A grande arvore do anoitecer
2 O susto
Notas iniciais
Cheguei no orfanato correndo por causa da hora, a madre-superior me deu um tapa por eu ter chegado em cima da hora, foi o que pensei, a encarei.
—Estava vagabundeando lá fora, não é?! Garota suja e imunda! Vá se lavar antes de comer, os restos dos quais você mau merece!
Sem nem me perguntar nada tive que aturar ouvir ela, tive que fazer o que ela mandava, toda vez da qual eu voltava naquele orfanato, eu me arrependia de não ter fugido.
Porém tinha que lutar para conseguir proteger aquelas inocentes crianças de se tornarem monstros, ou era o que eu pensava, mas para o meu próprio bem tentava me ocupar o máximo possível só para não sofrer tanto nas mãos das freiras, mas isso não quer dizer que todas elas eram más.
Tomei banho de água fria pois era de noite ainda, só de manhã havia água quente por conta do sol, me vesti e fui comer a comida que naquele ponto já estava fria.
Após terminar fui para o quarto, as crianças estavam lá, com a freira Yuna que colocava-as para dormir, comparada as outras ela sempre foi gentil com a gente e tentava sempre amenizar o estrago na mente das crianças sobre as outras.
—Sekai, por que se atrasou hoje? Você sempre aparece até adiantada as vezes.-Perguntou-me um tanto preocupada
—Acabei desmaiando na sala.. -respondi, pois seria repreendida se fala-se que havia dormido.
—Você está bem? Esta com febre? -Yuna ficou preocupada e tentou medir a minha temperatura.
—Eu estou bem, não se preocupe. -Falei despreocupada.
—Certo -Disse-me ao ver que eu não tinha mesmo febre -Pode ir dormir agora, boa noite. -ela saiu em seguida e fui me deitar em minha cama.
—Ei.. Sekai, aqui. -Falou a Nao, ela fica na cama ao lado da minha.
—Nao, tudo bem? Desculpe por ter me atrasado hoje. -Disse me sentando em minha cama.
—Senti a sua falta. -Falou se aproximando de mim e a abrasei, logo notando um roxo em suas costas a olhei bem fundo nos olhos.
—Quem te machucou, Nao? Me diga. -Falei séria e Nao ficou assustada começando a chorar e se negando a falar, então apenas fiquei a abraçando e fazendo carinho em sua cabeça, até ela começar a dormir ao meu lado.
Na manhã em que se seguia ouvíamos gritos para todos os lados no convento e no orfanato.
Todas nós acordamos com esse som e não demorou muito para que a Madre-superior viesse nos acusar, porém esta não deixou claro sobre o que era ou o que tinha acontecido para tantos gritos.
—Eu sei que foram vocês! ou ao menos uma ou mais que fizeram este caos! Irei jogas todas vocês na rua caso a pessoa que fez essa coisa horrenda não apareça!
Quando ela estava quase a bater em cada uma de nós para que alguém falasse o que ela queria, o padre apareceu a impedindo.
—Não faça isso! Elas nem teriam como ter uma ferramenta para aquela atrocidade e foram encontrados rastros de que alguém entrou aqui! -Gritou ele.
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