Notas iniciais
Capítulo mais aguardado da nação hahahah E sim, eu esperei até domingo pra postar de propósito Fiz um agradinho pra vocês e escrevi o dobro do tamanho de capítulo, então se divirtam aí ;)

A festa que tinha durado até quase a manhã do dia anterior havia sido uma das mais animadas para Shoto, e aquilo se devia principalmente ao acontecimento de um pouco antes. A empolgação, no entanto, se converteu em ansiedade durante todo o sábado e a manhã de domingo. Talvez por isso ele tivesse chegado duas horas antes ao lugar marcado por mensagem com Izuku, perto de um chafariz na praça que precedia a estação de trem mais próxima à escola.

Já estava acostumado com disfarces para conseguir andar em meio a multidões sem ser notado, mas dessa vez foi abordado por um grupo de garotas, provavelmente mais jovens que ele, querendo autógrafos. Foi quando uma delas pediu permissão para tirar uma foto, que outra apontou para algum lugar na rua, imediatamente gritando “Deku!” e chamando a atenção para mais alvoroço.

A imagem de Izuku se retraindo envergonhado chegava a ser divertida, mas àquela altura, Shoto só queria adiantar a interação e ter um pouco de privacidade com ele. Cruzou os braços ao se deixar ser fotografado, agora com a adição do colega à imagem.

Após uma onda de agradecimentos, os dois observaram-nas cruzar a esquina antes de finalmente se perceberem sozinhos na multidão. Tinham combinado de almoçar, mas era muito cedo ainda e o constrangimento não os deixava ter algum assunto durante os segundos nos quais se olharam envergonhados.

— Q-q-quer ir ver algumas revistas? — Izuku quebrou o silêncio com uma voz fina enquanto torcia os próprios dedos. — Digo… d-de verdade dessa vez…

Concordou com a cabeça e se deixou ser conduzido até uma loja de conhecimento do colega. Era um lugar relativamente pequeno, com livros e revistas bastante específicos abarrotados desde o teto até o chão. Izuku foi direto para uma sessão específica, que parecia reunir história e curiosidades de heróis antigos. De certa maneira, folhear algumas coisas realmente foi interessante, considerando que agora o rapaz fazia uma enxurrada de comentários ao apontar fotos aleatórias, e ouvi-lo era algo que normalmente agradava a Shoto. Tinha sido um bom lugar para quebrar o clima estranho do princípio até a hora do almoço.

A caminhada até o restaurante era um pouco extensa. Enquanto Izuku continuava falando algo sobre All Might, Shoto observou as cicatrizes em suas mãos, imaginando se deveria segurá-las durante o caminho. Esticou o braço para tal, mas foi interrompido por um movimento brusco do outro, que começou a murmurar algo no meio das próprias palavras. Era como se estivessem saindo como amigos apenas, deduziu finalmente.Talvez fosse melhor assim enquanto estivessem em público.

Chegaram a uma porta de madeira e Izuku suspirou ao deparar-se com o lugar, ao qual o outro já estava acostumado. Shoto levou-o até uma mesa pequena do restaurante tradicional, cheio suficiente para que o único espaço disponível fosse em uma sala de paredes vermelhas, onde se sentariam no chão, frente a frente.

— Tudo bem? — Shoto perguntou ao notar o desconforto escrito na expressão dele, imaginando se o desagradava alguma coisa do ambiente.

— Esse lugar… — Izuku se inclinou na direção do outro, que repetiu a ação para ouvir seu sussurro. — Não é um pouco caro?

— Pode pedir o que você quiser. — Respondeu na mesma entonação, pensando que a escolha de local poderia ter sido realmente equivocada, mas determinado a não perder a oportunidade de estar ali com Izuku. — Eu vou pagar hoje.

— Eu não posso aceitar…

Essa resposta já era esperada, mas Shoto não tinha conseguido prever a próxima reação do rapaz, que apoiou as duas mãos na mesa em um claro esforço desajeitado por levantar. Imediatamente, sem perceber realmente o que fazia, segurou uma delas com um semblante de súplica. Izuku congelou, os olhos redondos o encarando surpresos.

Um tempo se passou com os dois se olhando completamente imóveis e Shoto esperou que o ele puxasse o braço ou algo parecido. Engoliu em seco, porém, quando após apenas se ajeitar na almofada, Izuku coçou a nuca e apertou os lábios, dirigindo o olhar para a situação de sua mão antes de movê-la carinhosamente em um gesto de entrelaçar os dedos sobre a mesa.

Agradecido por terem parado em uma sala mais reservada, as duas bochechas de Shoto queimavam por igual, como se sua individualidade fosse apenas fogo. Quando finalmente levantou os olhos, confuso, encontrou o rosto vermelho do garoto à frente mirando as próprias pernas. Pensando nas coisas que poderiam lhe atrair em Izuku, aquele jeito fofo, que agora contrastava com sua imagem heróica, era certamente uma das mais fortes. Seu coração acelerado o fazia ter dificuldade de pensar direito. Já não havia mais como duvidar do sentimento romântico que tinha, enfim.

— O soba daqui é gostoso — se explicou, incerto, assim que sua respiração se acalmou. — Eu costumo vir aqui comer eventualmente e te trouxe por imaginar que você iria achar agradável. Como é meu convite, é educado eu pagar.

— T-tudo bem. — Izuku aceitou ainda olhando para baixo. — m-mas da próxima vez eu pago para nós dois…

“Da próxima vez”, Shoto repetiu mentalmente, sentindo-se subitamente mais feliz por aquela frase. Pediram o mesmo prato e só se soltaram quando a comida chegou. Aquele lugar servia um dos melhores sobas frios que já tinha comido, mas mesmo assim levantou a cabeça algumas vezes para se certificar de que o outro estava tendo uma boa experiência. Era a primeira vez que levava alguém para fazer uma atividade de seu gosto pessoal junto consigo e o sorriso lambuzado de Izuku, toda vez que trocavam olhares, parecia querer tirá-lo dos eixos.

Ao término da refeição, nenhum dos dois ainda estava com vontade de voltar para os dormitórios.

— Quer fazer mais alguma coisa? — Arriscou perguntar enquanto atravessavam a faixa de pedestres que os estava levando para direção nenhuma.

— A internet! — Izuku exclamou, assustando-o, como se uma ideia lhe tivesse passado pela cabeça de súbito. — Digo, eu p-pesquisei na internet coisas para fazer num… p-p-p-primeiro encontro.

Em um segundo, o rosto do garoto estava tão vermelho que ele precisou cobrir com o braço. Mas com Shoto não foi diferente. Aquela simples junção de palavras também o pegou desprevenido, fazendo o coração acelerar e as orelhas ficarem quentes. De forma similar, cobriu as bochechas com as costas dos dedos pelo tempo que ficaram parados de mãos dadas, percebendo que estavam mesmo em um encontro.

— E quais eram as opções? — Arriscou, pensando que poderia ser sempre assim de agora para frente e que deveria logo se acostumar com esse tipo de situação.

— B-bem… — Izuku engoliu em seco antes de prosseguir pensativo com o dedo levantado no ar. — Lugares públicos como parques e eventos são um complicados… ainda é um cedo para teatro ou cinema, mas um pouco tarde para aquários ou parques de diversões. Nós acabamos de comer, então opções de comida estão fora de cogitação, por enquanto. Também obviamente não podemos ir a um bar, mas acho que é algo que adultos costumam...

— O que você gosta de fazer? — Shoto interrompeu-o quando o volume de sua voz já estava baixo o suficiente para não ser mais audível. — Não acho que precise ser excepcionalmente extravagante.

— O que eu gosto? — Era estranho pensar que nunca tinha feito essa pergunta para o outro, Shoto pensou. Havia muitas coisas que ele não sabia e muitas que queria saber. Esperou pacientemente o tempo que Izuku levou coçando a nuca para elaborar uma resposta. — Eu gosto de livros e curiosidades, vídeos, jogos… Por que não vamos a um fliperama perto daqui? Eu tenho certeza que Shoto-kun vai achar legal.

De fato, não se lembrava de outra ocasião em que estivera em um fliperama antes, mas não demorou muito tempo até se acostumar com o ambiente colorido e cheio de luzes. Começaram pelo clássico jogo de luta, sobre o qual Izuku falou durante todo o caminho até ali, e o rapaz pode perceber por que fazia tanto sucesso.

Em um ou dois jogos de destreza e agilidade, ganhou alguns tickets, que Izuku insistiu ser uma quantidade maior do que o normal para um iniciante.

O próximo passo era pegar um brinde, então seguiram até o balcão, onde dezenas de pequenos apetrechos e bonequinhos se espalhava atrás de um vidro. Uma das primeiras coisas que avistou foi uma miniatura de Izuku em seus trajes de herói completos. Era impressionante o fato de que ele já atraía essa atenção para merchandising mesmo antes de terminar a escola e Shoto não sabia bem o que pensar sobre isso, mas se pegou desejando pedí-lo.

Em um segundo pensamento, porém, decidiu não deixar o clima estranho com esse tipo de coisa naquela ocasião específica. Ao invés disso, pediu por uma miniatura do All Might que tinha a cabeça bem maior que o corpo. De certa forma era engraçado. Pediu que fosse embrulhado como presente e entregou-o nas mãos de Izuku, que aceitou relutante, mesmo que visivelmente estivesse querendo aquele bonequinho.

Depois de tudo, saíram do lugar no fim da tarde. Estava quente e um pouco úmido e a hora do jantar já se aproximava, por isso seria melhor que voltassem logo para a U.A. A sensação de que o dia estava acabando era um pouco mais triste naquela data. Começou a se perguntar se havia mais alguma coisa para fazer com a desculpa de passar mais tempo com o colega.

— Quer tirar uma foto? — Izuku apontou para a máquina de fotografias ao lado da entrada do fliperama. — Há anos eu não vou em uma dessas… Pensei que poderia ser divertido.

— Não sou muito fã de fotografias… — Shoto se arrependeu do comentário assim que viu a expressão de decepção do outro. Mordeu o lábio e reconsiderou um pouco. Não seria má ideia ter uma recordação desse dia. Além disso, a foto da menina no caderno de Kaminari lhe veio à mente. Seria legal ter uma dessas com Izuku também. Rendeu-se, finalmente: — Tudo bem, acho que posso tentar dessa vez.

No momento em que concordou, viu o rosto do garoto se iluminar e foi puxado às pressas para dentro da cabine, cujo espaço era não mais que o suficiente para os dois jovens, principalmente porque o futuro sucessor do All Might estava cada vez mais musculoso. Sentaram lado a lado para observar uma pequena tela que mostrava seus rostos emoldurados por uma série de menus complicados.

— Você precisa olhar para cá depois da contagem regressiva. — Ouviu as instruções do garoto que apontava para a câmera. — Ela tira três fotos em sequência, então nós podemos mudar de posição se quiser. Antes disso, tem algumas opções de tema, o que acha? Tem heróis, esse é bem legal, Tem esse aqui, profissional nos coloca como trabalhadores haha… Você fica tão sério…

— É ruim ficar sério?

Shoto assistiu o garoto dar uma risada a despeito da sua pergunta ser genuína. Então, em um gesto inesperado, ele levantou os dedos e colocou um de cada lado de sua própria bochecha, puxando-a para trás, e explicou que em fotos desse tipo era preciso sorrir. Era uma gracinha a forma como as pintinhas de seu rosto se mexeram durante o processo.

Após a confirmação com a cabeça de que o outro tinha entendido, Izuku prosseguiu com os temas.

— Tem “loucos”, esse é um pouco bobo… Tem também “n-namorados”…

Um instante de silêncio voltou a se passar, no qual a cabine pareceu mais apertada do que já era. Shoto agradeceu por serem os únicos a poderam ver seus rostos na tela que os emoldurava com corações cor-de-rosas. Indiretamente, Izuku o encarava com o dedo parado logo acima do botão de passar, como se estivesse em dúvida sobre o que fazer. De certa forma, aquela decoração parecia bastante apropriada, contudo… Shoto passou o olho mais uma vez no nome do tema, reparando a forma como a palavra soava em sua cabeça.

— Quer ser meu namorado? — Perguntou em voz baixa, encarando os próprios joelhos pelos segundos de silêncio que se seguiram,parecendo intermináveis.

— Sim...

As mãos dos dois rapazes se encontraram novamente depois da resposta curta. Para Shoto era uma sensação nova de euforia que quase o fazia querer chorar e sorrir ao mesmo tempo. Percebeu-se suando quando tinha aumentado a temperatura do ambiente sem querer. Era difícil até mesmo respirar e seus corpos estavam tão próximos que podia sentir a perna do outro na sua.

— Izuku… — Continuou, chamando a atenção do rapaz enrubescido que não levantou os olhos do chão para responder com um “hum?” incerto. — Posso te beijar de novo?

— Você não precisa… Mais p-pedir…

A resposta ofegante retirou dele quase todas as barreiras que o seguravam de desejar abraçar o garoto ali mesmo na câmara de foto. Tocou a lateral do rosto de Izuku e o puxou para que se virasse a fim de encará-lo. O par de olhos verdes era como um imã que ele não conseguiu se desvencilhar até que suas respirações estivessem próximas o suficiente de forma que a ponta do nariz dele encostou na sua bochecha.

Selaram os lábios devagar, porém com força e então inclinaram um pouco a cabeça antes de Izuku abrir um pouco a boca para que suas línguas se encontrassem. Avançou um pouco para cima do dele antes de se dar conta e então sentiu a mão livre do rapaz tocar seu quadril por baixo da camisa. Foi como se um choque de energia se espalhasse por todo o corpo, em uma sensação diferente de tudo o que já havia experimentado. Incrível. Jogou os braços em volta do pescoço de Izuku e subitamente deitou a cabeça ao lado da dele, sentindo o cheiro dos cachos verdes em um abraço carinhoso.

Poderiam ficar daquela maneira pelo resto do dia, mas de repente a máquina fez um barulho de contagem regressiva, indicando que tinham apenas 10 segundos para escolher o tema, ou ela começaria a tirar fotos sozinha sem moldura. Rapidamente, voltando à realidade do lugar onde estavam, os rapazes se ajeitaram ofegantes e se miraram com semblantes culpados antes de Shoto confirmar a última opção selecionada: Namorados.

Ainda estava um pouco confuso com o lugar para onde deveria olhar, então a primeira foto saiu como um teste: Lado a lado os dois apareceram na rápida prévia que surgiu na tela antes da segunda contagem regressiva começar.

“Sorriso”, ouviu Izuku cochichar antes de grudar o rosto no seu de forma que pôde sentir a tensão na bochecha de uma expressão divertida que se viu inclinado a repetir. Na prévia, porém, seu sorriso parecia quase bobo perto do jeito cativante do outro.

A terceira contagem regressiva começou e Shoto passou o braço por trás do garoto e inclinou a cabeça sobre seu ombro em um movimento de puxá-lo contra si. Poderia beijá-lo outra vez, mas a imagem que apareceu foi apenas uma expressão assustada ao lado de de um semblante ameno.

A despeito das reclamações de Izuku sobre a última foto, saíram da câmara ainda abraçados para pegar os resultados impressos do lado de fora. Duas tiras verticais com as mesmas imagens duplicadas foram retiradas depois do pagamento, cada uma do tamanho de um polegar. Assistiu o outro separá-las com cuidado e lhe estender uma das carreiras. Abriu um caderno de dentro da mochila e colocou-a entre a capa e uma folha dura, de maneira que não fosse amassar.

Combinaram de andar mais um pouco para passar o tempo e então seguiram por um caminho que levava até um pequeno parque, onde um grupo de crianças se divertia com uma bola. Assim que sentaram, notou que o rapaz ao lado estava bastante quieto.

— Tudo bem? — Perguntou, imaginando se havia feito alguma coisa de errado.

— Ah, s-sim. É que… — Izuku cobriu o rosto com o antebraço para continuar falando. — Desde a hora que pegamos as fotos eu estive pensando… Você é muito bonito, legal e inteligente. É um pouco desproporcional perto de mim…

Shoto encarou-o por um momento, pensando no que responder. Sempre havia escutado esse tipo de elogio na escola, mas nunca realmente entendia o motivo de ser tão importante. Principalmente com o outro rapaz se comparando daquela maneira.

— Eu gosto… — Começou, encarando os próprios joelhos e então levantando a cabeça na direção de Izuku. — Eu gosto dos seus olhos.

— Eu também gosto dos seus. — O menino completou, com um tom de voz incerto.

— Não, não é isso. — Shoto pontuou, buscando se fazer claro com o que pretendia dizer. — Você tem expressões bem claras e um bom senso de como deixar todo mundo em volta mais tranquilo. Talvez seja por isso que evoca uma espécie de confiança… É inspirador, principalmente para um herói. Eu não sei se isso é algo que eu vou conseguir aprender algum dia…

— Wow! — Izuku exclamou, boquiaberto. — Nunca tinham me dito algo assim… Tem certeza que não é só o fato de que você g-gosta d-d-de mim falando? Q-quer dizer, boa parte de como eu me porto é influência dos ensinamentos do All Might… Não sei se seria desse jeito se ele não tivesse entrado na minha vida...

— Não sei. — Shoto admitiu o fato de que poderia estar enviesado. — Você pode me ensinar então? A sorrir como um herói, digo.

— E-eu acho que sim? — A entonação da voz do rapaz combinou com o jeito que franziu as sobrancelhas. — Mas acho que é mais o tipo de coisa que você pega com a convivência… Se quiser, posso conversar com ele e te incluir no treinamento que fazemos de manhã. Seria bem legal te ter por perto, na verdade. Principalmente porque estou tendo alguns problemas...

— Em relação ao controle da individualidade?

— Você percebeu? — Izuku olhou para as próprias mãos. — Eu não sei bem em que momento isso começou, mas estou começando a ficar bastante preocupado já.

Shoto refletiu por um instante e então concordou sobre se juntar aos treinamentos matinais do outro, animado com a ideia de passar um tempo a mais tanto com Izuku quanto com All Might. Até porque, nos últimos meses da escola, era importante que ele aprendesse tudo o que lhe faltava para ser o herói número um, incluindo a capacidade de inspirar confiança.

Em meio à conversa que seguiu, os rapazes tomaram cada um uma lata de café gelado, vindas de uma máquina próxima. Discutiram sobre a necessidade de continuar mantendo tudo em relação ao namoro em segredo, pelo menos por um tempo, por uma questão de imagem pública que deveriam ter até a formatura. E assim a vontade de se beijar outras vezes teria que esperar, considerando que aquele lugar era um tanto quanto perigoso demais.

Continuaram falando muitas outras coisas, até que o sol inclinado iluminasse os cabelos de Izuku, evidenciando a textura bagunçada, dando ainda mais vontade de emaranhar os dedos por ali. Shoto decidiu que da próxima vez que estivessem sozinhos iria pedir permissão para fazê-lo.

Era hora de voltar, porém. Andaram em seu próprio ritmo pelas vielas que levavam à escola e tomaram o elevador juntos até o andar de Izuku, pois ainda estava cedo demais para o jantar. Levou-o até a porta do quarto e deram um selinho de até logo quando se certificaram de que ninguém estava por perto. Então Shoto partiu para seu próprio quarto, no intuito de organizar as coisas para a aula no dia seguinte.

Retirou as fotos do caderno, pensando novamente no incidente do dia em que havia estudado no quarto ao lado, e resolveu guardá-las em uma gaveta junto da imagem da sua mãe. Era a primeira vez em muito tempo que havia tirado fotos de si mesmo e também que se sentia tão eufórico com alguma coisa. Jogou-se no futon, encarou o teto e sorriu, recapitulando todo o seu primeiro encontro.

Notas finais
Próximo vai sair em 15 dias, porque to perigosamente perto do último escrito e o bloqueio ta sendo real aqui x-x 3240 é um número divisível por 2, por 3, por 4, por 5, por 6, por 8, por 9 e por 10. Sabe o que isso quer dizer? Nada.