Todos estavam ocupados com os seus monstros. O acampamento todo trabalhava para acabar com os monstros. Lucas do chalé de Atena tinha reunido seus campistas para acabar com as galinhas voadoras que não paravam de chegar no acampamento pela portaria um. Ochalé de Afrodite ainda lamentava sua ultima perda, Giulia tinha sido morta por um gigante que tinha pego ela e levantado-a no ar, comendo sua cabeça e a mastigando. O chalé de Afrodite não teria nada dela para um funeral honrado. Mas todos tinham conseguido matar o gigante e honrado a morte da sua irmã.

Mais próximo á área da lanchonete uma filha de demeter tinha acabado de enfiar a espada no crânio de um ciclope. Ela tinha pulado de cima da arvore na cabeça do ciclope que tentava matar seu amigo. O nome daquela campista era Célia e ela era novata no acampamento e amava o chalé de Demeter, saia sempre com os seus amigos, bebia com eles, treinava e os ajudava quando necessário, para uma novata era uma atitude muito legal da parte dela, ajudar pessoas que ela mal conhecia. Mas desde que Milord tinha aceitado o retorno do chalé de Demeter tudo tinha mudado ali, muitos acreditavam que o seu chalé não deveria existir, mas graças ao Milord e a outros campistas do evento o chalé existia, Célia e outros estavam gratos por terem sido acolhidos por essa família e ela faria de tudo para tirar cada monstro que tinha invadido a sua casa.

Em meio á estes pensamentos ela não percebeu que tinha sido cercada por quatro ciclopes que tinham visto seu irmão se desfazendo no chão.

— Você matou nosso irmão. Vai perecer semideusa. – Disse um deles.

— Pode vir cuzão. Tem de mim pra vocês todos. – Retrucou ela. Célia demonstrava uma semideusa aterrozante,mas por dentro estava morrendo de medo.

Sem ela perceber, num descuido seu os quatro ciclopes avançaram pra cima dela, ela conseguiu enfiar a espada em um, mas os outros três conseguiram acertar suas clavas nela, ela estava no chão quase inconsciente quando os ciclopes simplesmente caíram no chão que estava tremendo. Ela estava meio zonza, mas viu que alguém vinha ao seu encontro seguido por outras três pessoas que agora estavam despachando os ciclopes.

— Você está bem ? – Disse ele numa vz firme, mas doce.

— To ... ai ... eu to. – Ela tentou se levantar,mas antes que caísse no chão aquele cara a pegou em seus braços e a carregou. Ele não era nada forte, era até magrelo, mas ele tinha salvo a sua vida. Ela envolveu seus braços ao redor do seu pescoço e fechou os seus olhos diante da escuridão que os envolvia.

— Ah carai,tem mais monstros entrando no acampamento. – Disse Finatti filha de Loki.

— Calma Finatti, vamos dar conta. – Vick tinha um arranhão em seu braço, estava imunda,mas tudo estava bem. – Eduardo Vianna, aonde você pensa que vai ? – Perguntou ela vendo que seu namorado estava indo em direção á vários monstros que adentravam o acampamento.

— Paraba, você ta doido ? Você não pode enfrentar todos eles sozinho. – Disse Milord

— Ah,não posso não ? Vamos ver se não posso. Morrerei tentando se for o caso. – Disse ele fechando os olhos.

“ Eu sei que não sou seu filho e nem nada,mas se eu estiver certo, seu eu pedir ao senhor coragem e justiça contra os meus inimigos que pereceram aos meus pés e eu,oh grande Tyr, serei seu eterno seguidor. “

Eduardo tinha recitado este verso em sua cabeça e uma imagem de um homem sem o braço direito apareceu. Eduardo levantou sua espada e foi pra cima da Kimera que vinha galopando em sua direção, certamente sua couraça era dura, mas de alguma forma Eduardo pulou em cima dela e enfiou sua espada em suas costas e cavalgou nela virando ela em direção aos monstros, puxou uma outra espada que desembainhou e foi cortando cada ciclope, cada monstro que ousava desafia-lo. A Kimera balançou e despencou no chão, Eduardo saltou de cima dela e deu de cara com um gigante. Eduardo escapou de sua clava e com apenas um golpe despachou o gigante de volta para o Tártaro. Em poucos minutos, três na verdade, Eduardo já tinha acabado com cada monstro que tentara invadir a sua casa. Ele parou no meio de toda matança, abriu os braços e deu um grito com as mãos abertas. Os monstros viraram pó e retornaram ao seu devido lugar, seja lá qual for.

Edu se ajoelhou cansado. Vick veio ao seu encontro e o segurou firme.

— Eu disse que dava conta amor. – Disse ele com olhar cansado.

— Eu vi amor,mas por favor, nunca mais tente se matar sem mim, ta bom ?

— Eu vou tentar. – retrucou ele com um sorriso bobo.

Vick acariciou a sua bochecha e deu-lhe um beijo que ele queria que demorasse anos, mas tinham que ir ajudar os demais campistas do acampamento. Todos foram em direção ao coreto.

— x –

Todos estavam próximos ao coreto.Icaro tinha separado alguns semideuses para irem vigiar e estabelecer um perímetro seguro contra os monstros enquanto os campistas do chalé de Apolo cuidavam dos feridos e contabilizavam os mortos. Thamer chegou no coreto e viu que Milord estava sentado acariciando o rosto da campista de Demeter que estava descansando. Seu cetro estava ao lado da bandeira do acampamento que estava suja de sangue, ela tinha sido retirada de cima do coreto. Milord olhou para ele.

— Quantos ?-Perguntou ele triste.

— Muitos Milord. – Respondeu Thamer.

— E os monstros? – Perguntou o líder.

— Todos despachados. E temos campistas espalhados para caso de algum outro tentar invadir o acampamento novamente. – Respondeu Thamer.

Milord pegou em sua mão, seu olhar era triste, mas ele tinha que se permanecer forte.

— Obrigado Thamer, mesmo.

— Estamos aqui pra isso Milord. – Ele tentou dar um sorrisinho.

Algo estanho aconteceu. O chão tremeu e ao lado do coreto uma luz surgiu. Milrod percebeu que os campistas que tinham sumido agora estavam ali de volta, cada um deitado inconsciente no chão. Mike, Felps e Gustavo olharam ao redor e perceberam o caos no acampamento.

— Saímos por algumas horas e vocês resolvem dar uma festa ? – Disse o Gustavo, mas ninguém riu.

—Mike, Felps,Gus ... Vocês conseguiram. – Disse o Milord se levantando do coreto. – Quem são eles ? – Apontou para a deusa e para os irmãos deuses.

— Eu sou Nice. – Respondeu a deusa que estava cansada.

Os filhos de Atena sentiram alguma coisa estranha e foram impulsionados a cercarem a deusa com seus arcos e flechas.

— O que vocês estão fazendo ? – Perguntou Mike.

O conselheiro de Atena chorava lágrimas quentes.

— Você.- Apontou para a Nice. – Você é a Mestra ?

Nice ficou calada.

—Barbosa, ela esta do nosso lado agora. – Gustavo tentou acalma-lo.

— Do nosso lado ? Ela matou a nossa Mãe Gustavo, como você pode dizer isso? – Respondeu Lucas que mirava a testa da deusa e os demais filhos de Atena miravam nela e nos outros deuses.

— Sério que sobrou pra nós dois ? – Disse Hipnos que já ia tirar algo da sua barriga saliente.

—Hipnos, não. – Ordenou Nice. – Sim filho de Atena, eu sou a Mestra e sim, eu matei sua mãe.

— Nice, calma. Você estava sob domínio de Erebo ... – Mike tentou apaziguar a briga eminente já que sabia que as flechas dos filhos de Atena eram feitas de ouro celestial.

— Não Michael, Erebo não me controlava, ele apenas deixava meu desejo mais obscuro superar a minha sanidade. Eu tinha inveja de Atena e nunca tive nenhum reconhecimento. Eu quis mata-la, mas se eu pudesse voltar no tempo, eu nunca teria feito isso.

— Você matou a minha mãe. – Disse Lucas que estava morrendo de raiva. – VOCÊ SUA DESGRAÇADA MATOU A MINHA MÃE.

— Lucas, me ouve. – Disse Milord e todo o acampamento estava em silencio. – Sua mãe iria querer isso ? Ela iria querer que você se vingasse ?

Lucas abaixou o arco ainda chorando. Todos os filhos de Atena fizeram o mesmo.

— Não, é claro que não.

Todo o acampamento respirou fundo.

— Mas ela era a deusa da justiça no fim das quantas. – Lucas disse isso e antes que alguém pudesse impedi-lo mirou o local onde estaria o coração da deusa e atirou a fecha.

A flecha acertou-a e ela caiu no chão. Seu corpo inerte. Toda sua imortalidade se foi.Tanatos e Hipnos foram de encontro a Nice, mas já era tarde. Campistas de Ares foram nos flhos de Atena e tomaram os seus arcos. Icaro foi até o Lucas, e tomou o seu arco. Lucas caiu no chão e começou a chorar.

Uma voz surgiu do centro do coreto, bem atrás deles.

— Ai ... que encontro fofo. Que cena mais romantica.

Todos olharam para o Coreto.

— Manu ? – Disse Milord se levantando.

— Ah, oi Milord. – Disse ela fazendo gesto com uma das suas mãos e trazendo o líder para o meio do coreto.

Manu pegou ele pelo pescoço e o levantou no alto. Todos os campistas levantaram as suas armas.

Manu pareceu não se importar. Olhou bem nos olhos do Milord e levou a outra mão até a sua nuca.

— Um presentinho para você. – Disse ela deixando o líder cair no chão e desaparecendo nas sombras.

Milord se contorceu, antes que alguém pudesse ir ajuda-lo ele se levantou. Um licor dourado jorrava de dentro de seus machucados da batalha travada no acampamento. Milord pegou seu cetro e a bandeira do acampamento e começou a gargalhar.