A garota que mora ao lado
16 Capítulo 15: Os túmulos
Por mais que doesse admitir que a Melissa estava certa, eu tinha que admitir, ela tava certa, nem sempre tem uma segunda chance, nossa eu nunca pensei que chegaria o dia que eu concordaria com algo tão absurdo. Mas levando em conta que a Melissa tem mais experiencia de vida do que eu, não tinha muito fundamento discordar, mas ainda fere o meu orgulho. Agora afinal, como ser tona amiga de alguém? Todas as vezes que isso me aconteceu eu sempre fui puxada para essa amizade sem mesmo ter a chance de pensar no assunto, não que eu tenha o que reclamar, ainda assim é muito confuso, o que as pessoas normais da minha idade fazem? Sera que eu teria tempo para alguma delas? E por que a Sófia quer ser minha amiga?
Quanto mais pensava mais confusa eu ficava até mesmo tentei buscar um livro de autoajuda na biblioteca sobre o assunto, mas não o encontrei é extremamente frustante não saber algo: — Clara no que tanto está pensando? — pergunta o coveiro me tirando de meu desvaneio.
— Só estou pensando sobre um pedido que uma garota me fez mais cedo — respondo o seguindo para dentro do cemitério.
— Alguém se declarou para você? — questiona ele surpreso enquanto segurava os meus ombros.
— Não a Sófia só me pediu para ser sua amiga — digo o vendo ficar decepcionado.
— E eu achando que você finalmente entraria na vida adulta — disse meu amigo — mas então, quer que eu pegue o balde?
— Sim, por favor — respondo antes de caminhar até os túmulos demorando um pouco para chegar nos dos idosos que me acolheram bem a tempo de encontrar o coveiro que me entrega o balde cheio de água e um pano — obrigado.
— De nada — disse ele antes de se afastar.
Com isso começo a arrancar as plantas que começavam a crescer ao redor do túmulo tirando cada uma com cuidado para em seguida começar a limpar removendo qualquer sujeira acumulada: — Prontinho agora parece novinho — digo me sentando de frente para os túmulos — desculpa não ter pego algumas flores, meio que não deu tempo hoje é que eu fiquei confusa com algumas coisas.
Ainda com um bom tempo até que precisasse sair começo a conta-los o que acontecera naquele mês sem omitir uma única coisa e quando dou por mim sinto o meu amigo parado ao meu lado: — Você gostava muito deles, né? — pergunta ele.
— Sim, muito — respondo me levantando — bem ainda falta eu fazer mais uma coisa.
— Eu até entendo porque você visita o túmulo do casal que cuidou de você, mas eu realmente não entendo porque você faz isso com aqueles outros — disse ele me guiando para o outro lado do cemitério — que eu saiba eles não moravam aqui, então não tem como conhece-los.
— Mas conheço — digo parando na frente de outros túmulos — e eles são muito importantes para mim.
— Quem eles foram para você? — pergunta ele.
— A minha família.
Continua...
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