Notas iniciais
E aí pessoal, prontos para o capítulo de hoje? Anteriormente Naoto e seus amigos chegam até Nagoya em busca de um dos Quatro Reis. Abrigados por Ricardo, o amigo brasileiro de Benkei, Naoto encara não um, mas dois desafios: Rafflesia, a infame rainha das flores e Luís, o preconceituoso filho de Ricardo. Mas agora vamos continuar a historia. O que será que vai acontecer com Naoto e seus amigos em Nagoya? Bem, vamos ver no capítulo de hoje...

Narrador: Nagoya. Quando cheguei nesta cidade eu encontrei grandes surpresas. Uma família brasileira que vive no Japão. Um garoto que tem uma imensa aversão aos japoneses. E o mais surpreendente de todos, encontrei Rafflesia, que diz ser um dos Quatro Reis. Agora as coisas começam a ficar intensas. Será que eu vou conseguir salvar os Garcia do preconceito? E Rafflesia, ela esta dizendo a verdade?

[Cenário: Casa dos Garcia, sala de estar]

[Naoto e seus amigos estão cuidando da casa dos Garcia]

Ricardo: É uma grande generosidade da parte de vocês em cuidar da casa junto com a gente.

Benkei: Muito obrigado, Ricardo-san. Sabe que eu faria tudo por você.

Catarina: Meu marido se orgulha tanto... Faz um tempão que não vivíamos em uma casa tão cheia desde o dia em que a gente saiu do Brasil.

Reynard: Vocês saíram do Brasil há quanto tempo?

Ricardo: Pelo que eu me lembro foram há dez anos atrás.

Naoto: Dez anos?

Ricardo: Embora esta não seja a primeira vez que eu tinha saído do Brasil por causa de minha posição como soldado, eu decidi me mudar de vez para o Japão em 2049.

Benkei: Eu e Ricardo nos conhecemos no exército em uma missão no Brasil. Desde então ficamos amigos, apesar das más impressões.

Catarina: Na época ele não era tão preconceituoso, mas não esperava trabalhar com um brasileiro em uma de suas missões. Ficar com Benkei mudou muito de suas visões sobre o Brasil.

Eriko: Isso é que é uma amizade forjada pelo fogo.

Ricardo: Esse foi um dos motivos porque decidi continuar fazendo meu trabalho de soldado no Japão.

Miharu: Nossa, essa é uma amizade que dura para sempre.

Ricardo: Apesar de vivermos em cidades diferentes, o Benkei sempre me manda mensagens de texto para mim. Nós gostamos de uma boa conversa, afinal.

Reynard: Realmente vocês dois são muito parecidos.

Naoto: Descontando a etnia.

Eriko: Naoto, olha o respeito.

Ricardo: Honestamente eu queria tentar repetir a historia com o meu filho Luís, mas infelizmente esse menino é muito mais teimoso do que eu esperava.

Catarina: Ele tem problemas com os japoneses, e não podemos culpá-lo por isso, considerando as circunstâncias.

[A porta se abre, e Luís aparece extremamente triste e enfurecido, com algumas feridas e machucados]

Naoto: E falando no garoto...

Catarina: Luís!

[Catarina abraça o seu filho]

Catarina: Oh Luís, você está bem?

Luís: Não mamãe. Hoje eu tive um dia horrível na escola.

Ricardo: De novo... O que aconteceu desta vez?

Luís: Os alunos me deram um silêncio de gelo, fui espancado pelos yankis do colégio e pra piorar eu não tive ajuda.

Benkei: Fez alguma coisa de ruim para isso tudo acontecer?

Luís: Não é da sua conta, japonês!

[Todos ficam surpresos com a reação de Luís aos japoneses]

Catarina: Luís, não seja mal-educado! Peça desculpas ao Benkei!

Luís: Pra que? Todos os dias, seja na escola ou fora dela eu sou odiado pelos japoneses! Tudo porque eu não sou como eles. Eles me odeiam!

Benkei: Isso já está sendo um exagero.

Luís: Cale sua boca, japonês!

[Todos ficam surpresos com a reação de Luís aos japoneses]

Ricardo: Olha aqui, Luís. Tudo tem limite, e isso inclui seu preconceito aos japoneses. Portanto peça desculpas ao Benkei.

Luís: Quer saber, porque vocês não me botam de castigo? Os professores da escola fazem isso todos os dias, inclusive me acusam de ser o responsável pelo bullying! Eu estou cansado disso... Quero voltar para o Brasil... Lá pelo menos eu tinha respeito...

Catarina: Luís...

Miharu: Não sei como, mas estou começando a me sentir mal em relação a ele...

[Luís então vai subir as escadas e vai para o quarto dele]

Benkei: Parece que o Luís realmente é um adolescente difícil de entender.

Ricardo: A cada dia que passa, a situação piora. Ele inclusive já foi suspenso do colégio uma vez.

Eriko: É como se esse colégio estivesse alimentando o garoto com ódio...

Catarina: Honestamente não tem jeito de salvá-lo.

[Naoto levanta a mão]

Naoto: Eu vou salvá-lo.

Benkei: Naoto-san?

Naoto: Eu não vou deixar que Luís cresça como um adulto cínico e preconceituoso. Eu vou salvá-lo desse futuro maligno.

Miharu: Eu também. Eu vou ajudá-lo.

Benkei: Naoto... Miharu...

Ricardo: Vejo que vocês realmente estão dispostos a salvar o meu filho.

Reynard: Naoto é o tipo de pessoa que está sempre motivado a salvar as pessoas que ele ama. Ele acredita que pode salvar o Luís de seus problemas.

Catarina: Isso é tão bom.

Eriko: Iremos ajudá-lo também.

Benkei: Farei tudo para que o Luís seja feliz e supere os seus medos.

Reynard: Conte comigo. Acredito na convivência entre culturas.

Ricardo: Valeu gente...

[Cenário: Telhado de um dos prédios em Nagoya]

[Rafflesia está sentada em um prédio coberto de plantas no qual ela mesma invocou, inclusive ela está sentada em uma flor gigante. Kiku e Yuri também estão lá esperando a ordem de sua mestre]

Rafflesia: Parece que esse Naoto é muito mais forte do que eu pensava. Foi muito surpreendente com o que ele fez com a Alraune.

Kiku: O garoto é forte...

Yuri: Sendo a reencarnação do Rei Demônio, isso não é uma surpresa.

Rafflesia: Quietas.

[Kiku e Yuri ficam caladas enquanto Rafflesia pensa em um plano]

Rafflesia: Estava pensando em fazer uma visitinha ao Naoto e aos amigos dele.

Kiku: Uma visitinha?

Yuri: Mas você não vai matá-lo?

Rafflesia: Sim, eu vou. Porém seria mais divertido eu explorar o ponto fraco dele. Eu gosto de me divertir com as minhas vítimas, especialmente homens.

Kiku: Realmente, você não mudou em nada.

Yuri: A mesma androfóbica de sempre.

Rafflesia: Eu não sou androfóbica. Aliás eu gosto de brincar com os homens.

Kiku: E não de um jeito sincero.

Yuri: Qual o plano agora?

Rafflesia: Acho que eu vou testar as habilidades do Naoto mais um pouco. Vamos ver se esse garoto é realmente a reencarnação do Rei Demônio como os outros dizem...

[Cenário: Casa dos Garcia, quarto do Luís]

[Luís está fazendo as tarefas de casa da sua escola. Ele então se lembra de quando ele sofreu bullying dos alunos por ele ser brasileiro. Um flashback acontece]

Estudante 1: Olha só, é o macaco!

Estudante 2: Não se aproxime dele. Vai que ele pega doença!

Estudante 3: Que tal a gente dar uma banana pra ele?

Estudante 4: Acho que não, ele vai comer todas!

[Luís fica completamente triste pelos insultos, com todos os alunos do colégio o apelidando de várias coisas, como Índio, Macaco e Negro.]

Luís: Não por favor! Não me chamem com essas palavras! Elas me... Elas me depreciam.

[Só que os alunos continuam o insultando. O flashback acaba]

Luís: Hmph. Odeio japoneses.

[Luís ouve alguém abrindo a porta]

Luís: Quem é?

Naoto: Sou um dos amigos de seu pai.

Luís: Que parte do caia fora você não entendeu?

Naoto: Bem, toda a frase por completo. Olha, eu sei que não nos damos bem na primeira oportunidade, mas se você me deixar entrar, eu não irei te zoar.

Luís: Eu não confio em você.

Naoto: O que você está fazendo?

Luís: Isso não é da sua conta.

Naoto: Você está estudando, não está?

Luís: Quem te disse isso!?

Naoto: Ninguém estuda sem ficar de porta fechada.

Luís: Hmph. Pode entrar. Prepare as suas zoeiras.

[Naoto finalmente entra no quarto do Luís]

Naoto: Nossa, esse quarto é bem bonito. Gostei dele.

Luís: Isso não me convence.

Naoto: Não, sério. Achei ótimo. Tipo, comparado com o meu quarto ele dá de 10 a 0.

Luís: Seu quarto é tão feio assim?

Naoto: Não era isso que eu estava esperando... Bem, ele é meio chato. Tipo o seu tem uma decoração legal.

Luís: Hmph. Sabia que você é que nem todos os outros. Finge que gosta do meu quarto mas na verdade se interessa mais na minha decoração!

Naoto: Onde foi que eu errei desta vez...

Luís: Saia daqui agora!

Naoto: Ei, não me expulse daqui. Mal nos conhecemos e você quer me enxotar daqui?

Luís: Você não se importa comigo! Você só quer se aproveitar de mim porque sou brasileiro!

Naoto: Não é isso! Bem, é algo assim... Olha, eu quero ser seu amigo, portanto eu quero fazer algo por você.

Luís: Jura, quer ser meu amigo?

Naoto: É claro.

Luís: Irá fazer tudo por mim?

Naoto: Sim.

Luís: Então porque você não some daqui e não entre mais no meu quarto?

Naoto: Isso é algo que eu não posso fazer. Porém eu posso fazer algo simples, como te ajudar na sua tarefa de casa.

Luís: Hmph. Duvido muito.

Naoto: Você estuda em que ano?

Luís: Estudo no primeiro ano do colégio Ishikawa.

Naoto: Eu já estou no terceiro ano do colégio Gekkou de Tóquio, portanto tudo o que você tiver dúvidas posso te ajudar a responder.

Luís: Bem, eu quero fazer a tarefa de casa rapidinho.

Naoto: E então, qual é a tarefa de casa que eu tenho que fazer?

[Luís mostra pra ele a sua tarefa de casa, que é sobre Gramática Japonesa]

Naoto: Mas isso é fácil demais.

Luís: Fácil pra você. Você é japonês.

Naoto: Não, é fácil porque eu já fiz isso na escola há muito tempo. Por tanto eu posso ajudá-lo.

Luís: Vai me ajudar.

Naoto: Sim. É isso que os amigos fazem.

[Naoto ajuda Luís no dever de casa. Apesar das dificuldades, Luís consegue fazer as tarefas com a ajuda de Naoto, que o ensina tudo sobre gramática japonesa]

[Cenário: Casa dos Garcia, sala de estar]

[Cai a noite. Naoto está lendo uma revista e ele vê o Ricardo chegar]

Ricardo: Oi Naoto, como vai?

Naoto: Tudo bem, e você?

Ricardo: Também.

Naoto: Tenho uma coisa a falar.

Ricardo: E qual é?

Naoto: Fui ajudar o Luís no dever de casa.

[Ricardo fica surpreso ao ouvir isso]

Ricardo: O quê!?

Naoto: Sim. É verdade.

Ricardo: Luís... Dever de casa... Você o ajudou?

Naoto: Sim.

Ricardo: Ele deixou?

Naoto: Por incrível que pareça, sim. Eu tentei convencê-lo de que eu não sou como os outros.

Ricardo: Não foi um bom começo.

Naoto: Luís não foi grato pela minha ajuda, mas disse que ele esperaria mais de mim na próxima.

Ricardo: Legal. Continue assim.

Naoto: Valeu pelo apoio.

Ricardo: Estou fazendo isso pelo meu filho.

[Naoto vai abrir a porta]

Ricardo: Aonde você vai?

Naoto: Vou sair um pouco para dar um passeio em Nagoya.

Ricardo: Tome cuidado. Nagoya é perigosa a noite. Quer que eu chame alguém para te acompanhar?

Naoto: Não. Eu consigo me virar.

Ricardo: Bem, boa sorte.

[Naoto sai da casa dos Garcia]

[Cenário: Ruas de Nagoya]

[Naoto caminha pelas ruas de Nagoya enquanto pensa nas coisas. Naoto observa uma loja de jardinagem e ele acaba pensando em uma certa garota...]

Rafflesia: Eu sabia que você ia vencer essa luta facilmente.

Naoto: O que faz aqui?

Rafflesia: Só estava te aplaudindo. Parabéns por você ter passado no teste.

Naoto: Teste?

Rafflesia: Então você é Naoto Kurosawa, a reencarnação do Rei Demônio?

Naoto: Como você sabe disso?

Rafflesia: Um jovem garoto de cabelos brancos... Você se encaixa em todos os aspectos.

Naoto: E quem é você?

Rafflesia: Permita que eu me apresente. Meu nome é Rafflesia, e eu sou um dos Quatro Reis.

Naoto: Quatro Reis?

[Rafflesia se teletransporta. Naoto fica confuso com o que a garota disse.]

Naoto: Rafflesia...

[O flashback acaba. Naoto continua caminhando nas ruas de Nagoya]

Naoto: Primeiro Aquarius e agora Rafflesia... Cada dia que passa eu continuo a pensar na Irmandade das Sombras e seus planos contra mim. E agora eu tenho que lidar com os Quatro Reis. Que vida eu tenho...

[Naoto continua passeando e para um pouco para pensar]

Naoto: Ao mesmo tempo... Eu imagino como é que o Luís reagiria se ele soubesse da minha verdadeira identidade... Eu posso não ser realmente japonês mas... Sinto que este país é o meu lugar...

[Naoto dá uma olhada no céu noturno de Nagoya. Sem que ele saiba, duas garotas familiares o observam]

[Cenário: Casa de Lámen, Nagoya]

[Naoto está comendo miso lámen. Eventualmente ele termina a comida e dá o dinheiro para o dono da loja]

Dono da casa de lámen: Muito obrigado, senhor.

Naoto: Disponha.

[Cenário: Ruas de Nagoya]

[Naoto sai da casa de lámen e continua andando sobre as ruas de Nagoya. Eventualmente ele vê que um projétil está indo pra cima dele]

Naoto: Mas o quê?

[Naoto desvia do projétil, que atinge um dos postes. Ele corre para ver o projétil, no qual era uma rosa vermelha com uma mensagem]

Mensagem: Quero ver você no jardim Shirotori agora. Eu tenho uma surpresa pra você. Rafflesia.

[Naoto lê a mensagem e olha pra trás. Ele vê que Rafflesia estava o espionando e ao ser descoberta, dá um sorrisinho e desaparece.]

Naoto: Jardim Shirotori?

[Cenário: Casa dos Garcia, quarto de hóspedes]

[Benkei, Eriko e Reynard estão arrumando as camas]

Benkei: Foi uma grande honra saber que o Ricardo nos deu esse quarto pra gente.

Eriko: Seu amigo brasileiro é muito legal.

Reynard: E bem amigável.

Benkei: Essa é a família Garcia pra vocês. Uma família de pessoas amigáveis... Pena que o Luís não se encaixa nesse padrão.

Reynard: O mano é um preconceituoso. E não posso culpá-lo por isso.

Eriko: Viver com racistas na sua cola realmente dói.

Benkei: Soube que Naoto está tentando fazer amizade com o Luís. Só não sei se ele vai conseguir descongelar o coração dele a tempo.

Reynard: Falando em Naoto, onde é que ele está agora?

[Miharu entra no quarto de hóspedes]

Miharu: Com licença... Mas vocês viram o Naoto?

Benkei: Não. Ele saiu agora pouco. O que aconteceu?

Miharu: Ele está demorando muito e estou preocupada com ele.

Eriko: Estavamos nos perguntando isso agora.

Reynard: Eriko, vá procurar o Naoto. Tô achando que tem algo de errado...

Eriko: Certo.

Benkei: Irei acompanhá-la.

Eriko: Não. Eu posso fazer isso sozinha.

Reynard: Ok. Boa sorte.

Miharu: Tente achar o Naoto por mim, tudo bem?

Eriko: Certo.

[Eriko sai do quarto de hóspedes]

Benkei: Tomara que ele o encontre...

[Cenário: Jardim Shirotori, Nagoya]

[Naoto chega no jardim Shirotori. Ele acaba encontrando Rafflesia]

Rafflesia: É bom vê-lo de novo, Naoto Kurosawa.

Naoto: Antes de começar a luta eu queria dizer uma coisa. O que você pretende fazer?

Rafflesia: Explorar seus pontos fracos para depois eu poder te matar.

Naoto: Hmph. Vai sonhando. Não vai conseguir.

Rafflesia: Ah é mesmo? Eu gosto muito de usar as pessoas para conseguir o que quer.

[Rafflesia conjura uma gigantesca flor e se senta nela]

Rafflesia: Tenho que admitir que você é um garoto bonito. Pena que nós somos inimigos, por que se não eu te consideraria o meu namorado.

Naoto: Hmph. Só nos seus sonhos.

Rafflesia: Recusa o meu pedido? Tudo bem, tem garotos mais bonitos do que você neste país.

Naoto: Chega de conversa. É hora da luta!

Rafflesia: Bem, vamos lá! Que vença o melhor...

[Naoto invoca a alma de Titã]

Naoto: Change Soul, Titan!

[Naoto ganha correntes nos seus braços]

Rafflesia: O que você pretende fazer comigo?

[Naoto usa suas correntes para amarrar Rafflesia]

Naoto: O que você achou disso?

Rafflesia: Ah, meu queridinho, eu sempre quis que você fizesse isso comigo...

[Rafflesia, por algum motivo, sente prazer nas correntes de Naoto]

Rafflesia: Essas correntes tão apertadas e fortes...

Naoto: Com licença, mas isso é uma luta, não um hentai!

[Rafflesia se remexe nas correntes sentindo prazer e o empurra para longe]

Naoto: Mas o quê?

[Naoto é atingido por um poste. Rafflesia está livre e pode fazer alguns de seus ataques]

Rafflesia: Vai, faça o melhor para me agradar.

Naoto: Prefiro te desagradar!

[Naoto invoca várias correntes do solo, e Rafflesia desvia de todos. A dita cuja faz crescer várias vinhas do solo que conseguem bloquear as correntes de Titã]

Naoto: Que droga!

Rafflesia: Não gostei. Tente algo mais legal.

Naoto: Então vamos lá!

[Naoto invoca a alma de Raiju]

Naoto: Change Soul, Raiju! Electric Sphere!

[Naoto invoca uma esfera elétrica que atinge Rafflesia com sucesso, apenas para encontrar mais decepção]

Naoto: O quê!?

Rafflesia: Oh,essa eletricidade é tão boa...

Naoto: Isso é alguma piada?

Rafflesia: Querido, desde que eu recebi essa benção da Irmandade das Sombras, eu me tornei imune a ataques elétricos. Golpes deste tipo só fazem cosquinha.

Naoto: E essa mesma benção te deu poderes para manipular as plantas?

Rafflesia: Você até que é bem esperto. Agradeço muito a Irmandade das Sombras por isso.

[Rafflesia dá um beijo nos seus dedos e atira um projétil em forma de coração]

Rafflesia: Poison Ivy Kiss!

[Naoto desvia do golpe e invoca eletricidade estática de suas mãos e corre rapidamente pra cima de Rafflesia]

Naoto: Lightning Condor!

Rafflesia: Mystic Rose Barrier!

[Rafflesia cria uma barreira mágica cujo desenho é de uma rosa vermelha. O golpe destrói o Lightning Condor e atinge Naoto]

Naoto: Argh! Mas isso é...

Rafflesia: Como eu disse antes, sou imune a ataques deste tipo.

Naoto: Vai ser mais difícil do que eu pensava...

Rafflesia: E então, quer desistir e se render? Essa é a coisa mais fácil do mundo.

Naoto: Nem pensar! Não vou me render para uma pessoa como você!

Rafflesia: Garotinho teimoso... Garden’s Charm!

[Rafflesia cria um furacão feito de pétalas que atinge Naoto]

Naoto: Isso deve doer muito...

Rafflesia: Ah, isso é tão prazeroso... Ver você se sacrificando para me matar é algo que me agrada.

Naoto: Grrr...

[Naoto invoca a alma de Kamaitachi]

Naoto: Change Soul, Kamaitachi! Gale Blade!

[Naoto lança uma rajada de vento contra Rafflesia, mas ela desvia]

Rafflesia: Acho melhor sair da zona de conforto e ir para a ofensiva...

[Rafflesia cria outro furacão feito de pétalas]

Rafflesia: Garden’s Charm!

[Naoto consegue desviar do ataque e se envolve em um tornado]

Naoto: Guardian Breeze!

[Os ataques de Naoto e Rafflesia se colidem e os dois se ferem, culminando num empate]

Naoto: Nossa, isso é que é poder.

Rafflesia: Isso não foi nada gentil...

[Rafflesia faz crescer várias vinhas de rosa para tentar pegar Naoto, mas ele desvia e usa seu golpe de vento]

Naoto: Gale Blade!

[O golpe de vento corta as vinhas de Rafflesia. Ela faz com que mais vinhas cresçam, até que ela seja atingida por um dos golpes]

Rafflesia: Mas o quê...

[Rafflesia olha para o seu dedo e vê um líquido verde. Ela pega o seu espelho, e nota que seu rosto fora cortado]

Rafflesia: Não... Estou... Estou sangrando!

Naoto: O quê?

[Eriko aparece para salvar Naoto e vê que já está lutando contra Rafflesia]

Eriko: Naoto-kun!

Naoto: Eriko-san!

Eriko: Naoto-kun, você está bem?

Rafflesia: Naoto Kurosawa... Você vai me pagar por isso...

Eriko: Quem é esta moça?

Naoto: Lembra daquele incidente com o Alraune? Conheça a responsável por isso.

Rafflesia: Eu sou Rafflesia dos Quatro Reis... E me recuso a ter um rosto machucado... Especialmente por você, Naoto Kurosawa!

[Rafflesia tenta atacar Naoto, e Eriko usa seu livro de feitiços]

Eriko: Denki no Mahou...

Naoto: Não! Rafflesia é imune a ataques elétricos! Qualquer golpe desses é inútil!

Eriko: Então se é assim...

Rafflesia: Morram!!

Eriko: Hi no Mahou! Dragon Flame!

[Eriko invoca um dragão feito de fogo que atinge Rafflesia. A Rainha vê que está se queimando.]

Rafflesia: Não! O que está acontecendo comigo? Eu estou pegando fogo?

[Rafflesia vê Eriko com olhos raivosos]

Rafflesia: Eu nunca vou perdoar você...

[Rafflesia se teletransporta]

Eriko: Naoto-kun, você está bem?

Naoto: Sim. O que você faz aqui?

Eriko: Você precisa voltar pra casa. Estamos preocupados com você.

Naoto: Oh, eu acho que já está quase na hora de dormir! Tenho que voltar pra ver os Garcia!

[Naoto vai correndo]

Eriko: Naoto-kun...

[Cenário: Casa dos Garcia, sala de estar]

[De manhã, Naoto está tomando café com os Garcia]

Catarina: Naoto-kun, não coma rápido o misto quente ou você fica gordo.

Naoto: Calma, é só um misto quente.

Benkei: Ainda assim eu acho que você deve comer lentamente, para aproveitar o sabor.

Miharu: Esse misto quente é delicioso.

[Naoto olha para Luís, e vê que ele está comendo seu misto tranquilamente]

Naoto: Bem, esse foi só o começo, mas eventualmente eu irei te ajudar a superar seu desprezo pelos japoneses.

Ricardo: E então, como foi seu dia ontem?

Naoto: Foi legal. Dei uma boa olhada em Nagoya antes de dormir.

Ricardo: Pretende explorar mais algum dos lugares?

Naoto: Sim, é claro. E eu pretendo continuar a ensinar o Luís a superar o seu preconceito.

Catarina: Isso é um orgulho.

Eriko: Nossa, você realmente é uma pessoa motivada, Naoto.

Naoto: Valeu.

Benkei: Você realmente é uma pessoa cheia de empatia.

Miharu: Irei ajudar o Naoto e o Luís.

Reynard: Boa sorte pra todos vocês.

Ricardo: Ver que vocês estão dispostos a me ajudar me dá um alívio.

Eriko: Nós somos os amigos mais leais do Benkei. Faríamos tudo por ele.

Naoto: É isso mesmo.

[Luís olha para o Naoto desconfiado]

Luís: Será que eu realmente devo confiar nele? Até agora ele não parece ser uma pessoa tão ruim.

[Naoto por sua vez, olha para o Luís]

Naoto: Luís, isso que você presenciou ontem é apenas o começo... A partir de agora, eu vou abrir sua mente para um novo mundo.

[Cena final: Uma visão isométrica da Casa dos Garcia]

Notas finais
E aí pessoal, vocês gostaram do capítulo de hoje? Bem, vamos falar um pouco mais sobre a família Garcia, a família brasileira de Nagoya. Ricardo nasceu no dia 7 de dezembro de 2019 no Rio de Janeiro. Vindo de uma família de carpinteiros, ele entrou no exército aos dezenove anos. Durante uma missão em Tóquio, ele conheceu Benkei, e apesar de suas terríveis primeiras impressões, os dois se tornaram amigos. Eventualmente Ricardo acaba indo morar em Nagoya com a sua família para viver uma vida nova. Já a Catarina Araújo nasceu dois anos depois, no dia 12 de outubro de 2021. Ela é filha de um dos maiores atletas do Brasil e se orgulha disso. Logo após seu casamento com Ricardo, Catarina troca o seu sobrenome para Garcia e hoje vive com seu marido no Japão. Por fim, temos Luís Araújo, que é o filho de Ricardo e Catarina. Ele nasceu no dia 20 de janeiro de 2044, anos depois de seus pais terem se mudado para Nagoya. Ele possui um passado muito triste, já que no ensino fundamental e no começo do ensino médio ele foi desprezado em várias escolas por ser muito diferente de seus alunos. Por causa disso, Luís tem um extremo desgosto pelos japoneses, culminando nele em ficar dentro de sua casa logo após chegar do colégio. É, o mano tem um passado triste. E com isso encerramos o capítulo de hoje. Adeus, gente!