A irmã da minha namorada.
11 11.
Notas iniciais
– Oi Daniel — Tom abriu a porta da casa de Ryan, o que me deixou irritado. Estava louco de vontade de dar um soco na cara dele.
– Oi Tom — sorri falso. — Hum... a Samantha me chamou aqui para...
– É, eu sei — me interrompeu. — Ela está no porão dando os retoques finais em uma música.
~x~
Quando estava descendo as escadas, consegui ouvir a parte final de uma música que Samantha estava cantando.
"Baby, baby, baby, you make me love sick"
– Uau, Samantha! — Tom desceu os últimos degraus da escada batendo palmas. — Eu adorei.
– Eu odiei essa música — bufou ela.
– Do que você está falando?! — Ryan disse. — Acho que essa é a melhor música composta por você até hoje!
– Eu coloquei muito sentimento nessa música. Não posso deixar minha vida pessoal afetar minha vida profissional, dudes! — respondeu, sentando-se no sofá poeirento ao lado da escada. Ela ainda não havia nem ao menos notado minha presença.
– Eu não me importo. Eu quero essa música no cd — Felipe deu de ombros.
– Tanto faz — murmurou ela. Eu ainda estava parado no último degrau da escada, sem saber o que fazer.
– E ai Evans, vai ficar ai parado feito uma estátua? — Tom riu, e eu acordei de meu devaneio. Samantha olhou para mim.
– Ah, eu nem tinha percebido que você estava aqui — disse ela.
– Tudo bem — ri, sem graça.
– Ryan, seu mal educado, ofereça alguma coisa para a visita — riu-se ela, e Ryan lhe mostrou o dedo do meio.
– Não, não, eu estou bem. — Samantha deu de ombros.
– Então tá.
Não pude ficar sozinho com Samantha o tempo todo, mas isso foi bom, pois prestei atenção em cada pequeno detalhe daquela banda. Como se comunicavam, como era a sua amizade tendo uma garota como líder, e percebi que nenhum deles tinha nenhuma segunda intenção com a Samantha. Talvez só o Tom, que fazia questão de ficar perto dela e fazer contato físico sempre que possível. Quando eles acabaram de ensaiar, já era mais de 19:00 da noite.
– Então, eu já tô indo — Samantha disse, levantando-se do sofá e se encaminhando á escada. — É uma longa caminhada até a casa de meus pais.
– Eu te levo! — Tom gritou, levantando-se rapidamente.
– Você não está com seu carro hoje? — perguntei, jogando um olhar malígno para Tom.
– Não, o Tom tava vindo pra cá e passou lá para me dar uma carona. — disse ela.
– Então pode deixar que eu te levo — me ofereci, pegando a chave do meu carro.
– Não, não precisa, eu vou levá-la.
– Não Tom, não precisa se incomodar, eu vou a pé mesmo. — falou.
– Samantha, você está sendo totalmente irracional. Sua casa fica do outro lado da cidade, portanto você vai chegar lá umas 21:00 da noite. Por outro lado, se você for comigo economiza tempo e não vai me atrapalhar por que minha casa é no caminho. — Samantha riu.
– Tudo bem Daniel, se importa tanto assim pra você — ela deu de ombros. — Tchau rapazes. — subi as escadas ao lado dela, sem antes olhar para Tom com um sorriso cínico na cara.
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