A garota sonserina the slytherin girl
7 CAPÍTULO SETE - Inner Prision
Notas iniciais
—Bem senhora e senhores... Como bem puderam ouvir... já tratei deste problema eu mesmo... Não precisam se ocupar desta...garota sonserina... Sendo aluna de minha casa de origem... será permanentemente assunto meu, fui suficientemente claro...? — Severus Snape dizia com seu semblante sério indecifrável e sua voz profunda, gélida e arrastada como sempre...
—Mas senhor, uma aluna com conhecimentos avançados em Legiminência... Pode ser perigosa! — Respondeu a única mulher entre os agentes disciplinadores...
—Bom, ela apenas insinuou que os possuía e eu a provoquei a respeito... Mas ela não conseguiu nos provar nada! E não se trata de uma aluna qualquer... Muito menos de uma da Grifinória, Corvinal ou Lufa-lufa... Repito, que é responsabilidade permanentemente...minha! Creio que fui suficientemente claro!
—Claro diretor, se assim preferir... — concluiu a mulher preferindo não estender a conversa diante da sobrancelha erguida do diretor, e apesar de concordar, se sentia ainda um tanto desconfiada...
Sendo ela e eles as pessoas mais temidas por estudantes de toda Hogwarts, depois do próprio diretor, por serem encarregados das severas punições pela quebra de regras... Filch, o antigo inspetor também os ajudava...
Ela e eles estavam estrategicamente escondidos e silenciosos em um local adjacente ao gabinete da direção... E puderam escutar e assim acompanhar tudo o que ali se passara entre o diretor e a aluna...
—Ótimo senhora! Transfira minhas ordens a seu irmão, que não esteve aqui por estar patrulhando... Por hora me recolherei à meus aposentos...
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Neelie estava chegando próximo ao corredor que levava ao salão comunal da Sonserina... Na entrada das masmorras... Ainda se encontrava por demais contrariada pelo que acabara de acontecer no gabinete da direção entre ela e Snape, pensando em tudo o que vira e sentira enquanto andava...
Não caminhava usando Lumus em sua varinha, pois não queria chamar a atenção de algum agente disciplinar pelos corredores ou outra pessoa que pudesse vê-la ainda rondando fora de seu salão comunal àquela hora... Lembrava-se naquele momento da última frase dita pelo mestre de poções: "A senhorita precisa treinar oclumência!"
—Mas quanta petulância da parte dele me ironizar assim! Como se eu não fosse uma boa legiminens! Eu só fui ingênua em desafiar um oclumente especialista! Mas isso não justifica menosprezar minhas habilidades deste jeito! Sou tão boa quanto ele e...
A garota falava para si mesma, porém em voz alta, quando parou e se deu conta de algo diferente: de repente estava lembrando de coisas que não lembrava antes... Como agora sabia que Snape era especialista em Oclumência...? ...E se ela mesma era boa em Legiminência ou não...?
...Então seus pensamentos foram interrompidos... Notara que estava sendo seguida... Ouvira um farfalhar de capa no corredor escuro próximo de si... Ou algo muito semelhante... Parecia que mais alguém também se dirigia para as masmorras quase ao mesmo tempo que ela, ou estava esperando por ali para encontrá-la...?
Sacou a varinha e deu alguns passos desconfiada, buscando em volta com o olhar e sentindo o coração acelerado pela ansiedade... Queria descobrir de quem se tratava, porém ao mesmo tempo receava a descoberta... Encheu-se de coragem e bradou:
—Quem está aí? Mostre-se!
—O que está fazendo aqui Epans!? Pretendendo amanhecer no sofá do salão comunal mais uma vez?
—Oras... Me deixe em paz... E você...? Você também saiu...
—Sou o monitor chefe! Senhorinha "filha-do-acessor-do-primeiro-ministro"... — Alfinetou o garoto loiro que aparecera diante de Neelie, saído de trás de uma parede com a varinha acesa por um Lumus... Ele completou:
—...Saiba que somente por isso não vou contar ao diretor... Mas não fique de bobeira por aí todas as noites!
—Oras...! Hum... Malfoy...! — esforçou-se um pouco para lembrar o nome e hesitou um segundo em dizê-lo... E lembrou-se de que Astoria nutria sentimentos pelo rapaz. Durante longos segundos o fitou, e recordou-se também de que o pai dele era um Comensal da Morte...
Quiça até mesmo o próprio moço à sua frente poderia ser um também!Já sabia disso antes ou fora algo que lhe viera à mente depois de sua "conversa" recente com o diretor...? Lhe ocorreu se seu próprio pai, mencionado também não seria Comensal... Entretanto ela não sabia...
Mas decidiu tentar Legiminência com Malfoy... Uma vez que Snape fizera parecer tão fácil fazendo com ela... E a curiosidade sobre a família do rapaz a incentivava... Quem sabe investigando a dele não chegava a informações precisas sobre a sua própria...?
Concentrou-se para sondá-lo sem que ele percebesse... Por alguns instantes pareceu conseguir com eficiência... Mas repentinamente ele empunhou-lhe a varinha e disse em tom raivoso...
—Ei, o que você pensa que está tentando fazer!? Não sou burro... Ficou maluca...? Quer que eu lhe dê o troco!?
—Oclumens! — ela disse mais que rapidamente sacando sua própria varinha, pois a última coisa que queria era alguém fuçando sua mente de novo... E para sua estranheza o loiro riu alto...
—Onde está a graça Malfoy...? — perguntou séria e confusa, mas ele não parava de rir... E o rapaz respirou tentando acalmar as risadas que ainda demoraram alguns instantes para cessar, enquanto escorava-se à parede...
—Você me fez ganhar minha madrugada! Então você quase consegue me aplicar Legiminência, mas não sabe que Oclumência se aplica em você mesma!? E não quer que eu ache isso hilário...?
—Ora, seu... — Neelie dizia entre dentes ainda com a varinha apontada para Draco, que ainda sorrindo a surpreendeu ao passar um braço por seu ombro como se eles fossem camaradas...
—Mas você nunca relaxa mesmo, não é? Chega...! Vamos para os dormitórios antes que amanheça... E... Sei o que você viu... Foi pouco, mas viu! Não consegui usar minha Oclumência com você... Você foi mais rápida... Mas bico fechado, hein Epans! Você até que é boa mesmo em Legiminência! Mas como oclumente...Tsc,tsc... — Ele bufou alto e debochadamente...
A garota seguiu com ele mantendo um semblante enigmático e sem mais nada dizer... Contudo, sobre o que vira por segundos ao penetrar a mente dele, não sabia se a aparente ameaça irônica e em tom lúdico que lhe direcionara era apenas para que ele não deixasse de sair aparentando autoconfiança...
...Ou se ele realmente percebera que por ínfimos instantes a garota sonserina vira seu interesse por Astoria e o fato de não ter se aproximado da garota ainda por temer que sua ex, Pansi Parkison com quem ainda mantinha uma relação amigável, fosse transformar a vida da rival num inferno se todos soubessem...
E sim... O pai dele, Lucius Malfoy era de fato um Comensal da Morte, um dos mais próximos do Lord das Trevas... E aparentemente havia sido destituído recentemente de sua posição de "braço direito" do mesmo, embora não conseguisse ver o motivo... Vira que fora trocado por outro, ao menos segundo o que o filho pensava...
...Este outro era ninguém menos que o atual diretor de Hogwarts, após este ter matado o antigo meses antes, em lugar do próprio Draco Malfoy escolhido para tal... Vira tudo muito rápido na mente do rapaz, porém não havia tido tempo de sondar o suficiente para saber como ele se sentia a respeito de tudo aquilo... Portanto não sabia se podia confiar no loiro...
Nenhum dos dois havia notado enquanto caminhavam descontraídos rumo ao salão comunal... Mas eram observados por um par de olhos astutos... Que tinham de astúcia o que tinham de mistério... Olhos tão negros e soturnos quanto a escuridão...
...Os olhos de Severus Snape, que se encontrava silencioso e atento atrás da parede onde Draco se apoiara e onde ele próprio se detera à caminho de seus aposentos saído do gabinete da direção, a tempo de perceber que Neelie ainda se encontrava naqueles corredores e ter decidido seguir a moça...
§§§§§
Dia seguinte a garota sonserina não havia dormido quase nada... A ultima coisa que se lembrava era ter adrentrado o Salao Comunal da Sonserina com Malfoy... Não fazia sequer idéia de como havia chegado em sua própria cama... De fato estava exausta após aquela madrugada...
Então seria talvez este o motivo pelo qual havia amanhecido ali naquele sofá após todos afirmarem que ela não dormira em seu quarto noutra noite...? Seriam os fatos ocorridos naquela madrugada algo rotineiro em sua vida? Ela não fazia idéia! E olhava para o nada com um livro nas mãos enquanto tentava analisar a complexa questão...
—Meninas, vocês souberam dos alunos de Grifinória e Corvinal que foram para Inner Prision ontem... Três parece que foram durante a aula de Artes das Trevas...
Astoria se aproximara um tanto afoita e de olhos arregalados da irmã e de Neelie, que estavam sentadas lado a lado em um dos enormes sofás negros do Salão Comunal da Sonserina...
A segunda saíra de sua letargia ainda com o livro nas mãos, e passava a prestar atenção na conversa e Daphne mirando-se num espelho de cabo prateado respondia descontraída:
—Duas casas tipicamente conhecidas como covil de sangues ruins! Claro que eu sei... Eu estava lá... E acho até bem recomendável para que eles reflitam no que fizeram!
—Mas Daphne, tinha sangues puros também desta vez...
—E daí? Eu os vi... Não são gente como nós! Grifinória e Corvinal estão se misturando com a escória porque querem! Os lufanos às vezes também, mas pelo menos são trabalhadores...
—Inner Prision...? — Neelie levantava a cabeça do livro, indagando confusa... Porém com o semblante que aparentava mera curiosidade descompromissada na pergunta...
—Inner Prision é o local para onde alunos infratores são levados para "refletirem sobre seus atos" — dizia Daphne com um sorrisinho malicioso — o nome que os professores costumam usar é "Sala da Disciplina", como a professora Liover disse na Aula de Artes das Trevas ontem... Você estava lá também Nee...!
Neelie então lembrou-se da aula onde uma professora ordenara um duelo desigual, onde estudantes do sétimo ano praticavam a Cruciatus, a maldição da tortura, em alunos do primeiro ano que eram nascidos trouxas ou mestiços... Ela lembrava bem das alunas e do aluno que haviam se recusado a participar, desafiando a professora...
—Mas todo mundo sabe disso... Ih, Nee, esse Obliviate que te deram foi forte mesmo, hein... Precisamos ajudar você!
—Daph, não muda de assunto! Desta vez não eram sangues ruins... Eram de Grifinória e Corvinal... Mas era sangues puros como nós!
—Como nós...? Não fala besteira... Tá com peninha, Tori? ...Então quer levar um deles pra nossa casa com agente!? — dizia Daphne debochada...
—N-não é isso! Eu acho que só... Eu só fiquei preocupada...
—Entao não se preocupe! Não somos como eles! Somos da casa mais exemplar de Hogwarts, e sempre teremos nossos direitos! ...Diretos são para bruxos e bruxas direitos! Oras, se recebem ordens dos professores, que são seus superiores, porque diabos não as seguem!? Que aguentem os castigos e a Inner Prision! E ainda é pouco para sangues ruins e quem se associa com eles... — retrucava Daphne despreocupada mirando-se no espelho...
E ao ver por segundos seu reflexo no objeto que a colega segurava, Neelie sentiu uma tontura e desviou o olhar... Ou seria por causa da noite mal dormida.. Sentiu-se incomodada de um modo que sequer conseguia explicar a si mesma... Ou será que o incomodo seria com as palavras da colega...? Ou alguma outra coisa sobre si mesma que ainda não soubesse...
Continua...
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