A história de uma Vulpix
2 Jornada
–Qual é a sua história? — James me perguntou. Ele parecia mesmo interessado. Seus olhos brilhavam enquanto ele olhava para mim.
–A minha história?- retruquei.
–É. O que você passou para chegar até aqui.
–Então lá vai: A minha história.....
Eu sempre fui bem pequena. Muito pequena e fraca. Isso me fez ser rejeitada muitas e muitas vezes. Eu sempre era o Pokemon que sobrava, e quando meu futuro treinador ia me buscar, eu via a decepção em seus olhos. Ninguém me aceitava.
Eu tive que crescer e me fortalecer para conseguir um fiél escudeiro.
Seu nome era Marco. Ele era um menino ganancioso e um tanto orgulhoso. Eu amava ele. Ele nem tanto.
No começo, ele era muito gentil.
Mais depois, ficou um tanto agressivo.
Ele dedicou seu tempo a mim, e isso eu agradeço. Eu me lembro de tantas tardes, que ficamos juntos, treinando e treinando. Por mais que eu fortalecia, ele não ficava satisfeito. Até que um dia ele tomou uma decisão radical: me abandonar.
Marco me deixou num lugar estranho. Aonde eu não conhecia absolutamente ninguém. Andei muito até chegar aqui. E agora eu estou aqui, com você. Meu novo amigo. Nós somos amigos, não somos?
–Sim. Amigos. E....- James disse.
–E a sua história? — interrompi.
–Minha história é um tanto sem graça. Eu acabei me afastando de meu treinador, Ash. Me perdi, e não o encontro mais...
–Você gostaria de reencontrar ele?
–Sim...Mas...
–Mas o que? Vamos procurá-lo!
–Você tem certeza?...
–Sim! Vamos lá.
E assim eu comecei uma nova jornada. Com James, meu amigo. Uma jornada de Pokemon, sem treinadores. Eu quero muito encontrar Ash.
E assim nós fomos andando, sempre na expectativa.
–Vulpix?
–O que?
– E se eu me transformasse num Vulpix. Em James, o Vulpix. Você gostaria?
–Eu gostaria...- e antes de eu sequer poder terminar minha frase, eu não vi mais nenhum Zorua do meu lado. E sim um Vulpix. Fiquei sem palavras. Ele percebeu.
–Isso é o bom de ser Zorua. Posso me transformar em o que eu quiser.
–A qualquer hora?
–A qualquer hora.
O tempo estava grosseiro. O vento batia nas árvores, formando uma espécie de música. Nada agradável. Estava escurecendo, e uma nuvem grande e cinza de chuva estava em cima de nós. Estavamos perdidos. Por sorte, James avistou uma estação de trem, aonde nós poderíamos passar a noite. Nós iriamos nos esconder dentro de um trem, quando fomos pegos de surpresa.
–Ora essa! Duas Vulpix andando sozinhas.... NUMA ESTAÇÃO DE TREM- Eu não sabia quem ele era, só sabia que ele estava muito irritado.- Vocês vem comigo.
Ele não estava sozinho. Ele tinha dois capangas, o ajudando. Fomos presos numa gaiola, que foi levada pra dentro do trem. Parece que fomos... Roubados!
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Parece que acabei adormecendo dentro daquele trem. James não está mais comigo. Eu o procurei em todos os lados. Mas não o achei.
–Vulpix? -Era o James.
–James! Achei que eles tinham te levado pra outro lugar... E aliás, onde você esta?
–Estou aqui, perto de você. Só que dentro de uma caixa.
– Pra onde será que eles estão nos levando?
–Não sei. Só sei que eu quero muito sair daqui.
Estava tudo escuro. Muito escuro. Não dava pra ver nada. Em momentos como esse que você sente falta daquele tempo grosseiro, frio. E por falar em temperatura, aqui é quente. Muito quente.
De repente, o carro aonde estávamos para. Aos pouquinhos tudo fica mais claro. Meu coração acelera. Não sei James, mas eu estava morrendo de medo.
Fomos sequestrados. Mas por quem? Mais tarde eu descobri: era a Equipe Plasma. Não vou me render assim tão fácil.
De um momento pro outro, a gaiola aonde eu estava se mexeu. Parece que eles estavam me levando de lá.
Senti uma picada e....
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