Amanhece. Os pássaros estavam cantando alegremente. Logo, todos acordam melhores que no dia anterior, dispostos a continuar a viagem, muito empolgados e com saudade de tudo e todos.

Comem o resto dos cervos como café da manhã junto com algumas frutas que Labareda e Nita tinham pego.

Então ajudam Bruno e Wendelin com suas coisas, dobrando os cobertores e colocando-os no carro.

Logo partem, dispostos a chegarem ainda nesse dia à Warfang. Bruno dirigindo seu carro pelo vale de Avalar, seguindo os dragões, não parava de pensar nas palavras de Zikayes na noite passada, e Zikayes sabia, se divertindo muito em ver a confusão dentro da mente de Bruno.

Horas cansativas depois finalmente adentram no bosque da paciência, que era um lugar um tanto difícil do Shelby passar devido as árvores de lá.

Metro em metro foram se aproximando de Warfang, mas as árvores ficaram ainda mais volumosas.

–Ahh... Quem dera um dragão de natureza estivesse aqui! –Uta diz observando se o carro passava entre duas árvores.

Por fim Tremor se cansou e abriu uma valeta, afastando todas as árvores até o muro de Warfang, com um simples gesto de suas duas asas. Todos riram muito daquela ação.

Com isso, foi rápido chegar no imenso e majestoso muro de Warfang.

–Minha nossa! Quantos metros tem esse... Magnífico muro?! –Bruno pergunta boquiaberto.

–Cento e vinte e sete metros! –Cyro responde. –Isso, além das armas e guardas, protegeram a cidade na guerra!

Eles agora iam para o enorme portão. Bruno e Wendelin ficam maravilhados com os entalhes suaves no portão e muro.

–Quem vem lá?! –Um guarda pergunta do posto de guarda, que era uma sacada um pouco a cima do meio do portão

–Sou eu! Cyro! Voltamos, finalmente!

–Cyro! Ahh... Seu pai estava ficando preocupado! Todos estavam preocupados com vocês! ABRAM O PORTÃO!

Cyro sorri e o portão começa a abrir, mostrando o interior da cidade.

Bruno olhou e ficou tenso vendo os dragões adultos dentro, com armaduras ainda mais robustas que as dos jovens. Esses eram os guardas. E então mais adentro estavam os dragões civis. Jovens, filhotes, adultos e idosos. Todos fazendo suas coisas. Conversando, trabalhando, brincando, correndo ou voando, todos muito felizes.

Os seis jovens entram, sendo reverenciados pelos guardas. Bruno olha aquele gesto dos guardas e pensa. –Nossa! Não sabia que eram tão importantes!

–Isso não é questão de importância, Bruno. É respeito! –Zikayes diz para Bruno. –Ta certo. Cyro é o dragão roxo e os outros são filhos dos guardiões, mas creio que os guardas reverenciariam qualquer um que fosse amigável. Isso é respeito! Todos devemos ter respeito por todos os seres vivos, não importando oque....... ou quem!

–Mas... E quanto a Malefor? –Bruno pergunta curioso para saber a resposta.

–A ele também! Eu o respeito. O odeio, mas respeito! –Zikayes diz, firme.

–Mhhh... Entendi eu acho.

–Você entenderá!

Conforme entravam, os olhares se dirigiam para o carro, deixando Bruno ainda mais nervoso, assim como Wendelin, olhando maravilhado para tudo lá.

Todos os dragões lá sussurravam uns com os outros, indignados com a visão dos novos seres.

Depois de andarem um tempo um guarda vai até Cyro e fala algo. Cyro agradece e assente.

–Gente! Vamos para o templo! Nossos pais estão nos esperando lá! E... Bruno. Quer deixar o veículo na minha casa? Tem muitas escadas no caminho para o templo.

–Ah sim! Dês de que não façam nada com ele...

–Não vão. Não se preocupe!

Então todos os oito vão para a casa de Spyro e Cynder. Lá, Bruno e Wendelin descem do carro, o deixando em frente a casa.

–Então... Agora para o templo! Quero ver minha mãe , Rya! –Uta diz correndo.

Todos concordam e correm para o templo.

Cyro explicava, durante o caminho, onde tudo ficava. Todas as construções e suas utilidades.

Ao chegar ao templo, Bruno e Wendelin arregalam os olhos.

–Nossa! Vocês são engenheiros fantásticos! –Wendelin exclama admirando o designe do templo. –Olha isso! Cada detalhe... Uau!

Cyro sorri. –Sim... Bonito, não? Ainda não viu dentro!

Todos entram devagar, andando normalmente, ansiosos.

Nisso Spyro aparece correndo pegando e abraçando Cyro. –Filho! Fiquei tão preocupado!

Cyro lambe o pescoço de seu querido pai, sorrindo e ronronando. –Pai... Senti saudades! Onde está minha mãe?

–Ela está na sala da poça das visões! –Spyro diz e olha para Bruno e Wendelin. –Esses são os humanos, certo?

–Sim! –Cyro desce de seu pai e vai à eles. –Conheça Wendelin e Bruno!

Os dois assentiram para Spyro, um pouco nervoso devido o tamanho dele.

Era diferente estar do lado de Ignitus, que era uma presença espiritual do que estar do lado de um dragão adulto em seu lado. Os dois simplesmente estavam apavorados.

–V... Você deve s... Ser Spyro! Ignitus falou muito de você! –Wendelin diz.

Spyro assente sorrindo. –Devo imaginar que sim. Ignitus foi como um pai para mim. E prazer em conhecê-los! Agora vamos! Tenho uma surpresa para meu filhote.

–Surpresa?! O que é? –Cyro se anima.

Spyro ri e anda. Todos o seguem.

Ao adentrarem, todos os antigos candidatos estavam lá e Cynder deitada enrolada em algo.

Cada jovem corre para seus pais enquanto Cyro abraça e se esfrega e Cynder. –Mãe! Senti saudades!

–Também senti meu querido! Olha... Tenho uma surpresa para você! –Ela diz e abre a asa, mostrando o ovo vermelho e rosa.

Cyro olha o ovo e arregala os olhos. –Vou... Vou ter um irmão?! COMO?!

–Adotamos este ovinho! Estou tão feliz! –Cynder diz sorrindo.

–Não tanto quanto eu! –Cyro diz pulando para o lado do ovo. –VOU TER UM IRMÃO! RAAWWR! –Ele ruge em vitória.

Todos olham para ele, menos os pais, que já sabiam do ovo, e correm para ele e o ovo.

Então todos os dragões adultos olham para Bruno e Wendelin, os deixando extremamente nervosos, mais do que já estavam.

–Sejam bem vindo à Warfang! –Brutus, o líder dos guardiões, diz assentindo e com sua voz de trovão.

Os dois sorriem um pouco.

Spyro então fala. –Tenho um aviso. Assim que saíram daqui para a Tundra, os novos candidatos para guardiões foram chamados. Chegaram esta manhã! Estão esperando por você, filho!

Cyro arregala os olhos. –Novos candidatos?! Vamos conhece-los logo! –Ele diz e corre para a arena. –Vamos galera! Bruno, Wendelin, podem vir se quiserem!

–Vou ficar aqui conversando com todos! Pode ir Bruno! –Diz Wendelin. –Estou muito curioso para saber sobre a história daqui e essa tal guerra!

Bruno coça a nuca. –Não sei...

–Vai lá! –Zikayes diz.

Bruno pensa um pouco e então os segue para a arena.

Chegando lá todos os oito candidatos estavam conversando e se calam ao ver Cyro.

–Olá! Bem... Sou Cyro, o dragão roxo e sou o encarregado em treinar vocês! Primeiro... Quero que se apresentem, por favor. Você. Seu nome? –Cyro aponta para um dragão azul profundo.

Ele engole em seco e se encolhe um pouco, nervoso. –S... Sou Mercúrio, c.... Candidato de fogo.

–Fogo, uh? Deixe-me ver o que sabe! Me acerte com seu golpe mais forte.

Mercúrio engole em seco mais uma vez e suspira, fechando os olhos. Então os abre novamente e lança uma grande bola de fogo em Cyro.

O dragão roxo se defende com as asas mas mesmo assim é lançado para trás. –Nhff! Wow! Que força! –Ele diz se levantando. –Bem... você. –Ele aponta para uma dragonesa branca.

–Sou Angelie, candidata de eletricidade.

–Mhhh... Vejamos o que sabe fazer!

Ela assente e lança uma onda de choque potente pelo chão até Cyro, o eletrocutando, mas não mortalmente.

–NHGGG! –Cyro cai no chão, de olhos arregalados. –M... Muito bom! Wow. Bem... Nhgg! –Ele se levanta. –Você. –Ele olha para um dragão meio robusto, verde.

–Sou Rene! Sou um dos guardiões de terra! –O dragão diz em um tom firme e ameaçador.

Cyro percebe que isso foi um ataque ao outro candidato de terra. –Não irá precisar usar este tom com ninguém aqui. Mas se continuar com esse tom quem irá usá-lo serei eu, mas com VOCÊ! Estou claro?!

Rene bufa em desprezo. –Certo...

–Acho bom mesmo. Pois bem... Acho melhor parar com as apresentações dos elementos e deixar para o trino, ou não sairei inteiro aqui!

Labareda chega ao lado de Cyro, se esfregando na lateral dele.

Ele a beija e olha para os candidatos. –Detesto arrogância. Já digo isso já! Pois bem... Continuemos. Seu nome? –Pergunta para um dragão com um colar de ouro branco. O dragão era negro igual a noite, o que chamou a atenção de Cyro.

–Sou Drachr, candidato de gelo.

–Gelo uh? Interessante para um dragão da sua cor...

Bruno pensou que aquilo seria muito ofensivo, pois no seu mundo aquilo era. Mas o dragão riu.

–Meu pai é um dragão de trevas. Puxei a coloração dele e o elemento da minha mãe, lorde Cyro.

–Lorde? Não me chame assim! –Cyro diz envergonhado.

Drachr dá uma leve risada e assente.

–Ok... Agora você! –Ele fala para uma dragonesa azul muito claro.

–Sou Nina, candidata de gelo.

–Belo nome Nina! Agora você. –Diz Cyro olhando para um dragão laranja.

–Sou Fieru, candidato de fogo.

Cyro aperta os olhos. –Fieru? Esse nome me é familiar, não sei porque. Pois bem... E você? –Ele olha para uma dragonesa marrom escuro.

–Sou Britany, candidata de terra.

–Mhhh... Uma dragonesa de terra, uh? Bem... agora você! –Cyro olha para uma dragonesa preta e amarela, com marcas azuis nas costas, que havia chamado a atenção de Bruno.

Ela da um sorriso amável e carismático. –Me chamo Layla e sou candidata à guardiã de eletricidade. –Ela diz com uma voz muito charmosa.

Bruno olhava para ela sem parar e, na curiosidade, olhou para o quadril.

Ela sabia que estava sendo observada por ele dês do início. Ela gostou muito da atenção que estava recebendo, mesmo sendo de um ser que ela nunca vira na vida. Ao perceber que ele olhara para seu quadril, Layla levanta a cauda se expondo minimamente para ele e balança o quadril de jeito sexy.

Bruno, ao ver aquilo que ela estava fazendo, arregala os olhos e volta a olha para a face dela para saber se ela sabia que ele a olhava.

Ela estava olhando para ele com os olhos semicerrados e com a língua de fora, ao lado da boca, de jeito muito sexy.

Bruno corou na mesma hora e tentou disfarçar, mas a beleza dessa dragonesa era tanta que o hipnotizava.

–Uau... De fato essa dragonesa é linda! –Zikayes diz, também encantado. –Opa! O que é isso que estou sentindo em você, uh? Awww... Esses seus pensamentos sobre ela são gentis.

–Cala a boca!!!! –Bruno grita em sua mente. –Pare de bisbilhotar minhas emoções!

–Por que? São todas tão bonitas sobre ela. Mesmo ela sacodindo e se mostrando para você daquele jeito, não acho nenhum pensamento safado! Isso é lindo! Não estou brincando.

Bruno continuava a olhando e ela a ele, sacodindo a cauda suavemente.

–Acho que... Esse é o amor que você procurava Bruno. Pelo o que sinto em seu coração, eu sei disso! –Zikayes diz por fim.