Notas iniciais
Desculpem a demora. Estou ocupado com minha outra fic: Draconia: a cidade celestial dos dragões. Mas não se preocupem. Não desistirei dessa história. ;)

Assim que amanheceu Cyro acordou meio sonolento. Havia sonhado com sua querida Labareda. Ele se levanta saindo de perto de Tremor e vai tomar água no pequeno lago que lá havia.

Ao olhar no lago ele enxerga Labareda e entristece. Curvando-se bebe a água e volta para Tremor.

–Ei! Tremor! Já está de dia! Vamos! Acorde! –Ele diz chacoalhando Tremor.

–Uh? Cyro? Ta, ta! Para! Já estou acordado! –Tremor diz ainda de olhos fechados.

Cyro olha para ele e percebe que Tremor não estava com intenções de levantar. Ele então vai até o lago, enche a boca com bastante água e cospe em Tremor.

Tremor da um pulo arregalando os olhos. –Ahh! G... Geladoo! P... Por que fez isso?

–Você não estava acordando! Temos que ir! –Cyro diz indiferente.

–Mas está cedo e...

–Agora! –Cyro fala se aprontando para voar.

Tremor fica quieto e chega perto de Cyro. –Ei! Nós vamos encontra-la, não fique assim.

Cyro olho para baixo e pensa um pouco. Ele se arrepia ao sentir que Tremor estava bem frio ao dar uma batida nele com seu corpo. –Pelos ancestrais! A água estava tão fria assim?

Tremor olha para o chão. –N... Não se importe com isso.

–Abra a boca! Você precisa estar muito frio por dentro.

–O que você vai fazer? –Tremor pergunta realmente muito confuso.

–Uma coisa que meu pai fazia para mim ficar aquecido quando nevava. Agora abra a boca, vai!

Tremor Começa a abrir a boca meio confuso ainda.

–Vai sentir um pouco de cansaço, mas passa logo! –Cyro diz e assopra ar quente dentro da boca de Tremor. –Engula o ar.

Tremor engole o ar e fecha os olhos sentindo seu corpo começar a ficar quente. –Mhhh... Nossa! Isso é bom!

–E agora a preguiça... –Cyro diz e se vira.

Nesse momento Tremor deita no chão e fica estirado lá, de língua para fora curtindo o calor de seu corpo.

Cyro ri bastante balançando a cabeça. –Quer que eu jogue água de novo?

Tremor se levanta na hora. –O que está esperando, Cyro? Temos uma Labareda para resgatar!

Cyro sorri e levanta voo assim como Tremor, indo direto para o vulcão.

Horas se passam e finalmente chegam ao vulcão. Assim que entram, Cyro começa a ter visões estranhas, do qual nunca teve.

Ele para e se concentra nas visões. Consegue ver que eram criaturas bípedes estranhas os cercando, sujas de terra e sangue e com tecidos envolto de seu corpo, rasgados e apodrecidos. Ao seu lado estava outro bípede, com uma coisa de metal na mão, que estava apontando para as criaturas estranhas. Então olhou para o outro lado e viu Labareda, Uta, Tremor e Nita ao seu lado, rosnando e recuando das criaturas.

A visão não era nada nítida. Estava passando aos flashs, cada vez que piscava a cena era diferente. Ele não entendeu nada e ficou muito confuso. Tremor percebeu.

–Ei! Cyro! O que houve?

–Eu... Eu não sei. Visões. Foi confuso! Não consegui entender muita coisa! Foi muito estranho... Acho que eu... eu sei o que são humanos agora. Mas não consegui ver muita coisa.

–Uma visão? Nossa! Que.... estranho.

–O mais estranho é que parecia que estávamos em perigo!

–Bem... Se isso foi uma visão então é o futuro. Estamos no presente agora e...

–INTRUSOS! –Os dois ouvem um dos servos de Malefor.

Ao se virarem para a voz percebem um dragão azul escuro apontando para eles e alertando os outros servos.

–Droga! –Os dois dizem em uníssono, antes de correrem em direção do dragão e mata-lo rápido e habilmente em uma bela combinação.

–Temos que sair d...

–Não sem Labareda! –Cyro diz e começa a correr para dentro do vulcão.

Tremor amaldiçoa Cyro por sua teimosia, mas depois começa a segui-lo, por entender a dor de Cyro. Se fosse Uta, ele faria a mesma coisa para resgatá-lo.

Cyro estava eufórico, desviando de tudo que era desferido contra ele pelos servos e os matando com um ou dois ataques, até que começaram a se aglomerar impedindo Cyro de continuar de avançar e ter que lutar contra vários dragões e goblins.

Tremor, que vinha logo atrás dele, pulou por cima de Cyro e se jogou em uma bola de terra no meio da multidão, fazendo uma boa explosão, esmagando dois ou três e arremessando os quinze que estavam em volta desses.

Cyro olha para Tremor e assente. Tremor assente em resposta e corre em sua direção.

–Cyro! Estamos cercados!

Tremor estava certo. Eram muitos, mas Cyro teve uma ideia genial. –Tremor! Combinação de elementos! Lago de lava!

Tremor entendeu o que Cyro queria dizer e se levantou nas patas traseiras, de costas para Cyro.

O dragão roxo fez o mesmo e os dois encostaram suas costas um no outro, fechando os olhos.

O mundo passou a ficar devagar para os dois conforme expandiam suas energias vitais para toda a sala.

Os servos começaram a se apavorar conforme as rochas soltas das paredes, caídas no chão, começaram a derreter e se transformar em lava. Uma confusão se iniciou. Todos tentavam sair às pressas de lá, mas os dois jovens dragões foram mais rápidos e fizeram a lava engoli-los, queimando-os até não sobrar nem cinzas.

Depois de resfriarem a lava, os dois voltaram a ficar de quatro ofegantes.

–Uau! Só.... Uau. –Tremor diz ofegante virando seu rosto para Cyro.

Cyro ri um pouco, também ofegante. –Realmente! Ahh! Estou sem energia quase nenhuma!

–Aqui! Pegue um cristal. Eu vim com a bolsa que iria levar para a missão. –Tremor tira um cristal e o quebra, pegando sua energia enquanto dava um outro para Cyro com a calda.

Cyro o pega e o esmaga no chão também. –Ahh... Melhor! Obrigado!

Nisso os dois continuam andando até encontrarem o jovem dragão que havia ameaçado Cyro.

–Ora, ora... Olha só o que temos aqui! –O dragão diz de um lugar alto, longe de Cyro e de Tremor.

Os dois olham para ele e rosnam. –Onde está Labareda?! –Cyro logo pergunta, rosnando alto.

–Aquela vadia? Como eu vou saber? Se você não sabe cuidar de suas putas por que eu tenho que saber on... Ai droga! –Ele se esquiva de um dardo de pedra atirado por Cyro, mas o dardo fez o lugar onde ele estava desabar, levando-o junto. –Ai! Seu ma... Urg!

Cyro o pega com a cauda pelo pescoço e o lança no chão com muita força. –Isso é por ter a chamado de vadia. –Então ele morde as costas do dragão negro e o lança na parede. –E isso por tê-la chamado de puta! –Antes que ele caísse no chão Cyro o segura na parede, pelo pescoço.

O jovem dragão tentava se libertar da pressão exercida por Cyro, que era muito forte. Ele estava ficando sem ar. Se debatia sem parar, procurando ar mas não o obtendo. –A... Ar! P... Por f...

–Onde está Labareda?

–E... Eu... Não s... sei! P... Para... Po... gaarr! N.. Não!

Cyro aperta com mais força e então o solta no chão. –Não minta para mim! FALE ONDE LABAREDA ESTÁ, AGORA!

O jovem dragão negro tosse bastante sentindo sua garganta queimar. Suas costas estavam sangrando e vários ossos de suas costelas estavam quebrados. Estava realmente morrendo de dor. Ele olha para Cyro e, com olhos verdadeiros, respondeu. –Eu juro que não sei!

Cyro levanta sua pata, pronto para ataca-lo, mas Tremor o impede. –Cyro. Ele está falando a verdade.

–Não! Isso não é possível! Se não foi ele então.............. Dastam!

–Uh? Dasquem? –Tremor pergunta olhando para Cyro.

–Ex da Labareda.

–Ela tem um ex?

–Uma semana.

–Oh! Entendi. Mas... Onde ele mora?

–Já tenho uma ideia! Laba disse que morava em uma cidade perto de Warfang...

–Wesking?

–Exato. Bem... Então vamos. Cyro se vira e começa a andar.

–E... Ei! P... Por favor. N... Não me deixe aqui! –O dragão diz estendendo sua pata para Cyro. –Eu lhe imploro!

Cyro olha para o dragão. –Por que eu deveria? Você é meu inimigo. Você teria piedade de mim se tivesse a chance de me matar?

O dragão fica quieto e olha para o chão.

–Vou tomar isso como um sim. –Cyro diz enfiando sua pata na bolsa de cristais de Tremor e pegando dois cristais vermelhos. –Toma. Por mais que eu não queira dar... –Ele diz e coloca os cristais em frente do focinho do jovem.

O dragão olha para os cristais e para Cyro. –O... Obrigado! Mas... não serei seu amigo nunca!

–Sei disso... Só não faria sentindo se eu te matasse agora! Então cale a boca. E sugiro que treine mais, que na próxima vez que te encontrar não terei piedade, me ouviu bem?

A resposta foi o silêncio. Então o dragão morde os dois cristais juntos e suas feridas e ossos absorvem os pequenos fragmentos do cristal. Seus ossos se concertam fazendo com que seu peito infle instantaneamente. –Ahh! Muito melhor. Ei! Seu maldito!

Cyro, já longe, ao lado de Tremor, olha para trás.

–Espero que sua namoradinha esteja bem... –O dragão diz ao se levantar.

Cyro sorri e assente.

–Aproposito... Você tem que saber meu nome para teme-lo. Sou Whedab!

Cyro ri um pouco e balança sua cabeça. –Não tenho que temer nada. Você que deve. Huhuhu...

Depois disso os dois saem do vulcão e levantam vôo.

Whedab fica atolado em seus pensamentos, no meio da pequena poça de seu sangue. –Cyro... Mesmo eu sendo seu inimigo você me ajudou... Você... Tem um coração bom. Um coração puro. Talvez mais puro do que o de seu pai. Será que amizade tem esse poder? A amizade pode fazer de alguém tão mais feliz? Eu...Queria ter algum amigo... Talvez... possamos ser amigos algum dia. Eu nem gostava do meu pai mesmo. E Malefor? Como ele pode me recompensar? Sim... quero alguma amizade. Quero a sua amizade... –Whedab pensa e então começa a andar para fora do vulcão. Antes de sair porém, ele puxa uma alavanca que abriu uma parede secreta. Nessa parede havia um botão. –Sim... Isso é o certo! –Então ele aperta esse botão e decola atrás de Cyro e Tremor. Momentos depois, o vulcão todo começa a desabar para nunca mais alguém poder entrar.