A lenda de Cyro: Entre Mundos (livro 3)
30 Arbo... Descobrindo o mistério
Spyro andava de um lado para o outro em sua sala no templo dos guardiões. Ele não podia colocar na sua cabeça que Malefor, seu pai, tinha simplesmente parado de tentar destruir o mundo. Por que? Por que ele havia parado? E essa história de estar procurando vingança... Nada fazia sentido na cabeça de Spyro.
Cynder estava perplexa. Ela tinha puro ódio de Malefor, mas agora ela estava tão confusa quanto Spyro. Seu marido tinha que ter contado alguma coisa estranha. Ao ficar sabendo que ele viria para a cidade, ela ficou alerta, mas a curiosidade dela falava mais alto. Por que ele estava pedindo ajuda? Há alguém mais forte que ele por trás de tudo?
Cyro estava totalmente confuso com oque tinha ouvido. Sempre ouvira coisas horríveis sobre seu avô, mas ao o ver pessoalmente, ele não viu um monstro. Será que ele estava querendo enganar a todos ou tinha mudado por alguma razão? E se tivesse mudado... Qual seria essa razão? Tinha que ser algo forte, grande!
Desde que chegara, o jovem dragão roxo não tinha saído da cola dos seus amigos, inclusive de Layla e Bruno, que não se desgrudavam mais. Estavam se amando mais que nunca depois que ambos passaram por uma experiência que pode se dizer que não foi nada agradável para ninguém.
–Eu não estou mais entendendo nada! Malefor... Sempre falaram para nós que meu vô era um monstro cruel, que não se importava com ninguém! Eu... só vi um dragão muito arrogante lá, não cruel... Será... que todos mentiram? –Cyro se perguntava.
–Acho difícil todos mentirem assim cara... –Uta dizia, pensando. –Todos mentirem igual? E também... Por que mentiriam para nós? Não tem porquê!
–Você tem razão... Então... será que meu vô mudou?
–Pode ser possível. –Nita diz. –Ele pode ter visto que fez muitas maldades!
–Pfft! Eu duvido disso! Esqueceram que ele matou meu vô? –Labareda diz e olha para Layla. E o pai dela lutou na linha de frente contra o exército dele!
Layla assente. –É verdade! Eu não era nascida na época, nem um ovo, na verdade, mas minha irmã era bem novinha e disse que sempre ficava com medo na guerra. De fato a guerra aconteceu e Spyro e Cynder nos salvaram da destruição. Nada que eles contaram é mentira! Só há duas coisa que podem ter acontecido! Ou Malefor se arrependeu, oque eu acho BEM difícil, ou... A missão dele acabou!
Todos ficam quietos um tempo. Arbo, pai de Nita e tio de Uta, estava sentado alguns em cima de uma árvore como ele costumava fazer, os observando e pensando. Assim como a maioria, seu passado tinha sido de muita dor devido o mestre das trevas, mas agora todos ficaram sabendo que ele simplesmente tinha parado de tentar machucar os outros. Alguma coisa estava no ar. Ao ver de Arbo, Malefor era mais misterioso que a própria origem do mundo.
Desceu da árvore e andou até sua casa, onde ele tinha alguns livros da história completa de Malefor, dês de sua infância até a guerra. Beijou sua mulher, Candice e foi para seu quarto, estudar um pouco da história daquele dragão misterioso. Arbo amava um mistério.
“O final das eras é marcado com o nascimento de um novo dragão roxo...” Isso já era sabido por todos. “Com a chegada do ovo da famosa dragonesa roxa Artenis, veio muita comemoração, mas ninguém sabia que aquela iria ser uma era negra para todos. Malenis, como foi chamado o pequeno filhote, cresceu rodeado pelos guardiões, tendo seu irmão mais velho, Ignitus, como companhia. Eram apenas meio irmãos, sendo Ignitus filho do pai de Malenis, Vulcanus. O dragão roxo sempre rodeado de atenção, treinando para seu brilhante futuro como guardião dos elementos, Ignitus treinando com seu pai por pura diversão.” -Mhhh... Rodeado de treino e atenção, uh? Mhhh... Isso deve ter alguma relevância. –Ele diz e continua lendo. –“Em sua adolescência Malenis se mostrou irreverente com todos em sua volta, dizendo que os dragões roxos não eram feitos para aquele destino. Com isso fugiu, mudando seu nome para Malefor, vindo de maléfico. –Mhhh... Não foram feitos para aquele destino... Spyro foi adotado por uma família de libélulas e passou a infância com seu irmão Sparx. Artenis nasceu em uma vila pobre no qual ninguém sabia ainda sobre a lenda do dragão roxo... Será... Que toda aquela atenção o deixou louco? Espera aí... –Arbo se levantou de sua cama e começou a revirar a prateleira de livros até achar um livro de criança que sua mãe costumava ler para eles. –Huhu... Os seis roxos... –Ele leu o nome do livro, onde trazia uma capa com 4 símbolos indicando gelo, fogo, eletricidade e terra. –Quanto tempo que eu não te vejo, meu amigo... Huhuhu... A lista dos dragões roxos até a era negra... Vamos rever isto... –Ele abre e na primeira página estava a imagem de um grande e imponente dragão roxo, com as placas do peito em um laranja escuro. Vestia uma maravilhosa armadura de platina. –Magnus... O primeiro dragão roxo da história... Nenhum outro dragão havia nascido com a sua cor. Foi uma celebridade, mas nunca tinha percebido seu potencial até descobrir seu segundo elemento na sua adolescência. Daí então ele gerou a poderosa geração dos guardiões elementais, trazendo paz e equilíbrio para toda dragon’s realm. Mhhh... –Arbo coça sua nuca e vira a página. Nela havia um dragão roxo de ponta cabeça, se equilibrando com uma das patas dianteiras e dando um sorriso brincalhão. Ao ver essa imagem Arbo riu. –Cairú, o dragão roxo mais extrovertido de todos. Filho de Magnus, quando nasceu sempre foi tratado como um rei, mas oque ele mais queria era curtição e farra. Hahaha... Acho que sou descendente dele então! –Arbo brinca. –Na sua adolescência ele começou a treinar seu controle com os 4 elementos e ele se tornou amado por todos os filhotes. Sua morte foi a mais dolorosa para todos. –Arbo pensa um pouco. –Acho que já descobri... Mas... vamos continuar vendo para eu ver se estou certo! –Virou a página e viu uma imagem de uma linda dragonesa roxa claro, com o peito azul claro como o céu. –Sophie, a primeira dragonesa roxa. Ela foi filha de Cairú e sempre amada pelo pai, que nunca a deixou treinar demais e sempre brincava com ela. Teve uma infância magnífica, sempre brincando e treinando com seu pai. Cresceu poderosa e majestosa, até hoje o dragão roxo mais forte de todos. Ela... foi incrível e foi a que menos treinou... mhh... Posso estar enganado... –Ele diz e vira novamente a página e vê um dragão ancião, roxo com barba branca e peitoral branco. –Ah... Chono... o lendário... O primeiro cronista... Quando nasceu, filho de Sophie, sempre foi amado pela mãe que ensinou a ser justo, bom e protetor. Infelizmente sua mãe morreu cedo demais para ele, vitima de uma doença grave. Triste? Ele ficou, mas sua mãe sempre o disse que ele tinha que fazer o bem para todos. Percebeu que ficando na cidade principal ele causava alvoroço, então se exilou nas grandes montanhas, onde viveu toda sua vida, lendo e treinando, sempre de olho no mundo. Foi o dragão roxo mais sábio e bondoso, por isso foi concedido a grande missão de ser o cronista quando veio a falecer. –Arbo sorriu, certo que tinha descoberto e virou a página, vendo uma dragonesa esbelta, escura. –Artenis... ninguém soube como o ovo dela apareceu numa vila distante de todas e nem quem era sua mãe. Passou sua infância e adolescência na vila, vivendo com sua família adotiva. Nunca teve nenhuma preocupação. Todos achavam que a era dos dragões roxos até ela ser descoberta e decidiu contribuir com o mundo e restaurar o equilíbrio. Sempre foi muito bondosa. –Hu... e agora... –Ele vira a página e vê uma imagem de um filhote escuro de escamas amarelas. –Malenis... Nasceu já no templo. Os guardiões tinham medo de perder novamente o dragão roxo, então Malenis começou a treinar aos 5 anos de idade... –Brutus bateu a pata no livro. –É ISSO! Os dragões roxos são influenciados pela diversão assim como o treino! Por isso Sophie foi a mais forte! Ela teve a mesma quantia de cada! Agora tudo faz sentido! Se tiver muita diversão e nenhum treino não terá responsabilidades, mas se não ouver diversão e só treino ficará louco! Mas... mesmo assim... se revolta...... –Isso aquela frase que Malefor dizia vem na cabeça de Arbo: “Os dragões roxos não eram feitos para aquele destino” Arbo arregalou os olhos. Tudo agora fazia sentido para ele. –Ele... queria... proteger.......... Seu filho... –Um grande flash de imagens de Malefor passou por sua mente, fazendo com que uma lágrimas saia de seu olho. –Spyro...
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