A lenda de Cyro: A nova lenda (livro 2)
7 Celebração
Notas iniciais
Cyro acordou no outro dia com o cheiro de leite quente vindo ao seu quarto. Ele sabia que só tinha uma razão para Cynder fazer chocolate quente. "Está nevando!" Pensou ele. Seu cérebro deu o comando de se levantar, mas então ele viu que Labareda ainda estava deitada com ele. Ela estava muito encostada nele devido ao frio que estava o quarto, afirmando a hipótese de Cyro. Realmente estava nevando.
Cyro sorri para ela e lambe o topo de sua cabeça. Ela desperta e olha para ele. Então sorri. -Bom dia meu lindão!
–Bom dia meu amorzinho! Está com frio? -Cyro indica com a cabeça entre o corpo dos dois.
Labareda cora bastante. -S... Sim.
Cyro percebe que ela ficou com vergonha. -Não precisa ficar assim. Você está com vergonha de mim?
–Não! Não é isso... É que eu nunca fiquei tão próximo de um menino antes!
–Bem... Você disse que estava com frio... -Cyro solta uma brisa quente no corpo de Labareda.
Ela ronrona sentindo o calor da brisa e coloca sua cabeça nas patas de Cyro. -Obrigada meu amor!
–Não precisa agradecer. -Cyro volta a lambê-la, no pescoço.
–Mnnn... você é tão romântico, Cyro!
Cyro dá uma pequena risadinha. -Sempre te observava. Sei do que você gosta! E do que não gosta.
–Ah é? Então... qual minha comida favorita?
–Alface com azeitona e tiras de carne de cervo.
Labareda arregala os olhos. -Nossa! E... minha cor favorita? Aposto que essa você não...
–Marrom.
Labareda cala a boca e olha para ele. Ele estava sorrindo para ela, carinhosamente. Ela se sentia estranha. Um calor estava dentro de seu corpo. Uma sensação que fazia seu estômago revirar. Seus instintos queriam que ela ficasse mais e mais encostada em Cyro, sentindo o corpo dele em volta dela. Ela tentava ao máximo resistir à aquilo. Mas não conseguiu. Ela virou sua cabeça para ele e o beijou profundamente. Cyro não esperava aquilo, mas retribuiu, relaxando seus músculos. Era justamente o que ela queria. Ela empurra Cyro fazendo ele ficar de costas para o chão, mas continua beijando-o. Então ela sobe em cima dele e se deita em sua barriga, sempre o beijando. Cyro gostava de sentir o corpo dela em cima dele daquele modo, então a abraçou para mais perto com as asas. Os dois ficaram se beijando por vários e vários minutos, até que Labareda corta o beijo.
Ela o olha e depois para o pescoço dele. -Me desculpe por isso Cyro! Eu não sei o que aconteceu comigo e...
–Não! Não fale isso! Eu... amei isso! Você é espetacular, Labareda! Eu te amo!
Ela sorri para ele e o beija novamente.
Nesse momento Tremor acorda e boceja. Então vê os dois se beijando e sorri. "Parabéns meuamigo!" Pensa ele, sorrindo. "Vocês combinam um com o outro!"
Os dois quebram o beijo na hora e olham para Tremor, envergonhados. -Tr... Tremor?!
–Não precisam ficar assim! Se é por causa de mim eu volto a dormir e vocês podem ficar a vontade!
–Não! Não! Errr... Nós... Só... bem...
–Não precisa me explicar nada! Eu sei muito bem como vocês estão se sentindo! Vocês não sabem... mas eu namoro!
Os dois arregalam os olhos surpresos. -Você namora?! Com quem? -Pergunta Labareda, saindo de cima de Cyro.
–Err... não... Não é ninguém não! -Tremor tenta disfarçar olhando para os lados.
–Conta Tremor! Você sabe que pode confiar em nós! Se quer que seja segredo, nunca falaremos! Por favor!
Tremor Ficou muito inquieto. -Eu tenho esse segredo comigo a muitos anos.... Não sei se posso contar isso... Tenho medo!
–Medo? Medo do que? Agora estou curiosa!
Tremor suava frio. -É o Uta! Pronto! Falei!
Os dois param e olham para ele, muito surpresos. Eles olham para Uta e para Tremor novamente. -Você... e... Uta?
Tremor assente, muito envergonhado.
Cyro cai no chão sentado. -Pelos ancestrais! Nunca imaginaria isso! Você é homossexual, Tremor?
Tremor olha para Cyro pelo canto dos olhos enquanto olhava para o chão. -Sou!
Labareda não acreditava no que havia ouvido. -Tremor... Nossa! Realmente você me surpreendeu! Mas do que você tinha medo?
–De vocês... Deixarem de serem meus amigos! -Tremor olha para eles.
–Oque?! Não! Nunca faríamos isso! Nós o amamos por quem você é! Esse sempre foi você! -Diz Cyro.
Tremor sorri para eles. -Obrigado gente!
–Então... Você e Uta... Namoram? -Pergunta Cyro.
Tremor assente e vai até Uta. -Nós brigamos na frente de vocês para disfarçar! Mas eu o amo muito! -Tremor lambe o topo da cabeça de Uta.
Cyro e Labareda percebem que Uta acordou e olhou para eles.
–Tremor! O que você está fazendo?! Ficou louco?!
–Eles sabem! Eu contei para eles. –Diz Tremor.
–Oque? –Uta olha para Cyro e Labareda e cora. –Então vocês sabem da verdade, né? Não poderíamos esconder isso para sempre!
–Mas não se preocupem com isso! Não contaremos para ninguém se vocês não quiserem! –Diz Labareda.
–Obrigado Labareda! Você sempre foi compreensiva. –Diz Uta. –Mas que cheirinho é esse?
–Haha! Você não tem jeito né Uta? –Labareda ri.
–Minha mãe fez chocolate quente, o que só pode significar uma coisa: ESTÁ NEVANDO!
–Nevando?! Oba! Amo neve! –Diz Uta. –Mas ainda mais amo chocolate quente!
–Eu só não entendo uma coisa... –Diz Labareda, rindo. –Como é que você tanto come e não engorda, Uta?
–Segredos da vida! HAHAHA! Vamos logo! Esse cheiro está me matando!
–Acordar a Nita é bom viu! –Diz Tremor, indo para Nita.
–EI NITA! –Grita Uta. –Acorda sua preguiçosa! Está nevando! E tem chocolate quente!
Nita acorda em um pulo de susto. –Uh? Oque? UTA! SEU RETARDADO! Que droga! Estava tendo um sonho tão bom!
–Ahhh... prima! Quem liga para sonhos quando se tem chocolate quente esperando?
Nita balança a cabeça negativamente. –Só você Uta! Só você!
–Sim sim! Já ouvi isso antes! Anda logo!
Cyro abre a porta do quarto e o cheiro de chocolate quente invade o quarto com força total. –Mhhh... Realmente parece muito bom!
–Anda miolo mole... –Diz Tremor. –Você disse que queria o chocolate quente. Vai lá pedir para a Cynder!
Uta olha para Tremor. –Aposta quanto que eu vou?
–Eu duvido não aposto!
–Ahh! Assim eu não vou!
–Além de comilão é mercenário?! –Exclama Cyro.
Todos riem bastante. Cynder ouve e logo vai até eles. –Bom dia para vocês! Estão com frio? Fiz chocolate quente para todos!
–Está nevando né? –Pergunta Cyro.
–Sim! Começou a nevar na madrugada.
–Onde está o papai?
–Ele foi chamado para uma emergência. Parece que teve um desmoronamento em uma vila. Ele e os guardiões foram ajudar os moradores.
Todos seguem Cynder até a cozinha, onde quatro jarras de chocolate quente estavam em cima da mesa.
–Oba! Obrigado Lady Cynder! Parece estar uma delícia! –Agradece Uta.
–Que isso Uta! Foi um prazer! E não precisa dessas formalidades!
Todos sentam e começam a conversar e tomar o chocolate quente.
–Mais cinco minutinhos e vocês terão uma surpresa! Uta vai gostar! –Diz Cynder.
Todos riem sabem ao o que Cynder se referia: comida.
Eles conversavam rindo bastante até que Uta começou a sentir um cheiro. –Que... Que cheiro é esse?
Cynder sorri. –É. Parece que está pronto!
–É o que estou pensando mãe?
–Você verá! Espero que goste filho! –Cynder se levanta e vai até o forno a lenha que Spyro havia feito para ela. Ela tira uma coisa e coloca na bancada, tampando a visão dos garotos com seu próprio corpo. Ela fica mexendo nessa coisa com garfos e colocando frutas e glacê em cima.
Cyro tinha quase certeza de era o que ele estava pensando. –Será que eles ainda se lembram? Acho que não... –Pensa ele.
Cynder para e então sorri. –Pronto! Agora sim está bom! –Ela pega a coisa novamente e se vira.
Ela estava segurando um bolo de frutas que ela e Spyro mesmo fizeram durante a noite. Todos olhavam para o bolo e para Cyro, que estava sorrindo bastante.
–Feliz aniversário, filho! –Cynder diz, colocando o bolo no meio da mesa.
–Mãe... Obrigado mãe! Você que fez?
–Eu e seu pai! Achamos que você gostaria de um bolo feito por nós...
Todos estavam envergonhados por esquecerem que era o aniversário de Cyro.
–Cyro... Olha... Me desculpe! Eu... eu... eu esqueci que era seu aniversário. Se eu tivesse lembrado eu teria te comprado um presente e... –Dizia Labareda.
–Não me admira vocês terem esquecido... –Pensava Cynder. Ela tinha suas razões por estar brava com eles. Escutava seu filho chorar no quarto vários dias. Alguns dias ele nem comia. Mas se ela falasse que estava realmente brava talvez ele os perderia novamente. Ela não queria isso. Jamais!
Cyro interrompe Labareda. –O melhor dos presentes foi ter vocês no meu aniversário novamente!
Todos se calam e se entreolham. Então sorriem e abraçam Cyro. –Feliz aniversário Cyro! –Dizem todos.
Cyro sorriu ao receber o abraço grupal, mas logo lembrou de uma coisa. –Mas... E o papai?
–O que tem eu? –Diz Spyro entrando na cozinha.
–PAI! –Cyro corre e abraça Spyro. –O que aconteceu? Mamãe disse que você tinha ido em uma missão urgente e...
–E fui! –Spyro abre a porta da casa todos os pais de seus amigos estavam lá. –Fui convidá-los para o SEU aniversário, filho! Existe missão mais importante?
Cyro olha para a porta e depois para o rosto de seu pai. –Obrigado!
Por horas e horas todos se divertiram, conversando e brincando um com o outro. Logo depois que o bolo acabou, os jovens foram para fora brincar na neve.
Nita era a que mais gostava da neve. Ela se enterrava e jogava neve nos outros, mas sempre evitava correr, devido seus músculos ainda estavam doloridos.
Uta, ao contrário dela, não parava de correr um único segundo.
Tremor estava mais calmo. Ficou deitado ao lado de Cyro, conversando, quase o tempo todo.
Labareda brincava junto com Uta e Nita, mas sempre dava uma olhadinha para Cyro.
O dia vira tarde e começou a esfriar demais, Então eles decidiram entrar. Spyro e Chama estavam tomando largas doses do melhor vinho que havia. Brutus conversava com Arbos, uma coisa que ele não fazia a algum tempo. Cynder e Brasa estavam com Rya e Cassandra, na cozinha, fazendo fofocas como sempre fazem. Ray estava rindo das “histórias” que Spyro e Chama inventavam por estarem um tanto mais... animados.
Tudo estava perfeito. Todos se divertiam bastante.
Ao anoitecer, Spyro e Chama já haviam se acalmado e acenderam a lareira. Todos ficaram em volta da lareira se aquecendo, até que Arbo teve a ideia de jogarem mimica.
Foi uma folia. Risos para lá e para cá com cada pagação de mico que davam. Uta parecia não ter vergonha de nada. Estava rindo de sua própria mimica!
Mas, como o dia não dura para sempre, um a um, todos voltaram para suas casas. Cyro ajudou seus pais a limpar a casa e depois foi para seu quarto.
Seu quarto também estava um tanto bagunçado, devido seus amigos terem dormido lá, lutado lá, brincado lá... enfim, ele teve que dar uma arrumada antes de poder adormecer em sua cama, sentindo o doce e suave cheiro de sua linda e amada dragonessa.
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