A good man in the storm
1 prólogo
“Mais um dia ensolarado em Seattle, pra você que acompanha a sua rádio KBBL, hoje teremos um lindo dia se sol, aproveite para fazer suas atividades ao ar livre enquant...”- o som do rádio fora interrompido por uma loira já impaciente que se encontrava presa em um engarrafamento que provavelmente duraria horas “ótimo dia para ficar presa no trânsito; isso sim” esbravejou. Arizona ponderava se deveria ligar ou não para o hospital e avisar que chegaria atrasada, repassava mentalmente as consultas e cirurgias que teria ao longo do dia- suspirou cansada- “hoje será um longo dia” – encostou a cabeça de volta no banco e fechou os olhos desejando mentalmente que quando os abrisse aquela fila imensa a sua frente tivesse sumido. Olhou novamente pro seu celular em cima do descanso de copos e resolveu ligar de uma vez, assim que pegou o aparelho o mesmo escorregou pela sua mão indo parar próximo aos pedais do carro “ boa Arizona ”-ironizou retirando o sinto de segurança para poder agachar e alcança-lo.
Ela só não poderia prever o que veio a seguir: um estrondo e ela sentiu seu corpo sendo arremessado para frente de encontro ao volante -sorte seu air bag ter acionado perfeitamente impedindo um impacto ainda maior- a loira passou alguns minutos inconsciente e quando recobrou a consciência tentou situar-se do que acontecera, sentiu uma forte fisgada vindo da cabeça, passou a mão no ponto onde a dor se concentrava e percebeu um pequeno corte que sangrava ali “ai” gemeu ao sentir a ferida que agora latejava, Arizona estava tão concentrada na dor que só agora havia notado gritos do lado de fora, olhou pela janela e já notava um pequeno murmúrio de pessoas se formando ao redor dos carros colididos, “oh meu Deus , você está bem?” “ ela está sangrando” “ quer que eu chame uma ambulância?” ela ouvia as frases desconexas pelas falas sobrepostas das pessoas, só agora conseguia assimilar que havia sofrido um acidente, ou melhor “alguém bateu atrás do meu carro” -constatou abrindo a porta do veículo ainda zonza pela batida, encostou na lataria do carro ao sentir suas pernas bambearem tentando recobrar de vez seus sentidos, “eu estou bem , não se preocupem” afirmou a algumas pessoas que vinham em sua direção para ajuda-la, dirigiu o olhar ao carro atrás do seu, ouvia-se gritos desesperados vindos do mesmo, estranhou o fato de ninguém ter saído do carro para explicar porque diabos alguém estava em alta velocidade no meio de um engarrafamento, deu pequenos passos tentando se aproximar do veiculo, mas antes que pudesse faze-lo ouviu algo que a fez parar de súbito “ oh Deus, essa mulher está dando a luz” era um homem quem gritava , ele estava agora com a porta do carro aberta e olhava chocado para a imagem a sua frente, tirando forças não se sabe de onde Arizona correu até lá, e pediu para que as pessoas se afastassem. A imagem que ela viu foi a seguinte: uma mulher aparentemente 30 anos, deitada no banco do motorista com as pernas abertas e a respiração ofegante, ainda presa ao cinto de segurança o qual apertava com força como se quisesse descarregar a dor que estava sentindo , imediatamente Arizona entrou no “modo médico” afinal havia uma mulher grávida a sua frente, prestes a dar a luz bem no meio da rua.
“Ei moça, você pode me ouvir? Qual seu nome?”- disse desprendendo o cinto da outra e ajeitando o banco de modo que ela ficasse deitada nele
“Rachel Davis, eu estou grávida de trinta e nove semanas, estava dirigindo para o hospital quando senti a minha bolsa estourar e uma dor forte me invadir, eu acabei perdendo o controle do carro” falou tudo de uma vez dando leves gemidos por causa da dor que sentia. “quem em sã consciência vai para um hospital ter um bebê sozinha? Ainda mais de trinta e nove semanas” a loira pensou
“ Ok Rachel, eu sou Arizona Robbins , não se preocupe eu sou médica” Arizona viu a expressão da mulher suavizar , se afastou um pouco voltando-se para os curiosos que já se aglomeravam ao redor do carro, “esta mulher está prestes a dar a luz, eu preciso que alguém arrume uma toalha e algum álcool , preciso fazer o parto, também chamem uma ambulância com urgência” viu algumas pessoas se dispersando indo atrás do que ela havia pedido, voltando a sua atenção a mulher que agora já gritava de dor
“ Arizona eu... o meu... bebê... por favor” Rachel tinha sua fala entrecortada pelos gemidos de dor que se faziam cada vez mais fortes
“ Não se preocupe Rachel, você vai ficar bem ok? Vocês dois vão!” a loira afirmou segurando a mão da outra sentindo seus dedos serem levemente esmagados, “eu preciso que você me ajude tudo bem?”-recebeu uma resposta afirmativa “ certo, vamos fazer isso, respira devagar, e me diz, como está a sua dor?”
“Em uma escala de 0 a 10?.... 11 “
“realmente esse vai ser um longo dia...”
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