Notas iniciais
Então esta é a história verdadeira daquele homem chamado Slender Man (um ex-homem), deixem reviews pessoal! :D

Juntei todas as minhas coisas e joguei dentro da minha caminhonete S10. Logo após, chamei minha namorada Júliet e caímos na estrada.

Eu e minha namorada, éramos grandes aventureiros. Sempre que dava, explorávamos locais inusitados a procura de novas espécies e animais. Sim, eu e minha mulher somos cientistas famosos pois já descobrimos mais de 20 espécies novas de animais e plantas.

Foram algumas horas até chegar a floresta combinada, um local onde muitas pessoas alegam ter visto um bicho que se parecia mais com uma senhora velha carcanhuda.

Deixamos a rodovia principal, e entramos em um caminho de terra bem precário, onde até minha caminhonete 4x4 teve dificuldades em avançar. Andei mais alguns minutos, mesmo o caminho sendo relativamente curto, a estrada não ajudava para chegarmos mais rápido.

Enfim, após isso tudo, chegamos até a entrada da floresta. Eram dez horas da manhã, e iríamos entrar nela e só sair as 5. Todos os mantimentos necessários para a viagem estavam muito bem checados, e então partiríamos para a missão logo.

- Amor, pegou água extra? — minha namorada checava o bloco de anotações.

- Sim amor, está tudo pronto e tudo checado. Vamos. — Me adentrei mais na floresta sem esperá-la e pude ver uma mata semi-fechada surgindo á frente.

Ela foi atrás de mim sem falar nada, apenas apreciando a paisagem e olhando atentamente em volta para ver se encontra algo suspeito. Também fazia a mesma coisa, tanto que esbarrei numa árvore.

- Tome cuidado seu bobo. — minha namorada riu com desdém.

- Desculpe, sou meio desajeitado mesmo. E com essa linda floresta em volta não ajuda para manter minha atenção. — disse isso e dei um tapinha no ombro dela. — Agora vamos.

Adentramos mais ainda na floresta, e podemos ver árvores cada vez mais altas, e cada vez mais animais nativos do local, pena que todos já conhecíamos de cor.

- Ali amor, um mico-leão-dourado. — ela apontou para uma copa de árvore de uns 20 metros e nela tinha um pequeno ponto dourado.

- Sim, é lindo. — peguei minha câmera e registrei esse momento.

Andamos mais um pouco, quando eu vi algo que me fez parar subitamente.

- O que aconteceu querido? — disse Juliet.

- Olhe ali. — Apontei para um muro de tijolos que se erguia logo á frente de nós.

Ela apenas começou a olhar e gesticulou com a mão falando: Vamos.

Chegamos mais perto, e quando percebi estávamos de frente para um banheiro enorme no meio da floresta.

- Isto é esquisito, não? — disse Juliet observando a construção.

- Não, isto é assusstador. — corrigi.

- Não vamos saber o que é se ficarmos aqui parado. — ela apenas falou isso e adentrou no banheiro.

Era um típico banheiro de posto, exceto pelo fato de que não tinha quase nenhuma privada, e várias cadeiras jogadas no chão. Sem contar o fato de que não tem nenhuma porta, e várias salas.

- Amor, acho que não tem nada ecológico por aqui, apenas construções humanas. — Ela agarrou meu pulso. — Vamos.

Apenas assenti, pois de alguma forma aquele lugar tinha uma força maligna, mesmo eu nunca acreditando nessas coisas. Saímos daquele local sinistro, e seguimos em frente na floresta.

- Amor, vamos fazer uma pausa e repor os líquidos do corpo. — apenas assenti e começamos a tirar as coisas da mochila, água em garrafas e sanduíches embrulhados em papel alumínio.

Deitamos ali mesmo entre duas árvores, e começamos a comer. Eu não comi muito pois ainda teríamos que caminhar bastante, e aconselhei o mesmo para minha namorada. Ela apenas assentiu e bebemos um pouco de água para repor os líquidos do corpo.

Após terminarmos de fazer isso, guardamos as nossas tralhas, e seguimos em frente. A floresta realmente posso dizer que é grande, pois a cada vez que andávamos ela parecia se estender cada vez mais.

Andamos por mais alguns metros sempre observando tudo para achar algo de novo nessa floresta, mas não demos nenhuma sorte.

Ouvimos um passo na floresta bem ao nosso lado, e paro subitamente. Vejo que Juliet também, pois ela parou e começou a olhar freneticamente aos lados.

- Ouviu isso? — ela disse e eu apenas assenti, é óbvio que ouvi.

Então, com um movimento ninja, o suposto animal saiu da floresta ao lado e pulou em cima de Juliet.

- SOCORRO! — ela berrou para mim e virei em uma fração de segundo para ela.

Só então pude ver que não se tratava de um animal, mas sim de uma velha. No começo achei que era o tal animal que todos falavam parecer com uma velha, mas vi que realmente era uma VELHA.

- Saía de cima dela! — empurrei a velha para o lado.

Ela começou a se recompor e olhou para nós assusstada.

- Desculpe caro viajantes. Pensei que fosse um animal, sabe esses dias estou ficando sem comida e realmente ando matando todo animal que encontro. — ela disse como se isso fosse a coisa mais simples do mundo.

- Quem é você? — minha namorada pareceu asustada.

- Desculpe caros viajantes, que falta de educação a minha! — ela riu com desdém e minha raiva por aquela velha só estava aumentando a cada palavra dela. — Sou a Madame Kisha e vivo nessa floresta á éons.

- Éons? — disse assustado. — Você quer dizer anos não é?

- Não, éons são milênios, e não anos. — ela riu como se isso fosse uma pergunta boba, tipo, nossa, ela viveu milênios, que pergunta boba.

Fiquei imóvel com medo daquela velha maluca de repente achasse que estávamos voando em cima de um unicórnio.

- Não se preocupe, Slender. — ela apontou para mim com a mão. — Eu não estou pensando em unicórnios voadores.

- O que? Como sabe meu nome? E como sabe que pensei isso sobre você? — falei assustado com tudo aquilo. Aquela velha era uma feiticeira? Claro que não, isto não existe.

- Primeiramente meu jovem, eu sei de muitas coisas. E segundo, não sou uma feiticeira, sou uma bruxa é diferente. E sim, ambos existem. Se não acredita, olhe isto. — ela apontou o dedo para uma árvore ao lado dela, e com um estalo ela se transformou em uma flor.

- Como isso é possível? — falei assustado.

- Já disse meu jovem, sou uma bruxa. — ela riu de novo. — Agora vamos, me siga se quiser sobreviver. — seu tom na voz era ameaçador.

Assentimos e seguimos aquela velha maluca pela floresta a dentro. Após alguns minutos andando num silêncio assustador, resolvo perguntar:

- Para onde estamos indo exatamente?

- Não se preocupe filho de Adão, saberá quando chegar a hora. — ela disse sem ao menos olhar para trás.

Filho de adão? Aquelas palavras soavam em minha mente como um zunindo de uma abelha.

Finalmente, após alguns minutos de caminhada que pareceram horas, chegamos a uma casa bem velha, com uma aparência assustadora. Tinha um ar gélido no local, como se morasse algum tipo de Deus do gelo lá. Disso eu não duvidava.

- Sejam bem-vindos ao Instituto de Feitiçaria. — a velha abriu seus braços em direção a casa. — É aqui que formam os maiores e melhores feiticeiros de todo o mundo.

Não falei nada, e percebi que minha namorada estava ficando maluca com toda aquela informação, assim como eu. Ela respirava com dificuldade, e olhava tudo em volta como se isso fosse algo extremamente novo, o que de fato era.

Passamos pela varanda da casa, que inclusive era enorme. A velha abriu a porta e indicou com a mão.

- Entrem.

Entramos robóticos sem falar nada, e pude perceber que dentro dela o ar era ainda mais gelado, e que estava me dando frio em pleno verão. Pude perceber minha namorada me abraçando por trás de frio e ao mesmo tempo medo, pois podia ver a tensão em seu corpo.

- Sentem-se. — a velha fechou a porta atrás de nós e gesticulou para um sofá perto.

- Bom, vejo que estão confusos quanto a tudo isso, não é? — ela disse se sentando em uma poltrona á nossa frente. — Pois bem, irei lhe contar a história toda para vocês, e no momento, sirvam-se de chá.

Olhamos para a mesa vazia, e com um estalo de dedo, ela se transformou em uma mesa cheia de pires e garrafas de chá.

- Não poderia ser algo mais moderno? — disse abusando de sua hospitalidade.

- A sim, sempre me esqueço desse detalhe de hoje em dia. — Com um suspiro longo, ela estalou os dedos e a mesa agora se transformou numa repleta mesa de salgadinhos e porcarias, seguidos por coca colas diet e normais.

Pegamos toda aquela comida, pois nem percebemos que estávamos famintos, até ver aquilo. De algum modo estar naquela casa me dava uma fome sem fim, e até minha namorada Juliet que nunca foi de comer muito, estava comendo freneticamente sem ligar para seus grandes cachos loiros caindo sobre a comida toda.

- Perceberam que este local dá fome não é? Pois bem, é um feitiço para que meus visitantes tenham algum prazer. — ela riu. — Pois bem, agora ouçam. — ela estalou o dedo e não sobrou mais nada, apenas o que tinha em nossas mãos.

- Não existe apenas o nosso mundo nesse vasto universo, assim como nesse mundo não existe apenas um lado. Tem o lado dos humanos, e o lado dos feiticeiros. A muito tempo atrás, um descuido de um feiticeiro deixou seu livro cair no mundo humano, revelando todos os segredos nossos. Por sorte de todos, eles apenas acharam que isso era uma boba lenda escrita por alguém qualquer. — ela tomou um gole de Coca. — Existe um submundo também, onde vive todas as coisas que fazem o mundo dos humanos ficarem equilibrados. — ela completou e respirou forte.

- Então, a partir de quando o mundo foi criado, tem esse instituto que sempre irá permanecer imóvel aqui, pois o próprio criador da Terra, o Anjo Jeová, fez essa casa sagrada. Não estou discutindo nada sobre religião, mas o conhecido Lúcifer era irmão desse tal Anjo Jeová e com inveja dele o jogou nas profundezas do mundo, se tornando rivais.

Essa velha era maluca, isso eu tinha certeza, mas estando em sua casa não tinha como eu falar isso pois seria uma grande falta de respeito. Ela toda hora olhava para a minha namorada com um olhar perverso, o que não ajudava a mim relaxar. Após algum tempo ela observando todos nós, ela levanta calmamente de sua poltrona e vá em silêncio até um cômodo ao lado, que mais se parece com uma cozinha.

Ela volta de lá trazendo uma faca bem grande, mais parecido com um facão. Ela senta de novo na cadeira e fica acariciando ela ainda olhando para a mina namorada. O pavor percorreu meu corpo por isso, pois sabia o que iria acontecer em seguida.

Com um movimento rápido e anormal, a tal velha levantou a faca no ar e mexeu a mão fazendo com que ela voasse no peito da minha namorada. A faca enterrou perfeitamente bem no meio do seus seios, fazendo jorrar sangue por todo o lado.

Ela olhou para mim com a cor dos olhos se esvaziando e se contorcendo de dor. Já fraca, ela caiu no chão morta e olhei para a velha com uma incrível onda de raiva, dor e medo. Sem nem pensar antes, peguei a faca que estava cravada no coração de minha morta namorada e taquei na velha.

Ela simplesmente se desviou com a maior facilidade do mundo, como se a faca não estivesse com a intenção de machucá-la. Tudo estava tão calado, que fiquei sem ar quando tentei xingar ela da pior maneira possível e sair correndo.

Mas minhas pernas estavam grudadas no chão, e minha voz não saia. Era como se ela tivesse me amarrado em uma cadeira imaginária como fazem nos filmes de ação. Tentei sair, mas meu corpo simplesmente não mexia, era algo apavorante.

Finalmente, reuni toda a minha força, e consegui quebrar seu feitiço, que fez um barulho alto como se 20 vidros estivessem se espatifando no chão.

- Como você conseguiu quebrar meu encanto filho de Adão? — ela me olhou indignada, e apenas fui até a saída o mais rápido possível. Mas então, a porta se trancou rápido como um flash, e a velha me olhou assustada.

- Você não é um filho de Adão, Slender, é um filho de Lúcifer. — ela completou e me olhou com os olhos ficando vermelhos. — Vejamos se isto é verídico. — ela então com um golpe rápido, enfiou a faca que estava longe em meu coração.

Eu pensei que já era meu fim, mas por incrível que pareça, a faca simplesmente parou bem no último segundo de me perfurar. Eu apenas estava olhando aquilo tudo assustado, e dessa vez a voz saiu.

- Como isto não me matou? — eu disse mas logo completei que o melhor a fazer é sair dali. — Não importa, vou embora já que não pode me matar. — ri com escárnio e não devia ter feito isso.

- Facas normais não te matam, mas isso sim. — ela apontou para uma caneta. — Isto é uma caneta comum, mas nela posso criar sua fraqueza.

Então a velha com uma habilidade incrível, escreveu 8 páginas com mensagens assustadoras como, Me ajude, Não olhe para trás, etc.

- Essas páginas são suas fraquezas. Irei lançar um feitiço para que ele fique nas árvores e só pode ser arrancada por um humano. Se algum dia o tal humano arrancar todas as 8 folhas da árvore, você morrerá. — ela disse e olhou para mim com os olhos brilhando de empolgação. — Mas você pode matar quem quer pegar as páginas, e logo após isso elas voltarão ao seu local de origem. — ela completou e respirou fundo.

Então, ela me olhou uma última vez antes de pegar uma varinha em seu bolso e pronunciar umas palavras irreconhecíveis. Então, em uma fração de segundo, eu vesti um terno preto, e minhas pernas e braços se formaram pelo o que parece tentáculos.

Vi que eu não estava mais conseguindo enxergar, mas ao invés da visão normal, eu ganhara uma espécie de visão noturna. Também percebi que eu não tinha mais boca, quando apalpei meu rosto.

- Agora, para completar irei colocá-lo no modo automático. — ela disse e então senti uma forte dor na cabeça e no peito e mergulhei na escuridão.

2 HORAS DEPOIS:

- Caro Slender Man, sua missão é matar todos os viajantes que mexerem em sua página, se não você morre. Se consegui completar isso durante 10 anos, irá se tornar humano de novo e imortal.

Essa então é a história do Slender Man, um simples viajante que foi lançado uma maldição para matar todos os viajantes que tentarem pegar as 8 páginas, caso o contrário ele morrerá assim que conseguir pegar todas.

Por isso, sempre lembrem-se dessa história quando estiverem pensando nele, pois é isso que acontece realmente.

Já se passaram 8 anos depois que contei essa história, mas a bruxa o enganou e ele para sempre será assim, matando todos os que querem pegar a página. Algo ainda pior aconteceu, a velha maluca ficou sedenta por sangue, e agora sua missão era matar até mesmo aqueles que estivessem apenas explorando a selva fechada de Conectcut.

Notas finais
Reviews por favor caros leitores, a fan-fic é pequena mas reviews pode ser muito! :D auhsauhs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!