A lenda de Cyro: A nova lenda (livro 2)
10 Pedido.
Spyro ficou imóvel ao ouvir o que Madalene falou. -O... Oque? Mã... mãe?
–Sim! Esse é seu nome? Spyro... Eu nunca esqueci do seu cheiro. Meu filho... eu encontrei meu filho. -Madalene estava muito feliz. Ele se aproxima de Spyro.
Spyro olha para ela e lágrimas começam a surgir em seus olhos. -Mãe... -Ele avança e a abraça. -É tão bom saber que minha mãe não é igual meu pai...–Pensa ele abraçando Madalene.
Todos estavam surpresos com a situação. Brasa se aproxima dos dois. -V... Você é meu irmão, Spyro.
Spyro para de abraçar Madalene e olha para Brasa. -Mas... Terrador me disse que o dragão roxo só podia ter um fi... -Quando ele percebe o que ia falar já era tarde.
–Como assim? -Pergunta Chama. -Do que você está falando, Spyro? Espera um pouco... Um dragão roxo só pode nascer de outro. Pelos ancestrais. VOCÊ É FILHO DE MALEFOR?!
Spyro olha para o chão. -Um filho não pode escolher um pai. -Então ele olha para Brasa. -Mas... você é filha de outro dragão. Só pode ser. Um dragão roxo só pode ter um filho.
–Exatamente. O pai de Brasa foi morto pelo exército de Malefor anos atrás, quando Brasa era um ovo. Vocês dois são meio irmãos. -Responde Madalene.
Brasa sorri para Spyro. -Você é meu irmão. O lendário Spyro é meu irmão. -Ela se vira para Cynder. -Agora você não precisa mais se preocupar com eu querendo pegar Spyro. -Ela zomba.
Cynder ri um pouco.-Claro que não. Seria estranho.
–O que? -Chama olha para Brasa.
–Apenas uma brincadeira. Você sabe que eu amo VOCÊ meu lindão! -Brasa lambe a ponta do focinho de Chama.
–Minha mãe... Hahaha. Nunca pensei que iria vê-la. Cynder é minha esposa. E... Cyro é meu filho. Queria que você o vice mas ele está brincando com seus amigos.
–Espera um pouco... Se Spyro é irmão de Brasa... Cyro é primo de Labareda! -Cynder lembra.
–Pelo menos é primo. Imagina se fossem algo a mais. Eles iriam cair em depressão. -Diz Brasa.
–Com certeza iam. Pelo menos Cyro. Você não sabe quanto ele ama sua filha. -Diz Spyro.
–Ahhh... Jovens amantes... -Madalene ri.
–Eles parecem conosco quando tínhamos a idades deles. -Lembra Chama.
Do outro lado de Warfang Os jovens estavam correndo brincando. Tremor ainda estava com um pouco de medo de contar para seu pai que ele era homossexual. Ainda mais contar que namorava. Mas contar com Cyro o acalmava.
Depois que Tremor falou que tinha falado para sua mãe Uta começou a pensar para seus pais também, mas tinha medo do que eles poderiam fazer com ele.
Nita se divertia bastante com seus amigos. Seu quadril já não doía mais. Ela gostava muito de Labareda, e ficou bastante contente por ela quando se juntou com Cyro.
Labareda não parava de pensar no que seu pai havia falado para ela mais cedo. Ela se achava uma indigente pensando aquilo tudo, mas não conseguia parar. De uma parte ele queria fazer, mas de outra tinha medo ainda. Ela não queria ter um filho tão cedo quanto sua mãe teve. Queria esperar mais alguns anos, mas a vontade e a curiosidade fizeram ela pensar em um outro jeito. Ela se achou nojenta em pensar em fazer sexo anal com Cyro. Ela se odiou profundamente por aquilo, embora não demonstrava nem um pouco. -O que é que eu estou pensando? Que ridículo! Será que é bom? NÃO! Sua... idiota! Para de pensar nisso! Sua ridícula. Talvez oral? PARAAAA! SAI DA MINHA CABEÇA! -Ela não conseguia mais aguentar aquilo tudo. Ainda mais depois que Cyro passou do lado dela e deu um pequeno beijo na bochecha.
Ele estava tão despreocupado com a vida. Nunca se sentira tão... vivo. Corria sem parar por todos os lados, as vezes dando algumas batidas de asas saindo do chão. Teve uma hora que ele correu até atrás de Labareda e passou por baixo dela, raspando suas costas nela. Ela se assustou e pulou, divertindo Cyro. Ele estava, finalmente, se divertindo muito. Ele não pensava em mais nada, além dele, seus amigos e, acima de tudo, Labareda. Estava tão contente de ter ela em sua vida.
Depois de alguns minutos, quando ninguém conseguia mais dar um passo, eles se sentaram um do lado do outro e ficaram conversando.Tremor e Cyro estavam um pouco mais distantes de todos.
–Então Tremor... quando é que você vai contar para seu pai? -Pergunta Cyro.
–Eu não sei... talvez hoje a noite? Você pode?
–Eu dou um jeito. Não vou quebrar minha promessa.
–Obrigado.
Cyro se deita no chão olhando para Labareda. -Você... já pensou em ter filho Tremor?
–Filho? Bem... já, mas... como? Eu quero viver com Uta.
–Ora. Adotando um! Sempre há crianças que precisam de pais. Acho que vocês seriam excelentes pais quando crescerem.
–Você acha mesmo? -Tremor se deita também.
–Claro que sim. -Cyro sorri para Tremor. -Por que não?
Tremor percebe que Cyro estava olhando para Labareda. -E você?
–A todo instante. -Cyro sorri falando aquilo. -Mas não sei se agora é a hora certa...
–Você deve ter razão. Nós somos muito jovens para pensarmos nisso. Hahaha. Pareço meu pai!
–Hahaha! Verdade. Mas isso não é ruim. Meu pai disse que o seu pai é muito justo. Acho que ele vai entender você, Tremor. Não tem por que ter medo dele.
–Talvez você esteja certo. Talvez... eu possa contar para ele eu mesmo.
–Mas se você quiser, vou estar sempre aqui. Apenas me chame, está bem?
–Claro meu amigo! E então... o que você vai fazer hoje a noite?
–Nada, eu acho. Por?
–Ai ai ai... Você não sabe nada mesmo em. Chame Labareda para uma noite romântica! Vá ao lago com ela. Leve ela para comer algo. Durma com ela, sem nós. Agora vocês são companheiros, façam coisas juntos, como companheiros.
Cyro fica meio sem jeito, mas sorri. –Vou fazer isso. E você?
–Ora. Vou sair com Uta, claro. Nós temos um lugar que ninguém nos acha. Sempre vamos lá.
–Fazer o que?
Tremor olha para Cyro e ri. –Não o que você está pensando. Como eu disse, acho que ainda não temos idade. Vamos lá apenas para ficar na companhia um do outro. –Tremor se aproxima de Cyro. –Nos beijar... –Afasta. –Mas nada mais.
Cyro ri. –O que você achou que eu estava pensando.
–Você sabe muito bem. –Tremor diz sem olhar para Cyro.
Os dois riem.
Uta se aproxima dos dois depois e começa a conversar com eles.
Labareda e Nita ficam conversando sozinhas.
–E então, Labareda? O que você acha de Cyro?
Labareda olha para ela estranhando a pergunta fugindo do assunto anterior. –Bem... ele é muito romântico. Sempre me elogia com palavras tão bem colocadas que parece que ele ficou semanas estudando uma única frase de algum poema antigo. É lindo ouvir ele falando aquilo tudo. Queria ser tão criativa quanto ele para poder retribuir.
–Você já retribui! Ele é completamente apaixonado por ti, Labareda. O simples ato de você beijar ele alivia um peso de milhares de toneladas do ombro dele. Agora a pouco ele estava olhando para você.
–Jura? –Labareda olha para Cyro, que estava rindo conversando com Uta e Tremor. –Provavelmente sim. Ai ai... ele é excelente. Quem dera todos os dragões fossem cavalheiros como ele...
–Awww... Que bonitinha! Que fofo! Hahaha!
Labareda se deita com a cabeça encima das patas dianteiras, suspirando.
Nita olha para ela e deita, mais perto dela. –Algo de errado?
–Eu... Sou uma idiota, só isso. Hahaha.
–Como assim? Por que?
–Digamos que sou... abusada.
Nita levanta uma sobrancelha. –Você quer dizer que quer...
Labareda assente.
–Nunca pensaria isso de você, Labareda. Eu até poderia pensar de Cyro, mas de você?
–Como assim de Cyro? Ele é bem mais maduro que eu. Tem quinze... NÃO! Dezesseis anos enquanto eu tenho só treze! Aposto minha janta que ele não deve estar pensando nisso ainda. Eu que sou um safada mesmo.
–Não posso descordar Labareda. Hahahaha! Mas, você quer ter filho?
–Não.
–Então...
Labareda olha para Nita com uma sobrancelha levantada.
–Nossa. Realmente você é uma safada. Pare de pensar nessas coisas. Pense somente em... vocês dois indo comer sozinhos. Não na cama! Isso não é coisa que se pense antes que realmente aconteça! Nossa.
Labareda estava envergonhada, pois Nita estava certa. Mas ela ainda tinha suas objeções. –Mas os pais dele tinham essa idade quando tiveram eles. E eu não sou imortal como ele.
–E o que tem a ver?! Olha a besteira que você está falando Labareda! Você vai crescer e ter seus filhos na hora certa, não agora. Isso seria irresponsabilidade, além de tudo, pois acabamos de achar pistas de um dragão que está querendo libertar o temido Malefor, que todos falam. Então pare de pensar nisso, sim?
–Você tem razão. Vou parar. Vou parar. –Labareda sacode sua cabeça. Ao focar sua visão novamente ela vê que Cyro estava vindo em sua direção. Ela não conseguiu esconder um sorriso.
–Labareda, você tem algo para fazer hoje de noite? –Pergunta ele.
–Hoje, a noite? Bem... não. Por que?
–Gostaria de sair comigo?
A pergunta pegou Labareda de surpresa. –Para onde?
–Comer fora. Ir ao lago um pouco. Se você puder pode dormir comigo. O que acha?
–Ele realmente não pensa naquilo. –Pensa ela. –Eu iria adorar, meu amor!
Cyro sorri bastante e a beija. –Obrigado.
Horas se passam. A noite cai sobre Warfang. Cyro já havia tomado banho e estava colocando a antiga armadura de ouro de seu pai. Mais um vez ele tira o anel de seu chifre e começa a rolá-lo no chão, olhando para a lua. –Será que ela vai gostar? Tomara que sim. –Pensava ele.
Labareda tinha colhido algumas flores, e estava colocando uma magnífica rosa entre seu chifre e sua cabeça. –Perfeito. –Brasa estava ajudando Labareda quem sua aparência, deixando-a simplesmente maravilhosa.
Cyro finalmente coloca seu anel novamente e sai de seu quarto. Spyro estava o aguardando e sorri bastante vendo seu filho tão bem arrumado.
Spyro se levantou e caminhou para Cyro. –Nossa Cyro. Você está muito bonito!
–Muito obrigado pai. Acha que Labareda irá gostar?
–Ela irá amar. E... tenho uma coisa para te falar. Labareda é sua prima. Brasa é minha irmã, sua tia.
Cyro arregala os olhos. –Mas...
–Não se preocupe! Pode ir.
–Obrigado. Então... tchau pai! Volto mais tarde, e Labareda pode estar comigo, está bem?
–Tudo bem. Vai lá, tigrão! –Spyro pisca um dos olhos para Cyro.
Cyro sorri um pouco e sai de sua casa. Era uma noite perfeita. Ele respira fundo e decola em direção da casa de sua amada.
Chegando na porta da casa de Labareda ele respira fundo e bate na porta.
Chama abre a porta e olha para Cyro. –Boa noite Cyro.
–B... Boa noite Chama. V... Você me daria a... a permissão de sair com a sua filha? –Cyro estava um pouco nervoso.
Chama sorri. –Muito cavalheiro, uh? Sim. Eu permito. Aliás. –Chama sai da frente da porta e revela Labareda com uma armadura branca e uma linda rosa no chifre.
–Oi Cyro. Você está lindo!
Cyro olhou para Labareda e ficou paralisado. –V... Você está magnífica! Pelos ancestrais!
Labareda cora um pouco. –Obrigada, Cyro. Onde vamos primeiro?
–Eu preparei um lugar no bosque para nós dois. Vamos comer um pouco. Depois vamos nadar no lago. Depois iremos para minha casa.
–Excelente. Cuide bem dela, Cyro. –Chama sorri para Cyro.
–Pode deixar, Chama. Com a minha vida. –Cyro estende a asa em direção de Labareda.
Labareda coloca sua asa encima da asa de Cyro. Ele puxa ela delicadamente e a envolve em sua asa. Cyro manteve Labareda sempre encostada nele. Ela amava ser tratada daquela maneira por Cyro. Ele era tão gentil com ela. Nenhum outro macho tinha a tratado daquela maneira. Ela olhou para Cyro e o beijou, fazendo-o parar de andar por um instante.
Assim que se separaram do beijo eles foram para o lugar que Cyro havia deixado preparado para eles. Ao chegar lá Labareda ficou deslumbrada com a beleza do local. Era às margens do lago. Uma mesa de madeira recém-talhada estava envolvida por duas cadeiras da mesma forma.
–Cyro... Nossa! Que...... incrível! Essa mesa e essas cadeiras...
–Fui eu que fiz elas. Demorou um pouco, mas valeu a pena. Eu cacei um cervo para nós também. Sei que você ama cervo.
–Obrigada meu lindo.
Cyro olhou para ela e sorriu muito carinhosamente. –Tudo de melhor para você, minha vida.
Labareda fica completamente encabulada ouvindo tamanho elogio. –O... Obrigada Cyro. N... Nossa. P... por que está dizendo isso?
Cyro possuía uma pequena bolsa amarrada em sua armadura, em seu baço. Ele se senta e olha para Labareda. Ele coloca sua pata na bolsa e tira segurando uma caixa de veludo.
Labareda começou a soar frio. –C... Cyro?
–Labareda... Você daria a honra de se tornar a minha esposa? –Cyro abre a caixa e dentro dela estava um lindo colar de ouro com pedras de diamante.
Labareda arregala os olhos e começa a chorar. –C... Cyro... Eu... Pelos ancestrais... Isso é tão repentino e... somos muito jovens!
–Podemos nos casar quando formos adultos. Eu só... quero muito isso! Eu te amo mais que tudo, Labareda.
Labareda sorri para Cyro. –Eu... Aceito.
Fale com o autor