O dia estava ensolarado, porém ventando levemente. Chuva estava a caminho.

O Shelby permanecia onde havia sido estacionado. Até agora não o usou por nenhum motivo. De qualquer maneira, seus pertences estavam no porta-malas, no qual o abriu.

Mercúrio estava na sombra de uma árvore, relaxando e olha para bruno.

O jovem percebe, observando o conteúdo. -Bom dia Mercúrio... Onde está sua... Namorada? -Um tom malicioso foi proferido.

Mercúrio cora um pouco. -Errr... Errr... Hehe... No... No meu quarto des... Descansando.

–Mhhhh... Aproveitaram então?! -Diz rindo, retirando duas maletas metálicas, trancando o porta-malas em seguida.

Mercúrio cora muito. -Err... Hehe... Posso dizer que sim...

–Meus parabéns! Hahaha... Desculpe os modos, mas acordei animado e disposto hoje. -Piscou para o dragão, adentrando na moradia de Spyro e sua família.

Mercúrio sorri assentindo. –Até mais tarde, amigo!

Spyro estava analisando um único pergaminho.

–Haverá trabalho hoje Senhor Spyro? -Bruno posiciona as maletas no sofá, abrindo-as.

–Trabalho? Mhhh... Creio que Cyro irá querer treinar algo durante a chuva! Os candidatos precisam aprender a lutar em todos os climas possíveis! E segundo nossos dragões de água e eletricidade, uma tempestade está a caminho!

De fato uma tempestade estava a caminho. Uma grande tempestade. O céu logo começara a escurecer.

Layla estava de pé, e não percebeu Bruno entrar.

O jovem começou a remexer tudo, pensando. -Devo pedir desculpas a ele... Infelizmente, eu já cansei de permanecer na escuridão!! -Sapatos sociais marrom lustrados, Calça Jeans grafite surrada, camisa polo abotoada, e um Blazer verde escuro aberto de gola alta, sem botão. Óculos quadrados de canto arredondado, com tinta verde.

Spyro fica observando. -mudando sua armadu...... Roupa?

–Errr... Sim!! -Retirou tudo, colocando na outra maleta as peças a serem usadas.

Layla só apareceu depois. -Amor?! Terminou o lanche? -Segurando a maleta na mão esquerda, chama-a com a outra mão.

Ela sorri assentindo indo para ele lambendo sua mão antes de colocar sua pata nela. -Sim! Mhh... O que havia ido fazer?

–Pegando os pertences querida. Agora, quero que me acompanhe, pois estou farto desta minha roupa. -Antes de sair acompanhado, ele acena para Spyro, que retribuiu igualmente. Olhando para o céu, dava para perceber que em talvez meia hora, uma tempestade castigaria Warfang.

Layla o segue, sorridente e brincalhona, trotando atrás de bruno.

–Mhhh... Parece que está determinado filhote... Errr... Que estranho... –O lupino diz na mente de Bruno.

O vento já era extremamente forte em Warfang e Layla gostava disso, fechando seus olhos deixando sua crina ser penteada pelo vento, deixando alguns poucos fios soltos voarem.

–Estranhou o quê? -Indaga Bruno, se aproximando da gigantesca entrada.

–Te chamar de filhote! É claro que... Você quer um pai por perto... Mas desconheço se irei conseguir agir como um... -O lupino ainda não se acostumou com a ideia.

Bruno sorriu depois de ouvi-lo em sua mente. -Eu acredito que sim... Você é o mais perto de um pai que eu conheço, e... Eu adoraria tê-lo como um padrasto...

–Ohh... Obrigado... Filho...

O casal passeava pela floresta densa. O vento aumentava gradualmente, enquanto o calor ainda não se extinguia.

–Aonde estamos indo, amor? -Ela finalmente pergunta ao olhar para o ex-humano.

Bruno percebeu a preocupação. -Iremos nos divertir no lago. Eu quero me livrar disso de uma vez por todas!! -Respondeu apontando para o seu traje.

–Nos divertir? -Ela se anima. -Se livrar? Por que?

–Nos meus pensamentos... Este traje indica mistério e a escuridão... Mas eu não sou assim... Não mais. E sim docinho... Vamos nos divertir!

–Claro que não! Você é amoroso! Muito! E como iremos nos divertir? Nadar?

O jovem assentiu. Caminhando mais alguns minutos, avistaram o majestoso lago cristalino.

A dragonesa sorri muito ronronando. Ela amava nadar. -Oba! Nada como nadar em um dia quente e abafado como este!

Assim que chegam Layla logo corre para o lago, e mergulha. -Ahhh! Que delicia de água!

Bruno começa a tirar sua roupa, o que deixou Layla com um olhar safado o olhando.

Bruno cora na hora e não tira sua calça.

–Parou o show por que meu amorzinho? -Ela pergunta nadando em direção dele.

–Errr... N... Nada... Ei! O que está fazendo?!! -Ele pergunta ao ver Layla mordendo a calça bem perto de seu corpo.

Ela abaixa a calça provocadoramente e então o olha nos olhos. -Nada de vergonha comigo, em amor?!

Bruno cora um pouco mais.

Ela então se vira e enrola sua cauda no braço dele e o puxa para a agua.

Bruno sorri muito. Estava muito animado para ficar o dia inteiro com ela.

Ela nadava em torno dele passando sua cauda entre as pernas de bruno de vez em quando.

Bruno se arrepiava todo ao sentir e olhava para ela, corado.

O céu escurecia gradualmente. O lago permanecia quente, o que motivou o jovem a adentrar, animado com sua parceira.

Layla sorria demais nadando em volta dele.

Iniciou a diversão, mergulhando de cabeça no lago. Graças ao seu pai, por ter lhe ensinado a nadar, permaneceu alguns segundos no ambiente, fitando o corpo de Layla boiando.

Layla afundou após bruno, o rodeando parecendo até uma sereia.

Aquilo deixava-o mais motivado. Alguém que se importava com ele, que o entende em geral... O seu amor. Um planeta condenado tentou lhe atingir de todas as formas, mas uma preciosidade o salvou do sofrimento.

Layla aparentava desligada de todos e de tudo, igualmente como Bruno. Eles queriam e iriam tirar o dia inteiro para se divertirem e, talvez, até intimamente.

Layla o abraçou debaixo da agua, deixando o corpo inteiro dela colado com o dele.

O jovem aos poucos se esquecia de tudo. Apenas ouvia o som calmante por dentro do lago, e apenas olhava sua parceira, abraçando-a com dificuldades.

A dragonesa sorriu, encostando seu focinho no nariz dele.

Ela sorria muito para ele com olhos totalmente sedutores, subindo aos poucos para não ficarem sem ar.

–Amor... Ah... Como eu adoro ficar assim, coladinha em você. –Layla diz totalmente abraçada com o ex-humano.

–Layla... Eu... -Ele desvia um pouco o olhar, expirando.

Zikayes percebeu o que ele queria perguntar. -Vai... Pergunta! Creio que ela responderá!

–Você...? -Ela pergunta toda boba.

–Permanecerá ao meu lado... Para sempre?! -Sua pergunta a deixou confusa, mas feliz também.

Ela entorta a cabeça e da uma longa lambida na boca de bruno. -Mas é claro que sim!

Corando um pouco, ele a fita bem nos olhos. A angústia no olhar era visível. -Isso é ótimo, mas... Tenho medo de algo ruim acontecer a você! Eu nunca me perdoaria se eu deixasse tu se...

–Layla lhe aplicou um beijo reconfortante e apaixonante.

Os olhos de Bruno lentamente se fecharam, sentindo a maciez e o fogo no ato. Delicadamente a segurou pela cabeça.

Layla se apoiou nele com as duas patas em seu peito, inclinando-se para frente e intensificando o prazeroso beijo. A língua de Layla se enrolava ternamente com a de bruno, e ela ronronava descontroladamente.

O coração De Bruno disparou. Sua respiração se tornava ofegante, ansiando mais e mais por ela.

A cauda da dragonesa se movimentava na água rapidamente. O calor aumentava. Aos poucos Layla começa a deslizar sua pata para baixo no corpo de bruno, começando a acariciar sua barriga.

Afagando sua crina, Bruno sentia algo novo por ela, na qual disparou como uma bala. Ele não queria saber o que acontecia ao seu redor, e aquilo parecia ser eterno. Adorando o momento, ele passa seu braço pelo corpo dela, a levantando um pouco.

Uma fina garoa começava a cair sobre os dois, mas isso não atrapalharia o momento a sós.

Bruno separa o beijo, suspirando. Ela estranha, fitando seus olhos castanhos. O cavanhaque negro não atrapalhava o beijo.

Layla começou a alisar o seu cabelo negro, que era penteado para trás. -O que foi querido? Algum problema? Huh?

Bruno a abraça fortemente. A dragonesa já se acostumou com estes movimentos repentinos por parte dele. Ela acreditava que era a carência falando, e estava certa.

–Hei... Calma fofinho... Eu sei que tu enfrentou muita coisa para um único ser... Mas já passou!! Esqueça o passado... E viva o presente... Comigo!! Ok?! -Ela segura o rosto de Bruno com as patas, forçando ele a olhar.

Ele assente.

A diferença anatômica dos dois não os impedia de se amarem. Praticamente todos pensariam besteiras sobre esta união, mas Layla nem Bruno se importavam. O que a deixava intrigada, era como sua família reagiria a isto.

–Layla... Podemos voltar? Para Warfang? -Ela entristece o semblante, mas Bruno fala em seguida. -Amanhã eu prometo que o nosso divertimento será melhor que este... Hehehe. -Ele a beija na testa. Ela ronrona, assentindo.

Os dois desfazem o abraço. A dragonesa é a primeira a alcançar a margem. Quando Bruno se aproximava para fora do lago, algo refletiu-se no fundo da água. Acreditando ter visto algo, Bruno mergulha.

–Amor... O que iremos mesmo fazer amanhã?! -Ela se chacoalha, e quando se virou para o lago, Bruno não estava ali. -Bruno?! Onde está?!!

Doze segundos depois, o humano emerge, segurando uma joia verde perfeitamente lapidada. -Olha o que eu encontrei!!! -Ele diz todo animado, saindo rapidamente da água.

–Ahhh... Pensei que tu havias sumido! -Ela fala, rindo um pouco depois.

Bruno se aproxima, mostrando a joia a ela.

Layla cheira, mas não percebe nada de estranho.

–Amor... Pode a segurar?

Layla segura com a pata, fitando-o curiosamente.

Bruno vai até onde estão as malas, mas não os abre, pois assim a garoa molharia as peças de roupa.

–Droga... Preciso de um lugar seco para me trocar...

Layla se lembra de um lugar perto de onde estão. -Eu conheço um lugar... Uma caverna na verdade. Vamos para lá! -Ela vai na frente, toda pomposa para Bruno.

Ele joga as malas no ombro, seguindo-a.

Cinco minutos mais tarde, avistam a tal caverna, adentrando. O fundo era uns 20 metros da entrada, e provavelmente algum animal já morou ali.

Bruno posiciona as malas ao solo, revirando seu conteúdo.

Layla permanece na entrada, analisando a joia contra a luz, curiosa.

Ele primeiramente se enxuga com uma toalha. Layla não resistiu, e olhou bem de leve o corpo de Bruno, sorrindo. O jovem retira as peças. Primeiramente vestiu as calças sociais negras, com uma cinta de couro marrom afivelada para a segurar. Depois, calçou os sapatos sociais lustrados, de cor marfim. Adiante, vestiu uma camisa polo branca, de manga comprida, junto com um colete negro listrado, bem justo. Por último, colocou cuidadosamente o blazer verde-marinho com a gola alta, perfeitamente justa ao seu corpo.

Enquanto Bruno dava os últimos retoques no novo look, Layla permanecia fascinada com a preciosidade da joia. Bruno a fitou, tendo uma ideia do que entregar a ela. Seria uma surpresa.

–Querida?! -Ele chama sua atenção.

–Annnm... Sim amor? O que dese... -Ela se cala ao ver o visual tão elegante e fino de seu parceiro.

–Gostou?! -Ela assente, aproximando-se dele. Bruno dá um pequeno giro, mostrando o conjunto. Ela ri, sorrindo em seguida.

–Ficou ótimo em você querido!!! Mas... -Ela aponta ao conjunto negro jogado no solo.

–Ahhh... Isso? Pode queimar? Não quero que esta roupa exista mais...

Layla assente e solta um fluxo de eletricidade na roupa por mais ou menos 10 segundos até que ela pega fogo e então ela para. -Pronto!

Bruno suspira vendo a cena, beijando Layla na testa em seguida.

Layla ronrona e o beija amorosamente.

–Mhhh... Sempre deliciosa... -Ele a olha safadamente. Antes de se dirigir a saída, Bruno aplica um tapa em sua coxa.

Ela da um gritinho, depois ri um pouco e enrola a cauda no pescoço dele e o derruba.

–Ahhh... Docinho!!! Arrgh... -Ele tenta se levantar, mas Layla deita em cima dele, fitando-o com um sorriso malicioso. -Se lembra do que eu perguntei amor?

–Ahhhh... Claro!! Err... Hehe... Amanhã poderemos... Nos divertir... -Bruno deu ênfase à última palavra.

Mas Layla estava determinada. -E por que não pode ser agorinha? Estou tão... Carente... -Quando disse isso, apoiou sua pata no abdômen do humano.

–Mhhh... Carência é o de menos... Felicidade e prazer terá de sobra. Você não acredita em mim?! -Piscou para ela.

Layla o lambe no peito, subindo pelo pescoço e então no rosto. -Claro que acredito meu doce!

–Espero que aguente... -Diz rindo.

–Eu? Hahaha. Espero que VOCÊ me aguente! -Ela diz passando a garra no peito de bruno.

–Huhuuhuuu... Querida... -Bruno estica o braço, encostando na intimidade dela, fazendo-a arfar um pouquinho, contraindo o corpo. -Eu sei como lhe agradar...

–Ah... -Ela cora um pouco e fecha os olhos. -Ahhh... Verdade... Mhhh... Isso é bom!

–Hehe.. É apenas uma pequena amostra do presente que irei lhe dar amanhã... Por... Existir, minha fofa, e estar do meu lado... Quando ninguém mais se interessou... -Ele fecha os olhos, abaixando o braço.

–Ei, ei... Não se importe mais com o passado! -Ela lambe o pescoço dele e fica lambendo, falando a cada intervalo. –Agora... Eu estou com você! E... Estarei... Para sempre!

–É a melhor coisa que eu poderia ter ouvido hoje amorzinho... Obrigado! -Ele a beija calorosamente.

Ela retribui o beijo se deitando em cima dele e rebolando suavemente.

Bruno praticamente agarra o quadril dela, sentindo o rebolado.

Layla sorri ainda o beijando e rebola ainda mais.

Aquilo era tudo que ele sempre quis. Apesar de não ser como ele realmente imaginava antigamente, continua sendo a melhor coisa que poderia ter acontecido: Amor, Namorada, Amigos, Habilidades... E um mundo sem humanos.

Em um certo ponto ela começa a abanar a cauda extremamente rápido e corta o beijo. Havia pensado em algo que a deixara extremamente feliz e eufórica.

–Uh?! Amor? -Ele pergunta confuso diante de tanta felicidade, e sorri.

–Meu querido amor... Bruno... E... Eu... quero ter filhos com você! Eu... Eu quero sim!

–Wow... Calma aí! Amor... Olha as diferenças... Mesmo se tentássemos várias e várias vezes... Não funcionaria!! Por favor... Não fique ressentida comigo! -Ele a abraça fortemente.

Ela da um pequeno sorriso. -Os ancestrais nos darão filhos! Você verá! Com certeza eles darão sim!

–Ancestrais?!

–Sim! Os meus e seus ancestrais! -Ela se esfrega toda nele.

–Ahh... Acho que entendi... -Ele dá alguns tapinhas no quadril dela, pedindo para levantar.

Ela entende e se levanta lambendo o pescoço dele.

–Onde está o... –Bruno começa a dizer mas Layla levanta a joia, colocando em sua mão. -Ahhh... Obrigado! Vamos?

–Sim! Vamos sim! Logo começará uma tempestade. Sinto a umidade perto!

–Concordo... -Sua personalidade mudou drasticamente. Zikayes apenas pigarreou, chamando sua atenção. -Que?!

–Não sei se parabenizo ou se me preocupo... –Zikayes diz.

–Vai ter que se acostumar então! -Pensou sorridente.

Layla se esfrega na lateral dele e coloca a asa em cima dele, caminhando para fora.

O casal caminha abraçado, em direção a Warfang. A única coisa que desconheciam, era alguém estar os espionando todo esse tempo. Alguém que lhe foi arrancado algo de maior preciosidade.

Logo, a chuva de fato começa, porém, era apenas uma fina garoa. Layla gostava de sentir a água cair em sua crina e escamas. A água fazia suas escamas brilharem a luz dos finos raios do sol que ainda restavam em meio das nuvens negras de chuva. Layla sorri. -Que tal irmos para meu quarto, uh?

–Boa idéia!! Quer... Fazer o que lá? huh? -Ele sorri.

Layla sorri vendo isso e olha para bruno. -Namorar um pouco mais!

Ao passar pelo portão, o guarda o reverencia, dizendo. -Boa tarde protetor!!

Bruno fica surpreso e confuso. -Errr... Sim! Eu adoraria. -O jovem permanece pensando, mas lembra do dia anterior, quando "puniu" Rene corretamente.

A garoa começa a se tornar chuva quando adentram na construção dos quartos.

O longo corredor produzia um silêncio de incomodar.

No meio do caminho, mercúrio vinha do outro lado, sorrindo um pouco olhando ao redor.

–Mercúrio?! Eae garoto!! –Diz Bruno, se aproximando ao lado de Layla.

–Eae Bruno! Tudo bem contigo, amigo? -Mercúrio pergunta aumentando o sorriso.

–Melhor impossível!! Então... O que fará hoje? Cyro os treinarão?

Layla percebe a porta de seu quarto um pouco aberta, e decide investigar enquanto Bruno conversava com seu amigo.

–Bem... Acabei de vir do quarto de nina! Creio que Cyro irá nos treinar durante a tempestade!

–Excelente... Eu gostaria de poder presenciar mas... -Bruno se aproxima dele, sussurrando. -A minha companheira quer se divertir comigo... Huhuhu. -Diz rindo.

Layla alcança o seu quarto, e se surpreende ao ver quem estava dentro de seu quarto.

Mercúrio ri levemente e da um pequeno soco no ombro de bruno. -Que ótimo, uh? Haha.

–Aii... hehehe...

–Então... Layla irá treinar também! É para todos estarem lá assim que anoitecer!

–Ela estará sim... Não se preocupe. E, boa sorte no treinamento!

–Obrigado! Agora vai lá se divertir, porque hoje... Eu já me diverti muito com minha nina... hehe. –Revela Mercúrio.

–Huhuhu... Aproveitou bem então!! Até logo. -O jovem se despede, caminhando formalmente até o quarto de Layla. Quando pensa em adentrar, ele diz. -Amor... O que queres f... -Ele se cala na hora ao perceber a família inteira de Layla.

Eles estavam conversando, mas param para fitá-lo. Os pais de Layla e a bela irmã fitam bruno bem nos olhos, calados. Layla fica desconcertada.

Bruno engole em seco. O pai era praticamente idêntico à Layla, porém três vezes maior, e emanava dureza e perigo. A mãe coloca a asa em sua filha, fitando o ex-humano incrédula. A irmã, na qual Zikayes "se apaixonou", o fitava com nojo.

–A... Mor? -O pai de Layla diz e a olha. –Explique. Agora!

–Errr... Então pai... Err... Hehe... Ele é bruno... É uma história muito longa e... Bem... Hehehe... -Layla estava muito desconcertada.

–Não há escapatória filho... Lamento, mas terá que ser forte!! -Diz Zikayes firmemente.

–E por que esse........ Ser lhe chamou de amor? -O pai pergunta, firme.

Layla se encolhe. -Porque ele.... Errr... Ele é meu... Companheiro!

–É... Foi bom enquanto durou... A melhor coisa... Sendo desfeita na minha frente...–Ele pensa, mas não desistiria facilmente de sua amada.

–Boa sorte então filho... -Zikayes desaparece.

Todos os três arregalam os olhos, sendo que a irmã mais velha faz cara de nojo.

–O que?! Você e... Isso?!

Bruno permanece calado. Ele firma os punhos, lembrando-se do inútil que era no outro mundo. Os pensamentos tornavam-se mais sombrios, até quando se lembrou de seus pais. Lentamente seu semblante foi entristecendo-se, e fitou a família inteira.

–Fique longe da minha filha, ser nojento! -O dragão diz firme e ameaçador.

–Pai! Não!

–Fique quieta layla! -Ele esbraveja para a filha.

Layla se cala e olha para baixo, lagrimas saindo de seus olhos.

–Me escutou bem, ser?! -O pai o fita, nervoso.

Surpreendentemente, o blazer começa a "planar" lentamente.

Todos percebem.

–Ouça o seu pai Layla... Ele tem razão... –A mãe diz olhando para Layla que chorava.

Ele se vira para eles, e uma leve névoa invade o quarto. Antes de sair, ele ouve sua amada clamando desesperadamente por sua volta.

–PAI! PARA! EU JA SOU GRANDE! SEI O QUE QUERO! EU O AM...

O pai a interrompe. -Não ouse em falar essa palavra na minha frente, Layla Ksykard!

–Filho... Se acalme. Eu temia este momento quando olhei a família dela junto com o Ignitus. Dê um tempo à eles...

A névoa se tornava mais densa. Bruno caminhou tentando ter o controle, mas suas lágrimas escorriam pelo rosto. Ele as enxuga, saindo do prédio.

Layla chorava em sua cama, muito alto, tão alto que todos os candidatos dentro dos dormitórios podiam ouvir. Sua mãe não gostava de vê-la desse jeito, mas seu pai estava nervoso e falando. -Layla, eu não quero você perto desse ser!

–Mas pai... -Layla começa a falar, chorando mas é interrompida

–CALADA! Eu já disse! Eu não quero você nem o olhando! Nunca mais! Me escutou?

Layla fica quieta, ainda chorando, não respondendo.

–ME ESCUTOU?! -Ele berra e ela assente a cabeça com aperto no coração e com mais lágrimas escorrendo de seus olhos fechados.

Bruno caminhava entre os cidadãos, com os olhos de um brilho alaranjado tão intenso que parecia um laser. Tomado pela dor, angústia e raiva, ele solta um grito de puro ódio para cima, assustando os dragões ao redor. A tempestade estava forte, mas isso não o preocupava mais, andando em direção ao templo.

Zikayes começa a dizer. -Sinto muito. Escute... Eu... -Mas é interrompido pelo humano.

–Não... Quero... Papo.

Zikayes assente tristemente.

Na frente do templo, Bruno abre as duas gigantes portas, fechando bruscamente em seguida. Seu avô se assustou com o barulho, mas ficou surpreso ao ver os olhos de puro fogo.

–O que houve?! -Wendelin se levanta, deixando os livros de lado.

Bruno estava descontrolado. -O que houve? Bem... FUI IMPEDIDO DE VE-LA NOVAMENTE!!

Wendelin percebeu o novo visual de seu neto, mas respondeu. -Quem impediu você?!

–Larzek!! O pai de Layla!!

–Aiai Bruno... Eu suspeitava que algo desse tipo poderia acontecer!! Você não entende?! Humano e dragões não foram feitos um para o outro!!

Com tais palavras, Bruno foi tomado de ódio. Ele bruscamente segurou o pescoço de Wendelin, aproximando seu rosto. -Nunca mais... MENCIONE ISSO!! -Ele empurra seu avô para trás fortemente. Seu corpo estava rígido demais.

Wendelin se recompõe. -Argh... anf... Escute!! Esta é a verdade!! Você não pode fazer nada...

Bruno coloca a mão no bolso, retirando a pedra preciosa.

Spyro estava observando tudo dês de que bruno entrara, e conversaria com Wendelin depois, severamente. Spyro observa a pedra, e diz. -Onde o encontrou meu jovem?

–Eu... Hmpf... No lago, perto do vale de Avalar...

–Mhhh... Por que não pede para fazerem um colar com ela para Layla?

–Huh? -Wendelin fica incrédulo ao ouvir, percebendo que o que falara não serviu para nada. -Mas senhor... Como eu... -Spyro o interrompe.

Spyro olha para Wendelin, ameaçador. -Falarei com tu a seguir. Aguarde! -Então ele olha para bruno. -Mostre que tu a ama incondicionalmente a ela e que faria tudo por ela.

–Mas... Eu não possuo nada para trocar... -Ele se entristece. Seria uma ótima ideia entregar um presente para ela relembra-lo sempre.

–Mhhh... Vamos à minha casa. Lhe darei algo! -Spyro anda até bruno e coloca uma asa nele, o abraçando.

Wendelin permanece quieto, paralisado.

Spyro guiava o jovem até sua casa em meio à tempestade.

–Desculpe Lorde Spyro... Eu já deveria saber que nada se encaixaria comigo neste lugar... -Bruno entra, vendo Cynder que cuidava da pequena Lizzy.

–Não fale assim, meu jovem. Nada está perdido ainda! Apenas tenha esperança e conseguirá tudo!

Ele suspira. Percebe sua roupa um pouco molhada, mas esse era o menor de seus problemas.

Spyro vai para seu quarto e abre seu baú. Dentro haviam antigas armaduras de ouro. -Aqui! Pode pegar algumas! São minhas quando jovem!

–Não... Não. Eu não posso aceitar senhor... -Ele se afasta um pouco ao perceber a valiosidade.

–Aceite meu jovem. Eu insisto! Não se preocupe com isto!

–Ok. Eu agradeço. Obrigado Lorde Spyro... -Apesar de aceitar, Bruno ficaria devendo um favor.

–Não há de que meu amigo! Você e Layla terão uma longa vida! Juntos! -Ele abre as asas para um abraço.

Bruno sorri com a afirmação, e o abraça.

Spyro o abraça forte, porém carinhosamente, e então lambe seu pescoço. -Isso eu lhe prometo meu jovem apaixonado!

–Posso ficar um pouco aqui senhor Spyro? Estou um pouco abalado ainda...

–Mas é claro que pode meu jovem! -Spyro diz se afastando do abraço.

–Obrigado por tudo mesmo... Com licença... -Bruno se afasta, sentando-se no sofá, assistindo Lizzy brincando com sua mãe. O jovem esfrega as mãos no rosto, suspirando. Depois, permanece olhando para o vazio, pensativo.

Cyro percebe e senta ao lado dele. -O que lhe chateia meu amigo?

Bruno não precisou responder, pois Spyro o fez. -Filho, o seu amigo foi... Impedido de ver sua companheira novamente... Pelo pai dela.

–Layla? Mhhh... -Cyro o abraça com uma asa. -O seu amor por ela é grande demais para acabar agora, bruno. Não se preocupe!

Bruno passa o braço esquerdo em suas costas, ainda imóvel.

Cyro continua o observando, não percebendo o novo visual.

Bruno retira a pedra, a olhando. -Eu... Hmpf... Irei mandar produzirem um colar com isto, para ela...

Lizzy pula de repente do colo da mãe, andando desajeitada até parar na frente dele.

Fica balbuciando, e pula no sofá onde os dois estavam. Lentamente a dragonesa anda, subindo no colo do jovem, se deitando e bocejando, olhando para o seu irmão Cyro.

Cynder apenas sorriu vendo a cena.

Bruno também sorriu um pouco, fazendo carinho nas costas da Lizzy, quando se lembra das palavras ditas por Layla.

“-Eu quero muito ter um filho... Com você.” -Aquilo lhe emocionou, e Cyro percebeu, dizendo.

–Hey? Não fique assim amigo, você possui amigos... Ok? Nós iremos lhe ajudar no que for preciso! -Cynder concorda.

–Ainda continuam me ajudando amigo... Só espero que um dia, eu consiga retribuir este favor...

Horas se passam. Cynder fez o lanche da tarde para eles. Spyro voltou ao templo, conversando severamente com Wendelin, que aceitou os termos impostos.

Layla permaneceu em seu quarto, ainda triste e choramingando. Ela explicou a sua mãe o que aconteceu, quando seu pai e irmã não estavam ali. Contou a verdade sobre Bruno, o que ele perdeu e teve que enfrentar até chegar aqui. Dayla se emocionou um pouco com isso, mas não tanto quanto sua filha gostaria.

Cyro pediu para que Layla fosse participar do treino na chuva, mas ela recusou. Sua mãe ficou confusa, tentando entender como sua filha teria gostado de um ser tão diferente da sua espécie. Cyro alertou que ela ficaria com risco de não passar no próximo, e Layla simplesmente deu de ombros.

Cyro sabia o que estava acontecendo, então deixou Layla com sua mãe, saindo para liderar o treino.

Bruno agradeceu pela hospitalidade na casa e saiu. Foi caminhando direto para uma loja indicado por Spyro.

Alguns minutos após, entrou na loja, fina e elegante por sinal.

–Boa noite!! No que posso lhe ser útil?! -Perguntou o dono alegremente.

–Annm Boa noite! Eu gostaria que... -Ele retirou a Esmeralda do bolso, entregando-a ao dono. -Criasse um colar com esta pedra...

O dono pegou a pedra. -Hmmm... Deixe-me ver. -O dragão cinza escuro de aparência jovial se abaixou, pegando um tipo de monóculo com lentes intercambiáveis, para analisar a pedra. -Hmmm... É verdadeira... Desculpe o incômodo mas, onde a encontrou?!

–No lago perto do vale de Avalar. -Bruno se encostou no balcão.

–Entendi... Ok, e em qual colar o senhor deseja que seja colocado esta preciosidade?!

–Errr... Bem, tem amostras?

–Ah claro! Um momento... -O dono foi até os fundos da loja. Trinta segundos depois, o dragão aparece com uma prateleira, com dezenas de opções, e o coloca no balcão para Bruno ver.

–Mhhh... Interessante... -O jovem fica encantando com a variedade, mas um chamou mais a sua atenção. Um colar prateado brilhante, com o orifício em formato de coração. Ao redor do coração pequenas garras negras completavam a beleza do colar.

Bruno apontou para o tal colar.

O dono ficou surpreso, pois era um dos mais caros que ele tinha. -Têm certeza senhor? Pois, este item é um dos... -O dragão se cala ao ver o peitoral de ouro cintilante sendo retirado da sacola. -E... Eu terei prazer em confecciona-lo!! Aonde o senhor deseja que este item seja entregue? -Indagou o dono com os olhos brilhando de ganância.

–Não é preciso. Eu esperarei o tempo que for necessário... -O dono assentiu, levando tudo do balcão para os fundos da loja. Bruno sentou em um assento perto da entrada, relaxando o seu corpo.