A lenda de Cyro: Entre Mundos (livro 3)
24 Milagre
No momento em que a cadeira fora arremessada, um raio de luz branca muito forte fora lançado para cima no horizonte em direção da floresta. Layla a vira de seu quarto, ainda pendurada pelo pescoço, sendo sufocada.
Ao ver a luz na direção de onde seu amado falecera ela arregala seus olhos e se debate, querendo desistir de se matar. Ela se concentra e levanta sua traseira, levando a cauda até a corda e a corta, fazendo-a cair de costas ao cão em um baque forte, que a fez perder o pouco de ar que ainda havia.
Sua visão ficou turva por um breve momento mas ela estava mais preocupada em se levantar e encher seus pulmões de ar.
Respirou fundo.
Se aliviou de não ter feito aquilo e se levanta fraca, correndo do jeito que podia para a sua sacada, olhando o magnífico feixe de luz no meio da floresta.
–O que é isso?! –Ela pergunta estreitando os olhos. –Será que... –Ela olha para seu colar e flexiona suas pernas, pulando no ar, decolando.
Suas lágrimas deram lugar ao olhar com atenção e sua tristeza deu lugar para a esperança. Em seu coração estava disposta a acreditar de que de algum modo Bruno tivesse retornado.
A chuva já havia acabado e o cheiro da terra molhada estava em todo lugar, porém o cheiro familiar do sangue de seu amado a fez ficar eufórica. Ela segue o cheiro e ao chegar no local arregalo os olhos ao ver apenas uma poça de sangue no chão e um rastro de sangue indo na direção oposta de Warfang.
–Não pode ser! Será que... Ele está vivo?! –Ela pergunta para si mesmo. Uma alegria começa a se apoderar dela e ela se apressa em seguir o rastro de sangue.
Minutos de ansiedade se passam até que finalmente o sangue leva à uma caverna. Ao entrar devagar na caverna Layla começa à ouvir uma voz desconhecida.
–Espero que você esteja bem agora meu filho...
Porém a outra voz era totalmente familiar para Layla e a faz correr ainda mais rápido.
–Pai... Unff... Zikayes eu... O que houve comigo, pai?
–ZIKAYES?! –Layla grita em sua mente. –Como eu estou o escutando?
–Você morreu filho. Mas... De alguma forma... Nós... Ressuscitamos!
–E por que eu não consigo mover minhas pernas e braços direito? Por que não consigo mover nenhuma parte de meu corpo direito?!
–Quanto à isso... Bem... Precisamos falar com Ignitus! Parece que nossos DNAs se juntarão assim como nossas almas! Você virou um lupino, Bruno!
–BRUNOOOO! RAAWRR! –Layla ruge dentro da caverna, chorando de emoção. O fato de ouvir que Bruno agora era um lupino não a incomodava, Queria apenas tê-lo novamente junto dela. –BRUNOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!
Zikayes levanta suas duas orelhas ao ouvir o rugido de Layla e seu clamar e sorri. –Eu ia te ensinar a andar e se controlar mas... Parece que há uma coisa mais importante agora!
Bruno arregala seus olhos reconhecendo a voz. –LAYLA! –Ele diz alto mexendo todas as patas tentando se levantar de alguma forma. –Layla, meu amooor! –Bruno começara a chorar sorrindo demais, sua nova cauda peluda abanando de um lado para o outro rapidamente, o que fez Zikayes rir levemente.
De fato Bruno havia ouvido tudo que Layla falara enquanto estavam perto de seu corpo, e estava disposto a dar amor à sua linda dragonesa para o resto de sua vida.
A silhueta de Layla logo aparece na escuridão do grande túnel. Ao chegar ela para olhando os dois lupinos. Tinha dificuldade para saber quem era quem mas ao encontrar os olhos de Bruno, que eram ainda os mesmo encantadores olhos, ela coloca uma pata na boca. –Bruno!
Bruno abana a cauda ainda mais rápido a vendo. –LAYLA! LAYLAAA! MEU AMOR! –Ele vira o colar que estava em seu bolso no pescoço de Layla e sorri.
Layla então corre em direção de Bruno, pulando em cima dele o abraçando extremamente forte e lambendo os pelos de seu pescoço. –Ai amor... Bruno eu... –Ela não conseguia falar com tamanha emoção, chorando muito.
A raça de Bruno fizera ele conseguir mover as patas dianteiras apenas e abraçar Layla, Agora quase do mesmo comprimento que ele, a barriga de cada um encostada na do outro. Ele a abraça forte, sorrindo de olhos fechados. –Não precisa falar, meu amor.
Zikayes senta-se no chão, sorrindo vendo os dois pombinhos. –Ai ai... Lembro quando tinha essa idade... E todas as fêmeas ficavam em volta de mim.
Nenhum dos dois ouviram nada devido a emoção, principalmente Layla, que chorava e o lambia como nunca, mas logo se recompõe e sai de cima de Bruno, se sentando bem a frente dele, arrastando a cauda de um lado para o outro, muito feliz. –Como?!
Bruno, ainda deitado de barriga para cima não sabendo como levantar, sorri a olhando. –Nem me pergunte minha linda! Sei tanto quanto você!
–Ai amor... Você não acreditaria se eu dissesse que eu quase me matei... –Ela diz e mostra a marca da corda em seu pescoço.
Bruno arregala seus olhos. –Nunca faça isso meu amor! Meu Deus... Por favor, não!
–Não meu amorzinho! Nunca! Nunca mais! Pois agora tenho você novamente comigo! E... Está diferente! Ficou tão... Lindo... –Layla o olha com uma cara safada.
Bruno era inteiro branco, com uma única listra que ia da testa até sua cauda, passando pela nuca, pescoço, costas e quadril, preta, o que deixava magnífico. –O... Obrigado meu amor! Você parece ainda mais linda que antes... Apesar destas marcas de lágrimas... Oh Layla... Não chores mais...
Layla sorri. –Não mais. Tenho a ti novamente agora!
Bruno assente sorrindo e olha para Zikayes. –Pai... Pode me ajudar a levantar? Quero andar com meu novo corpo!
Zikayes se levanta e anda até Bruno bem devagar. –Veja minhas patas, Bruno. Olhe o jeito que eu as movimento. Não se esqueça das patas traseiras, uh?
Bruno olha suas patas traseiras, as levantando e mexendo. –Mhh... Não é tão difícil quanto eu pensava... –Ele firma as patas no chão e sente algo novo. –Nossa! Parece que... tem algo debaixo de minhas patas!
–Hahaha! As almofadas das suas patas! Elas servem para não machucar as solas da sua pata!
–É sim Bruno! Lembra que ficava massageando as minha? –Ela diz levantando a pata dianteira e mostrando para Bruno.
Bruno olha a pata de Layla. –Suas patas são tão lindas... –Ele levanta uma pata olhando as almofadas negra debaixo. –Estranho... Eu não sinto isso como parte de meu corpo!
–Nós, dragões, Não sentimos nossos chifres mas se algo acontecer com eles sentimos dor, igual nas almofadas das patas! –Ela diz sorridente.
Bruno da um leve sorriso e volta a colocar a pata no chão. –Certo... E... errr... Uma coisa que achei muito estranha é... Minha cauda! É estranho! Mover ela assim...
Os dois riem muito mesmo e Layla comenta. –Inclusive... A sua cauda é a cauda lupina mais linda que eu já vi!
Bruno cora. –Isso é um elogio, certo?
Zikayes ri muito. –E que elogio! Dragão se importam demais com suas caudas. Tente morder a cauda de algum dragão e não ganhará nada além de uma gigante cicatriz!
Layla assente sorrindo safada. –Mas a minha eu deixo você brincar um pouco com ela! Hehehe...
Bruno cora ainda mais, abanando sua cauda involuntariamente. –Hehe... Creio que sim! Bem... Vamos lá... –Bruno diz dando um pequeno passo com a pata dianteira. Então ao tentar dar outro passo ele leva outra pata dianteira para frente.
Zikayes intervém. –Não, não! Uma dianteira e uma traseira, ou irá cair! Assim filho, preste atenção! –Zikayes começa a andar devagar, dando passos, sucessivamente, com a pata direita dianteira, traseira esquerda, dianteira esquerda e traseira direita.
Bruno o olho e volta a colocar as patas nos lugares. –Certo. –Ele então começa a andar corretamente, sorrindo. –Nossa! Harmonioso... É bom andar assim!
–Hahahaha! Você tem alma lupina, filho... Bom... Pelo menos parte da sua alma é! Por isso gostou tanto!
–Entendo... Ah. Estou ansioso para voltar para Warfang. Como estão todos, meu amor? –Ele pergunta chegando perto dela, raspando seus pelos macios na lateral dela, lembrando de como Cyro fazia para agradar Labareda e tentando imitar.
Layla arrepiou sua crina sentindo os pelos de Bruno rasparem em sua lateral e agarra o pescoço do lobo com sua cauda, o derrubando de barriga para cima e subindo em cima dele, deitando bem encima. –Cyro está sofrendo muito! Chorando! Ele lhe considera muito amigo mesmo! Ele precisa saber logo que você está vivinho! Hihihi! E que saúde! –Ela passa a pata na barriga de Bruno.
Bruno arregala seus olhos ao sentir a pata de sua amada na barriga. Por mais simples que parecesse, a sensação era incrível. Ele fecha os olhos dando um pequeno uivo invoruntário o que fez Layla dar um risinho.
–O cachorrinho gosta de carinhosinho, é? Hihihihi. Que fofura! –Ela diz e da uma lambida no pescoço de Bruno.
–Woof! Opa... O que foi isso?!
Zikayes ouvindo isso rola no chão, rindo muito. –Um latido ué! HAHAHAHAHA! Você está... Digamos... Gostando muito de ser tratado desse jeito!
Bruno cora demais. –Err... M... Melhor voltarmos. Se Cyro está assim quero dar um grande abraço nele! Hehehe...
Layla assente e finalmente sai de cima de Bruno, o deixando levantar. –Ahhh! Como eu estou feliz de te ter comigo novamente meu amooooor!
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