A irmã da minha namorada.
12 12.
Notas iniciais
Minhas mãos estavam soando. Eu estava muito nervoso. Quando dei carona para Samantha, esqueci completamente que estaria sozinho com ela no meu carro pelos vinte minutos seguintes. Eu não sabia sobre o que conversar com ela, e, ela me intimidava muito. Eu estava doido para perguntar para ela o motivo de ela ter me chamado para assistir aos ensaios de sua banda mas estava com medo de ela me dar uma patada. Eu sei, um maricas completo.
— O que foi? — Samantha riu ao ver minha cara amarrada olhando para a estrada. — Você está bem?
— Eu estou, é só que... — olhei pra ela por um mísero segundo e voltei minha atenção para a estrada, hesitando.
— Pode me dizer, eu não vou te morder — ri, nervoso.
— É que eu não sei sobre o que conversar com você. E, desde aquele dia em que você falou todas aquelas coisas na frente da sua família, eu meio que me sinto intimidado por você. — não ousei olhar para ela, porque poderia muito bem levar um soco na cara.
— Ahm, sobre isso... eu te devo desculpas. — olhei para ela, surpreso.
— O que? Porque?! — perguntei, realmente sem entender. Samantha suspirou.
— Porque eu não fui justa com você. Por mais que você seja assim no colégio, você é uma pessoa totalmente diferente fora dele. E eu não te conhecia. — disse, olhando para suas próprias mãos em seu colo. — É claro que isso não é certo, digo, você fingir ser uma pessoa que não é só por seu pai. Ele não foi justo com você.
— Hum, mas como... — abri minha boca para falar alguma coisa, mas não consegui dizer nada. Como ela sabia de meu pai?
— Hum, eu deveria te dizer... O motivo de ter te chamado para ver meus ensaios é que... eu ouvi você falando pro seu amigo na quinta passada sobre o seu pai e sobre como você sempre fez tudo que ele queria. — disse, olhando pra mim em um pedido de desculpas. — Eu juro que não foi minha intenção ouvir, eu só estava passando perto de você e você não me viu, porque provavelmente estava muito transtornado...
— Não, está tudo bem — disse, sorrindo para ela. — É bom descobrir que você já sabe pelo menos uma parte da minha história. E que eu não sou um monstro pra você. — ela riu.
— Não, você não é um monstro, Daniel — abriu um sorriso pra mim e eu juro que desejei que meus olhos fossem câmeras para poder lembrar para sempre de seu sorriso.
— Pode me chamar de Danny. — murmurei, tentando voltar minha atenção para a estrada e não para a mulher sentada ao meu lado, inutilmente.
— Então tá, Danny— frisou o meu apelido. — Você pode me chamar de Sam.
Depois disso, a conversa fluiu normalmente, e conversamos sobre qualquer coisa. Não queria perguntar nada sobre sua vida pessoal pois, pelo que descobri da última vez que fui a sua casa, ela não gostava de comentar sobre sua vida. Quando cheguei em sua casa e estacionei na frente, estava pronto para chamá-la para sair, para um encontro de verdade, mas uma mensagem de texto de seu celular me interrompeu.
— Só um minuto. — pediu, pegando seu celular. Deu o maior sorriso que já vi para a tela, e respondeu alguma coisa rapidamente para o remetente. Depois, voltou seu olhar para mim. — Então, o que queria falar?
— Hum, eu... — nessa hora, eu perdi totalmente a coragem. "Qual é, Danny, seja homem!", minha mente gritava. Mas eu não sabia se era o momento certo. — Nada. Só quis te dar boa-noite.
— Boa-noite — ela sorriu e abriu a porta do carro, caminhando para a porta da frente de sua casa. Antes de entrar, gritou pra mim: — A gente se vê.
— A gente se vê — sussurrei, embora ela não pudesse me ouvir mais por já ter entrado em casa, e dei partida no carro, imaginando quem mandara aquela mensagem que a deixara tão feliz.
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