A guardiã da Noite - A primeira noite
5 Capítulo 05 - Pesadelos não precisam do escuro para serem reais
–Não preciso da noite para aparecer, queridinha — a voz da criatura soou novamente, e dessa vez, todos puderam ouvi-la.
O pânico foi geral os pôneis recuaram apavorados e correram todos para dentro da caverna, a criatura riu e então apareceu. Luna recuou, suas pernas novamente permaneceram bambas.
–Então, vocês estão mesmo tentando me derrotar? Que fofo — ela disse e riu.
–Onde ela está? — Celéstia perguntou acompanhando a irmã e olhando de um lado para o outro.
–Bem na nossa frente — Luna disse.
–Não entendo, por que eu não consigo mais vê-la? — Celéstia perguntou indignada.
–Se esforce de novo, Tia – Luna resmungou ainda assustada.
–Na verdade, eu estou mais curiosa em entender, porque vocês conseguem me ver — ela disse olhando com atenção para Luna e se aproximando dela — da ultima vez em que reinei na terra nada nem ninguém conseguia me ver, apenas sabiam que eu existia, podiam sentir eu tirando suas vidas… Mas isso não importa, eu eliminarei vocês duas e voltarei a ser a soberana desse lugar.
Ela saltou horizontalmente na direção de Celéstia e de Luna com as garras e presas a mostra, pronta para derrubar as irmãs e matá-las. Mas Luna foi mais rápida, ela empurrou Celéstia e saltou, pairando no ar, no ultimo segundo. A criatura passou reto por elas e acertou a cara em uma árvore, ela rosnou, seus olhos vazios pareciam labaredas em chamas, elas tentou atacá-las novamente.
Luna firmou os cascos no chão e lançou um raio de luz de seu chifre no rosto da criatura que recuou, ela gritou de raiva e colocou as garras sobre o rosto para se proteger da luz e então movimentou a calda, lançando Luna novamente para longe. Foi então que Celéstia tomou o lugar da irmã e lançou novamente um raio de luz bem mais forte. A criatura urrou de dor, mas conseguiu se desviar e se jogou sobre Celéstia, a agarrando pelo pescoço. Luna também se lançou sobre ela, acertando seus cascos na cabeça da criatura com o maximo de força que podia até ela soltar Celéstia que tossia tentando recuperar o fôlego.
–Chega! — o monstro gritou, acertou as duas irmãs com força usando sua calda e as lançou para dentro da caverna onde todos os outros pôneis estavam apavorados, recuando cada vez mais para dentro da caverna — eu vou destruir todos vocês!
Luna tentou se erguer, mas estava atordoada de mais, Celéstia ainda tentava recuperar o fôlego, mas não conseguiria a tempo. A criatura saltou novamente na direção delas, mas então pareceu que tinha acertado algo de cara, pois não conseguiu nem entrar na caverna.
–Mas o que… — ela disse e avançou novamente, só que usando as garras, ela foi mais uma vez repelida e pareceu ficar ainda mais irritada — Maldição!
Luna e Celéstia observavam a criatura atacando incansavelmente a parede invisível na entrada da caverna. Os outros pôneis no entanto recuavam mais para o fundo e ficavam olhando de um lado para o outro tentando ver se a criatura estava entre eles.
–O que vocês fizeram? Que poder é esse?! — ela disse olhando para as duas irmãs.
Elas se entreolharam sem saber o que dizer ou o que fazer. Apenas sorriram entre si e finalmente respiraram fundo.
–Estamos seguros aqui — elas disseram para os outros pôneis — podem ficar tranquilos.
–Não! — a criatura urrou de raiva e continuou a atacar a parede invisível.
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