Notas iniciais
Hellooooooooo amores e amoras!!!!

Hogwarts, gabinete do diretor — logo após a batalha definitiva entre Harry e Voldemort

—Você tem certeza? — perguntou Rony, que olhava para a lendária Varinha das Varinhas com um vestígio de desejo.
—Acho que Harry está certo. — Hermione se pronunciou em voz baixa.
—A varinha não vale a confusão que provoca. — respondeu Harry. — Sinceramente... — o garoto de óculos deu as costas aos retratos, pensando na cama que lhe esperava em seu quarto no dormitório. — ...já tive problemas suficientes para a vida inteira.

Nesse momento, Gina irrompeu pelo aposento. Sua respiração estava ofegante e ela parecia muito assustada, o que intrigou o trio de amigos.

—Harry, você tem que ver isso! — a ruiva disse exasperada.

Harry, Rony e Hermione se entreolharam confusos e temerosos, mas seguiram Gina pelos corredores da escola.

Um arrepio desconfortável e sinistro passou pelas costas de Harry quando percebeu que estavam indo em direção à sala onde fora colocado o corpo de seu falecido inimigo.

Ou assim pensava ele. Quando os quatro entraram na sala, a primeira coisa que Harry notou, atônito, foi que o corpo não se encontrava mais naquele lugar. Só depois percebeu o homem sentado ali num canto, recebendo assistência de McGonagall e conversando com a mesma.

Aquele homem era alto, isso podia-se ver mesmo ele estando sentado e não tinha mais que trinta anos. Bonito, o corpo musculoso e forte, os cabelos negros chegavam abaixo dos ombros. Tinha um ar de aristocracia impresso em seus traços angulosos.

Harry reconheceria aqueles traços em qualquer lugar. Mesmo parecendo anos mais velho, o garoto reconheceu naquele homem o menino que encontrara na câmara secreta anos atrás. E nisso, o ódio passou pelo rosto de Harry, que começou a andar furioso em direção daquele que acreditava com todas as suas forças ser seu inimigo mais mortal.

Mas McGonagall se postou rapidamente entre os dois, impedindo o jovem furioso de continuar. A atitude da mais velha fez com que o adolescente olhasse para ela descrente.

—Ele não é Lorde Voldemort, Harry. Ele é Tom Riddle — assim respondeu a mais velha ao ver o olhar quase violento do rapaz.

—E desde quando tem alguma diferença entre eles?!?! — rebateu o garoto de forma rude.

O homem olhava para Harry com pesar e extrema tristeza por cima do ombro da nova diretora de Hogwarts. O rapaz de óculos se encolheu diante do olhar severo que a professora lhe dirigira em resposta e encarou contrariado para o homem atrás dela. Mas algo nos olhos extremamente rubros do homem convenceu Harry de que Minerva falara a verdade.

Os dois Weasley e Hermione estavam paralisados, sem saber como agir diante daquela cena. Mas logo a raiva se apoderou do rosto de Rony, que sacou a varinha e a apontou para Tom.

—NÃO RON!! — Harry se virou para seu amigo, que o olhou contrariado, quase magoado, enquanto abaixava a varinha a contragosto. — Vamos ouvir o que ele tem a dizer primeiro. — terminou se virando para Tom.
—Eu.... — começou ele com uma voz profunda e muito diferente daquilo que Harry ouvira outras vezes em seus breves diálogos com o vilão. — Aquele não era eu! Eu nunca fui Lorde Voldemort...... Acho que algo me possuiu ou me manipulou... Alguém me manipulou para descobrir sobre as hórcrux, e após fazer a primeira minha mente ficou em frangalhos, pronta pra ser controlada. — as palavras do homem eram carregadas de pesar, e uma determinação ferrenha de provar a todos que não era aquele monstro. Mas acima de tudo, essas palavras carregavam certeza.
—Isso não faz sentido.... — balbuciou Rony.
—Quem faria isso? E por quê? — perguntou Hermione num tom mais alto, quase desesperado.
—Alguém que queria dominar, não só o mundo bruxo, como todos os outros desconhecidos pelos trouxas. — afirmou o de olhos escarlates. — Acreditem em mim, essa “coisa” esteve na minha cabeça por muitos anos. — terminou num tom sombrio.

Claro que jamais poderiam confiar apenas nas palavras de alguém com o histórico de Riddle, então um extenso julgamento que abalou o já fraturado mundo bruxo se seguiu. Para a confusão geral da população, ele terminou com a comprovada inocência do Senhor das Trevas.

X

Londres, mansão Zaoldyeck

Após uma semana se acostumando mais e mais com sua magia e seus efeitos em si Victoria começou a notar alguns outros detalhes estranhos que se enunciavam cada vez mais... Agora o cheiro das pessoas eram cada vez mais difíceis de não se notar, seja de seu pai e irmão, seja dos leais empregados da casa; Instintos quase animalescos vinham a tona com mais e mais força; Até seu corpo passava por mudanças estranhas como caninos mais pronunciados e doloridos pontos em seu pescoço e pulsos de onde um leve óleo parecia ser secretado.

Finalmente tudo lhe foi explicado por seu pai. O Zaoldyeck sênior iniciou pedindo desculpas pela demora e admitindo que achara melhor lhe dar algum tempo para se acostumar com a magia em si antes de explicar outros aspectos da comunidade mágica:

— Muitos dos seres mágicos tem um segundo aspecto biológico que não é presente nos trouxas. Como você tinha que permanecer escondida, isso foi selado junto com sua magia. — iniciou ele. — Além dos sexos feminio e masculino nós também podemos ser ômegas, betas ou alfas. Temos glândulas em nossos pescoços e pulsos que secretam um óleo que transmite não só nossos cheiros mas como emoções mais fortes e status reprodutivo, além de ser onde fazemos a mordida que marca um casal. Todos os ômegas são capazes de gestar e passam por um cio em seu ciclo menstrual onde estão férteis e mais sucetíveis aos seus instintos como criar um ninho ou procurar um parceiro. Os alpha são todos capazes de fecundar e passam por um estrus onde seus instintos os deixam inclinados a procurar por um parceiro para procriação e ficam superprotetivos deles. Já os betas não passam por esses ciclos, mas tem o poder de acalmar e clarear a cabeça dos outros nesses momentos. — a explicação era detalhada, mas Victoria não conseguia deixar de se sentir sobrecarregada com tanto para absorver.

— Ok... Isso é muito estranho, para se dizer o mínimo. E como sei qual dos três eu sou? — perguntou da jovem.

— Existe um feitiço que analiza isso. Mas também podemos simplesmente esperar seu corpo terminar de passar pelas mudanças e conseguiremos saber simplesmente pelo seu cheiro. — respondeu Killua.

— Eu prefiro que faça o feitiço, pai. Não quero ser pêga desprevenida com algo assim. — retrucou Victoria, ao que o mais velho concordou e pegou sua varinha para fazê-lo.

O feitiço saiu com uma luz branca que envoveu a garota e logo se tornou verde.

— Você logo vai amadurecer como uma ômega, filha. — explicou Killua. — Imagino que em algumas semanas vai ter seu primeiro cio, que vira de três em três meses daí em diante. Geralmente o primeiro cio não é o mais confortável, especialmente sem um parceiro, mas o lado bom é que o desconforto em suas glândulas de cheiro logo deve sumir.

Após as explicações os próximos meses foram cheios de aulas tanto para aprender mais sobre sua particular biologia, quanto para a prender a etiqueta e idiocincrasias da sociedade bruxa e sua história, assim como os conhecimentos que precisaria para atender a escola quando chegasse setembro. Era intenso e complicado, mas Victoria era inteligente e imprecionantemente talentosa magicamente o que tornou tudo mais fácil. E não deixava de tirar algum tempo para conhecer melhor sua família e apronfudar seus laços. Ela descobriu o quâo reconfortante era estar cercada do cheiro daqueles que amava após se perfumarem usando as glândulas dos pulsos.

Nesse turbilhão os meses se passaram e setembro se aproximou e com ele as cartas de aceitação para Hogwarts e a necessidade de comprarem seus materiais para esse próximo semestre.

Os dois gêmeos estavam arrumando suas malas, ou no caso de Victoria, apenas arrumando uma menor (ela havia trazido tudo de sua antiga casa, e não ia precisar de tanto na escola). Era interessante observar o que colocavam em suas respectivas malas. As escolhas dos gêmeos eram peculiares, apesar que de maneiras diferentes. Killua preferia algo mais casual e dark: calças jeans rasgadas ou rabiscadas, camisetas de bandas e animês e games, camisas sociais, coturnos e tênis da Timberland, jaquetas de couro e agasalhos esportivos. Já Victoria, apesar de também gostar de cores escuras, pendia entre o cottagecore e o dark academia, com alguns tons pasteis e de natureza em algumas peças.

Além de tudo, os gêmeos compartilhavam um amor por eletrônicos, o que acabou com uma mala só pra isso e uma conversa animada entre os adolescentes.

Já de malas arrumadas, os dois levaram as ditas cujas para o carro do pai dos gêmeos, prontos para sua próxima aventura.

Com todos muito animados para a viagem, se amontoaram no banco de trás do carro enquanto o Killua pai tomava o assento do motorista. Algumas horas enfurnados dentro do carro depois e os quatro finalmente pararam em frente ao que parecia ser um bar quase falido cujo nome era: Caldeirão Furado.

Os jovens saíram agradecidos de dentro do veículo, seguindo desconfiados o mais velho, que os guiava para dentro do dito bar. Passaram sem cerimônia alguma pelo local, indo diretamente para a porta dos fundos, onde, para a surpresa dos jovens, havia apenas uma parede de tijolos e algumas latas de lixo.

Sem hesitar, Killua pai retirou uma varinha de madeira escura de dentro das vestes e tocou um dos tijolos. Imediatamente um buraco começou a se abrir na parede e logo um arco havia se formado diante dos quatro.

—Bem vindos ao Beco Diagonal, crianças! — exclamou o pai dos gêmeos

“Com tanta coisa acontecendo eu quase esqueci que, da noite pro dia, entrei no meu amado mundo bruxo” Pensou Victoria, transbordando felicidade. Só então a garota se lembrou de perguntar ao irmão:

—Killua, você já foi pra Hogwarts? — seu olhar era curioso.
—Nunca, eu estudava em Durmstrang. — esclareceu ele enquanto o pai sorria e confirmava com um gesto de cabeça.
—O melhor aluno........ — continuou o pai dos gêmeos, com um leve tom de brincadeira. –Vamos logo, crianças! — continuou, andando pouco à frente deles.

Os três continuaram a conversa animadamente enquanto seguiam o Killua mais velho. Isso até que chegaram à frente de uma loja: Olivaras. Os olhos de Victoria brilharam inexplicavelmente ao ver o letreiro da loja. Já dentro dela, eles logo foram atendidos pelo próprio sr. Olivaras:

—Aah, sr. Zaoldyeck! Prazer em revê-lo, vejo que está acompanhado de sua filha. Veio finalmente comprar a varinha dela? — ele era o tipo de pessoa que transborda simpatia.
—Precisamente. — confirmou o pai da garota.

Então o velho Olivaras desapareceu no meio das muitas prateleiras cheias de caixinhas compridas, resmungando algo para si mesmo. Alguns minutos depois, o mesmo voltou com uma única caixinha negra.

—Experimente essa minha jovem. — sorriu ele para Victoria enquanto lhe estendia a caixa já aberta. — Sabugueiro, 30 cm, levemente flexível, núcleo de presa de wumpus.

Victoria estendeu a mão e pegou a varinha que lá estava. Era bem simples: preta com alguns detalhes rúnicos em prata. A única coisa que chamava a atenção era a pedra vermelha na base do cabo. Assim que a ajeitou em sua mão, sentiu um calor reconfortante e algumas faíscas brilhantes e vermelhas saíram da ponta da varinha.

O sr. Olivaras lhe sorriu, aprovando a reação da varinha. E Victoria soube que aquela era a dela.

—O núcleo da varinha de seu irmão foi feito com a outra presa do mesmo gato.... Tudo éticamente recolhido claro! Retirados do corpo de um animal falecido de causas naturais. — comentou o velho. — São cinco galeões. — terminou se virando para o Killua pai, que pagou prontamente.

Depois disso, o pequeno grupo saiu da loja e passou em uma variedade de outras, comprando os materiais dos garotos. Cada loja era um mundo novo para Victoria, que olhava para todos os lados, extasiada com tudo.

Então foram para a loja de Madame Malkin. Enquanto era atendida e uma fita métrica tomava suas medidas sozinha, Victoria iniciou uma conversa amigável com a bruxa costureira.

Depois desse curto diálogo inicial vieram muitos outros. Victoria se encontrou facinada pelos comentários sobre diferentes encantamentos e feitiços utilizados na costura bruxa.

Depois de saírem da loja de roupas, cada um com seus respectivos novo uniformes ensacados, os três rumaram para a saída do mágico local de compras. Logo estavam novamente no bar e logo mais em casa, conversando animados, afinal faltavam apenas uns poucos dias para setembro e o início das aulas. Victoria ria consigo mesma, pensando o quão estranho era ansiar por ir à escola.

Os dias se passaram, e logo a tão esperada manhã chegou. Os quartos foram tomados por uma imensa bagunça enquanto Victoria e Killua arrumavam a si mesmos e revisavam suas malas. Partiram rapidamente e logo chegaram à estação de trem, onde os três Zaoldyeck chamaram alguma atenção com seus cabelos brancos e brilhantes.

Com muita emoção, principalmente para a garota, os três passaram pela famosa passagem para a plataforma 9 3/4. A primeira vez que Victoria avistou o Expresso de Hogwarts foi um dos momentos mais maravilhosos de toda a sua vida.

Após uma triste despedida do pai dos gêmeo, que parecia quase relutante em deixá-los ir, os dois entraram extremamente felizes no trem. Logo encontrara uma cabine vazia e nela se acomodaram, logo começando a conversar sobre uma variedade de assuntos, de cavalos a livros.

De repente, alguém interrompeu a animada conversa. Era uma garota de pele pálida, cabelos ruivos levemente ondulados que iam até a metade das costas e silhueta magra. O rosto belo tinha algumas sardas na altura do nariz e olhos castanho esverdeados postos numa expressão misteriosa.

—Será que posso me sentar aqui? — perguntou timidamente. — Sou Carolizzy Rosengold.
—Carol?!?! — perguntou Victoria, completamente surpresa.
—Vic?! — exclamou a ruiva, não tendo reconhecido a amiga após tantas mudanças.