Notas iniciais
Espero que gostem, bom, é isso.

Já parou para pensar em como a vida é corrida? Não temos tempo para pensar, sim, o dia a dia das pessoas ''normais'' são realmente corridos. Mas, e dos heróis? Dois mil e vinte, é o ano, novembro. Peter Parker preparava-se para viajar, seria uma longa jornada, dirigia-se ao japão. O avião havia decolado a pouco tempo, a parte turbulenta, fazendo com que o jovem sentisse mal-estar. Mas como todo herói, ele não podia manter-se dentro de um transporte, enquanto alguém precisasse dele. E, para sua sorte, o avião fora obrigado à realizar um pouso forçado. Naquele mesmo instante saiu realizando suas manobras incríveis, para então, fixar suas teias em um novo edifício. É claro, fora necessário algumas paradas — nessas em que ele tinha de interceptar um ladrão, salvar uma moça em perigo e evitar que um idoso fosse atropelado. E então, logo, retomava sua ''missão'' principal. Peter cruzou vários continentes, tendo que descansar às vezes, isso lhe custou semanas. E lá estava, o espetacular Homem-aranha, no país dos samurais. Havia um boato de que em Tokyo, realizavam um experimento secreto, baseado nos lendários guerreiros da honra. Uma cidade incrível, Tokyo, Peter admirava cada detalhe presente. Os prédios mantinham-se imponentes, perfurando o céu, destacando-se na paisagem. Pessoas passavam apresadas demais, pareciam não nota-lo, ele estava sem seu traje, é claro. Agora, teria de achar um hotel, mas, decerto, seria complicado. Uma longa caminhada até achar um grande hotel, não era tão elaborado, Peter, não possuía tanto dinheiro para algo assim. Logo, teve de se contentar com o mais barato. Às portas, de madeiras, apresentavam furos em sua superfície, apenas àqueles que olhassem atentamente poderiam notar. Ela rangeu, quando ele passou, realizando o mesmo grunhido irritante, ao retornar. Parker subiu as escadas, estas, também rangeram ao serem pressionadas. Era um incomodo aos ouvidos do garoto. O hotel mais parecia um labirinto, virando à esquerda, depois, à direita e assim seguindo para o seu respectivo quarto, número, cem. Agora, já encontrava-se de frente à porta, seus pensamentos vaguearam outra dimensão, por um momento. Peter permaneceu ali, parado, com a chave em mãos. E então, subitamente, despertou, como se estivesse acordando de um pesadelo. Seus olhos arregalados, à boca seca, trêmulo. ''Clack'', a fechadura girando para dar vazão a Peter, para que este abrisse à porta. Era um lugar estranho, ele achava, a cama de solteiro e um pequeno banheiro sem porta, à esquerda. A janela não possuía cadeado, mas ainda assim, era uma visão bonita de se ver, quando observava a paisagem de Tokyo. O piso engordurado, de fato era o japão, embora não parecesse. O rapaz dirigiu-se à cama em um salto, sua mochila jogado de lado, seu rosto contra o travesseiro, seria uma noite tranquila. Bom, seria, se ele não fosse um herói. Após cinco horas de descanso, o mesmo teve de levantar. Parecia que sua ''presa'' estava passeando pela cidade. Sem delongas, vestiu seu traje, e saltou do prédio. Ainda no ar, realizando suas manobras, abaixou à mascara e seguiu rumo a sua atual ''missão''. O mundo parecia correr mais rápido diante de seus olhos, movimentos aleatórios de seus braços, a cada ''torção'' de pulso, uma fina linha de teia grudava a alguma construção. O homem-aranha, acaba por tomar impulso, e seguir mais rápido. Para então, realizar a mesma ação, cobrindo seu trajeto rumo ao ponto indicado. Ao aproximar-se, notou, um grupo de ''guerreiros'' destruíam a cidade. Jazia no pavimento, várias pessoas feridas, e antes que pudessem ''finalizar'' o ataque, o garoto envolveu com às teias os cidadãos. Posteriormente, seguiu, acertando três ''zumbis'' armados, jogando-os contra a parede. À direita, mais dois, estes erraram o primeiro golpe, mas, arrancaram de Peter uma pequena quantia de sangue. O jovem seguiu, segurando à primeira lâmina e então, à segunda. Movimentou-se com agilidade, girando sobre o próprio eixo, realizando manobras incríveis. Suas pernas cobriram uma determinada distância, para acertar o rosto de outros dois samurais, ao passo que combinava seus ataques, soltando teia, essas os envolviam impossibilitando-os de agir. De repente, Peter, foi jogado contra os prédios. Uma enorme sombra avançando em sua direção. Primeiro, ele notou o carro, voando, prestes a acerta-lo. O garoto se recompôs rapidamente, utilizando de sua agilidade, para poder usufruir de suas teias e assim interceptar o carro, por pouco, não fora esmagado. No entanto, o perigo não havia passado, o sensor de aranha teria apitado uma vez mais e sem tempo de reagir, as ''trevas'' o engolfaram jogando-o, novamente, contra o prédio. O homem-aranha se forçou a ficar de pé, mas, deparou-se outra vez com uma grotesca criatura. Todavia, desviou, acertando-o com sua teia, nas costas. E então, rapidamente, puxou, na tentativa de tomba-lo. Mas, sem sucesso, este virou-se quase no mesmo instante e saltou na direção do herói. Peter estendeu sua destra, enquanto a aproximação acontecia, e antes de ser ''esmagado'', tomou em mãos uma viga de ferro ao qual teria sido ligado por sua teia, acertando-o em cheio.

- Você não entendeu, eu não irei perder.- Disse, ajustando sua máscara rasgada, tentando disfarçar a dor que percorria o seu corpo. Sua visão, embaçada.

- Vamos, levante-se, isso é tudo? — Ele sempre gostou de provocar, embora, nunca resultasse em algo aproveitador.

As pedras deslizaram, do monte que havia se formado, quando o ''monstro'' se chocou contra o muro de uma casa. Quando revelou-se, deixou claro seu tamanho colossal, sendo bem maior que o herói. Músculos que deixavam seus bíceps inchados. Longos cabelos, atingindo a altura do ombro, olhos dourados e um sorriso assustador. Sem delongas, seguiu, indo em direção ao rapaz, retirando de sua pele, duas enormes espadas. O homem aranha, afastou-se rapidamente, tentando evitar a aproximação de seu oponente. Mas sem exito. A enorme criatura envolveu sua cabeça em uma das mãos e com brutalidade, a chocou contra o solo. Parte de sua mascara rasgou inteiramente, o sangue escorrendo de seus lábios. Praticamente no mesmo instante, Mõnthergud, avançou contra o jovem, ao qual ganhava altura após ser jogado ao alto. Suas espadas em mãos e, Peter, caindo na direção do mesmo. Mas, quando este estava prestes a ser atingido em cheio, realizou uma incrível manobra e tomou uma das lâminas. Agora, também, dirigia-se ao seu oponente. Ambos encontram-se com brutalidade, às espadas, chocaram-se uma contra a outra partindo-se. Contudo, estavam de costas um para o outro, neste embate eles foram feridos gravemente, tendo um deles, a morte certa. O ''vilão'' inclinou-se lentamente e encontrou o solo. Mas, Peter, já sem força também caíra, sangrando. No entanto, não podiam descobrir a identidade dele e mesmo ferido, seguiu para o hotel. É claro, toda essa aventura, custou três meses da vida do jovem Peter Parker. Ao qual voltava para sua amada Nova York, de avião, ao ser pego por um ''motorista''. Em sua mente passou várias coisas, como explicaria seu sumiço por três meses? Era impossível, de fato. Agora, já no avião, preparava-se para sua volta. Estava ansioso e ao mesmo tempo preocupado. Há quem diga que um herói não preocupa-se com sua vida pessoal, mas, enquanto seu tempo é dedicado para salvar outras pessoas, suas tarefas são frustradas. E ao chegar em sua cidade natal, notou. Algumas coisas tinham mudado, mais roubos, sequestros e entre outras coisas. Um enorme cartaz encontrava-se estendido, escrito em letras garrafais: — Onde encontra-se o homem aranha?! Peter não sabia que três meses fora resultasse em algo assim. E então dirigiu-se para sua casa, queria ver novamente, sua amada mulher. A mesma, tendo em vista que já sabia de seu segredo, o tratou bem, mas, teria ficado preocupada demais. Sua tia Mey, no entanto, superou grandes problemas devido à falta de seu querido neto. O mundo sempre precisou de um herói, mesmo que apenas por três meses, sem o homem aranha ali, tudo se tornaria um caos.

Notas finais
Esse é o trabalho final, é isso, obrigado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!