Notas iniciais
Boa leitura :)

— Por que você não me disse isso antes? — murmurei, passando a mão em meus cabelos, nervoso.

— Não queria que você ficasse preocupado enquanto estivesse no hospital. Você precisava se recuperar — respondeu Sam. — Mas não é nada de importante. Ela só passou lá para saber o que tinha acontecido, e depois disse que precisava falar com você.

— Depois de três meses minha mãe vem querer falar comigo? — neguei com a cabeça. — Aconteceu alguma coisa, eu tenho certeza.

— Se precisa ficar mais calmo, liga pra ela e pede pra ela vir até aqui. — disse-me ela, entregando meu celular. — Vamos estar preparando algumas coisas da banda e vamos ter que sair mesmo. Pelo menos você terá um pouco de privacidade com sua mãe.

— O que tá acontecendo com a banda, afinal? — virei-me para ela, inquisidor. Havia dias que a banda estava inquieta, e eu nem podia mais entrar na garagem para ver o que estava se passando.

— Um passo de cada vez, Danny — disse ela, dando um beijo em meu rosto. — Muitas surpresas para um dia só, não acha?

— Não, não acho — cruzei meus braços em frente ao corpo. — Estou curioso.

—Prometo que te conto tudo amanhã. Mas agora eu preciso ir... vê se não faz nenhuma besteira enquanto eu estou fora de casa, okay? — mostrei a língua pra ela.

— Você é a pior pessoa desse mundo — murmurei, em tom de brincadeira.

— Mas você me ama! — riu-se ela. — Nos vemos mais tarde, Danny.

~x~

Mandei um SMS para minha mãe,e então ela apareceu na porta de casa dez minutos depois.

— Meu querido! — ela correu para me abraçar, mas não consegui retribuir o abraço. Após tantos anos sem uma demonstração de afeto por parte dela, isso era muito estranho.

— Oi mãe... — disse eu, desvencilhando-me de seu abraço e indicando o sofá da sala, e ela rapidamente se sentou.

— O que houve com você, meu querido? — indagou ela. — Por que todos esses arranhões e... — então ela pousou os olhos em meus braços e pernas, os olhos molhados. — Daniel! Quando você voltou a...

— Eu nunca parei — sussurrei em resposta.

— Ah, meu querido... — ela se sentou mais perto de mim, e segurou meu rosto em suas mãos, beijando cada arranhão.

— Mãe... pare... Mãe! — empurrei-a gentilmente, e ela soltou um suspiro.

— Eu senti tanta a sua falta, Daniel...

— O que a senhora veio fazer aqui? — a interrompi.

— Como assim? Vir ver como você estava!

— Não, mãe. A senhora não veio aqui por minha causa. — respondi, resignado. — Se fosse saudades, a senhora teria aparecido por aqui três meses atrás. Eu sai de casa, e a senhora não teve coragem de me mandar uma mensagem sequer, para saber como eu estava.

— Eu me separei de seu pai. — disse ela, abaixando o olhar. Fiquei tão surpreso que nem tive tato, e gritei:

— O QUE?

— É, isso mesmo. — suspirou, olhando para mim. — Se você acha que eu não me separava por causa do dinheiro dele, é mentira. Tudo o que ele disse para você á meu respeito é verdade. Eu sabia que, se eu me separasse dele, ele ficaria com sua guarda... e ele faria coisas horríveis á você.

— Como se ele já não fizesse todos os dias pelos 18 anos que vivi naquela casa — respondi, amargamente.

— Eu sei, meu filho, eu sei. — murmurou ela. — Mas, se eu não estivesse lá, ele poderia ter feito mil vezes pior... você sabe o quanto ele me batia? — ela começou a chorar, e, relutante, segurou minha mão. — Você não presenciava nem metade de nossas brigas, querido. Eu não deixava.

— Eu sei o que a senhora passou ao lado daquele crápula, mas a gente poderia ter conseguido alugar uma casinha, e morado juntos com a dona Rosa... isso não é desculpa, você sabe disso.

— Como, se ele cancelou a minha conta no banco? Eu tinha algumas economias, mas não daria para um mês de aluguel.

— Tá, tudo bem mãe... eu estou feliz que tenha se livrado dele de uma vez por todas. — dei um meio sorriso e a abracei. Então ela começou a chorar no meu ombro.

— Eu só queria te dar adeus...

— Adeus? Como assim? — me afastei, olhando para ela.

— Bem... eu vendi minhas jóias e boa parte deu um bom dinheiro. Eu quero me mudar dessa cidade, não quero mais nem ouvir o nome de seu pai, então achei melhor...

— Tudo bem, mãe, eu te entendo. — sorri, encorajando-a, e ela retribuiu o sorriso, ainda com olhos cheios de lágrimas.

Notas finais
Mais dois capítulos para o final o/ Ansiosos? O que estão achando desses últimos capítulos? O que esperam do final? Bem, se vocês quiserem saber de tudo que vai acontecer nas minhas fics, saber sobre minhas novas fics, terem um preview sobre os novos capítulos de "A irmã da minha namorada" e "O namorado da minha irmã" ou simplesmente gostarem do que eu escrevo e querer ler mais de minhas fics/textos, eu agora tenho um site onde publico todos meus pensamentos/ideias/fics e textos. Se você quiser acessar, está aqui: http://alaskayoungfics.tumblr.com/ Obrigada e até o próximo capítulo