Notas iniciais
beem espero que gostem.. essa hist sera sobre a infância de cello.......

A vida não é fácil quando se é diferente, ainda mais sem ter com quem contar um apoio, uma pessoa para quem correr e pedir um abraço quando necessário, não me entenda mal, eu tinha muitos “irmãozinhos” ali comigo, mas... Sem um pai ou uma mãe a vida é mais triste.

O orfanato era um lugar limpo, bem cuidado e cheio de pessoas cuidadosas, mas não passava disso, eu nunca senti o colo quente de minha mãe... Não que eu me lembre, mas, apesar de ter tido outras crianças lá como o Will, o Bernardo, a Julie e outros que eram, a maioria, legais e conviviam numa boa eles não eram meus irmãos de verdade, mas eu não sei como, eu sempre me senti em família com eles, apesar de todas as brigas, todas as rixas....

A vida lá era um pouco monótona e bem... Até então eu só conhecia aquela vida com aquelas pessoas então eu não sabia que levava uma vida tão diferente assim, não compreendia que a vida ali era estranha, incomum, que as pessoas ali tinham um destino forte e poderes, sim, cada um ali sabia fazer algo, nós nos divertíamos com isso, brincávamos com eles, achávamos normal... Como poderíamos saber que não era, já que não conhecíamos esse tal de “normal”?

Bem... Eu vivi nesse lugar durante nove anos, convivendo com pessoas mais velhas e alguns mais novos e, apesar de eu me sentir responsável por algumas das crianças, já que sempre fui um líder para eles, eu sabia que eu precisava ir embora, como outros já o tinham feito, fui seguir com minha vida, a minha missão, sozinho.

Uma noite eu percebi que eles tinham deixado as portas abertas, não que isso fosse incomum... Parecia que eles queriam que fossemos embora, que seguíssemos o nosso caminho. E eu fui, caminhando silenciosamente entre as sombras do alojamento dos meninos, quando alguém segura minha mão, olho para quem é, me assustando com o surgimento de alguém.

–Mama – Essa pessoa sempre me chama assim, por causa do meu nome, Marcelo – Vocie já vai?

Olho para quem está falando, reconhecendo e abraço-o com vontade de ficar. – Vou sim, Momm, algum dia vai chegar a sua vez, você sabe que eu preciso ir. – Ele me olha com aqueles olhos negros enormes dele, coitadinho, com seus quase três anos, ele me trata como se fosse o seu pai, engulo em seco com pesar de deixa-lo – Calma, bebê.... Eles te tratarão bem aqui, agora que o Adans também já foi não há motivo para eu ficar, ele não irá mais te machucar, pequeno.

–Mais... – Ele me olha com os olhos cheios de lágrimas e fala balbuciando, porem não chora – Podi i, eu mi cuido, sei que vocie selá impotanti!

Depois dessa sou eu quem começa a chorar, abraço-o ainda mais forte – Sim, querido, sei que nos veremos de novo, até breve – Antes que eu possa mudar de ideia eu ajeito minha mochila nas costas e saio do orfanato, nunca mais voltarei para aquele lugar, ouço até hoje o “Boa sorti” dita pelo diminuto Morty.

Notas finais
gostyaram?? de reviews :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.