Notas iniciais
Prepare-se, a partir daqui a aventura ficara mais eletrizante.

O que será mais estranho? Desmaiar com uma menina nua no seu colo em pleno asfalto? Ou despertar em um gramado quentinho e caloroso?

Não entenda errado, dormir e acordar num gramado é maravilhoso...mas desmaiar após um evento pra lá de doido e acordar em um gramado que aparenta ser cortado de dois em dois dias. Quando abri os olhos Gabs estava me encarando, aflita.

– OOH loco, você dorme em!

– O que? – Eu respondi ainda sonolento e meio grogue. – O que houve?

Marti se aproximou, acompanhava sua lança que compara com o pessoal de Swordplay. – Ao que parece nos desmaiamos depois daquilo, e então todos nos acordamos nesse campo.

Só agora que havia acordado é que fui reparar no local. Ele era simples, apenas um imenso campo. Me levantei, atrás de nos tinha uma arvore, imensa, fiquei admirando aquela arvore por algum motivo, ela prendia minha atenção, e a de todos. Me virei novamente e percebi que apesar de ser um imenso campo, estávamos em um lugar alto...Alguma serra? Montanha? Acho que deveria ser apenas uma planície.

Na parte mais extrema do campo em que a gente se encontrava, Clara estava sentada com Jujubs e Lorenna...

– Elas estão tendo uma conversa de mulher para mulher... quer dizer, a Julia e a Loh estão tendo uma conversa com ela sabe...sobre aquilo. – Comentou Lyu.

– Deve ter sido horrível para ela... – Não consegui prosseguir.

– Mas a questão é, onde está o patife?

– A questão é onde estamos Lyu! – Cortou Marti.

De fato, não sabíamos onde estávamos, e nem onde o canalha tinha se metido. Passamos algum tempo brisando ali, principalmente com a arvore que nos tirava atenção. Só voltamos a nos mesmo quando as meninas voltaram, Clara estava meio recolhida, na dela, quieta...

– Gente! — Exclamou Lorenna. – Onde está o Thalles?

– Ele não está aqui? – Perguntou Gabs.

Todos olhamos atentos e preocupados em volta do campo, mas não vimos o Thalles. Lorenna, como boa namorada, não ficou abalada...

– Onde aquele fii se meteu? Eu vou matar ele!

– Calma calma, primeiro precisamos acha-lo. – Disse.

–HEEY venham aqui! – Chamou Marti. Eles estava na ‘’ponta’’ do monte. – Olhem lá embaixo, aquela tribo? Vila? Podemos buscar informação sobre o Thalles e sobre onde estamos.

– Se ele estiver com alguma sirigaita eu torço ela e aquilo que eles chama de arma masculina! – A cara dela não era das melhoras.

– Pera seu namorado some e você está preocupada se ele está com outra? – Perguntei.

– Quer perder sua arma também Vinicius?

– Não tá mais aqui quem falou.

– Então vamos? – Sugeriu a Gabs.

Jujubs grudou em Lyu, Gabs e eu pegamos Clara, iriamos acompanha-la. Marti foi na frente, seguindo Lorenna que estava bufando. Mesmo ela estando nervosa, todos sabíamos que eles estava louca de medo. ‘’Acordamos’’ a Leticia que até então estava desmaiada e começamos a descer o monte, não demorou para sentirmos falta de algo...a presença daquela arvore, ela tinha alguma coisa...

– Não estamos mais no Ibirapuera não é? – Perguntei – Não me lembro desse caminho, dessa arvore ou dessa vila.

– Obviamente não estamos – Respondeu Gabs – Mas também quero saber que lugar é esse.

– É bom. – Disse Marti – É um lugar que trás uma sensação boa.

– O ibira trás uma sensação boa também. – Complementei.

– O bananal não... – Disse Clara com voz baixa.

Fiquei vermelho, senti como se tivesse falado uma burrada. Todos se calaram, prosseguimos quietos por muito tempo. Quando terminamos de descer o monte e nos aproximamos da vila, sentirmos um odor, um odor familiar. CARBONO COM ENXOFRE! Aquele cheiro era o mesmo que sentimos no parque. Logo vimos como Lorenna se irritou mais, algo misturado com o sumiço do namorado e a antiga tentativa de colocar essas substancias no cabelo de algumas garotas no passado...

– Ele está aqui!

– Calma guria, nem sabemos se ele está aqui mesmo, e esse cheiro apenas me irrita. – Eu disse. Claro que todos olharam assustados pra mim, eu mesmo me assustei, pensei: Ela vai me matar!

– Que tão entrarmos nessa vila? – Sugeriu Leticia.

Na nossa frente um imenso, não tão imenso, portão de madeira, a vila era cercada por um imenso corredor de uma muralha de madeira mesmo. O cheiro vinha de la, e quanto mais nos aproximavam, pior ele ficava. Da entrada mesmo notávamos de como eram as casas, pobres, miseráveis, uns barracos. Paramos e ficamos receosos, Leticia tomou coragem para entrar, fomos atrás dela e antes de cruzar o portão um garoto apareceu, uma criança na verdade, numa euforia e em passos velozes ele esbarrou em Leticia. Passou por de baixo da perna dela e parou na frente de Clara.

– Finalmente você voltou!

– Como é mocinho? – Perguntou Clara.

– Ainda bem que você voltou, fada da vila das cerejeiras.

Olhamos para ela, para a criança, para ela, para a criança, para ela...

– Que papo é esse muluque? – Perguntou Gabs.

– Ela nunca esteve aqui doidinho. – Eu disse para a criança.

– Nunca mesmo. – Concordou Clara

– Claro que esteve fada...

– Ora ora Erim, chega chega. – Uma voz um pouco mais rouca vinha da vila, uma voz de idoso e que vinha de um idoso. – Ela nunca esteve aqui mesmo, e ola crianças, me chamo Mocha.

Mocha(moca) era um idoso, corcunda, com poucos cabelos do lado e sem nada em cima mesmo além de uma longa barba que era misturada com seu imenso bigode, ele carregava um cetro.

– Gandalf? – Perguntou Marti com uma euforia.

– Creio que me confundiu com um outro ser meu jovem.

– Senhor, que historia é esse de fada com minha amiga e onde estamos? – Perguntei ancioso.

– Vocês se encontram em Cydonia, me acompanhem jovens, vou lhes contar uma historia.

Notas finais
O que o velho Mocha tem a revelar?