A lenda de Cyro: Entre Mundos (livro 3)
19 Surpresa em dobro
Após toda a caça de todos for levada para o refeitório e todos os candidatos voltarem para seus respectivos quartos, por exceção de Layla, que ficara com Bruno, a tarde caia junto ao sol na beirada da grande muralha de Warfang.
Cyro estava indo para sua casa, junto de seu amor, Labareda, e também com os amantes, Bruno e Layla.
O casalzinho caminhava agarradinho um ao outro.
Os dragões, moradores da cidade, fitavam-nos surpresos, devido estarem tão perto intimamente.
Labareda estava sorrindo demais, feliz pelos dois. Ela cutuca o quadril de Layla com a cauda, que olha para ela. Labareda então assente e pisca para ela. Layla ri.
Bruno não percebia nada. Aparentava estar desligado do mundo ao redor. Mas tinha um motivo. Perguntas ecoavam por sua mente. –Por quê? O que têm de tão especial para uma dragonesa se interessar por mim? Hmpf... Sou o pior humano que existe. Desastrado, tímido, instável... Como poderei agradá-la?!–Ainda caminhando, mas sem ouvir nada, fita as luas resplandecentes no céu, e pensa. -Cronista... Estou confuso... Isto é um sonho? Porque se for, estou sofrendo...–O humano se aproxima mais de Layla.
Layla o olha, com seus olhos mel cheios de ternura, amor e paixão e o lambe muito delicadamente na bochecha, ronronando levemente. -O que se passa em sua cabeça, Bruno? -Pergunta se esfregando em você de olhos fechados.
O humano permaneceu por mais alguns segundos pensativo. -...Huh? -Responde chacoalhando a cabeça. -Ahhn... Desculpe... Apenas lembranças ruins... -Cyro escutou, sabendo do que se tratava.
–Ruins? Awww amorzinho. Não precisa mais ficar assim, ta bom? -A dragonesa diz e lambe a boca do humano, o chamando para um beijo.
Entendendo o pedido, e na frente de todos, ele a segura delicadamente pela cauda, puxando-a.
Layla ri, fitando-o sedutoramente.
Cyro e Labareda param para olhar.
Layla o beija muito amorosamente e levanta sua pata, colocando a pata na barriga do humano e sorri muito, movendo sua cauda.
Todos se impressionam.
Bruno segura a pata dela, entrelaçando sua mão.
Os cidadãos ficaram estupefatos com isso.
Cyro e Labareda permaneceram rindo, enquanto o casal aproveitava cada segundo do ato amoroso. Cyro sorri, não queria estragar o momento então se senta junto de Labareda e a beija também.
Estavam perto do templo. Wendelin esteve ausente todo este tempo, aprendendo sobre toda a história dos dragões. Spyro resolve parar de trabalhar, pretendendo visitar sua amada, Cynder, que não desgrudava do ovo. No momento em que deixou o templo, avistou o seu filho com sua parceira a poucos metros longe, beijando-a. Sorriu um pouco, mas o desfez quando percebeu mais dois.
Depois de vários e vários minutos, quando as luas já estavam no céu, Cyro percebe a hora. -Nossa! Gente! Vamos para minha casa! -Ele não percebera seu pai.
Os dois continuam por mais alguns segundos. -Mhhh... Errr... Hehe... Concordo! -Diz Bruno, abraçando Layla, um pouco corado.
Cyro sorri e se levanta, começando a andar para sua casa. -Vamos pombinhos!
Layla ri um pouco, corada e olha para bruno. -Vamos meu amor? -pergunta.
Bruno assente, acompanhando-a, mas Spyro continuava lhes observando, e se assustaram ao perceber o grande dragão à paisana.
Cyro ao perceber os dois nervosos olha para seu pai. –Pai? Oi pai! Está indo para casa?
Spyro se aproxima. -Olá para vocês. Sim, eu estava indo sim... Até quando vi vocês. E... O que está acontecendo? -Ele olha para o humano junto da dragonesa.
Bruno percebeu a ameaça na pergunta. Era isto que estava temendo... Não aceitarem e afastarem Layla dele. Abaixou lentamente a cabeça, e sua parceira percebeu, encostando-se mais nele, abraçando-o com a asa direita.
Spyro levanta uma sobrancelha. -Eu gostaria de uma resposta aqui...
Cyro arqueia as sobrancelhas, confuso.
Layla corou, afastando-se milimetricamente do humano.
Bruno estranhou, percebendo depois que o ambiente ao seu redor tinha paralisado.
–Pai? O que há de errado? –Cyro pergunta.
–Vá para casa filho! Irei para lá depois! -Spyro diz e encara bruno
–Huh?! Mas que porra é essa?? -Virou mais rápido do que o normal, assustando-se. Algo estava errado com ele. Tudo parecia extremamente lento para ele.
Layla se assustou e Spyro apertou os olhos. -Você ainda não me respondeu, bruno.
O humano não estava escutando. Para Spyro, ele ainda estava ali, só que imóvel, mas Bruno olhava tudo inanimado, e ele estava mais rápido. Analisando o local, tremeu a ver Rene no ar, com os olhos negros e sua cauda afiadíssima de três pontas centímetros perto de sua parceira. O mundo ao redor, de alguma forma, parou.
Spyro de certa forma sentiu algo de estranho no ar e olhou em volta. Bruno, para ele, estava estranhamente quieto e imóvel.
Milimétricamente, a cauda se aproximava das costas da dragonesa. Percebendo o perigo, nem notou que pegou sua adaga por instinto e pulou com impulso na direção de Rene. Sua mente estava vazia. Algo lhe controlava sem o seu conhecimento.
O ambiente lentamente retomava à sua velocidade normal. Percebendo o quão alto pulou, acreditou que algo o possuiu. -Zikayes... Será ele?! Mas... Não estou diferente!–Pensou, arqueando seus dois braços para cima, apunhalando Rene no flanco esquerdo. Quando o fez, tudo voltou ao normal. Ainda sem controle, o seu corpo agarrou o dragão, afastando-o de Layla.
Spyro percebeu Rene um segundo antes de bruno o tirar e tinha preparado seus músculos para saltar quando viu bruno o pegar velozmente.
Isto provocou um som brusco no ar. O humano estava por cima de Rene. Deu um giro de lado com as pernas, acertando a cabeça do dragão. Com o impacto, Rene foi lançado alguns metros para trás. Com sorte, Bruno alcançou o solo, batendo os joelhos e as mãos.
Spyro arregalou os olhos. -como você... –O dragão roxo estava perplexo com a velocidade que tudo ocorrera.
Apoiando-se no joelho, levantou com dificuldades. Aquilo não era um humano.
Já Rene, rugiu com fúria, ao se levantar. Bruno o odiava, e se fosse para ser assim... Assim seria.
Spyro teve uma vaga lembrança de um treinamento que tivera com o antigo cronista. -Distorção de tempo?
–Lorde Spyro, proteja Layla... Não quero que ela se machuque por minha causa. -A sua voz mudou drasticamente.
Spyro logo assentiu, ainda confuso com o acontecido. O dragão roxo logo abre sua asa na frente de Layla.
Estralou o pescoço da esquerda para a direita, sem desviar o olhar de Rene. O dragão não parava de rosnar para o humano. Bruno levantou um sorriso. -Mostre-me...
–Grrr... Você é um porco morto! -Rene diz raspando suas garras no chão e então correndo em sua direção.
–Mhh... –Bruno sorri, esperando-o atacar. Faltando dois metros, o humano se impulsiona para frente, apoiando sua perna esquerda firmemente ao solo, dando uma pirueta de lado com o corpo. Rene passou direto, por baixo do humano.
O dragão verde olha para cima e vê o humano passando. -Mas... O que? -Ele tenta parar, mas desliza.
Feita a esquiva graciosa, pousa com as duas pernas, flexionando-as. -Percebo... -Virou-se, com a tonalidade sombria. -Que está lento... -Estrala com força as mãos. Seus olhos brilhavam. Não escaparia tão fácil. -Você irá pagar caro por sua tentativa de machucá-la!!!!!
Rene se vira para bruno novamente quando consegue finalmente parar, rosnando muito. -Seu filho da puta desgraçado. Ela era minha, não sua!
Bruno arqueou as sobrancelhas. -Como?! -Pensativo, encarou sua amada, protegida atrás da gigante asa de Spyro. Apenas os quatro estavam na rua.
–Eu queria ela! Mas você seu monte de merda se intrometeu. Irei lhe matar e rasgar seu peito. Nunca deveria ter vindo para cá! Irei devorar o seu coração! -Rene fala meio que rugindo. -Nunca um ser tão fraco e incompetente como você irá atrair a atenção de ninguém.
Aquelas palavras soaram como uma navalha afiada cortando seu peito. Isto mexeu com a sua cabeça. Todas as tentativas de tornar-se melhor, e querer esquecer os acontecimentos na Terra. Layla era o único motivo que o instigava a seguir em frente. E agora, está sendo humilhado como um cachorro vira-lata. Tentando controlar suas emoções, diz gaguejando. -Você n... Não tem... O dir... Direito de MENCIONAR ISSO!!!! LAYLA GOSTOU DO MEU INTERIOR!!! DE QUEM EU SOU POR DENTRO!!! ELA NÃO SE PREOCUPA COM A APARÊNCIA SEU BOSTA!!! -Lágrimas queriam escapar. A adaga estava em sua mão esquerda, tremulante.
–Patético! Dando desculpas para si mesmo! Hahahahahahaha. Ela não gosta e nunca irá gostar de você. Você é uma criatura ridícula e idiota! Todos da sua família inteira. Pai, mãe, irmão, irmã, tia, tio, vós e vôs. Vocês são todos merdas!
Pequenas bolhas verde-escuro brotavam do solo, ao redor do humano. Rene passou dos limites. Milhares das bolhas circulavam ao seu redor. Seu corpo foi completamente tomado pela escuridão. Apenas um olhar demoníaco e sedento por sangue fitava Rene. Soltou a adaga, deixando-a desabar no chão. Abriu a boca, soltando um rugido que aumentava mais e mais. Começou a erguer os dois braços, fechando os olhos. Desabou seu corpo para frente, rugindo. -NINGUÉM FALA DA MINHA FAMILIA!!!!!! -As bolhas ao seu redor mudavam de cor constantemente. A velocidade do humano soou como uma espada cortando o ar. Rene se abaixou, mas suas asas permaneceram abertas para cima. -NINGUÉM TOCA NO MEU DOCINHO SEM A MINHA PERMISSÃO!
Spyro sentia uma força que ele nunca havia sentido antes. -Mas o que é isso?!
Uma fina linha branca foi vista atravessando as asas de Rene. Tudo aconteceu em uma fração de segundo. Aproveitando a magia, Bruno surgiu do nada, firmando suas pernas ao solo. Em um ágil movimento, ficou de frente para o dragão, forçando-o a ficar sobre duas patas com o braço esquerdo, empurrando para cima. Levou a perna e o braço direito para trás, e rugindo com fúria, aplicou um golpe tão potente, que uma nuvem de ar se formou ao redor da mão com o impacto, dispensando-se para os lados.
Spyro ficou completamente boquiaberto com tal força e agilidade.
A força do golpe foi incalculável, e Rene literalmente voou metros atrás. Quando parou de raspar suas asas contra o chão, suas costas estavam cobertas de sangue. A intenção do humano não era mata-lo, mas retirar a coisa mais importante para um dragão... Suas asas.
Layla estava horrorizada com tal ato, mas Spyro explicara o que acontecera e ela sorri sussurrando. -Obrigada!
Rene estava com os olhos fechados, apertados, sentindo intensa dor na base de suas asas. Ele não queria olhar. Ele não queria pensar em o que aconteceu. Mas era o fato. Suas asas, aos poucos caem de seu corpo. Haviam sido cortadas da base, que sangravam e tingia o chão de vermelho.
Arfando um pouco depois desta intensa ação, Bruno se recupera. A escuridão desaparecia dos pés a cabeça, enquanto se aproximava do pobre dragão. Mas as lágrimas de ódio, tristeza, angustia, e dor permaneceram em sua face. Parou no lado de Rene, dizendo. -Nunca mais... Mencione algo sobre a minha família. E se um dia... Tu desobedecer esta ordem... EU PROMETO QUE SOFRERÁ UMA DOR QUE NEM O PIOR DOS ASSASSINOS MERECE SOFRER!!!! -De fato o humano não queria ter feito aquilo. Mas testar os seus sentimentos? Isto é o pior erro que alguém pode cometer com ele.
Rene finalmente abre seus olhos e vê suas asas caídas no chão e se enfurece. -Você... Cortou minhas... Asas! VOCÊ VAI VER SEU FILHO DA PUTA! -Com essas palavras ele se levanta e começa a correr para a saída de Warfang.
A sua pressão arterial estava no alto. Quando começou a caminhar, sentiu suas pernas enfraquecerem, e cambaleando, desabou inconsciente.
Mas antes de apagar completamente, teve certeza de ouvir Zikayes dizer em sua mente. -Descanse filho... Você fez muito por hoje... Sua parceira cuidará de você, e o Cronista, quer lhe visitar hoje em seus sonhos... -Com isso, Bruno fica inconsciente.
Spyro viu o fraquejar de bruno e estendeu sua cauda, fazendo com que bruno caísse nela. -Humano estranho! -Spyro coloca bruno em suas costas devagar e cuidadosamente e começa a andar. -Vamos Layla!
Layla tenta olhar para bruno mas não consegue ver muito bem. Então segue Spyro.
Ao chegar lá, Spyro abre a porta e entra. -Entre Layla!
Wendelin, ausente por tanto tempo, sai do templo. Quando alcança a rua, se depara com duas asas no chão, e uma poça de sangue manchando o chão. Se abaixa, pensativo. -Mas o que aconteceu aqui?!
Layla estava muito preocupada com seu amor e entra ainda tentando ver as costas de Spyro.
Wendelin se levanta, olhando ao redor tentando encontrar algo. Percebe Spyro, e um dragão bem menor entrando em uma casa. Como não existia ninguém caminhando pelas ruas nessa hora, decide ir para lá.
Assim que Spyro coloca a cauda na maçaneta da porta para fechar ele ouve algo e olha para trás. -Wendelin!
Um pouco nervoso, encontra o Shelby estacionado ao lado da casa. Ele ouve Spyro o chamar. -Sim? Poderia me dizer o que aconteceu?! -Nunca tinha visto algo como aquilo. Pensava que uma luta ou algo do tipo havia acontecido.
–Bem... Rene quase matou Layla. Pelo meu ver, Bruno e Layla se amam e Bruno lutou com Rene. Ganhou mas... -olha para bruno em suas costas. -Entre... Entre.
Wendelin se surpreendeu. -O QUE??? Como assim se amam. -Arqueia as sobrancelhas, fitando Layla, que retribui acenando com a pata.
–Eu vi os dois em um beijo... Um beijo de minutos e minutos!
A dragonesa ri um pouco, mas para ao ver Spyro colocando Bruno com cuidado no sofá. Ela se aproxima, deitando ao lado dele, pondo uma das asas em seu corpo para cobrir. -Awwn... Querido... Se recupere logo.... -Wendelin vê a cena, de queixo caído. -Bem... ok, ok... E quem é Rene?! -Diz perplexo.
–O dragão homofônico! -Spyro responde indo para seu quarto. -Venha wendelin.
Cyro e Labareda viram eles chegarem e foram fazer lanches para todos. Ao terminar eles levam para Layla e vêm bruno. Cyro pergunta. -O que houve?
–Ele me protegeu... Me salvou da morte... E arrancou as asas de Rene... -Diz, afagando o cabelo de seu amado com a pata, pertinho do rosto.
Wendelin e Spyro já tinham subido a escada ao lado.
Cyro arregala os olhos. -A... Arrancou as asas?! Pelos ancestrais!
Labareda entrega um lanche para Layla. -Ele realmente te ama muito. É... Acho que a caça não será um problema para esse humano...
Sem desviar o olhar, continua a afaga-lo, e responde. -A única coisa que quero... É ele por perto... -Layla dá uma carinhosa lambida na face de Bruno, encostando sua face à dele.
Cyro sorri um pouco e olha para labareda, achando a cena um tanto quanto romântica. -Ele tem sorte por lhe ter, Layla. Pelo o que vimos no mundo dele, ele sofreu muito!
–Sofreu? Ahh... Os seres estranhos...
–Mataram a família dele... Foram massacrados e ele viu tudo. Se eu não me engano foram os pais e o irmão! -Labareda diz meio cabisbaixa.
A expressão da dragonesa mudou completamente. Ela não sabia, mas também estranhou no começo o porquê da família não ter vindo com ele. -M... Morreram? -Ela vira a cabeça para olhar Labareda. -Eu não... Sabia...
–Sabemos que você não tinha ideia disso. -Cyro diz. -Por isso ele é... Quieto... Na dele e... Sombrio. Ele machucou seriamente Nita...
–Porquê ele faria uma coisa dessas?? -Layla volta a fitar seu amor, com os sentimentos sobre ele fortalecendo-se mais e mais.
–Estava possuído por Zikayes, que estava possuído pela convexidade! -Cyro responde. -Mas ele se desculpou!
–Zikayes? Bruno mencionou sobre ele... E disse que era uma longa história...
–Sim... Mas acho que agora ficará tudo bem. E Rene? O que houve com ele? -Labareda pergunta.
–O covarde fugiu!!!! Mas sem antes dizer que o meu amor irá pagar... -Layla se arruma, enrolando sua cauda nas pernas de Bruno, e encostando a cabeça em seu peitoral, fechando os olhos de mel.
Cyro e Labareda se olham. -Ele será um problema. -Cyro diz e Labareda assente.
Enquanto isso, no quarto de Spyro e Cynder, o dragão roxo já havia falado tudo para Wendelin.
–Não pode ser... Ele se tornará um grave problema... -Diz esfregando com as mãos os olhos.
–Com certeza. Isso me preocupa muito! -Spyro diz se deitando em volta de Cynder, que estava lambendo o ovo.
Wendelin apoia os braços na cintura, bufando, e fita o ovo vermelho vivo com bolinhas rosas. -Já escolheu o nome, senhora? -Diz sorrindo, cruzando os braços.
Cynder olha para Spyro, que assente sorrindo e então volta a olhar para Wendelin. -Será Mandrake se menino e Lizzy se menina!
Wendelin sorri, analisando o ovo. -Bem... O meu palpite é que será uma garotinha...
Cynder cheira o ovo -Tenho quase certeza absoluta!
–Sinto muito... Mas preciso ir... E espero que o meu neto se recupere o mais rápido o possível... -Antes de sair pela porta, para e diz. -Eu... Sinceramente, fiquei surpreso ao saber que o meu neto está namorando uma... Dragonesa...
Cynder da um pulinho. -Uh?! Serio?! Que bom que ele se adaptou aqui! -Ela diz e um barulho de rachadura pôde ser ouvido.
Cynder arregala os olhos e olha para o ovo. Ele tinha uma rachadura grande. Estava na hora.
Wendelin vira o rosto. -Parece que está na hora!! Hehehe. –Ele se encosta no lado da entrada.
Spyro lambe o pescoço de Cynder. -Parabéns para nós!
Cynder ronrona feliz e o lambe também.
–CRIAÇAS, VENHAM VER! -Spyro grita para os outros.
Os três logo sobem correndo. -O que foi pai?
–O ovo! -Spyro diz sorrindo.
Os três se espantam e correm para o ovo, se deitando em torno dele para o ver chocar.
Layla também estava animada, pois seria a primeira vez que verá um ovo chocar.
Mais uma rachadura surge no ovo e um cheiro se apossou do local. Todos os dragões falam simultaneamente. –Fêmea. -Porém Wendelin n sentia nenhum cheiro.
Wendelin permaneceu na porta mesmo, e aproveitou para olhar pela escada abaixo, o seu neto deitado no sofá. -Mhhh... Parece que tu está aproveitando bem... Hehehe... Quem sou eu para julgá-lo... -Pensou, voltando a olhar a cena no quarto.
Um buraco surge com uma parte da casca caindo ao chão. De lá surge uma delicada patinha vermelha sangue.
Cyro começa a bater a cauda no chão freneticamente, muito animado mesmo.
–Awww... Que fofa! -Labareda diz abraçada com Cyro.
Layla ficou curiosa, se aproximando mais do ovo. Quando ousou olhar dentro, duas patas se apoiam em sua narina. Layla dá pequeno pulo, revelando a pequena Lizzy.
Cynder deixa uma lagrima sair. -Venha fofinha! Força minha... Filha! -Ela diz aproximando seu focinho do de Layla, olhando as patinhas.
Layla começa a gargalhar. Desajeitadamente.
O ovo começa a se quebrar por inteiro até revelar a linda e esbelta dragonesa, olhando fixamente para os olhos de Layla. Ela balbucia e abana a cauda.
Layla dá um gritinho, rindo. Enquanto a Lizzy segura, a dragonesa levanta um pouco a cabeça, abaixando rente ao chão, para a recém-nascida pudesse descer. -Vai fofucha!!!!
A dragonesa tira as patas do focinho de Layla e cai sentada, olhando em volta e levanta a pata em direção de Cynder, balbuciando feliz.
Cynder sorri e aproxima seu grande focinho dela, a lambendo.
A dragonesa recém-nascida ronrona se esfregando no focinho de Cynder.
Layla se afasta, parando ao lado de Cyro e Labareda.
Labareda estica a asa direita, abraçando Layla, que retribui sorrindo.
Spyro olhava a pequenina com um tanto de receio até que a mesma olha para ele e estica a pata balbuciando. Ele então sorri e afocinha ela. -Olá minha filha! Minha querida Lizzy!
Cyro não se contem e corre em direção dela, a afocinhando.
Ela olha para ele e vira de barriga para cima rindo e segurando o fofinho de Cyro.
Cyro lambe a barriguinha dela fazendo-a rir bastante e dar batidinhas em seu focinho com a patinha.
Sem querer, Layla boceja por alguns segundos.
Spyro percebe e sorri. -Melhor irmos dormir, não?
–Errr... Sim! Parabéns pelo filhote Lorde Spyro e Lady Cynder! Preciso me retirar...
–Durma aqui hoje! Durma com Bruno! –Cynder diz.
Layla sorri. -Obrigada!! Me sentirei mais segura ao lado dele...
Wendelin fitava-a, pois ainda não compreendia.
Spyro assente e Cyro se deita.
Labareda se deita com Cyro e Lizzy vai até a barriga de Cynder, a parte mais aconchegante e quentinha, e se deita.
–Desejo-lhes uma boa noite... Preciso ir para os meus aposentos. Até amanhã... –Wendelin diz.
–Até amanhã! -Spyro diz e olha para Wendelin. -Se quiser podes dormir aqui!
–Aprecio a oferta senhor Spyro, mas não quero lhes incomodar. Além de que, não estou com sono...
–Tudo bem então! -Spyro diz colocando seu pescoço em cima do pescoço de Cynder, que já estava dormindo.
Wendelin se despede, descendo as escadas. Quando a contorna, percebe a Layla se enrolando inteira com Bruno, aconchegante. -Boa... Noite senhorita. -Diz tocando a maçaneta da porta.
–Boa noite... -Layla boceja, dando um selinho no Bruno, ronronando.
Wendelin abre a porta, fechando-a em seguida. No exterior, anda até no meio da rua. Olha para os dois lados, não encontrando ninguém. Fita o céu, estrelada com as duas majestosas luas. Suspira, soltando o ar frio, e coloca as mãos no bolso, caminhando solitário pela Warfang.
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