A irmã da minha namorada.
22 22.
Notas iniciais
— Rosa! — gritei, abrindo a porta da frente da casa de meus pais. Minha governanta entrou correndo na sala, sorrindo.
— Olá menino Daniel. Que surpresa boa, o que faz aqui? — perguntou ela, me abraçando.
— Senti saudades. Queria conversar um pouco com você. Ontem estava lembrando de algumas coisas que aconteceram... bem, você sabe. E eu queria te agradecer.
— Ah, menino Daniel, eu não saberia o que fazer sem o senhor. — ela disse, com lágrimas nos olhos, e eu beijei sua testa, sentando-me no sofá junto dela.
— Eu não compreendia por que estava vivo se minha vida estava daquela maneira e você me salvou mais de uma vez. Agora eu entendo, e estou muito feliz, por que conheci uma garota, e eu realmente acho que estou me apaixonando cada dia mais por ela. — murmurei, e ela sorriu entre as lágrimas.
— Isso é maravilhoso, menino Daniel! Me conte sobre ela.
— Ah, ela é a irmã da minha ex, lembra da Paloma? — indaguei, e ela confirmou com a cabeça. — Então, é na casa da banda dela que eu estou. E isso me lembra mais uma coisa: Eu conversei com ela, e ela queria que você fosse para a casa da banda, ser a nossa governanta lá. Eu sei que aqui você ganha salário, mas também sei que você não gosta mais desse lugar, e lá você nunca vai estar sozinha. E vai ter um lugar para morar, o que é ótimo. — ela abriu um sorriso enorme e me abraçou.
— Eu vou adorar morar com você e seus amigos, menino Daniel! — eu ri e a soltei, olhando pra ela.
— Ótimo. Então arrume suas malas e avise meus pais que amanhã mesmo eu venho te buscar.
~x~
Quando cheguei em casa, procurei por Sam em todos os lugares, mas não a encontrei. Subi para meu quarto quando entreouvi uma conversa que vinha do quarto do Tom.
— Você sabe que você vai terminar com ele uma hora ou outra não é?! — era a voz de Tom.
— É claro que vou terminar com ele, mas isso é normal. Tudo sempre tem um fim. — Samantha murmurou, e eu voltei minha atenção á conversa.
— Mesmo quando a gente não quer que tenha, não é mesmo?! — houve um longo silêncio depois disso, e então ele murmurou: — Por que você terminou comigo quando estávamos noivos? Por que você terminou comigo e foi embora se nós nos amávamos tanto? — ela suspirou.
— Há coisas na vida que não têm explicação. Nem eu mesma sei o motivo do nosso término, Tom. — sussurrou ela, e eu senti sua voz tremer. Ela estava segurando as lágrimas. — Mas saiba que eu demorei muito para te esquecer.
— Eu ainda não te esqueci, essa é a parte ruim! — gritou ele. — Te ver com aquele bosta não me ajuda em nada, tenho de aguentar ele aqui, e ainda por cima vê-lo beijar a mulher que deveria estar comigo?! Eu não posso viver com isso.
— Eu sinto muito, Tom, mas já disse que não vou voltar para você. — disse ela, e ouvi passos, então entrei correndo em meu quarto, tentando processar as novas informações. Eles estavam noivos quando ela terminou com ele?! Ela estava mentindo sobre não ter motivos para terminar com Tom. Eu sei, pois eu vi em seus olhos que há muitas coisas por trás disso, e eu estou disposto a fazer tudo para descobrir.
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