, tudo bem?" Lisa fez que sim com a cabeça e saltou de sua barriga que o fez grunhir de dor. Ele se levantou da cama e se dirigiu ao banheiro da suíte enquanto que sua filha foi correndo para o sofá da sala. Se olhando no espelho viu seu reflexo, já não era mais, ele, o mesmo rapaz do sonho, seu cabelo havia crescido e agora uma terceira mecha separava os olhos e pousava no seu nariz, seu rosto estava mais maduro e seus olhos, apesar de possuírem o mesmo tom de preto, agora carregavam mais anos de sabedoria, dor e felicidade.

"Estou com cara de merda." ele decidiu com outro suspiro e se direcionou ao chuveiro.

Entorno de meia hora depois, ele emergiu do banheiro vestido em calças azul escuras presas por uma faixa roxa escura, um par de botas seguidos por uma camiseta de botão, roxa, a qual ele deixou completamente aberta, mostrando seu torso musculoso; passando por sua filha, ele amarrou uma faixa preta em sua testa e ataduras em seus pulsos; ele abriu a porta mas parou quando sentiu um leve puxão em sua perna esquerda, olhou para baixo e viu que sua filha segurava uma trouxa prateada, ele sorriu e tomou a trouxa de suas mãos, estendeu para ver um casaco sem mangas com um pequeno leque vermelho e branco nas costas, vestiu o artigo de roupa.

"Obrigado Lis', já ia me esquecendo." ele agradeceu. Ele se agachou e mostrou as costas pra ela, alegremente ela escalou o torço do pai e sentou-se em seus ombros, depois de se levantar ambos atravessaram a porta. Sua destinação era um chamativo prédio oriental, o mesmo em que o homem e sua amada estavam em seu sonho, ele podia ser visto em qualquer lugar da cidade, tal era sua proeminência em relação ao resto da cidade. Eles passaram sob um arco de ferro, onde se lia 'Fairy Tail', o que significava que haviam chegado ao seu destinatário. Eles se aproximarão do casarão e pararam ente(3) a circular porta vermelha, o homem levantou seu braço para girar a maçaneta mas parou no meio da ação e teve que, rapidamente, sair do caminho junto à sua filha, para desviar quando a porta escancarou e um míssil de cabelos azuis voou por ele, ele, pela terceira vez naquele dia, suspirou de cansaço enquanto Lisa caiu na risada quando o homem impactou-se com o chão. Ele espiou pela a porta e mau teve tempo de pegar outro objeto voador e evitou com sucesso uma canecada no crânio. Isso chamou a atenção das pessoas dentro da guilda.

"Ei! É o Sasuke!" alguém gritou.

"Ele voltou!" outra voz chamou.

"Sasuke! Lute comigo" resoou pelo quarteirão, seguido por um garoto flamejante com cabelos rosados e rebeldes.

Sasuke o agarrou pela perna e jogou o rapaz no homem de cabelo azul que estava tentando se levantar, a colisão foi seguida por grunhidos mútuos de dor.

"Eu te disse pra não fazer isso Natsu." comentou um pequeno gato azul com um par de asas e um peixe na boca.
"Calado Happy..." retrucou o rapaz caído no chão.
"Aye" foi a resposta do intrigante felino que continuou a saborear seu peixe.
"Natsu..." ele começou "você esta cem anos cedo demais para poder me desafiar para uma luta e ter alguma chance de sucesso." ele disse entediado, como se esse evento fosse algo cotidiano.
"Dane-se! Eu vou te meter no chão! SEU DESGRAÇA-" ele foi interrompido no meio de seu discurso quando um punho gigante o encravou no chão de pedra.
"NATSU!!" uma voz incrivelmente grossa ecoou pelo quarteirão "Pare com essa bobagem antes que vocês tolos destruam a guilda!" um gigante bigodudo berrou contra o rapaz.
"M-Me-Mestre!!?" ele conseguiu murmurar antes de desmaiar. A pequena Lisa não conseguiu mais se segurar e começou a gargalhar nos ombros de seu pai. O gigante se virou para a garotinha com um olhar surpreso, depois sorriu largamente e riu. Seu corpo começou a encolher ao ponto de que no final do processo não passava de um metro de altura.
"Ha! Toma essa Natsu." zombou um rapaz de cabelo escuro e sem camisa.
"Olha quem esta aqui. Bom dia Lisa-chan!" disse ele alegre de ver a menina "Olá pra você também, Sasuke."
"Bom dia Mestre!" ela respondeu alegremente enquanto acenava com a mão.
"Hn" foi a resposta do pai.
"Sasuke-kun, Lisa-chan." uma voz melódica chamou o par de pai e filha. Ambos se viraram para a direção da qual a voz partiu. A mesma mulher do sonho, não havia mudado muito em relação ao homem. Seu cabelo branco estava mais longo, agora chegando até seu generoso busto, seu voluptuoso corpo estava coberto por um vestido rosa cheio de babados e um laço entre seus seios, e, no topo da testa, parte do seu cabelo era preso em um pequeno rabo de cavalo que apontava para cima. Em sua frente, em cima do balcão do bar, estava uma pequena criança, um garoto, com cabelo variado entre branco e preto e olhos negros como os de Sasuke, ele não podia ter mais de um ano e meio.
"Mamãe!!" gritou a garotinha que saltou de seu pai e pulou nos braços de sua mãe.
"Mira." disse o homem se aproximando da mulher e colocando sua filha junto ao bebê. Tomou-a pela cintura e plantou se em seus lábios.
"Ew!'' reclamou Lisa, enquanto cobria os olhos curiosos de seu irmãozinho.
Mira, depois de sair do beijo, riu levemente da reação de sua filha. Uma voz chamou por seu nome, ela se virou para Sasuke, desculpou-se e foi-se carregando uma bandeja com canecas em direção à voz. Foi então que Ele percebeu uma garota loira parada atrás dele com a face corada e tentando evitar seu olhar.
"Quem é você?" ele perguntou abruptamente. A face da garota ficou ainda mais vermelha e ela deixou escapar um pequeno guincho de susto .
"Essa é Lucy-san papai!" foi a resposta que recebeu, vinda de sua filha "Você não conhece ela porque Natsu-san trouxe ela pra guilda enquanto você estava fora." disse ela alegremente. Ele acenou a cabeça brevemente.
"Meu nome é Sasuke Uchiha. Suponho que eu tenha que lhe dar-lhe as boas vindas." ele disse, obviamente desinteressado.
"Ah! Ob-Obrigada por me receber Sasuke-san!!" ela respondeu desajeitadamente. A resposta do homem foi um resmungo indiscernível, deu as costas à loira e foi-se embora­­ "Hã... Lisa-chan, por que você chamou Sasuke-san de papai?" ela perguntou, se aproximando da garotinha que tinha seu irmãozinho no colo.
"Dã! Porque ele é meu papai!" disse energeticamente, a criança mais nova gemeu um pouco com um biquinho "E do Shiro-chan também!" ela completou.
"Eh!?" exclamou a mulher, espantada "Sasuke Uchiha, O Sasuke Uchiha, é seu pai!!?" ela dez que sim com a cabeça "Junto com Mira-san!?" outra acenada de cabeça "Como é que alguém nunca publicou sobre isso em nenhuma revista ou jornal? Quero dizer, dois ícones do mundo mágico tem dois filhos e ninguém nunca falou sobre isso?" ela perguntou estupefata.
"Ah, eles tentaram, mas papai ameaçou castrar eles." ela respondeu inocentemente, Lucy olhou para ela um pouco assustada "O que quer seja isso... mamãe nunca me explicou" ela murmurou "Papai não gosta que falem sobre a vida dele por ai." ela terminou sua breve explicação. Lucy abriu a boca para falar algo mas foi interrompida por sons de sinos vindos da catedral no centro da cidade.
DONG
DONG
DONG
"EH!? Já são três horas!?" ela se perguntou, levantando-se do balcão e dando o irmão para Lucy que o pegou sem jeito "Mãe, Pai, já vou indo! Volto para o almoço!" ela gritou, correndo pela porta o mais rápido que suas pequenas pernas podiam.
"Pra onde ela foi Mira-san?" perguntou a loira, devolvendo bebê para a mãe.
"Não sei ao certo, ela nunca nos disse quando ela sai, embora Lisa-chan não minta muito bem, quando ela quer guardar segredo, ela não abre a boca por nada." Lucy piscou algumas vezes até entender.
"Mas vocês nunca se preocuparam o que ela pode esta fazendo sozinha, ela poderia se machucar." voltou a perguntar preocupada. Mira sorriu para a garota mais jovem
"Ela é uma garota esperta, tenho certeza que ela vai ficar bem, e mesmo que algo aconteça com ela, Sasuke e eu vamos estar com ela na mesma hora." ela respondeu confiante, devolveu Shiro para Lucy e foi embora entregar mais bebidas para os membros, deixando a pobre coitada para cuidar do bebezinho que não parava de chorar. Ela ficou parada, tentando fazer com que o pequeno Shiro parasse de se remexer em seus braços, algo aparentemente difícil de se fazer enquanto tendo que desviar da luta entre Natsu e o rapaz seminu de antes, que estavam se xingando continuamente, ela suspirou em frustração.
"Natsu! Gray! Calem a boca e se acalmem!" ela rugiu, chutando sua sandalha contra a cara do rosado.

(Mudança de Cena)

Lisa estava correndo pela cidade com um grande sorriso animado em seu rosto, desviando habilmente qualquer pessoa ou objeto em sua frente, seu sorriso quase partiu sua cara quando avistou seu objetivo e a pessoa por quem ela procurava, sentado em um banco na pequena praça com uma grande árvore no centro, sua corrida teve sua parada na frente da figura, ela deu um saltinho, colocou suas mãos atrás das costas e se inclinou levemente em uma posição bonitinha que lhe caia muito bem.
"Bom dia de novo! Gaitō-san(4)!" ela disse com um sorrisinho; o homem se virou, fazendo jus ao apelido, vestia uma capa negra que lhe cobria dos pés até o pescoço, onde havia um colarinho tão alto que lhe escondia os lados do rosto e se curvava em direção aos ombros; e tinha na cabeça, impedindo qualquer tentativa de reconhecimento da sua identidade, um capuz de mesma cor, vindo do que quer que fosse que ele usava por baixo do manto, lhe escondia a face com sombras, revelando apenas a boca e uma pequena barbicha dourada.
Ele se virou para a garotinha e deu um sorriso que mal podia ser visto pela a escuridão do capuz, ele ergueu sua mão direita, coberta por bandagens, e bagunçou um pouco as mexas prateadas de Lisa, ela fez um biquinho adorável em resposta.
"Gaitō-san~, já te pedi pra não bagunçar meu cabelo." ela reclamou enquanto o homem abafou sua risada com a outra mão.
"Não posso evitar se você é tão adorável assim, Lisa-chan." ele se desculpou, ela corou um pouco ao cumprimento e se sentou ao lado de Gaitō, por algum tempo se sentaram em silêncio, apenas aproveitando a companhia um do outro.
"Então..." ele quebrou o silêncio "como você está? Alguma novidade?" ela se animou, enchendo o peito e balançando as pernas para lá e para cá.
"Bom primeiro um novo membro entrou para a guilda, é uma mulher o nome dela é Lucy -sem sobrenome estranho né? Eu sei- ela usa uma magia bem estranha que usa umas chaves bonitinhas pra-" ela começou rapidamente.
Já era o crepúsculo quando Lisa acabou de falar, ela foi forçada a parar seu monólogo em favor de tomar várias porções de ar para se recuperar, Gaitō sorriu da cena, mas perdeu seu sorriso quando ele se virou para ela e colocou uma mão em seus ombros pequeninos.
"Lisa-chan," ele começou serio, fazendo a garota olhar para ele atentamente "eu não vou poder mais ver você por um tempo-" ela fez que ia protestar mas ele segurou sua mão livre para cala-la "mas não significa que nós nunca mais vamos nos ver, é só que, coisas ruins vão acontecer daqui a alguns meses, coisas que vão deixar você e a guilda em perigo, principalmente se me virem falando com você, isso é algo que eu não posso arriscar. Mas eu prometo que assim que as coisas se acalmarem eu volto a vir aqui, talvez eu até te traga um presentinho, que tal?" ele tentou iluminar o clima com um sorriso, a garotinha tinha sua cabeça baixa, obviamente triste, mas ergueu a cabeça e fez que sim. "Venha cá, me dê um abraço de despedida, já é tarde, sua mãe vai ficar preocupada se você não voltar."
"Não." ela respondeu simplesmente.
"Eh? Como não?" ele perguntou alarmado com a resposta
"Não é um abraço de despedia, é um abraço de até mais." ela disse com convicção, Gaitō ficou imóvel por um segundo ou outro, estupefato, antes de gargalhar e abraçar a garotinha.
Quando ele deixou a ir, se levantou e começou a andar até a árvore no centro da praça, e então parou, levantando a mão para acenar para ela, seu corpo começou a brilhar e se desfazer em vários serezinhos com formato de pequenas garotas douradas e brilhantes com caldas longas e pontudas e asinhas de borboleta. A garotinha de cabelos brancos riu suavemente em deleite quando as viu e saiu correndo atrás das pequenas criaturinhas.
"Continue sorrindo Lisa, sobreviva esses tempos perigosos minha pequena lua... minha filha preciosa" sussurrou uma voz perdida no vento
Fim
(1)Caligem — escuridão
(2)Bojo — dilatação, inchaço, curvatura para fora
(3)Ente — perante
(4)Gaitō — capa, casaco, manto

Notas finais
E então? Gostaram, curtiram, amaram ou odiaram? E quem será o homem encapuzado, meio fácil, não sei se fui bom com todo esse troço de suspense; pra quem não descobriu quem ele é ainda, azar, só vou revelar mais tarde, no Arc de Laxus. Comentem, me mandem um bom feedback por favor.