A história de um homem que encarou seu destino II
41 Os dias de Hideki
Notas iniciais
[Cenário: Templo Yasakani, quarto do Hideki]
[Hideki está acordando. Ele se levanta da cama usando seu pijama.]
Hideki: Mais um dia... Uma nova história...
[Hideki observa o seu quarto, e começa a se lembrar de seu antigo quarto]
Hideki: Bem que eu queria que vocês estivessem aqui comigo...
[Cenário: Templo Yasakani, cachoeira]
[Hideki está usando a cachoeira para tomar banho]
Hideyuki: Pessoal... Vocês estão bem?
[Cenário: Templo Yasakani, sala de jantar]
[Hideki, agora usando sua roupa de monge, está comendo seu pão sagrado junto com os monges do templo. Ele ainda está preocupado com Naoto e seus amigos]
Hideki: Naoto-kun...
[Hideki tem um flashback no qual Naoto e Miharu se despedem dele]
Hideki: Faz várias semanas desde o dia em que vocês saíram de Tóquio.
[O flashback acaba]
Hideki: Será que vocês concluíram o desafio?
[Cenário: Templo Yasakani, quarto do Hideki]
[Hideki está fazendo as tarefas de casa, e ao mesmo tempo está fazendo duas diferentes listas de tarefas – uma para Naoto e uma para Miharu]
Hideki: Naoto-kun... Miharu-chan...
[Hideki se lembra de que ele, Naoto e Miharu faziam tarefas de casa em grupo. O flashback acaba]
Hideki: Hmmm... Não lembrava desta tarefa ser tão difícil.
[Cenário: Templo Yasakani, caminho para o templo]
[Hideki está varrendo o templo. Ele acaba encontrando Nagare]
Hideki: Na... Nagare-san. Eu... Eu só estou aqui varrendo o templo e nada mais.
Nagare: Deixe isso com as sacerdotisas. Vamos conversar.
Hideki: Certo. Hmm... Conversar sobre o quê?
[Cenário: Templo Yasakani, salão de orações]
[Hideki e Nagare estão conversando]
Nagare: Você está com muita saudade de seus amigos, não está?
Hideki: Sim, de fato. As vezes a gente se fala pelo comunicador ou até pelo smartphone, mas...
Nagare: Entendo. Você está muito preocupado com eles, certo?
Hideki: Naoto está fazendo uma longa viagem por todo o Japão. É aquele desafio com os Quatro Reis.
Nagare: Ele não está sozinho. Os melhores agentes da Hellsing estão do lado dele.
Hideki: Eu sei mas...
Nagare: Mas...
Hideki: Não é apenas esse o problema...
Nagare: Então qual é?
Hideki: Naoto é a reencarnação do Rei Demônio. Para que ele consiga salvar o Japão, ele deve derrotar os Quatro Reis. E é aí que eu me pergunto... O que vai acontecer se o Naoto perder?
[Nagare não diz nada]
Hideki: Nagare-san...
Nagare: Se o Naoto perder, você não apenas perderia um amigo, mas todos os amigos que você teve na vida. Diga-me, você tem mais amigos além dele e Miharu?
Hideki: Múltiplos, principalmente os do Colégio Gekkou. Tem a Konoe e a Feilin, que estudam comigo, e o Hiroshi e Sugata, que estudam no 2º ano. Aliás, falando neles, eu vou ter que ajudar o Hiroshi com a lição de casa dele.
Nagare: Quer que eu te dê uma carona?
Hideki: Acho que sim. Tenho que chegar lá pelas 8:00 da manhã.
Nagare: Então troque de roupa. Não quero que você suje suas roupas de monge.
Hideki: Tudo bem.
[Cenário: Templo Yasakani, quarto do Hideki]
[Hideki está se arrumando para ir para a casa do Hiroshi. Zaizen vai dar uma olhada nele]
Zaizen: Bom dia, Hideki.
[Hideki se assusta]
Hideki: Zaizen-sama!
[Hideki se vira pra ver seu mentor]
Hideki: O que você está fazendo aqui?
Zaizen: Vim apenas para dar uma olhada pra saber como você está.
Hideki: Estou bem, obrigado.
Zaizen: Aonde você vai com essas roupas?
Hideki: Para a casa do Hiroshi. Vou ajudá-lo nas tarefas de casa.
Zaizen: Hmmm. Você pretende voltar de que horas?
Hideki: Bem, lá para as 10:00 ou 11:00, depende de como vai ser a dificuldade da tarefa. Se puder eu posso voltar mais cedo que isso. Minhas aulas começam lá pras 13:30.
Zaizen: Ajudar no dever de casa é uma boa ação.
Hideki: É por isso que eu ajudo Hideki e Miharu nas tarefas de casa. Mas é uma pena que eles ainda não estão aqui.
Zaizen: Não se preocupe, eles vão voltar. Minha neta está cuidando bem do seu amigo.
Hideki: É, eu creio nisso.
Zaizen: Aliás, você vai de carona com o Nagare?
Hideki: Sim, é claro. Como você soube?
Zaizen: Nunca duvide de minha inteligência. Agora vá e ajude o seu amigo.
Hideki: Certo.
[Hideki sai do seu quarto]
Zaizen: Hideki...
[Cenário: Ruas de Tóquio]
[Hideki está no carro de Nagare. Ele está indo para a casa de Hiroshi.]
[Cenário: Casa de Hiroshi, fachada]
[Hideki chega até a casa de Hiroshi. Ele sai do carro de Nagare]
Nagare: Quer que eu te pegue de que horas?
Hideki: Não sei. Quando eu terminar a tarefa, eu ligo pra você, certo?
Nagare: Claro. Tenho todo o tempo do mundo.
Hideki: Valeu.
Nagare: Bem, eu tenho que ir. Boa sorte.
Hideki: Até mais, Nagare!
[Nagare dirige o seu carro. Hideki bate a porta, e um homem de meia idade abre]
Homem adulto: Quem será? Oh, é você Hideki. O que faz aqui?
Hideki: Vim apenas para ajudar Hideki no dever de casa dele.
Homem adulto: Ótimo, pode entrar. É um prazer ver alguém disposto a ajudar o meu filho.
[Hideki entra na casa de Hiroshi]
[Cenário: Casa do Hiroshi, sala de estar]
[Naoto e o pai de Hiroshi entram na casa]
Pai de Hiroshi: Hiroshi, visita pra você.
Hiroshi: Já estou indo.
[Hiroshi chega até a sala de estar e vê Hideki]
Hiroshi: Hideki-san!
Hideki: E aí, Hiroshi? Como é que vai você?
Hiroshi: Tudo bem, como sempre.
Hideki: E então, está pronto para estudar comigo e fazer a tarefa?
Hiroshi: Sim. Vamos para o meu quarto. Irei mostrar pra vocês as coisas que estou com dúvida.
[Hideki e Hiroshi vão para o quarto]
[Cenário: Casa do Hiroshi, quarto do Hiroshi]
[Hideki e Hiroshi estão fazendo a tarefa]
Hiroshi: É nessa tarefa que eu tô com problema aqui.
Hideki: Matemática? Bem, isso é algo que eu consigo fazer com facilidade.
Hiroshi: Certo. Essa é a tarefa que eu tenho que fazer.
[Hiroshi mostra o assunto da tarefa, que é função quadrática]
Hideki: Função quadrática? Claro que eu posso te ajudar com isso. Afinal já estudei este assunto ano passado.
Hiroshi: Bem, matemática sempre foi aquele problema pra mim. Tipo... Como você sabe, o meu sonho sempre foi ser arquiteto, que nem o meu pai.
Hideki: Então é por isso que você estuda bastante matemática? Isso explica porque você carrega alguns pôsteres com fórmulas algébricas.
Hiroshi: É isso mesmo. Matemática é essencial para que um estudante seja um bom arquiteto.
Hideki: Disso eu concordo. E então, vamos começar a tarefa?
Hiroshi: Sim.
[Hideki ensina Hiroshi tudo sobre função quadrática. O tempo passa...]
[Cenário: Templo Yasakani, quarto do Hideki]
[Hideki está se arrumando para ir para o colégio Gekkou.]
[Cenário: Ruas de Tóquio]
[Hideki está andando sozinho para o colégio. Ele tem um flashback no qual Hideki andava com Naoto e Miharu. O flashback acaba]
[Cenário: Colégio Gekkou, sala de aula]
Professor: Como vocês sabem, o dia 11 de setembro é conhecido por ser o dia dos atentados terroristas realizados pela Al-Qaeda contra as Torres Gêmeas e contra o Pentágono no dia 11 de setembro de 2001. Nesse atentado, fundamentalistas islâmicos sequestraram aviões comerciais e lançaram-nos contra os alvos citados, resultando em milhares de mortos. O atentado de 11 de setembro foi organizado pela Al-Qaeda durante anos e inserido dentro do conceito de Jihad. O ataque foi muito bem planejado e usou 19 terroristas para sequestrar os aviões comerciais e cumprir seus propósitos.
[Um dos alunos levanta a mão]
Aluno: Com licença professor... Mas o que é Jihad?
Professor: Excelente pergunta! O jihad é um conceito essencial da religião islâmica e pode significar "empenho", "esforço" ou "luta". Nos países do Ocidente, a “Jihad” é geralmente traduzida como “guerra santa”, um uso que a mídia popularizou. De acordo com os ensinamentos islâmicos, não é nada santo instigar ou iniciar a guerra, Mas infelizmente, algumas guerras são inevitáveis e justificáveis.
Aluno: Nossa. Conte me mais sobre esse assunto.
Professor: Acho que eu irei falar mais sobre isso na próxima aula, tudo bem? Agora vamos voltar para o assunto de hoje... Onde é que eu estava mesmo?
[Hideki levanta a mão]
Professor: Hideki-san?
Hideki: Umm... 11 de setembro?
Professor: Excelente Hideki! Agora continuando... Os terroristas embarcaram em quatro voos diferentes que decolaram da costa leste dos Estados Unidos e que pousariam na Califórnia. Os quatro voos eram de diferentes empresas aéreas norte-americanas, a AmericanAirlines e a UnitedAirlines. Tudo começou com o embarque dos 19 terroristas nos voos citados. Depois que as aeronaves estavam no espaço aéreo americano, os terroristas tomaram controle delas para realizar o plano. O voo 11 da American Airlines decolou às 07:59 e, logo depois, às 08:46, foi lançado contra a Torre Norte do World Trade Center.
[Cenário: Templo Yasakani, quarto do Hideki]
[Á noite, Hideki faz algumas de suas tarefas de casa. O smartphone dele vibra e Hideki vai dar uma olhada. Eventualmente ele volta a fazer o dever. Ao mesmo tempo, Hideki começa a pensar em Naoto e Miharu.]
Hideki: Naoto-kun... Miharu-chan...
[Hideki continua estudando durante toda a noite]
[Cenário: Templo Yasakani, entrada para o templo]
[No dia seguinte, Hideki aparece usando as suas roupas normais. Zaizen vai dar uma olhada no Hideki]
Zaizen: Olá Hideki. Aonde você vai?
Hideki: Eu vou para o parque Yoyogi. Recebi uma mensagem do Sugata dizendo que ele ia treinar suas habilidades no beisebol.
Zaizen: Sugata... Ah, seu colega de classe?
Hideki: Na verdade, Sugata é um ano mais novo do que eu.
Zaizen: Realmente seus amigos de escola parecem ser pessoas bem legais.
Hideki: A maioria deles sim. Claro que há alguns delinquentes, mas eles não são muito de um problema.
Zaizen: Você tem muita sorte de não ser pego pelos valentões.
Hideki: Na verdade eu ainda sou. O problema é que o número de delinquentes do colégio Gekkou é bem menos comparado com a maioria dos colégios.
Zaizen: Miharu também me disse a mesma coisa. Agora eu vejo que vocês de fato estudam no mesmo colégio.
Hideki: É, não é surpresa.
Zaizen: E então?
Hideki: O quê?
Zaizen: Você não vai ver o seu amigo? Ele já está esperando por você.
Hideki: Ah, é claro. Eu só estava esperando o pai dele vindo me buscar.
Zaizen: O pai dele?
Hideki: Sim. O pai de Sugata já foi um jogador de beisebol no passado. Hoje em dia ele é um treinador de um time profissional.
Zaizen: Isso explica porque Sugata realmente gosta de sua profissão.
Hideki: Bem mais do que isso.
[Hideki ouve a buzina de um carro]
Hideki: Bem, eu tenho que ir. Tchau!
Zaizen: Até mais!
[Hideki vai para o carro]
[Cenário: Ruas de Tóquio]
[No carro do pai de Sugata, Hideki e Sugata conversam]
Hideki: E então Sugata-san, como vai você e sua família?
Sugata: Bem, e a sua?
Hideki: Bem... Em uma certa definição de bem...
Pai de Sugata: Está tendo algum problema com os Yasakani?
Hideki: Não, tá tudo ótimo. O problema é que eu ainda sinto saudade da minha família. Minha verdadeira família.
Sugata: Viver como filho de uma família adotiva é uma tristeza, não é mesmo?
Pai de Sugata: Não se preocupe, com o tempo você se acostuma. Aliás, você sabia que os avós do Sugata são os meus pais adotivos?
Hideki: Nossa, eu só soube disso agora.
Pai de Sugata: É, apesar dos problemas, eles me trataram super bem. Tanto que eu levo meu filho para visitá-los quando eu vou treinar meus companheiros no jogo de beisebol.
Hideki: Aliás, você é o treinador de qual time mesmo?
Pai de Sugata: Os Kyojin.
Sugata: Yomiuri Giants.
Hideki: Bem legal.
[Cenário: Yoyogi Park]
[Hideki, Sugata e o seu pai vão se preparar para treinar suas habilidades de beisebol.]
Sugata: E então! Estão todos prontos para o treino?
Pai de Sugata: Na verdade sou eu que devo dizer isso.
Hideki: Mas eu não vou jogar beisebol. Só vim aqui como espectador! Aliás, isso é apenas um treinamento.
Sugata: Foi por isso que eu trouxe você, Hideki-san.
Hideki: Você me trouxe para jogar beisebol?
Sugata: É claro. Beisebol se joga de três.
Pai de Sugata: E então, você está pronto?
Hideki: Como diria meu amigo Naoto, para o que der e vier.
[Hideki vai jogar beisebol com o seu amigo. Sugata é o lançador, seu pai é o batedor e Hideki é o apanhador.]
Sugata: Mal posso esperar para mostrar pra vocês como eu evolui bastante.
Pai do Sugata: Vamos ver o que você aprendeu na escola...
Hideki: Pelo menos eu estou atrás...
Sugata: Vamos lá!
[Sugata joga a bola. O pai dele atira a bola com seu bastão de beisebol e começa a correr. Hideki fica parado.]
Sugata: Mas o que é que você está fazendo Hideki?
Hideki: Eu não sou exatamente um fã de beisebol. Além disso, o seu pai atirou a bola.
Pai de Sugata: Até que ele tem um ponto.
Sugata: Bem, vamos tentar de novo.
[O segundo turno começa. Desta vez Sugata é o batedor e seu pai é o lançador. Hideki continua sendo o apanhador.]
Sugata: Vamos lá!
Pai de Sugata: Tome esta!
[O pai de Sugata joga a bola. Seu filho atira a bola com seu bastão de beisebol e começa a correr. Hideki continua parado.]
Sugata: Vamos ver se você pega essa, Hideki!
[Sugata vê que Hideki continua parado]
Sugata: Tá brincando comigo!? Por que você sempre para no meio de jogo!?
Hideki: Sabe o que é... É que essa é a primeira vez que eu jogo beisebol...
Sugata: Não é a toa que você é o pior na matéria de Educação Física!
[Hideki e Sugata começam a brigar e o pai de Sugata olha]
Pai de Sugata: Adolescentes... Agem mais como crianças do que adultos.
[Terceiro turno. Sugata é o lançador, seu pai é o batedor e... Hideki continua sendo o apanhador.]
Sugata: Poxa vida Hideki!
Hideki: Quer ser o melhor jogador de beisebol do mundo?
Sugata: Booooooolllllllaaaaaa!
[Sugata joga a bola. Hideki consegue pegar a bola com a sua luva de beisebol]
Hideki: Ué... Eu consegui?
Sugata: É claro.
Hideki: Acho que eu não sou tão ruim em beisebol quanto os outros pensam...
Pai de Sugata: Vamos para o próximo turno.
[Quarto turno. O pai de Sugata é o lançador, seu filho é o batedor e, mais uma vez, Hideki continua sendo o apanhador.]
Pai de Sugata: Vamos para a próxima bolada.
Sugata: Vamos lá.
[Sugata olha para Hideki]
Sugata: Só to fazendo isso por pena.
Hideki: Eu não ligo.
Pai de Sugata: Vamos lá!
[O pai de Sugata joga a bola. Hideki consegue pegá-la]
Pai de Sugata: Mandou bem Hideki! Sugata, mais sorte da próxima vez!
Sugata: Não to de bom humor pra isso...
Hideki: Sugata, você quer continuar?
Sugata: Claro, mas só me deixa vencer, certo?
Hideki: Era isso que eu tava tentando dizer...
[Quinto turno. Sugata é o lançador, seu pai é o batedor e... Hideki continua sendo o apanhador.]
Sugata: Desta vez eu serei o vencedor!
Hideki: Não acha que você está exagerando? Isso é só um treino.
[Sugata joga a bola. O pai dele atira a bola com seu bastão de beisebol e começa a correr. Hideki fica parado. A cada turno, Sugata e seu pai se revezam entre batedor e lançador, com Hideki sendo o apanhador em todos os momentos.]
Sugata: Uma coisa é certa. Você pode até ter mudado o penteado, mas não mudou a sua atitude.
[Cenário: Colégio Gekkou, corredores]
[Hideki, Konoe e Feilin estão discutindo]
Konoe: Mano, sinto saudades do Naoto e da Miharu.
Feilin: Sem esses dois a escola não é a mesma coisa.
Hideki: Eles podem não fazer a diferença, mas são meus amigos.
Konoe: E então, o que aconteceu com eles?
Hideki: Eles foram fazer uma longa viagem, e nem sei quando eles voltam.
Feilin: Não sabe?
Konoe: Tomara que eles não encontrem com o Soichiro... Ou, que os kamis permitam, o Hijikata.
Hideki: Vai ser difícil.
Feilin: Você está fazendo alguma coisa pra eles?
Hideki: Sim, estou copiando as tarefas para as agendas, assim se eles voltarem para Tóquio, eu posso dar as agendas com as tarefas para eles.
Konoe: Não acha que isso é duro demais?
Feilin: Não sabemos se eles vão conseguir voltar pra Tóquio.
Hideki: Eu torço para que eles consigam.
[Hideki encontra Hiroshi e Sugata]
Hiroshi: Oi, Hideki-san!
Hideki: Hiroshi! Sugata!
Hiroshi: Valeu por me ajudar na tarefa de casa de ontem.
Hideki: Não se preocupe, estou sempre disposto a ajudar você nas tarefas, não importa o quão difícil seja.
Hiroshi: Valeu.
Sugata: Mas acho que você deveria melhorar suas habilidades esportivas, não acha?
Konoe: Habilidades esportivas? Explica essa.
Hiroshi: É uma longa historia...
Sugata: Hideki me ajudou no treino de beisebol de hoje. Exceto que ele só me deu vantagem por que ele é um inútil durante todo o jogo.
Hideki: Pelo menos eu sei ensinar matemática.
Sugata: E no que isso vai ajudar em beisebol?
Hideki: Bem... Eu não sei.
Konoe: Não importa. Hideki é um gênio e isso não dá pra negar.
Feilin: Até ele é mais esperto do que eu.
Sugata: Hmph. Eu aposto que ele não sabe quanto é 7 mais 7 menos 7.
Hideki: Muito fácil. É 7. Porque 7 mais é 14, porém 14 menos 7 é igual a 7.
Hiroshi: Nossa... Você é demais!
Hideki: Isso é matemática básica. Alguma pergunta?
Sugata: Você tirou sorte hoje. Agora vamos ver como é 1 mais 1 mais 1 mais 1 mais 1 menos 1 menos 1 menos 1 menos 1 menos 1.
Hideki: 0.
Sugata: Mas... como...
Hideki: Muito fácil. 1 mais 1 mais 1 mais 1 mais 1 é 5, porém 5 menos 1 é 4, e 4 menos 1 é 3 e 3 menos 1...
Hiroshi: Acho que o Hideki deveria ser o professor de matemática do Sugata.
Konoe: Eu apoio. Na moral, eu acho que Hideki deveria ser professor. O que você acha Feilin?
Feilin: Não sei o que dizer.
[O sino do colégio toca]
Hideki: Eita, as aulas começaram. Eu tenho que ir.
[Cenário: Colégio Gekkou, sala de aula]
Professor: Entre os grandes pensadores da Sociologia, Max Weber é considerado um dos autores mais influentes. Seus trabalhos possuem enorme abrangência de assuntos e voltam-se para áreas do pensamento político, do Direito, da História e da Economia. Essa característica acabou tornando-se altamente valorosa por razões aparentes: o mundo social está em contato direto com todos esses ramos aos quais Weber dedicou seus trabalhos. Tendo sido precedido por outros dois grandes pensadores da área da Sociologia, Karl Marx e Émile Durkheim, Weber também tentou compreender as mudanças sociais que se desenvolviam no cerne das grandes cidades que viviam a Revolução Industrial. Por meio de estudos com base em observações empíricas, Weber identificou pontos centrais sobre os quais construiu conceitos-chave que serviram como base do restante de suas teorias.
[Enquanto o professor explica, Hideki está pensando em Naoto e Miharu ao ver que suas carteiras estão vazias]
Hideki: Uma coisa é certa. Sem Naoto e Miharu, as aulas não serão as mesmas...
Professor: Talvez o conceito mais importante da teoria weberiana seja o de “ação social”, que, segundo o autor, deveria ser o principal objeto de estudo da Sociologia. Weber estava mais preocupado com aspectos mais próximos ao indivíduo justamente por acreditar que não era apenas a estrutura das instituições ou a situação econômica do sujeito que motivaria suas ações. Para Weber, as ideias, as crenças e os valores eram os principais catalizadores das mudanças sociais. Ele acreditava que os indivíduos dispunham de liberdade para agir e modificar a sua realidade. A ação social seria, portanto, qualquer ação que possuísse um sentido e uma finalidade determinados por seu autor. Em outras palavras, uma ação social constitui-se como ação a partir da intenção de seu autor em relação à resposta que deseja de seu interlocutor.
[Enquanto o professor continua explicando, Hideki faz um desenho dele com Naoto e Miharu no seu caderno]
Professor: As relações humanas e, por sua vez, as ações que estão inseridas no contexto dessas relações possuem sentido graças aos seus atores. Para que se compreenda o processo de comunicação e de interação social, é necessário que se compreenda o sentido das ações que ali existem e, ainda mais importante, o objetivo do autor da ação em seu esforço comunicativo. Para melhor clarificar a explicação, podemos exemplificar com a ação de um aperto de mãos, que, genericamente, pode conter uma infinidade de significados. No entanto, o autor da ação, ao realizá-la, pretende que seu interlocutor apreenda o sentido que desejou incutir em seu ato, e não apenas que ele entenda o sentido genérico do ato de apertar as mãos.
[Cenário: Templo Yasakani, quarto do Hideki]
[Cai a noite. Hideki veste o seu pijama e está escrevendo no seu diário.]
Hideki: Querido diário. Hoje eu tive mais um dia como outro qualquer. Logo após eu ter feito as tarefas no templo, eu fui jogar beisebol com o Sugata. Apesar da minha má impressão, eu até que não fui tão ruim no jogo, afinal eu só estava indo treinar o meu amigo. Depois do jogo, eu tive um bom dia na escola. Aprendi sobre Max Weber, um dos três pilares da Sociologia Ocidental e depois, na hora do recreio, fui ajudar o Hiroshi. Após sair da escola, eu estava preparando o templo para um festival. Foi um dia muito bom, mas eu queria muito que Naoto e Hideki estivessem aqui comigo. Que saudade desses dois.
[Após terminar de escrever no seu diário, Hideki fecha seu diário e vai para cama. Antes de dormir, ele pensa]
Hideki: Será que o Naoto-kun ainda esta bem? Será que a Miharu-san está cuidando bem dele? Acho que essas perguntas eu posso tentar responder quando eles voltarem pra Tóquio.
[O capítulo ataca com uma visão isométrica do Templo Yasakani, em um céu noturno cheio de estrelas.]
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