Notas iniciais
Bom, esse capítulo ficou meio curto pois ele é mais uma introdução. O próximo terá mais palavras, rsrs Embarquem comigo nessa viagem alucinógena (agora não parece, mas vai ficar, rs)

Ano de 2011. A antiga vocalista Anette Olzon saiu do Nightwish após ter sido substituída por uma vocalista aleatória tê-la substituído em um show, quando teve a audácia de ficar doente. Não satisfeito com a substituta, o tecladista e líder espiritual da banda Tuomas Holopainen convidou a amiga Floor Jansen para o posto de vocalista e frontwoman.

Nos primeiros shows, até 2014, tudo foi do jeito que Tuomas esperava. O timbre da holandesa foi muito elogiado, apesar de alguns fãs xiitas terem insistido em compará-la com Tarja Turunen — um absurdo, pois não se pode comparar humanos com deuses ~ironic mode on~-, e Tuomas decidiu efetivar Chão na banda. E foi ao camarim, após a apresentação, decidido a isto.

— Floor –empolgado com a amiga, após mais um show –você foi incrível! Ghost Love Score ganhou outra vida com sua voz! E Planet Hell, então??? Quer ficar na banda de vez?

—Não sei, Tuominhas. A minha banda ReVamp está se consolidando, e ainda estou insegura quanto à aceitação dos fãs –apagando um charuto, Floor encarou Tuomas. Na verdade, a cantora andava hesitante em ficar de vez no grupo, após declarações das vocalistas anteriores na imprensa. Gostava do finlandês, mas amizade e negócios são departamentos diferentes.

— Tuomas, eu tenho muita consideração por você, mas...

— Mas o que, minha querida?? –voltou o outro, fixando seus imensos olhos negros na holandesa, enrolando uma mecha de cabelo nos dedos da mão esquerda e apoiando a mão direita no ombro da moça. Com efeito, o rapaz sabia ser persuasivo quando queria, através da linguagem corporal. E aquele perfume de cereja selvagem que emanava das suas madeixas... Em consequência, Floor esqueceu suas hesitações.

—N-nada, querido. E-eu aceito ficar na banda. – Sentou-se na poltrona em frente ao espelho do camarim, vencida. Se acontecesse algo, nada a impediria de sair da banda. Pelo menos era o que a morena acreditava.

—Ótimo, perfeito, minha flor –esfregou as mãos, satisfeito. Tuomas tinha grandes planos para a banda, e a holandesa seria perfeita para eles. Abraçou-na, genuinamente feliz. –Você não sabe o quanto isso me deixa contente, rakas ystävä.

—Quê? Que disse? –Floor não era fluente em finlandês.

—Querida amiga, quer dizer –riu o tecladista. –Sempre esqueço que você não fala bem finlandês. Ainda. –pegou nas mãos da vocalista, com um sorriso enigmático, característica sua quando tinha intenções ocultas. Além de uma excelente vocalista, Tuomas tinha na frente a chance de esquecer seu grande trauma – uma certa finlandesa que o trocou por um argentino, assim ele entendia.

Floor ficou confusa com o gesto e as palavras do amigo. Compreender os homens também não era sua especialidade. Aliás, eles só a decepcionaram a vida toda — a começar por Sanders, seu antigo companheiro do After Forever. Mas esse assunto fica pra outra vez.

—B-bem, eu com certeza vou aprender finlandês, afinal só tenho companheiros de banda dessa nacionalidade. – voltou o rosto pra não deixar o amigo ver suas faces coradas, no que os longos cabelos castanhos ajudavam. –Vou tomar banho, afinal duas horas de show não nos deixam intactas, hahaha.

—Ah, claro, querida, vou deixar você à vontade –saiu do camarim, não sem antes dar uma última olhada na holandesa. –preciso ser mais cauteloso, ou vou assustá-la, pensou o moreno. Ser sutil também não era especialidade de Tuomas.

Notas finais
Bom, PARECE que alguém quer algo a mais que uma boa vocalista, rsrs Espero postar o segundo capítulo ainda hoje, moçada, antes que os efeitos dos cogumelos acabem, rs. Beijukkas
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.