A irmã da minha namorada.
17 17.
Notas iniciais
Decidi fazer as pazes com Samantha na manhã do outro dia, pois achei muito idiota da minha parte brigar com ela por causa do Tom. Resolvi encontrá-la no terraço e mandei uma mensagem:
“Terraço em dez minutos. D.”
Subi rapidamente as escadas, rezando para que ela não esteja brava o bastante para nem ao menos aparecer. Dez minutos se passaram, e ela entrou pela porta.
— O que você quer? — perguntou ela, cruzando os braços em frente ao corpo e batendo o pé com impaciência. Levei alguns segundos para falar pois a estava admirando atentamente.
— Hum... eu... eu queria pedir desculpas pela forma que me comportei ontem, fui totalmente infantil. — disse eu, olhando para o chão.
— Concordo plenamente — Sam respondeu, ainda com a expressão séria.
— Hum, então... — pigarreei. — Amigos?
— Tanto faz — deu de ombros, olhando pra mim com um sorriso. — Mas e aí, você ainda precisa de um lugar pra ficar?
~x~
— Obrigado por me deixarem ficar, dudes. — disse, depois de colocar minha mochila no quarto.
— Sem problemas — Ryan sorriu. — Tom estava relutando em aceitá-lo, mas Sam o convenceu.
— Hum... — murmurei, desconfortável. Sabia muito bem o que Samantha havia feito para persuadi-lo, e eu não gostava da ideia.
— Pode se instalar então, sinta-se em casa — Felipe sorriu, antes de dar as costas para o cômodo.
— Como está sua mão? — Ryan perguntou, apontando para minha mão agora enfaixada.
— Bem melhor — respondi, sentando no pé da cama. — Ryan, posso perguntar uma coisa sobre Samantha?
— Claro — disse ele, escorando-se na porta.
— Hum... por que ela terminou com o Tom?
— Ela nunca disse o motivo para o término. Na verdade, ela já tinha terminado com ele antes mesmo de se mudar daqui. — respondeu.
— E ela ainda gosta dele?
— Não. Ele ainda é vidrado nela, é claro, mas ela não gosta mais dele. Não da mesma forma de antes, pelo menos.
~x~
— Posso falar com você? — chamei a Samantha, que estava na garagem revisando uma música nova com os garotos. Tom olhou pra mim desconfiado.
— Claro — ela sorriu pra mim. Porcaria de sorriso!
— A sós — sussurrei, apontando para o Tom com a cabeça, que continuava a observar-nos de longe. Ela confirmou com a cabeça e subimos para o primeiro andar da casa. — Sam, eu não estou querendo tirar satisfações, esta é só uma curiosidade, mas você e o Tom estão namorando?
— É claro que não! — ela riu, como se aquilo fosse algo impossivel de acontecer. Suspirei aliviado. — Olha, aquele beijo que você viu no outro dia não foi nada. Quer dizer, foi alguma coisa para o Tom, mas não para mim. E eu já deixei claro a ele depois daquele dia que não vamos voltar. — respondeu ela, e eu estava dando pulinhos de felicidade internamente.
— Ótimo, por que... — limpei minha garganta, de repente nervoso. — Porque eu estava imaginando se você não gostaria de ir num encontro comigo?! — pedi, sorrindo. Ela olhou pra mim com os olhos arregalados, assimilando o que disse.
— Eu não posso sair com você, desculpe. — sussurrou ela e meu sorriso se desfez abruptamente.
— Hum... e por que não?
— É complicado. Eu sou complicada e você não vai querer lidar comigo.
— Eu quero! Eu realmente quero! — a interrompi, pegando em suas mãos. — Eu gosto muito de você, Sam.
— Eu sei, mas a questão é: eu não posso deixar você entrar. Você vai fazer uma bagunça, não vai gostar do que descobrir sobre mim e então vai embora. — suspirou, dando as costas para mim. — É melhor deixar tudo como está e continuarmos amigos.
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