O sol tinha se posto mais cedo naquela manhã. Possivelmente Manu enfrentara dificuldades no primeiro dia como deusa interina. Caíque que no dia anterior ficara em choque sem ninguém perceber agora ligava os fatos. Sua namorada estava sumido em algum jogo doentio dessa tal mestra que no mínimo seria uma deusa dos confins do Tártaro que resolveu se aproveitar da situação dos deuses em férias para colocar terror, ta se fosse ele no lugar da mestra faria a mesma coisa,mas mexer com a sua mulher, isso ele não aceitaria.

O chalé de Hermes estava quieto naquela manhã.Todos estavam descansando do dia corrido de ontem.Era muita informação para ingerir, os deuses tirando férias, os líderes assumindo os seus lugares, deuses menores invadindo o acampamento, a mestra, Atena no acampamento em estado vegetativo, deuses nórdicos ...

BOOM BOOM BOOM .... TA TA TATATATTATATATAT....IRRRIIIII IRIIIIIII

Caíque levantou-se depressa da cama junto com outros campistas do seu chalé.

—O que foi isso TV ?- Disse Alice Gárcez da sua cama – Que barulho foi este ?

— Ah deve ser o acampamento sendo invadido novamente como sempre,vamos lá fora ver. – Disse ele com sarcasmo, mas muito apreensivo.

Lá fora os guerreiros de Atena e Apolo apontavam seus arcos e flechas para um monstro. Lucas Barbosa e Lucan lideravam eles. Icaro estava de prontidão com os guerreiros de Ares,o chalé de Hefesto apenas ria e admirava a criatura de metal na frente deles. Sérgio saiu de cueca box de elefante brandindo uma espada em uma das mãos e parou em frente a criatura e deu uma espada nela.

A criatura pareceu ofendida e singelamente deu um cutuque no Sérgio com seu rabo fazendo ele voar longe enquanto gritava. Kev apareceu com os guerreiros de DMPT e se juntou ao pessoal de Poseidon. Hill ainda estava com sono,saiu do seu chalé coçando os olhos e nem percebeu o monstro que estava dentro do acampamento.

— Que foi gente ? Ainda são cinco da manhã, porque o sol já nasceu ?- Perguntou ela de costas para o monstro que estava a alguns metros atrás dela acima das árvores do parque.

— Willl- Disse Ana de Dionísio. – Olhe para trás. – Disse ela apontando para a criatura de no mínimo seis metros de altura.

Will se virou ainda coçando os olhos, elausava seu pijama de corações e em cada coração tinha uma espada, sim uma espada e não uma fecha.

—PUTA MERDA. MAS QUE PORRA É ESSA ? –Disse Will para a criatura.

— É o que nos queremos saber também e porque ainda não atacou ? – Disse Sara de Roma que aparecera ao lado da Ana.

Felps ficou estudando a criatura e reparou que próximo dela tinha um campista.

—MANO AQUELE ALI EMBAIXO É O GUSTAVO ?- Disse ele apontando para próxima a pata do monstro e todos olharam.

— Por Atena e por Zeus, o que ele ta fazendo ali ? – Disse Jimmy líder interino do chalé de Zeus. Seus membros estavam atrás dele.

Milord saiu da sua cabana. Ele usava um hobby rosa e em seu rosto usava uma máscara para pele. Usava pantufas da pucca. Os campistas não sabiam se ficavam com medo do monstro ou da cara do Milord. Felps pegou o celular e tirou uma foto. Mike apareceu atrás dele.

— Guarda isso Felps.- Disse Mike o repreendendo. – Me manda uma depois.

Milord parou alguns metros da criatura que encarou ele.O monstro era feito de metal, era vermelho e prateado. Tinha dentes pontiagudos. E parecia uma espécie de Tyrannosaurus Rex de seis metros de altura.

— Que merda é essa Gustavo ? – Milord falou em tom enérgico com o Gustavo, o Rex não gostou muito e se mexeu. Todo o acampamento se preparou para um ataque. Gustavo levantou a mão.

— Calma gente.Essa é a Manu. –Disse ele acariciando o Rex.

TODO O ACAMPAMENTO FICOU ESPANTADO.

Muitos começaram a rir.

— Manu ? – Disse Milord ainda tentando entender. –Você colocou o nome nessa coisa de Manu ?

Manu se mexeu e bufou com desgosto. Ar quente saiu das suas narinas até o chão fazendo levantar o hobby do Milord. Alguns perceberam que ele estava sem cueca. Felps levantou seu celular e Mike abaixou-o.

— Essa não, por favor Felps. – Disse ele.

— Milord, ela tem sentimentos. Vem aqui Manu, ele não quis dizer isso. Ele não sabia o que estava dizendo. – Manu abaixou a cabeça para o Gustavo fazer um carinho nela. Ela roçou a cabeça nele bem devegar, como um gato faz nas pernas do seu dono quando quer carinho e Manu ronronou que nem um gato. – Milord mau, eu sei minha princesa.

Milord virou os olhos e o acampamento ficou mais aliviado.

— Gustavo, essa então é a famosa arma secreta ? – Disse Mike se sentindo confiante indo até a Manu.

— Sim. Essa é a arma secreta que acabou com os monstros essa manhã. Tinha uma porção deles lá fora. Manu acabou com eles num piscar de olhos. – Disse Gustavo mostrando á todos as balas douradas que manu tinha em um dispositivos em suas mini patas, como se fossem metralhadoras. Todos perceberam que nas suas costas tinham duas mega espadas.

— Pera ai então Gust gostoso e maravilhoso. Deixa eu ver se eu entendi. – Disse Jimmy indo para perto dele. – Ei Manu, tudo bem ? – Perguntou Jimmy para a criatura e ela deu um sorriso mostrando seus dentes pontiagudos. – Gus, porque o nome dela é Manu ?

Jimmy tinha feito a pergunta que todos queriam saber.

— A principio ela atendia por glamorosa. – Todo o acampamento riu. Todos queriam a verdadeira Manu ali. – Mas ai percebi que ela merecia uma nome mais com cara ... hmmmm ... com carade Manu.

— Ta Gus, mas porque Manu ? _Perguntou Lucas de Atena.

— Eu,por causa do significado,Manu é só uma sigla. – Respondeu Gustavo.

— Sigla ? Sigla de que Gustavo ? – Perguntou Milord ainda achando que aquilo iria feder.

— Vamos lá gente, Manu significa Maquina altamente nervosa urrante. – Respondeu ele.

— Urrante ? Disse Will de Dite.

— Sim urrante, ne M.a.n.u ? – Perguntou Gus para a Manu.

— urrrrrrrrrrrrr – Respondeu Manu balançando os bracinhos de metal.

— urrrrrrrrrr – Disse Gustavo fazendo o mesmo gesto com seus braços. Todos ficaram obsoletos com aquela situação.

— Gustavo, apenas faça a “ M.a.n.u “ deter os monstros que estiverem avançando próximos ao acampamento. Pelo visto outros virão. – Disse Milord vendo os campistas com os celulares nas mãos quase escondidos.

— Gente, alguém quer montar na manu e brincar de escorregar no rabo dela ? – Perguntou Gustavo e entre eles Edu que até então estava lá atrás admirando de braços cruzados tudo.

Milord voltou caminhando em direção á sua cabana. Lucan cujo braços e peitoral definidos foi ao encontro do líder.

— Milord. – Disse ele e Milord voltou toda sua atenção para Lucan.

— Sim Lucan. – Disse Milord imaginando aquilo tudo com ele.

— É sobre a deusa Atena, ela acordou. Muito mal,mas acordou. – Disse Lucan

— Matheus está com ela ? – Perguntou Milord.

— Ele passou a noite toda acordado segurando a mão dela, eu só sai agora de manhã por causa da ... por causa da manu. – Respondeu Lucan empertigando sua voz. Era estranho chamar aquela criatura de Manu.

— Entendo, vamos até a enfermaria. – Disse Milord.

Chegando na enfermaria Milord percebeu que muitos filhos de Atena estavam do lado de fora rezando para a mãe. Era lindo ver que eles amavam a própria mãe. Fariam de tudo por ela. Tudo para ve-la melhor.

Milord entrou no quarto. Atena parecia estar desnutrida. Não parecia a jovem de ontem e de sempre. Parecia ter muitos anos. Estava velha, muito velha. Milord viu Matheus chorando ao lado da mãe e segurava uma das suas mãos.

— Licença Matheus. – Disse Milord e Matheus assentiu.

Milord chegou próximo de Atena e a deusa acompanhou o olhar dele.

— Como vai Deivison ? – Disse a deusa com um sorriso leve no rosto. Milord nunca era chamado pelo nome, mas de alguma maneira achava reconfortante ser chamado assim pela deusa.

— Estou bem deusa Atena.Preocupado com os últimos acontecimentos. – Disse Milord quando Atena levantou sem jeito a outra mão e Milord entendeu que deveria segura-la. Ao lado dela aonde deveria ter soro tinha um licor dourado, néctar dos deuses.

— Sei o quanto você e os demais lutam por este acampamento. Não sei o que seria dos deuses sem os seus filhos mortais. – Disse Atena tossindo. Sua tosse era como se fosse uma tosse de cachorro. Atena cuspiu algo que parecia sangue de um deus.

— Vocês seriam a mesma coisa, são deuses, não precisam dos semideuses. – Disse Milord com um olhar triste.

—Você está enganado, você acima de qualquer um deve reconhecer que eles precisam de vocês, os deuses nada seriam sem a ajuda dos seus filhos. E agora – Atena tossiu novamente e pausou – traga os meus filhos para o quarto. Preciso ve-los uma ultima vez.

— Mãe você não vai morrer. Vai viver. É uma deusa. Só precisa se recuperar. – Matheus falava essas palavras e chorava muito, tremia de tanto chorar. Ao lado dele apareceu Lucas e segurou a mão da sua mãe junto com Matheus. Ela retribuiu um sorriso aos dois, retirou aos mãos e os acariciou no rosto.

— Vocês formam um belo time. Eu me orgulho muito de vocês. Estão liderando este chalé bem, pensei que depois da morte da Tais ninguém ali conseguiria fazer tanto pelo chalé. Estava enganada. – Atena voltou-se para o Milord que ficou tentando a perguntar o que teria acontecido com a deusa, mas certamente ela falaria na hora certa e Milord não queria ser inconveniente.

Milord trouxe os filhos e filhas de Atena para o quarto.

— Meus filhos, vocês podiam estar aqui dentro comigo, mas preferiam se juntar lá fora e orar para mim. – Atena tossiu mais sangue do que da última vez. – Não quiseram atrapalhar meu descanso na minha forma humana e rezaram para a minha forma divina. Vocês rezam todos os dias e eu sempre fui grata por nunca terem desistido de mim. Continuem assim, eu amo cada um de ... – Atena começou a tremer como se estivesse sendo eletrocutada na cama. Sua pele borbulhava e seus olhos ... seus olhos estavam escuros e distantes. Ela puxou Milord pela gola do seu Hobby e cochichou algo em seu ouvido.

— Nice, ela quem fez isso comigo. Mas alguém está a controlando eu sei que está. Ela não faria isso comigo e nem com os filhos dos olimpianos. – Atena fala cada palavra com dificuldade tentando se manter. Milord segurou ela e os filhos da deusa começaram a chorar. Matheus foi até o Milord e pegou a mãe, abraçandodo-a, chorando lágrimas quentes sobre a deusa, todos da sala choravam lágrimas quentes de dor e sofrimento, ela olhou para ele e sorriu. Depois virou areia.

Atena se foi.