A história de um dragão chamado Sombra
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Notas iniciais
— E então, está fechado o acordo ? — Disse de forma aparentemente alegre, o homem de preto.
— Senhor, está fechado, só peço pa cuida do lugar. Tem grande valor emocional — Fala o Pai de Fernanda, com uma voz rouca enquanto apertava a mão do negociante...
— Hey, Sombrinha... — Sussurrava alegre a jovem fazendeira.
— O que ?! — Ele indagou com toda a frustração de ser acordado.
Era por volta de quatro e meia da manhã, e, eles já deviam ter ido embora. De alguma forma Fernanda havia enrolado seus parentes para ir na frente, deu aquela desculpa de que é algo sentimental e precisava de mais tempo pra se despedir, já tinham marcado um ponto de encontro em uma praça da cidade.
— Ah! Claro! — Gritou Sombra consigo mesmo. — Já havia me esquecido, olha, já preparei minhas coisas — Disse Sombra se levantando desajeitadamente.
— E então ? — Perguntou Fernanda enquanto batia o pé no chão impacientemente.
— Aqui olha, tudo que preciso, o único livro que ainda não li — Sombra diz tirando um livro de poesia chamado Broqueis e faróis, logo depois ele volta a colocar o pequeno livro em uma mochila feita especialmente pra ele. — água, maçãs, uma lixa de unha, uns grampos ... Aquele cachecol que você me deu no primeiro aniversário da minha chegada... Um óculos escuro personalizado do aniversário de dois anos... Eu adoro esse óculos... — continua ele arrumando a mochila preta, aproveita e arruma o cachecol vermelho com franja preta em seu pescoço, e encaixa seu óculos escuro nele.
Estava escuro ainda, quase que um total breu se a lamparina do celeiro não estivesse acesa.
Fernanda e Sombra saíram do celeiro, Fernanda estava usando uma camisa branca sem grandes detalhes, uma jaqueta quadriculada vermelha, uma calça jeans com um all-star vermelho ao qual estava bem sujo. Fernanda pegou uma mochila de acampamento com suas roupas e tudo mais, colocou nas costas sem grande dificuldade, olho para seu querido dragão e então perguntou — Quer dar uma olhada em como a casa é por dentro ?
Sombra se ajeitou com sua simples mochila, olhou pra estrada e depois pra casa que já estava bem mais atrás. — Não... Ela já não me tem grande significado... — disse ele sem sequer voltar a olhar pra trás, começando a caminhar na longa estrada de terra, um ao lado do outro, como irmãos, ali pra contarem um com o outro a todo momento.
O sol já brilhava fortemente pouco acima do horizonte embora o vento estivesse congelante, Sombra usava o seu típico óculos escuros e cachecol, andava tranquilamente enquanto conversava com Fernanda. discutiam sobre relógios digitais e nem notaram um pequeno e mistérioso vilarejo bem ao longe da estrada... Fernanda já estava um tanto quanto sem ânimo com o assunto.
— O que foi isso ? — Sombra diz olhando pra direção do vilarejo.
— O que foi o que ? — Pergunta Fernanda curiosa até que...
Ambos ouvem claramente um grito fino e feminino vindo da direção do vilarejo, logo alguns corvos começam a voar saindo de trás das árvores e casas, o ambiente simplesmente fica sinistro e ambos olham pros olhos um do outro.
—- FIM DO SÉTIMO CAPÍTULO --
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