Notas iniciais
Leitores fantasmas!... pls... Deixem o seu reviem!... Isto irá ajudar e muito a história!

Enquanto Isso, Em Dragons Realm, Spyro estava trabalhando à todo vapor, vasculhando em todos os pergaminhos e livros possíveis por alguma coisa que falasse sobre a Terra. Ele tinha se divertido na noite seguinte, com Cynder, então estava determinado a achar algo.

Depois de horas e mais horas de procura, achara algo que mencionava um outro mundo, mas não dizia se esse mundo era a Terra. Mas era o mais perto que conseguira...

O livro falava da época do dragão roxo anterior a ele, seu pai, Malefor, e dos guardiões anteriores à Terrador, Volteer, Cyril e Ignitus.

“Na época da escuridão, nosso salvador e supremo guardião, se opôs contra nós, a Aliança dos Ancestrais, em outras palavras, os guardiões do templo dos dragões. Os quatro guardiões queriam, de fato, selar Malefor para sempre, mas o membro mais importante da aliança depois dos guardiões discordava. Ele, Zikayes, um dos mais influentes membros da aliança ancestral, sendo conhecido pela sua agilidade inigualável em luta, que lhe rendeu o famoso apelido “Assobiar das Sombras", era o lobo mágico encarregado da segurança do templo. Ele acreditava que, sozinho, conseguiria convencer Malefor, o traidor, que esse mundo que queria, onde o dragão roxo fosse tratado como um deus mediante a todos os outros dragões, era impossível de ser feito. Porém, essa sua ideologia foi sua ruína.

Assim que seu pedido foi recusado, Zikayes decidiu sair durante a madrugada do templo e ir ao covil de seu antigo melhor amigo, na esperança de que ainda restasse um traço de bondade que Malefor possuía antigamente.

Ao chegar, foi recebido por Malefor com gentileza. De fato, Zikayes adorava seu amigo. Acreditava do fundo do seu coração que ele ainda era o Malefor de antigamente. Porém, Estava completamente enganado. Malefor o aprisionou e o expôs aos cristais negros, cujo o corromperam, tornando seu coração submetido aos comando de Malefor. Nisso, o Mestre das Trevas, o fez comandar seu exército contra Warfang, nossa capital, que estava sendo construída na época. Quase a perdemos, mas os guardiões agiram rápido, e baniram Zikayes para o corpo de um ser de um outro mundo.”

Spyro ficou pensativo. Nunca ouvira falar de Zikayes. Seria mais um possível inimigo ou este estaria morto? Mas ele já estava cansado. Queria descanso, tranquilidade. Queria namorar um pouco, como antigamente. Ficar com sua amada e querida Cynder.

Fechou e guardou os livros e pergaminhos espalhados por sua mesa. Se despediu de seus amigos guardiões e foi para sua casa.

Chegou lá sorrindo, pois sabia que Cynder estaria lá, lhe esperando, para caminharem juntos pelos bosques perto de Warfang. Abriu a porta. –Cynder? Minha linda? Onde estás? Quero passar o resto do dia com você e........... –Spyro se calou assim que a viu.

Cynder estava deitada, com um olhar de perdão para Spyro, com algumas lágrimas escorrendo pelos seus amáveis e sofredores olhos esmeralda e... com um ovo junto a ela.

Spyro ficou pasmo ao ver aquilo. Ele ficou completamente paralisado, olhando vezes para Cynder vezes para o ovo, vermelho e rosa. –Mas....... Que porra é essa?! De quem é esse ovo? Cynder... Me responda!

Cynder olha para Spyro com o olhar mais sofredor que Spyro já vira. –M.... Meu.

Spyro arregala os olhos. –Seu e de quem?! –Spyro serrilha os dentes e suas garras começam a raspar o chão de sua casa.

–S... Spyro. S... Se acalme. Por favor. Eu... Explico. Apenas... Por favor... Eu te amo...

–Me ama? –Spyro olha para o ovo com um olhar de nojo. –Me ama? –Spyro volta a olhar para Cynder, com lágrimas de ódio, sofrimento, dor, tristeza, raiva e desilusão.

–Sim! Mais que tudo! Por favor, Spyro. Deixa eu te explicar. Apenas... Senta aqui. Fica aqui, comigo. P... Por favor. –Cynder diz se levantando e indo para o sofá.

Spyro fecha os olhos e respira por alguns instantes antes de caminhar devagar para o sofá e se sentar ao lado dela.

Cynder olha para ele e se aproxima dela, mas Spyro a empurra para o lado. –Explique antes. –Ele diz um pouco mais calmo que antes.

Cynder sente uma certa dor no coração após ser empurrada para longe dele. –Eu... Queria ter um filho. Era só isso. Mas... Você não podia me dar um. Eu... pensei que você me entenderia e então...

Spyro da uma pequena risada sarcástica e olha para Cynder com uma lágrima escorrendo de seu olho, com suas escamas perdendo a coloração, com sua cauda caída e suas asas completamente fechadas. –Um... Filho? E... Eu... Não poderia... te dar... Então... Essa é sua... explicação para........ –Spyro dava pausas longas durante as suas falas para respirar profundamente. –Tal... ato?

–S... Spyro. P... Por favor. Eu te amo tanto.

–Cale a boca! Me ama?! Me ama? Podia ao menos ter......... –Spyro para ao erguer a pata e respira novamente. –Por que, Cynder? Eu... Nunca... Pensaria que... você era capaz disso. Minha... Minha querida... –Spyro diz como mais lágrimas caem de seu rosto no sofá. –Quem foi?

Cynder olha para o chão. –C... Chama.

Spyro arregalou seus olhos e olhou para Cynder. –C... Chama?! MEU MELHOR AMIGO!?

–Calma! Spyro. Por favor. Calma! Ele não queria! Eu convenci ele! Ele nunca quis! Ele...

–Não quis me trair... –Spyro diz e respira novamente, se mantendo em controle, pois não queria perder o controle e ser tomado pela convexidade.

Cynder sentiu profundo remorso do que fizera. –Ai Spyro... M... Me perdoe... P... Por favor! Eu... Nunca quis te trair! Eu... Só... Queria um filhote e...

–Nunca mais fale comigo! –Spyro diz a interrompendo e descendo do sofá, indiferente.

Cynder arregalou os olhos e sentiu uma incrível pontada em seu coração. –NÃO! SPYRO! Não! Meu amor! Por favor... Não! Me perdoe!

Spyro não difere uma única palavra. Ele caminha normalmente para a porta, a abre, e então sai.

Cynder desaba no chão, chorando rios. –NÃOOOO! SPYROOOOO! NÃOOOOOOO! POR FAVOOOOR! NÃO ME DEIXE!!!!! EU LHE IMPLOROOOO! MEU AMOOOORRR!

Spyro vai andando, com passos firmes, até fora de Warfang. Ele subiu o morro, se sentou e fechou os olhos. –I... Ignitus. Me responda, por favor! Eu... Preciso de você.

Um vento com um cheiro conhecido soprou no rosto de Spyro. –Spyro... meu jovem... –A voz de Ignitus pôde ser ouvida por ele em um tom de sofrimento.

–Ignitus. Por que Cynder... fez isso?! Por que!? POR QUE?! –Spyro bate sua pata no chão, chorando com raiva.

–Spyro. Me escute com atenção. Cynder, de fato, lhe ama muito. Ela estava muito equivocada na decisão dela. Ela pensara que iria lhe deixar feliz de ter um novo filho. Ela te ama com toda a sua alma.

–Me ama?! Se ela me amasse não faria tal coisa! Caralho... Também é culpa minha! Eu não posso dar mais nenhum filho para ela. Eu...

–Não é sua culpa, meu jovem. Não se culpe por sua natureza.

–Eu odeio ser o dragão roxo! Eu queria que isso nunca tivesse acontecido! EU NÃO QUERIA SER O DRAGÃO ROXO! –Spyro abaixa a cabeça e fecha seus olhos.

Após alguns momentos Ignitus fala devagar. –Abra os olhos e veja Warfang.

Assim que Spyro abriu os olhos, teve a visão mais espantosa de toda a sua vida. Warfang estava tomada de cristais negros, com todos os dragões acorrentados e trabalhando forçadamente. O templo estava com uma aparência que lembrava demais o covil de Malefor, e Malefor estava ao topo, com uma certa dragonesa que Spyro conhecia muito bem. Cynder, em sua forma adulta, antes dele a derrotar, e, junto a eles, um pequeno dragão roxo, disparando pequenas rajadas de fogo nos dragões abaixo deles e se divertindo da situação.

–Aquela é como Warfang seria. Malefor se casaria com Cynder. Tomaria tudo de todos. Mataria nós, os guardiões. Escravizaria todos os outros dragões. E... Teria um filho com Cynder. Consegue saber quem é esse dragão?

Spyro olha para o filho de Malefor atentamente e arregala os olhos. –Não!

–Sim... Esse é você, Spyro, Filho de Malefor e Cynder, seguindo os passos do pai, com o coração em puras trevas, porém, não corrompido. Você seria assim, por vontade própria.

–Me tira disso! –Spyro diz e fecha os olhos. Assim que abre tudo voltou ao normal. Ele se sente aliviado.

–Agora, Spyro... Pare de ficar falando tais coisas. Você é o melhor que todos esses dragões podiam desejar! Inclusive... Cynder. Ela fez aquilo pensando em ti. Na família que você possui, com ela. Ela estava fazendo aquilo por Cyro, que sempre viveu completamente sozinho na vida.

Spyro olha para baixo. –Mas... Me trair? Isso... não é certo...

–De fato isso não foi legal. Mas, converse com ela. Ela estava sofrendo muito. Tinha se arrependido assim que botou o ovo. Ela te ama muito. E você a ela. Eu sei disso. Vejo isso no seu coração. Você a ama demais para deixa-la. Agora vá. Fale com ela. Esclareça tudo. Tome decisões quanto ao filho dela com Chama.

–Chama... Meu melhor amigo...

–Ela é fêmea. Encanta apenas com o olhar. E Cynder, de fato, é muito bonita mesmo. Ela convenceu Chama a fazer isso. Ele não queria. Não fique com bronca dele.

–Certo, certo... Eu... falarei com ela. Obrigado Ignitus. –Spyro diz e se levanta antes de voltar para Warfang, pensando no que falaria com Cynder.

Já era noite, as luas estavam no céu, iluminando toda Warfang. Spyro olhou para uma das luas e sorriu, lembrando das noites que passara com sua amada.

Após alguns minutos Spyro chega em sua casa. Ele abre a porta e ouve a voz de Cynder vindo de dentro. –Spyro? –De fato ainda estava chorando.

–Sim. –Responde Spyro entrando.

–SPYRO! –Cynder grita e corre para ele, se jogando nele o abraçando apertadamente e chorando em seu ombro. –Me perdoe!

Spyro segura ela e a envolve com suas asas, fazendo Cynder chorar mais ainda. –shhh... eu te perdoo sim. Apenas... quero conversar.

–Tudo que quiser! Só não me deixe! Eu imploro! –Cynder diz e olha nos olhos de Spyro, chorando.

Spyro lambe seus olhos devagar. –Não chore mais, sim? Eu falei com Ignitus.

–Falou? O que ele disse? O que você vai fazer, amor?

–Nada. Vou esperar o ovo chocar. Vou cria-lo como meu filho. Não fale para Brasa sobre isso nunca! E... eu quero que fale para Cyro que nós o adotamos, ouviu?!

–Sim! Eu vou! Obrigada meu amor! Você é o melhor de todos! EU TE ADORO TANTO! OBRIGADA! –Cynder diz e beija Spyro.

Spyro sorri um pouco e olha para ela. –Não faz mais isso, ta? Por favor. Eu... te amo tanto minha linda... –Spyro diz passando um dedo na bochecha dela.

–Eu juro que não farei! Juro! Ai... Spyro! Você é o melhor de todos! Obrigada por me perdoar!

–Bem... Vamos sair? Vamos... Passear um pouco? –Spyro diz após beijá-la novamente. –Quero... Muito ficar com você. E... Deixa eu levar o ovo. Quero... Cuidar dele.

Cynder da dois pulinhos sorrindo e enxuga as lágrimas. Então corre até onde o ovo estava enrolado em cobertores e entrega para Spyro, que coloca em suas costas e o cobre carinhosamente com as asas.

Como eu disse minha amada: Nunca deixarei de te amar. Jamais! –Spyro pensa lambendo carinhosamente a bochecha de Cynder e olha para o ovo. –Como será que ele...

–Ou ela... hihi... quero muito que seja uma dragonesa... –Cynder interrompe se esfregando em Cynder enquanto saiam.

–Também quero. Como será que será? Bem... Parecido com Chama... –Spyro diz e suspira. –Mas... não vou mais falar disso. Eu te adoro muito mesmo, minha linda!