A lenda

3 Como ele se tornou uma lenda.


Notas iniciais
Última parte.

Depois de descobrirem sobre o que aconteceu ao padre, a família volta pra casa e Chase chora, sentindo-se culpado por ter dito aquelas palavras.

–Por quê está chorando Chase?-disse Joseph.

–Isso tudo que tá acontecendo é culpa minha, eu falei aquelas palavras estranhas para o túmulo da minha tia, agora ela está lá, meio viva e meio morta, presa, querendo nos atacar!- Chase disse, chorando ainda mais.

–Não fique assim filho, você não teve culpa de nada.-disse a mãe Lucy.

–Sim filho, ninguém iria imaginar que essas palavras funcionam mesmo.-disse Robert.

–É primo, tudo isso foi por um ato de amor e saudade.-disse Richard.

–Eu teria feito o mesmo se fosse você.-disse Dana.

–Não, não faria.-disse Chase.

–Claro que faria.-retrucou Dana.

–Eu também faria, faria até coisas piores ainda.-disse Joseph.

–Tá brincando né tio?-disse Will.

–Não.-respondeu Joseph, balançando a cabeça.

–Meu Deus.-exclamou Alice.

Logo em seguida, as luzes da casa apagam e eles ouvem barulho de passos, ao olhar pela janela, Chase percebe que os monstros estão vindo até ele.

–Gente, eu não sei como, mas os monstros acharam a gente!-disse Chase.

–Deixa eu ver.-disse Robert.

Ele viu todos os mortos vivos tentando escalar o muro que tinha em volta da casa, todos entram em desespero e começam a trancar a casa toda, e logo Chase descobre por quê eles o encontraram.

–Ai gente! Esqueci meu casaco dentro do carro, eu acho que eles sentiram o meu cheiro e agora querem me pegar.- disse Chase, desesperado.

–Meu Deus do céu!-exclamou Will.-E agora?

–Agora eu não sei, vou pensar em algo.-disse Robert.

Mas a tranquilidade não durou muito porque um morto vivo quebrou a janela e tentou entrar, mas acabou ficando preso, e todos aproveitaram a chance para escapar.

–Onde vamos nos esconder?- perguntou Dana.

–Aqui, aqui eles não entram, venham.-disse Chase.

Todos entraram e Chase mostrou a todos o estado que ficou Katherine depois de ressuscitada, ela estava com a pele branca acinzentada, com olheiras, pupilas dilatadas, pele fria, dura e com um cheiro insuportável, que só não era mais forte pelo spray de bom cheiro que Chase colocou, Dana e Richard choraram ao ver a mãe daquele jeito.

–Mamãe, eu sempre soube que um dia iria voltar a vê-la, mas nunca imaginei que ia ser assim, com a senhora nesse estado.-disse Dana.

–Mãezinha, se estiver me ouvindo, bata na maca duas vezes.-disse Richard, ao ver que Katherine estava de olhos fechados respirando mais rápido do que o normal, além do coração estar batendo mais rápido também, eles ficaram ali, observando a cena, até que Alice teve uma ideia:

–Gente, já que o padre não pode tirar Satã de dentro da tia Katherine, vamos nós mesmos fazer uma oração por ela?

–Vamos.-todos disseram em coro, baixo para que os mortos vivos não os escutasse.

–Senhor, nesse momento de tanta tristeza, medo e união, peço que ajude minha tia Katherine a tirar o espírito de seu arqui-inimigo e rival Satã, de seu corpo, para que ela possa partir em paz com o Senhor mais uma vez.-disse Alice.

–Eu prometo para o Senhor, que nunca mais vou usar aquelas palavras para ressuscitar mais ninguém, eu aprendi a lição, reconheci meu erro e não vou cometê-lo de novo.-disse Chase.

–E que ela volte a morar com o Senhor com toda a felicidade, carinho e amor que ela merece, amém.-disse Joseph.

–AMÉM.- todos disseram, em coro.

Quando abriram os olhos e soltaram as mãos, um dos mortos vivos quebrou a parede do laboratório e veio na direção deles, mas Chase puxou uma parede de vidro na frente dele, protegendo a todos, mas logo em seguida, o morto vivo começou a empurrar a parede, tentando quebrá-la.

–Ei, esse daí me parece ser o Markus.-disse Robert.

–É o Markus sim, pai.-disse Chase.-É que logo depois da tia Katherine ter morrido, eu me encontrei no dia seguinte com o meu amigo Kevin, aquele que tem o mesmo nome que o filho do Will, e ele me convidou para ir ao túmulo do pai dele e eu acabei falando as mesmas palavras que falei no enterro da tia Kathy, por isso ele está aqui.

Todos olharam pra ele com espanto, eles já sabiam que Chase havia invocado o espírito de Katherine, mas não o de Markus, então eles não tinham palavras pra dizer.

–Chase, dessa vez você foi longe demais.-disse Dana.

Mas o rapaz não prestou atenção no que Dana disse, pois ele se lembrou que o único modo de acabar com os mortos vivos era acertando o coração, mas se ele permitisse que eles chegassem perto deles, ele é quem morreria, então, ele foi até a parte de trás do laboratório e abriu uma calha de carvão.

–Entrem todos aqui, aqui estarão seguros.-disse ele, abrindo a porta, o que fez com que o zumbi Markus ficasse mais furioso do que já estava e passou a empurrar a parede com mais força.

Chase já ia fechar a porta quando seu pai percebeu que ele não ia entrar, perguntou:

–Chase, por quê você não vem? Cabe mais um aqui.-disse Robert.

–Não, eles não vão desistir, se eu entrar eles vão abrir a porta e nos atacar.-disse Chase.

–Por favor Chase.-disse Dana.

–Fiquem aqui até o amanhecer.-disse Chase.

Depois de fechar a porta, Chase olha para o zumbi Markus e percebe que só falta mais um empurrão para a parede quebrar, então ele pega uma granada M67 e espera o monstro começar a correr, ele começa a correr também e detona a granada, causando uma grande explosão com o custo de sua própria vida, matando todos os zumbis que estavam no porão.

Dentro da calha, escutando o barulho da explosão, todos compreenderam tudo e choraram copiosamente, baixinho, mas reconheceram que ele sempre será lembrado por todos como uma lenda, por ter dado sua vida pela humanidade.

Notas finais
Quem gostou comenta.
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