A irmã gêmea do Naruto
16 Capítulo 16 - Konoha vs Suna
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Naruko (olhando de longe, chocada) — Isso… não pode estar acontecendo!
Na arquibancada
Naruko olhava para os lados, vendo pessoas gritando, fugindo, alguns civis feridos.
Naruto — Naruko!! A gente tem que ajudar!
Naruko (determinada) — Eu sei! Vamos proteger Konoha!!
Ela e Naruto começaram a correr pelos arredores, ajudando civis, derrubando inimigos, e tentando entender o tamanho da ameaça.
Capítulo Atual
POV Naruko Uzumaki
O céu de Konoha escureceu sob a sombra das invocações gigantes. O rugido da serpente de Orochimaru ecoava pelos telhados enquanto o caos se espalhava pelas ruas. Os civis corriam assustados, e os shinobi da Folha se espalhavam para defender cada canto da vila.
Naruko estava ao lado de Naruto no centro do campo de batalha. Seus olhos encaravam os inimigos com a mesma determinação flamejante.
Naruto — Eles estão por toda parte… — disse Naruto, cerrando os punhos.
Naruko — A gente não pode recuar! — gritei, puxando duas kunais e correndo na direção de um grupo de ninjas da Areia. Naruto veio logo atrás, seus olhos brilhando com a mesma fúria que eu sentia.
Saltamos entre os prédios, ajudando os jounin e chuunin a derrubar os inimigos. Vimos Iruka-sensei proteger um grupo de crianças e Hiashi Hyuuga lutar com maestria, defendendo sua família.
Anbu — Não deixem eles avançarem!! — gritou um ANBU, trocando golpes com um ninja da Vila do Som.
Naruto criou uma sombra e arremessou um chute em um invasor que tentava lançar um jutsu contra um grupo de civis. Eu ativei minha energia, focando meu chakra nos pés, e acertei outro com um chute no estômago, jogando-o contra a parede.
Naruto — Isso vai durar até quando? — Naruto murmurou, ofegante.
Naruko — Até a gente garantir que ninguém mais se machuque — respondi, firme.
Em outro ponto da vila
Sasuke observava do alto de uma torre quando viu Gaara sendo carregado por Temari e Kankuro pelos telhados. Seus olhos se estreitaram.
Sasuke — Gaara…
Sem hesitar, ele saltou, perseguindo o trio.
Sasuke — Eu não vou deixar você fugir — disse, ativando o Sharingan.
Sasuke corria com velocidade, desviando de explosões e ataques no caminho. A perseguição começava.
No alto da arena – Luta entre o Hokage e Orochimaru
O velho Hiruzen trocava golpes com seu antigo aluno. Orochimaru sorria, maníaco.
Orochimaru — É irônico, não é, sensei? O seu pupilo sendo o responsável pela sua queda!
Hiruzen — Orochimaru… você foi meu maior erro. Mas não deixarei você destruir Konoha.
Com esforço, o Terceiro invocou o Shinigami. Uma figura assustadora surgiu atrás dele. Orochimaru arregalou os olhos por um breve momento.
Orochimaru — Não… o Selo do Demônio da Morte…
As cobras envolviam o campo de batalha enquanto os clones do Hokage tentavam conter os antigos Hokages reanimados. Hiruzen olhava para seus dois antigos amigos com lágrimas nos olhos, mesmo lutando.
Hiruzen — Me perdoem… — sussurrou ele, enquanto começava o selo final.
POV Naruko Uzumaki
Senti um arrepio passar pelo corpo. Meu chakra parecia responder a algo sombrio vindo do alto da arena.
Naruko — Naruto… você sentiu isso?
Naruto — Sim… alguém… alguém está prestes a morrer.
Olhei para o telhado e vi o Terceiro. Ele estava parado, o rosto suado, mãos juntas em selos. Atrás dele, uma entidade sinistra se aproximava de Orochimaru.
Naruto — Hokage-sama…
Naruko — Ele vai se sacrificar — murmurei, sentindo o aperto no coração.
Naruto — Vamos continuar lutando — disse Naruto, com os olhos úmidos. — Por ele. Por todos!
Naruko — É isso aí, idiota — respondi, limpando as lágrimas e pulando em direção ao próximo inimigo. — Konoha ainda não caiu!
Em uma floresta nos arredores de Konoha
Sasuke alcançou Gaara.
Sasuke — Gaara! Isso não vai ficar assim! — gritou, lançando shurikens que Temari desviou com seu leque gigante.
Kankuro tentou barrá-lo, mas um vulto apareceu: Shino.
Shino — Eu cuido dele. Vai atrás de Gaara — disse Shino, calmo, já liberando seus insetos.
Sasuke não perdeu tempo. Com o Sharingan ativo, pulou entre os galhos até alcançar Gaara. Mas algo estava errado.
O olhar de Gaara… estava mais selvagem. Seu corpo tremia, veias saltavam, e a areia se agitava em torno dele como se tivesse vontade própria.
Gaara — Você me machucou… — murmurou Gaara, a voz rouca.
Sasuke — Se você quiser lutar, estou aqui! — desafiou Sasuke, ativando o Chidori.
Gaara gritou. Seu corpo começou a se transformar, areia cobrindo sua pele como uma armadura viva. A cauda do Shukaku se formava atrás dele.
Sasuke avançou com o Chidori, perfurando parte da defesa de areia de Gaara, que urrou de dor. Mas logo o contra-ataque veio. Um braço gigante de areia esmagou o chão, lançando Sasuke contra as árvores.
Ele caiu de joelhos, respirando com dificuldade.
Sasuke — Droga… meu chakra tá no limite…
POV Naruko Uzumaki
Depois de ajudar a conter o ataque na vila, eu e Naruto seguimos rastros na floresta.
Naruto — Acho que Sasuke veio por aqui — disse Naruto, analisando marcas de chakra.
Naruko — Eu também senti algo estranho. Como se o chakra do Gaara tivesse… mudado.
Encontramos Sasuke, ferido, encostado em uma árvore. Seus olhos mal conseguiam focar.
Naruko — Sasuke! — gritei, correndo até ele.
Sasuke — Cuidado… ele tá diferente. Não é o mesmo Gaara — disse ele com dificuldade.
E então ouvimos o rugido. O Gaara transformado, agora com uma aparência monstruosa, emergia das árvores.
Gaara — Eu vou mostrar… o que é dor… — rosnou.
Naruto se colocou à frente.
Naruto — A gente vai impedir você, nem que seja na base do soco!
Eu respirei fundo e ativei tudo o que tinha. Chakra vermelho começou a se acumular em mim. Senti a Kyuubi vibrar, como se dissesse: Vai, garota.
Naruko — Gaara… por que você quer machucar todo mundo? — gritei.
Gaara hesitou. Por um segundo, seus olhos encontraram os meus. Confusão. Raiva. Medo.
Gaara — Eu… só quero provar que existo…
Isso me atingiu. Porque, por dentro, eu entendia.
Naruko — Você existe, Gaara. E não precisa matar ninguém pra isso.
Mas ele gritou, sendo engolido pelo instinto. A forma do monstro de areia tomou conta. Naruto fez o Selo de Invocação.
Naruto — Kuchi Yōsei no Jutsu!!
Nada. De novo. Nada. E então… Gamabunta apareceu.
Gamabunta — O que é dessa vez, pirralho?!
Naruto — Preciso de ajuda pra segurar um monstro!
A luta entre Gamabunta e o Shukaku começou. Eu corri para ajudar Naruto. A cada ataque de areia, eu o cortava com minha kunai envolta em chakra. Golpei o braço do monstro, protegendo meu irmão.
Naruko — Naruto! Vai agora!!
Naruto e eu saltamos juntos, caindo direto sobre o Gaara. Ele tentou reagir, mas nossos golpes o atingiram ao mesmo tempo — Naruto com um soco poderoso, e eu com uma sequência de taijutsu.
Gaara caiu, voltando à forma humana. Fraco, tremendo.
Me aproximei dele. Ele ainda estava deitado, respirando rápido.
Gaara — Você… por que…?
Naruko — Porque eu entendo como é se sentir sozinho. Mas você não precisa mais estar — respondi, com sinceridade.
Gaara olhou nos meus olhos. Por um instante, o mundo pareceu calmo.
Gaara — Naruko… — murmurou ele, antes de desmaiar.
Naruto me lançou um olhar surpreso.
Naruto — Você foi gentil com ele…
Naruko — Talvez seja isso que ele precisava. Só um pouco de luz.
De volta à vila – No alto da arena
O Hokage completava o último selo. O Shinigami envolvia Orochimaru e seus braços, enquanto o Terceiro sacrificava sua alma.
Hiruzen — Eu falhei com você, Orochimaru… mas não vou falhar com minha vila.
O deus da morte cravou suas mãos na alma dos dois. Gritos ecoaram. As cobras caíram. O campo se silenciou.
Orochimaru gritou. Seus braços caíram, inúteis.
Hiruzen sorriu, exausto.
Hiruzen — Konoha… vai continuar…
E com um último suspiro… o Terceiro Hokage partiu.
POV Naruko Uzumaki
Voltamos para a vila ao entardecer. O céu estava laranja, tingido de dor e vitória.
O corpo do Hokage jazia no alto da arena, coberto por seu manto.
Olhei para Naruto. Ele segurava as lágrimas. Eu não conseguia conter as minhas.
Naruko — Ele… morreu sorrindo — sussurrei.
Naruto — Ele morreu como um verdadeiro herói.
Ao meu lado, Sasuke se apoiava, e ao longe… vi Gaara sendo carregado por Temari. Antes de sumir da minha vista, ele virou o rosto. Nossos olhos se cruzaram de novo.
Dessa vez… não havia ódio.
Apenas silêncio. E talvez… um começo.
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