A grande guerra!

2 Cinco meses depois e más noticias


Notas iniciais
Como diz o titulo do capitulo: "cinco meses depois...". Pois é gente eu estou de volta. Vocês devem estar querendo me matar(e com razão). Peço mil desculpas, eu já estava com cinco capítulos prontos quando der repente: o telefone da casa da minha avó entrou em manutenção. E como lá é o único luar que tem internet e dá pra postar os capítulos, eu sumi. Mas agora eu estou de volta com um capitulo novinho em folha. Ps: o capitulo vai ser um pouco grande ara compensar o tempo que eu fiquei sem postar. Bjs e até as notas finais

POV Emily

PI...PI...PI...PI...PI...

Abri os olhos lentamente, mas os fechei rapidamente, estava em um lugar que tinha uma luz branca muito forte. Tentei novamente, desta vez mais devagar, pisquei algumas vezes para me acostumar com a claridade do lugar. Quando abri os olhos por completo olhei ao meu redor, estava um pouco embassado, mas percebi que estava em um quarto branco, deitada em uma cama. Ao meu lado havia um aparelho que apitava sem parar, nos meus braços e no meu peito tinham vários fios. Levantei a mão direita devagar e com dificuldade retirei a máscara de oxigênio que estava no meu rosto, neste exato momento entrou um garoto no quarto que eu reconheci na hora, William. Ele caminhou até mim lentamente e chorando, levantou a mão trêmula e encostou os dedos devagar nos meus cabelos.

– Emily? — perguntou gaguejando com uma voz baixa

– Oi, Will — respondi susurrando com uma voz trêmula e fraca, parecia que não falava a décadas

Ele desceu as mãos trêmulas pelos meus cabelos com um leve sorriso, se aproximou devagar e me deu um abraço.

– Oi -disse chorando- pensei que nunca mais fosse acordar

– Eu...estava dormindo? -perguntei com uma voz baixa, estava confusa

– Faz cinco meses Lily -respondeu se afastando de mim e olhando bem no fundo de meus confusos olhos vermelhos- você estava em coma. Pensei que nunca mais fosse acordar

– Eu estou aqui agora -disse calmamente com uma voz trêmula e baixa, segurando sua mão

– Você está bem? Está sentindo alguma coisa? -perguntou preocupado colocando a máscara de oxigênio novamente em meu rosto- Ai meu Deus, como eu sou burro! Fica quietinha ai que eu vou chamar a enfermeira.
Ele saiu correndo do quarto me deixando sozinha com meus pensamentos.

– Esse é o meu irmão, sendo meu irmão -disse baixinho dando um pequeno sorriso por baixo da máscara e fiquei quietinha esperando a enfermeira chegar o que durou uns dez minutos. Quando ela chegou pediu que William esperasse do lado de fora e caminhou até a minha cama. Ela tinha um cabelo longo e olhos cor de rosa, pele clara e usava um vertido rosa coberto pelo jaleco branco.

– Olá Emily, eu sou a Dr. Carla e vou te ajudar nesse periodo de recuperação. Como se sente querida? -perguntou tirando a máscara de oxigênio do meu rosto

– Confusa -disse bem baixinho

Ela pegou um controle em cima da mesinha que estava ao meu lado, apertou um botão e a cama em que estava se inclinou um pouco me deixando sentada. Ela guardou o controle e pegou um copo de água em cima da mesinha e me entregou.

– Está melhor agora? -perguntou pegando o copo, já vazio, de minhas mãos

– Um pouco -respondi com uma voz melhor

– Que bom -disse dando um sorriso- Agora, será que podemos conversar um pouco?

– Sim

– Qual é a última coisa da qual você se lembra?

– Bom...eu estava indo visitar minha tia com a minha família. Estávamos quase chegando quando... -coloquei as mãos na cabeça e fechei os olhos com força tentando me lembrar- eu ouvi um tiro. Meu pai desmaiou e o carro começou a rodar na pista, minha mãe tentou pegar a direção do carro, mas também desmaiou. Eu e meus irmãos gritávamos sem parar. O carro caiu em uma ribanceira e bateu em uma árvore. Vi meus pais desmaiados na minha frente e meus irmãos ao meu lado, tinha muito sangue escorrendo dos olhos da minha irmã então eu... -parei de falar e abri os olhos, me lembrei daquela figura esquelética do lado de fora do carro- eu desmaiei e acordei cinco meses depois neste quarto de hospital -disse para Carla

– OK. Eu vou te examinar e depois eu te levo pra tomar um banho, tá bom?

– Tá.

Ela me examinou, mediu meus batimentos cardíacos e minha pressão, olhou meu olhos com a ajuda de uma mini lanterna, olhou minha garganta, fez uma pequena sessão de fisioterapia comigo, perguntou se estava sentindo alguma dor e me ajudou a levantar da cama. Eu ainda estava muito fraca então ela me ajudou a ir ate o banheiro, mas me recusei a ela me dar banho, pois era muito vergonhosa. Então ela deixou eu tomar banho sozinha, mas bem rápido.Quando terminei, escovei os dentes, fiz uma trança lateral no cabelo, coloquei uma camisola longa e branca(pois foi a única coisa que a Carla deixou eu colocar no lugar da roupa de hospital) e Carla me ajudou a caminhar ate a cama. Me deitei e ela mandou eu descansar que ela ia buscar uma comida capricha pra mim.

Quando ela saiu, William e sua namorada(que era minha BFF que veio da Espanha) Amanda entraram no quarto. Ela usava uma calça jeans, uma camiseta e uma bota de couro ambas pretas e os cabelos loiros estavam amarrados em uma trança de lado; quando me viu veio correndo me dar um abraço.

– Sinto muito pelos seus pais, Lily -disse entre lágrimas

– O que aconteceu com eles? -perguntei assustada

– Não contou pra ela William? -questionou se afastando de mim e indo até William- precisa contar agora

– Contar o que? Vocês estão me deixando assustada!
William se afastou dela e saiu do quarto, pude ver de longe que ele tinha começado a chorar

– Amanda, o que aconteceu? -questionei a garota que encarava a porta.
Ela se virou pra mim e disse entre as lágrimas

– Emily seus pais... eles... morreram no acidente a um mês
Foi um sussurro mas eu pude ouvir claramente. Flashes do acidente começaram a passar por minha mente. Abaixei a cabeça, coloquei as mãos no rosto e comecei a chorar, não podia acreditar que eles tinham morrido. Eu ouvi os tiros, mas...ainda tinha esperança.

– Sinto muito Lily! -disse chorando e me abraçando
Ficamos abraçadas por um tempo até que me afastei um pouco dela e a olhei nos olhos ainda chorando muito.

– O que eu vou fazer agora?

–Vai ser forte -disse secando minhas lágrimas

– Eu não consigo -disse abaixando a cabeça, ela levantou meu rosto e me olhou séria

– Consegue sim! Cadê aquela Emily forte e confiante que eu conheço? Aquela que enfrenta qualquer barreira pra ajudar os irmãos?Aquela que tentou me ajudar a falar português mas eu não largo do espanhol? Que me ajudou a ficar com o Will?

– Eu não sei Amanda -disse com um olhar triste

– Sabe sim, está aqui -disse colocando o dedo indicador em meu peito- no seu coração. Tenho certeza que vai conseguir passar por isso Emily, porque sei que você é forte.

– Obrigada Amanda -sorri e ela retribuiu

– De nada Lily

Neste momento, a enfermeira entrou no quarto novamente com uma bandeja em uma daquelas mesinhas de hospital e colocou no meu colo. Tinha suco natural de laranja, sanduíche natural de frango desfiado e uma maçã. Will entrou no quarto novamente e conversamos um pouco enquanto eu comia. Depois eles saíram, porque a enfermeira disse que eu precisava descansar, e eu adormeci.

Notas finais
E ai gostaram? Não saiam dai porque ainda hoje tem capitulo novo BJS de morango da Roxy