A história se repete
2 Atacada
P.O.V. Renesmee.
Eu estava caminhando pelo cemitério, cortando caminho quando um bando de demônios vem me atacar.
Eu gritei bem bem alto. Tentei fazer o ritual de exorcismo que o Sam me ensinou, mas não surtiu efeito nenhum.
As coisas me agarraram, então elas começaram a morrer.
—Elijah. Você me traiu irmão.
—Não. Eu não vou deixar você fazer uma inocente de prisioneira.
—É o que?
—Isso. Tudo isso, esse é o mundo que você criou. Todos os seus esquemas, todos os inimigos que você fez todos os dias da sua vida miserável! Que resultado você esperava? Que sua filha fosse nascer numa vida feliz?! Que a mãe fosse estar viva para conhecer sua filha?! Que poderíamos viver em uma família?
—Não, essa era a sua fantasia. Eu quero a duplicata, preciso dela.
—Não. Você não vai tocar nessa menina. Não vai fazer com ela o que fez com Katerina, com Elena. Eu deixei essa pessoa entrar, eu deixei ela entrar, eu não deixo as pessoas entrarem. Eu precisava dela e você me quebrou.
—Ela escolheu morrer!
—Ela não teve escolha! Ela não queria ser uma híbrida!
—Você vai me pagar!
—Pagar? Como se fosse minha culpa!
—Você aterrorizou a Gilbert! Atirou-a num buraco e usou a raiva de Rebekah contra ela! Você caçou Katerina pelo bosque como se ela fosse um animal!
—Eu apoiei você! Em todas as suas empreitadas! Por mais loucas e cruéis que fossem, mas não mais. Nunca mais. Você queria ficar sozinho? Muito bem, conseguiu o que queria.
—Vocês precisam urgente de terapia.
—Terapia?
—É. Terapia. Acho que nem o próprio Freud conseguiria resolver esse enrosco que são as mentes de vocês. Eu estou muito confusa agora.
—E porque você estaria confusa duplicata?
—Ai, se vai me xingar, pelo menos use palavras que eu entenda. Além do mais eu vi duas garotas que são a minha cara, mas com certeza não são eu. Então faça o favor de esclarecer o que diabos tá acontecendo aqui! E o que são vocês!
—Somos vampiros Renesmee.
Eu ri.
—Não, sério. O que são vocês? Uma espécie mais evoluída de demônio?
—Somos vampiros.
—Não, não são! Eu venho de uma família de vampiros e vocês não são vampiros! Vocês parecem humanos, são quentes e sangram! Vampiros não sangram, são frios e não são iguais a vocês! Eles são mais bonitos! Alguns tem olhos vermelhos, outros tem olhos amarelos. Os que se alimentam de sangue humano ou são recém criados tem as íris vermelhas, os que se alimentam de sangue animal tem as íris douradas.
—E de onde foi que você tirou isso? De algum romance brega?
—Não. Dos meus pais. Você quer ver?
—Quero.
P.O.V. Klaus.
Só pra provar que ela era doida eu disse:
—Quero.
Ela colocou as mãos nas têmporas e as imagens começaram a passar na minha mente.
—Como você fez isso?
—Eu não preciso mais de contato físico pra transmitir minhas memórias. Eu cresci e evoluí.
—Então existe uma nova raça de vampiros andando por ai.
—Sim. Vocês já são modelo ultrapassado.
—E você não consegue matar um de nós.
—Eu pensei que fossem demônios, mas agora que você me forneceu uma boa carga de informações eu sei o que eles são e sei como matar.
—É mesmo?
—É.
—Veremos.
Uma nova horda de vampiros invadiu o cemitério e ela começou a levitar. Então ela os desintegrou todos duma vez.
—Vampiros mortos? Confere.
—Como...
—Agradeça ao meu pai. Ele é o portador do gene mutante.
—Um vampiro mutante?
—Exato. Meu pai é o meu pai biológico.
—Vampiros que podem procriar entre si?!
—Não. Minha mãe era uma bruxa quando eu fui concebida e o meu pai era um bruxo antes de ser transformado, mas ele ser mutante não tem nada a ver com a bruxaria. O fato é que toda a magia que se acumulou durante séculos dentro do meu pai passou para o único membro vivo da linhagem dele ou seja eu. Você acha que sabe o que é magia negra garoto? Você não faz ideia.
Cada vampiro que morreu foi igual a um grito vindo de mim. A dor de ser transformado em cinzas fluía por mim.
—Niklaus.
—Perai, para tudo. Você é híbrido que eu transformei em âncora? Pensei que fosse maior.
—Você me transformou numa âncora?
—Foi. Nem foi tão difícil. Eu precisava salvar a Amara e o Silas, mas precisava salvar o outro lado também. Por isso eu precisava de algo que pudesse durar pra sempre, algo que ninguém pudesse destruir. E quem melhor do que o demônio que assassinou a minha família. Eu canalizei uma quantidade enorme de energia mística pra fazer esse feitiço com a ajuda de uns amigos.
—Que amigos?
—Elena Gilbert minha prima, Stefan Salvatore o namorado dela, Katerina Petrova, Amara Petrova e Silas Salvatore. Acharam mesmo que eu não sabia que era duplicata? Eu sabia. Eu sempre soube, minha mãe fez questão de me contar pra eu me proteger. De você. Eu não te desejo coisas ruins, mas também não te desejo coisas boas.
—Você pode ir pro inferno duplicata!
—Eu tenho pena de vocês. Que Deus os perdoe. Eu perdoo vocês, por tudo. Por tudo. Mas a pergunta é, vocês conseguem se perdoar?
Ela começou a caminhar pra fora do cemitério.
—Espera ai! Eu exijo que desfaça o que me fez.
—Não. Sinto muito. Eu preciso do outro lado inteiro e você tem que aprender que seus atos trazem consequências.
—Meus atos?
—Tem que pagar pelo sangue derramado Klaus. Todo mundo tem.
—Inclusive você?
—Eu nunca derramei sangue. Eu não me alimento de pessoas vivas, se eu não matei nem você... o que o faz pensar que eu mataria outra pessoa? Eu fui piedosa Klaus. Eu não atravessei uma estaca de carvalho branco no seu peito. Eu posso ser tudo, mas não sou assassina.
Ela saiu caminhando até deixarmos de vê-la.
—Faça alguma coisa Elijah!
—Como eu disse, você está como sempre quis irmão. Sozinho.
Elijah me virou as costas e foi embora.
—Elijah!
P.O.V. Elijah.
Eu ouvia o meu irmão gritando o meu nome, mas eu estava magoado demais, eu havia aguentado demais. E eu não quero mais.
—Eu sinto muito.
—Sente? Mas, sentir muito não é o bastante! O que vale é o que você faz cara! E você, não é melhor que o seu irmão. Você nunca foi. Homem nobre? Fachada teatral barata, eu não caio nessa. Se fosse um terço do homem que finge ser, já teria uma parceira.
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