Notas iniciais
Olá gente bonita! Como foi de fim de ano? Animados pra 2020? Eu estou bastante!! Então, eu fiz uma coisa... Diferenciada. Um extra. 47.5 que é uma oneshot Iida x Uraraka. Pode ser pulado com segurança, caso não se sinta confortável com o ship, mas tem uma explicação ou outra pra micro atitudes do capitulo 48. Coloquei ele aqui porque achei que seria a melhor forma de fazer, já que ta dentro da história. Ta tudo indicadinho certinho.

Capítulo 47.5 — Extra: Uma sala de aula vazia

As árvores do jardim passavam como borrões e logo deram lugar às portas da sala de aula, também embaçadas pelas lágrimas a lhe escorrer pelo rosto, enquanto o ritmo dos passos da menina foi diminuindo. Uraraka não tinha certeza de para onde queria ir. Até o momento apenas a ideia de correr havia lhe passado pela cabeça, por isso, ao se ver cercada pelas carteiras frequentadas por sua turma no último ano, sentiu-se confusa.

Limpou o rosto com as costas dos braços antes de correr os dedos pela mesa de Izuku, se perguntando a quantidade de vezes que seus olhos se viravam descontroladamente para aquele lugar durante as aulas. Quanto tempo já fazia? Não importava, em um segundo tudo aquilo parecia tão em vão, depois assistiu tão de perto a um baita beijo entre o rapaz e Todoroki agora pouco. Mesmo que não tivesse sido tão lenta, não tinha nem como competir com Todoroki, era inútil.

De pé, apoiou-se na mesa com as palmas das mãos e depois com os cotovelos, em uma posição curvada, enquanto as lágrimas escorriam por seu rosto e molhavam a madeira abaixo. Sabia que aquilo era inútil e não havia mais nada a ser feito além de apoiar o relacionamento dos meninos, mas mesmo assim seu coração doía como se fosse explodir. Ela precisava daquele momento, ok?

Entre um soluço e outro, escutou o barulho da porta se abrindo atrás de si. Antes mesmo de olhar, praticamente pulou para trás e levou as mãos ao rosto para enxugá-lo rapidamente, sentindo as bochechas queimando instantaneamente. Será que era alguém que tinha esquecido alguma coisa? Como ela iria explicar que estava chorando na carteira de outra pessoa? E se fosse o Deku? Ela queria que fosse o Deku? Mesmo com o coração acelerado, forçou um sorriso e se virou, ligeira.

Iida estava parado há poucos metros de distância, encarando-a. Não era surpresa que a tivesses seguido, no fim das contas, mesmo ela tendo certeza de tê-los despistado antes. Ainda assim, sentiu um turbilhão de emoções ao avistar outra pessoa no mesmo ambiente naquela hora. Havia uma certa decepção, por não ter sido Deku a seguí-la, e também uma estranha alegria por ter amigos que se preocupavam com seu bem estar, mas acima de tudo, sentiu vergonha e chateação pela situação constrangedora em que se encontrava. Assim, abriu a boca para tentar dizer qualquer coisa que fosse, sem ter certeza do que exatamente.

— Não precisa se explicar. — Iida não se mexeu e também não mostrou nenhuma expressão facial ao falar. Uraraka engoliu em seco, sentindo-se estranha. — Eu sei sobre os seus sentimentos pelo Midoriya-kun. Tudo bem, se estiver com vontade de chorar… mas se quiser conversar, eu… c-como presidente da turma...

— Ah… — Uraraka murmurou e então encarou os próprios pés, sentindo lágrimas lhe escorrerem quentes pelo rosto. — Eu… n-não é s-só isso… Quer dizer, e-eu… eu… deveria estar feliz pela felicidade dele… eu gosto tanto do Deku-kun, eu deveria estar feliz… Mas… Eu sou tão egoísta, me sinto uma pessoa horrível por estar assim e…

Antes que pudesse concluir o pensamento, Uraraka sentiu os braços do rapaz em volta de si, tão apertados como se fossem levantá-la do chão a qualquer momento. Como se fosse um escudo entre ela e o resto do mundo. Ah sim, esse era mesmo o jeito do Iida, mesmo sem se destacar, ele sempre estava lá pelas pessoas. Aos poucos, retribuiu o abraço e se deixou chorar encostada no peito dele até que as lágrimas acabaram e os dois se afastaram, com respeito.

— Obrigada.

Uraraka fungou e limpou o nariz com as costas do braço, pensando no quão horrível sua cara estava...

— Quer casar comigo?

— Quê!?

A menina exclamou, mas logo depois se arrependeu de ter sido rude. Quer dizer, ela havia escutado perfeitamente aquela frase, mas sua mente se recusou a registrá-la por um instante. Piscou algumas vezes, enquanto seu rosto ficou completamente vermelho, o coração acelerado. O choro anterior pareceu ter sido chupado de volta para dentro dos olhos e ela só conseguiu ficar encarando o garoto, boquiaberta. Iida então deu um passo para trás e se curvou mais do que 90° na sua direção e começou a falar.

— Eu sei que não sou tão legal e descolado, mas quero me tornar um herói que inspire confiança nas pessoas. Eu prometo te valorizar, nunca te fazer chorar e nunca deixar te faltar nada, p-por isso case comigo, por favor.

Ok, ela tinha ouvido o que ela tinha ouvido. Mas as palavras pareciam vir de outra dimensão. Quando levantou os olhos, Iida tinha a expressão mais dura que ela já o tinha visto fazer na vida. De repente, tudo aquilo parecia tão inusitado que até a sua tristeza estava confusa e Uraraka precisou tapar a boca por causa do riso que lhe veio naturalmente aos lábios. Está certo que aquela era provavelmente a coisa mais feia que se poderia fazer frente a um pedido de casamento, mas não tinha jeito de não achar essa situação muito louca. Um pedido de casamento!

E ele realmente parecia estar querendo uma resposta séria, pela forma que não desgrudava a atenção dos olhos dela, com as bochechas bastante coradas.

E quer saber? Aquilo era justamente o que ela precisava agora. Não se casar com Iida, claro, ninguém simplesmente se casa assim do nada, mas uma abertura de horizontes para outras oportunidades. Talvez pudesse até dar uma chance ao destino e sair com ele algum dia, quem sabe? Suspirou. Seu rosto e orelhas ainda queimavam, mas sentia o coração leve.

— Obrigada pelos seus sentimentos. Eu vou pensar. — Respondeu com toda sinceridade. Era a única coisa que podia dizer a ele agora.

Antes de qualquer coisa, contudo, ela tinha um assunto pendente a resolver consigo mesma.

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Capítulo 48

Agora era oficial, as provas finais estavam batendo na porta e Izuku não podia se dar ao luxo de falhar em nenhuma delas. Além disso, tinha praticamente dobrado a quantidade de treinos junto com Shoto, com objetivo de aperfeiçoar suas individualidades. E, sinceramente, estava tudo dando mais certo do que poderia ter imaginado. No entanto, ainda existia um problema bem grande a ser resolvido, que era o fato dos amigos não estarem falando direito com ele. Por isso, agora Izuku estava na parte de trás da escola, em um corredor pouco usado, de frente para Uraraka. Podia sentir claramente uma tensão no ar a partir de quando ela pediu por aquela conversa a sós, em que Izuku sabia bem sobre o quanto precisaria se explicar por ter mentido, além de tudo.

Não tinha ideia do que dizer, porém, por isso deixou que ela começasse:

— S-sobre aquilo que aconteceu no salão! O… o relacionamento entre você e Todoroki-kun...

— É verdade. — Izuku completou, mexendo nos próprios dedos ao engolir em seco, com o coração apertado no peito. — N-nós estamos namorando.

— Mas por que não nos contou antes? Eu nem desconfiava, n-nunca nem mesmo te ouvi falando sobre o Todoroki-kun desse jeito… — De alguma forma, o gestos, geralmente animados, da menina hoje pareciam menores e mais contidos. Até mesmo sua voz soava mais baixa e grave quando ela terminou a frase. — S-se soubesse, eu… eu poderia ter desistido de você há mais tempo…

— De mim?

O rapaz piscou, quase dando um passo para trás com a confusão sobre o que ela quis dizer com aquilo, além de uma súbita vergonha a tingir suas orelhas de vermelho. Então era realmente sobre isso a conversa. Uraraka ficou em silêncio, encarando-o por um segundo, no qual seus lábios se contorciam um pouco, então deixou escapar um longo suspiro antes de mostrar um sorriso amarelo.

— Eu gosto de você, Midoriya Izuku… desde o primeiro ano!

Izuku continuou encarando-a, sem saber o que dizer, se sentindo um idiota por ter deixado a situação chegar nesse ponto sem estar realmente preparado para dar uma resposta. Não era como se ele soubesse com certeza antes, mas também não era assim tão estúpido a ponto de estar surpreso. Ainda que suas bochechas ardessem e seu coração houvesse disparado por ter recebido aquelas palavras tão diretas, mesmo assim tinha um gosto amargo na boca. Afinal de contas, precisaria rejeitar os sentimentos românticos de uma amiga querida, depois de tê-la magoado no dia em que jogaram cartas. Sem pensar muito, dobrou o corpo 90° e curvou-se na direção dela, da maneira mais formal que conseguiu.

— Me desculpa, de verdade! — Disse apressado, e então continuou a se explicar, sem levantar a cabeça — N-nós estávamos esperando a formatura para contar aos amigos. Ainda não sabemos como esse… tipo de coisa, pode afetar nossa vida profissional...

— Francamente, o que há com os meninos dessa escola e reverências formais ultimamente? — Ela interrompeu numa voz fina, em um tom que tentava fazer soar animado, enquanto esfregava um dos olhos. — Vocês estão certos de se preocuparem com esse tipo de coisa sim. Mas não é como se eu, a Tsuyu-chan ou o Iida-kun não fossemos compreender também… nós somos seus amigos, afinal!

— Me desculpa. — Izuku repetiu ao levantar o rosto e encará-la, sentindo-se pesado. — não posso aceitar s-seus s-s-sentimentos agora… me desculpa.

— Não precisa fazer cara feia, eu já sabia qual seria a resposta quando vim até aqui contigo. — Ela pôs as mãos na cintura, como em uma bronca, mas depois relaxou os braços ao lado do corpo e completou. — O Todoroki-kun é o rapaz dos sonhos de boa parte da U.A., no fim das contas, e ele sempre pareceu gostar muito de você. Só não imaginei que fosse desse jeito… se bem que, pensando agora, até que faz sentido…

— Sentido? — Izuku se sentiu curioso com aquela afirmação, e levantou as sobrancelhas, ao que a menina explicou:

— Bom, — ela disse com a mão no queixo, — coisas como não desgrudar o olho de você nem um segundo quando estamos em grupo, te dar coisas, até o jeito que ele fala com você é diferente do que com as outras pessoas.

— Como que eu nunca percebi isso? — Izuku coçou a nuca, pensativo, segurando um sorriso bobo que queria se formar em seus lábios, contrariando a situação estranha.

— Não é como se Deku-kun percebesse esse tipo de coisa com facilidade, não é? — Izuku a viu apontar para si mesma e a sua súbita alegria minguou, conforme sentiu um pouco de vergonha e desamparo pela situação. Antes de mergulhar mais no assunto, porém, ela perguntou: — Mas e os seus sentimentos por ele? Eu realmente nunca teria imaginado que você gosta de rapazes...

— B-bem, não é que eu tenha me dado conta disso mais cedo, mas… q-quando eu penso no Shoto-kun, tenho essa vontade de apoiá-lo e protegê-lo, desde que conversamos pela primeira vez. Talvez… pensando bem, na verdade eu quero ser a pessoa que vai protegê-lo e estar ao lado dele para qualquer hora no futuro. Sempre achei que fosse questão de afinidade entre amigos, sabe? Mas aí a gente acabou se beijando e tudo ficou meio confuso por um tempo… Além do mais, ele é m-m-muito lindo… Chega a ser desconcertante…

— É um fato legítimo! — Uraraka levantou um dedo no ar e depois suspirou brevemente ao recolhê-lo, sem jeito. — Nossa, você gosta mesmo dele, né? Não tem jeito a não ser aceitar… Obrigada por estar sendo honesto comigo agora.

— Obrigada pelos seus sentimentos. — Izuku olhou para os próprios pés. — Nós vamos continuar amigos?

— Mas é claro! Que pergunta! — Quando o rapaz a olhou de novo, ela estava outra vez com as mãos na cintura. — Bem, parece que estamos com isso resolvido. Agora vamos, antes de nos atrasarmos para o grupo de estudos. O pessoal já deve estar esperando.

Izuku achou que o clima do quarto fosse ficar estranho, assim que chegou ao dormitório do Iida junto com a menina, mas Uraraka não deixou isso acontecer, imediatamente retirando os salgadinhos da sacola que ela esteve carregando esse tempo todo por aí. Sentaram-se em roda, com as garotas de frente para o casal e Iida ao lado da porta. Yuga também estava presente, encostado na cama, com seu habitual sorriso misterioso no rosto.

Era sábado à noite e, mesmo assim, os jovens exibiam olheiras fundas enquanto conversavam. Por mais que tivessem combinado de estudar, o assunto sobre seu namoro com Shoto chamava mais a atenção dos amigos, que interromperam a história várias vezes para fazer perguntas como "onde nós estávamos quando isso aconteceu?" ou "como seus pais lidam com o assunto?". Para essa última, os dois rapazes tinham a mesma resposta: "minha mãe aceitou bem, a opinião so meu pai não importa". O relato inteiro só terminou no dia em que revelaram o relacionamento para os colegas. Enfim, Iida atestou:

— Vocês pegaram a gente de surpresa naquele dia do jogo, com um beijo e tudo… Não que seja proibido se beijar na U.A., mas no meio do salão é em pouco...

— Perdão por isso. — Shoto olhou para as próprias pernas. — Eu fiz uma cena desnecessária por causa de ciúmes.

— Ciúmes do Bakugou?! — Uraraka parou de mexer com os próprios dedos e, mesmo ainda estando visivelmente cabisbaixa naquele dia, esboçou um sorriso que quase virou uma gargalhada. — De todas as pessoas?

— Parece mesmo absurdo?

— Parece! — Izuku e Uraraka responderam ao mesmo tempo e se entreolharam, encabulados, antes de o cômodo cair em silêncio outra vez.

— E você era o único que sabia… — Iida falou na direção de Yuga, que teve os olhares de todos focados em si na mesma hora.

— Eu descobri sozinho. — Yuga levantou as mãos para defender os dois rapazes — Deku-kun é meu vizinho e um dos poucos amigos que fiz aqui na U.A.. No começo, eu até fiz um pouco de chantagem para sair com eles algumas vezes em encontros duplos com meu ex namorado, assim que os peguei no flagra. Sabe como é, é bom ter pelo menos uma ou duas pessoas que sejam como você.

— Entendi. — Uraraka bateu com o punho fechado na palma da mão e depois se dirigiu a Izuku. — Você se sente mais confortável de contar com o Aoyama-kun por serem todos gays, então…

— N-na verdade, — Izuku mostrou as mãos, meio nervoso. Tinha passado um bom tempo na internet pesquisando sobre isso, mas falar em voz alta era um pouco incomum. — Bissexual ou pansexual são palavras que me definem melhor, embora eu ainda esteja um pouco em dúvida sobre qual…

— São muito parecidas mesmo. — Asui completou, com as mãos apoiadas na mesa e expressão séria de quem estava acompanhando bem a conversa toda, mesmo sem falar tanto.

— E Todoroki-kun? — Uraraka apontou para Shoto, que logo abaixou os olhos e franziu as sobrancelhas.

— Eu nunca pensei sobre isso. Até porque o Izuku foi a única pessoa com quem eu já transei. Nunca tive tesão em mais ninguém e...

— S-Shoto-kun!

Izuku interrompeu a qualquer coisa constrangedora que o namorado pudesse continuar falando, sentindo o coração acelerado e o corpo inteiro queimando de vergonha. No entanto, já era tarde demais e todo mundo no quarto estava em silêncio, com as bochechas vermelhas, olhando estranho para eles. Izuku queria enterrar a cabeça no chão, quando Yuga interveio.

— A propósito, eu sou gay mesmo. Pode me classificar assim com confiança. — Vendo que ninguém respondeu, ele suspirou, com um sorriso no rosto, e decidiu mudar de assunto para salvar a pele dos amigos. — Por que a gente não começa a estudar agora? A questão 9 tem sido meu pesadelo essa semana. Alguma alma boa poderia me explicar?

A pergunta pareceu animar Iida, que abriu o próprio caderno em cima da mesa e começou um monólogo sobre a matéria requisitada. Em pouco tempo, os 6 já haviam mudado completamente o foco, para a alegria de Izuku. Estudar juntos funcionava bem para aquele grupo, mas precisavam admitir que a presença de Shoto ali puxava o conhecimento de todo mundo para cima. Izuku se perguntava às vezes se o rapaz não ficava cansado de tanto que os demais checavam as respostas com ele ou o enchiam de perguntas. Mas a verdade é que, no fim das contas, ele era um bom professor. Talvez até pudesse dar aula na U.A. depois que se aposentasse, caso quisesse.

Ficou matutando esse pensamento por um tempo, considerando se seria estranho conversar com o namorado sobre isso, até que precisaram chamá-lo de volta a realidade para acompanhar o exercício. Era uma questão de história, que pedia para relacionar dois períodos específicos do Japão medieval, nada muito difícil, porém grande. Enquanto o rapaz explicava, constantemente precisava ficar tirando o cabelo da frente dos olhos, até que Uraraka cortou-o, no meio de um fato político

— Todoroki-kun está deixando o cabelo crescer? Por que não pega uma presilha minha emprestada?

— Não sei… — Shoto levou a mão, quase que instintivamente até a frente da cicatriz, fazendo Izuku levantar a cabeça, subitamente preocupado. — Não vai ficar muito óbvia?

— Não precisa ficar. — Yuga pulou de onde estava e pegou a pregadeira na mão da menina. — Veja só, você pode prender um pouco de lado…

— Assim não fica meio feminino? — Uraraka interveio.

— E se dividir o cabelo dele de lado? — Yuga perguntou, segurando uma mecha vermelha, enquanto Shoto continuava imóvel e inexpressivo.

— Me parece um pouco emo. — Izuku se inclinou, apoiado no braço, para ver o que estavam fazendo com o namorado.

— Eu acho que Shoto-kun combina com emo, não? — Yuga respondeu.

— O que é emo? — Shoto perguntou em uma voz tão calma, que quase fez Izuku começar a rir.

— Minha tia tem um salão. — Uraraka pontuou. — Eu posso marcar um horário com ela, daí você pode estilizar uma franja, se quiser. Vai ficar legal.

— Para mim, está bom do primeiro jeito que Yuga-kun fez. — Asui pontuou e acabou ficando com a última palavra.

Enfim, Shoto foi instruído a se levantar e se olhar no espelho, na parte de dentro da porta do guarda-roupas de Iida. Os jovens observaram-no, um tanto orgulhosos, a tatear o próprio cabelo, agora preso para trás com a ajuda de todos. Um pequeno sorriso se formou no rosto do rapaz e Izuku se pegou imitando, por vê-lo feliz assim. Estava agradecido pelos amigos que tinha. Sem mais demora, porém, o rapaz voltou a sentar para terminar de explicar a questão, enquanto o namorado admirava secretamente seu novo visual, sendo interrompido apenas pelas anotações que precisava fazer no caderno.

No meio do que estavam escrevendo, o celular de Iida tocou. Encabulado, o rapaz se desculpou duas vezes antes de olhar a tela e mais uma vez antes de levantar e ir até a varanda para atender. Casualmente, os outros continuaram estudando até que, com ar de presidente da turma e um sorriso no rosto, o garoto voltou ao quarto e pediu silêncio.

— Boas notícias! O All Might acordou essa manhã.

Notas finais
Então, na próxima semana eu vou me mudar DE NOVO e pode ser que eu de uma sumida de leve até tudo ficar certo na minha vida... Pode ser que não suma também, vai depender da minha criatividade funcionar rs