A garota invisível

5 3º dia: encontro inesperado


Notas iniciais
Oi pessoal!!!! Mais um cap. pra vocês um beijo espero que gostem.

Que primeira semana de aula cheia! E é porque ela ainda não acabou. Primeiro, sou recebida por uma galinha depenada que deixou uma marca na minha barriga. Segundo, me encontro com a dita que, ainda por cima, é muito ciumenta que pensa que eu dei em cima do namoradinho dela que eu mal conheço, quase sou estuprada e me reencontrei com minha mãe que ainda está muito doente.

No momento me encontro sentada no meu amado chão encostada na cama analisando o que vou fazer hoje, com certeza ir pra aula não está nesses requisitos, eu tenho alguns assuntos a tratar com minha mãe e caso eu vá pra aula hoje é bem possível nunca voltar, ou se voltar é sem uma parte do corpo se é que me entende.

Decido começar a agir o quanto antes, entro no banheiro e faço minha higiene, quando saio visto uma calça preta comum, uma blusa roxa fofa sem gola (Quié? Eu não posso achar nada fofo? Isso é discriminação caso tenha pensado algo contra mim, caso contrário voltaremos com a nossa programação normal), hoje não vou usar moletom ou casaco, está um pouco quente, amarro meu cabelo de um modo que alguns fios se soltem naturalmente.

Saio do meu quarto, está muito quieto, parece que ninguém acordou, aproveito essa oportunidade para sair o mais rápido possível para não precisar dar nenhuma explicação.

Faço uma boa caminhada até o meu destino, resolvi não levar nada comigo, só quero conversar com minha mãe e esclarecer as suas dúvidas, não deu pra falar nada por causa da presença daquele ruivo, ele está começando a me trazer alguns problemas, tomara que ele não me meta em confusão.

Me desfaço de meus devaneios quando me deparo com a grande construção que me rodeia, diferente o hospital que tínhamos na outra cidade esse parece ter um bom atendimento, eu sempre admirei o trabalho dos médicos salvando vidas e trazendo felicidade à famílias sem esperança, acho que é por isso que quero ser médica quando crescer.

Ando até a recepção e procuro por minha mãe, a recepcionista logo me atende e diz que ela está no quarto 18 do segundo andar, ela é muito gentil e atenciosa comigo, até teve a boa vontade de me levar onde ela está, no caminho eu descobri que seu nome é Luna e que ela só está trabalhando como recepcionista para pagar seus estudos na área de recursos humanos, ela aparenta ter por volta de vinte anos, cabelos castanhos escuros na altura um pouco abaixo do ombro, pele morena, realmente existem pessoas gentis no mundo.

Logo me pego fitando a porta, Luna teve que voltar ao trabalho e me deixou lá, no meio de um dilema, entrar ou não, olho atentamente para a porta tentando buscar uma maneira de parar o tempo ou ganhar mais coragem, ela é branca, tem cheiro de hospital, possui detalhes dourados nas pontas e em sua janela o logo do estabelecimento tampa minha visão do que está lá dentro.

Bato de leve na porta esperando que ninguém ouvisse e eu pudesse voltar pra casa como se nada tivesse acontecido, mas para a minha decepção e entretenimento de vocês recebi um “entre”, abro a porta meio timidamente a fim de ver a cara de surpresa da minha mãe, mas ao invés disso a encontro toda entubada, com o medidor cardíaco ligado e um garoto (jovem) com um jaleco branco, seus cabelos são negros, acho que mais escuros que os da minha cópia (irmã), ele é moreno, meio bronzeado, alto e em sua mão se encontra uma prancheta, ele está escrevendo algo, parece importante.

De repente ele para de olhar a prancheta e quando seus olhos encontram os meus ele abre um sorriso, que péssimo dia para sair de casa, pelo menos na escola seria pior.

– Bom dia moça- ele começou- o que procuras?-ele tem uma voz rouca e calma, e gora? Eu não sei o que falar! Não fui treinada psicologicamente para falar com estranhos enquanto minha mãe aparenta estar morta.

– E-eu s-sou a filha da Lily- ótimo Kate! Você parece mais nervosa que uma galinha no matadouro.

– Eu não sabia que a senhorita Clook tinha duas filhas!

– Como assim?! Você conhece a idiota da minha irmã e nunca ouviu falar de mim? — comecei a me estressar, podem falar de mim pelas costas, me bater, me estuprar, mas dizer que teve contato com minha mãe e não ter ouvido falar em mim já é a gota d’água, parece que eu fui esquecida, eu virei a ovelha negra da família?

– Me desculpe, é que ela só fala Kate pra lá e pra cá – essa é pra sambar na cara da sociedade!!! Eu sou a melhor filha do mundo! Também minha mãe nunca me deixaria na mão, já passamos tanto tempo juntas que eu já esperava por essa resposta, não querendo me gabar, mas se ele não me reconheceu quer dizer que minha mãe não contou a parte mais delicada da história, parece que ela não falou que eu não sou o exemplo de uma garota bonita e não me visto para tal, por isso as pessoas se confundem.

– Então, primeiramente prazer, me chamo K A T E, e sou a filha mais nova da família clook, pode não parecer mais era de mim que ela estava falando, eu posso não ser a pessoa mais legal do mundo mas eu tenho o meu lado bom, como tudo já foi esclarecido, o que realmente ela falou de mim?

– Bom, ela disse muito sobre a sua personalidade e quase não falava da sua aparência, por isso eu me confundi desculpe, mas dizem que a verdadeira beleza vem de dentro né?- ele disse sorrindo, tentei retribuir mas ainda estou meio desconfortável, PERAÍ!!! Ele acabou de me chamar de gorda?! Prevejo um futuro bem curto pra esse aí – prazer, me chamo Leonardo mas pode me chamar de Leo – eu já falei que não gosto de ser analisada né? Parece que ele não tem medo do perigo, fica fazendo isso direto, não gostei.

Mesmo eu não gostando das primeiras impressões que tive de Leo passamos horas conversando, acho que está perto do almoço, ele até que é interessante, sabe como entreter alguém, ele é mais alto que eu alguns centímetros e tem um cabelo meio espetado laranja (parece o do Ichigo) e é meio bronzeado.

Pela nossa longa conversa descobri algumas coisas, ele é médico, mas ainda está na faculdade, a relação dele com o pai parece ser bem forte, queria poder dizer o mesmo, no final acabou que ele me convidou para almoçarmos na cozinha do hospital, ele é bem gentil.

E assim começou-se um pequeno questionário:

– Quantos anos você tem mesmo? – disse pondo uma garfada de omelete na minha boca.

– Eu tenho 19 anos, e você?

– Vou fazer 17, porque você foi chamado pra cá se ainda está na faculdade?

– Meu pai é responsável pelo caso da sua mãe e me pediu para ajudar, se você tem 16 anos devia estar na escola certo?

– Eu não quis ir hoje, quis ver como minha mãe está, afinal, o que minha mãe tem?

– Ela entrou em coma, mas agora ela vai ficar bem. Nossa! Pra alguém que mal levantava a cabeça pra falar você até que é curiosa – soltei um pequeno sorriso, ele prestou muita atenção em mim, ele é um cara legal, acho que o julguei mal, logo ele me olha estranho como se tivesse ficado feliz com a minha atitude – sabe, sua mãe tinha razão quando você sorri parece a menina mais bonita do mundo – eu me incomodei um pouco com o elogio porque senti meu rosto esquentar e desviei rapidamente o meu olhar, senti ele dando um sorriso de satisfação, esse daí...

Neste momento já nos encontramos andando pelos longos corredores do hospital quando sinto um peso nos meus ombros, olho pro meu lado direito, isso é um braço?

– E aê loirinha, estava te procurando e pensei que estaria aqui, porque não foi pra aula hoje? O que esse cara ta fazendo aqui?

Essa voz... Eu conheço de algum lugar... Leo olha pra figura ao meu lado, ele está com ciúmes? Pouco provável, eu não arrisco olhar pra o lado, já tenho minhas suspeitas, o que esse cara ta fazendo aqui?

Quem ele pensa que é pra fazer isso comigo? A namorada/perua dele quase me matou quando nos viu conversando, o que seria capaz de fazer se soubesse disso?

Dillan estava sério encarando Leo, se ele virasse o rosto poucos centímetros teríamos nos beijado de tão perto que nós estávamos, Perto Demais, podia ouvir sua respiração, isso não era bom, ela estava alterada e um tanto possesiva? Que porcaria é essa?! Se ele não me soltar ele que vai ter que ser internado.

– Dillan! – já chega! Falei irritada, sem sucesso, só o fez me apertar mais contra si, ele vai morrer se continuar aqui, que pena que não tem uma arma por perto.

– Dillan – disse Leonardo.

– Leo – disse ele.

Peraí eles se conhecem?

– É melhor você sair daqui – disseram os dois em uníssimo.

– Tá bom, eu vou embora panaca escarlate, tchau Kate – ele ia se aproximar para me beijar mas Dillan não deixou.

Ele só me soltou quando chegamos na saída do hospital.

– Porque você fez isso?! – gritei, eu não aguento mais esse ruivo, acabou a hora de ser a boazinha.

– Eu fiz isso pra te proteger! – Falou ele no mesmo tom – Você não sabe que é ele de verdade, se ele fosse tentar fazer alguma coisa eu estaria aqui.

– Você é demente ou o que? – falei demais, mas vamos aproveitar o momento – eu acho que sei me cuidar sozinha, não lembra como eu escapei da armadilha em que você me colocou?

Ele fechou os olhos e respirou fundo, depois falou em um tom passivo:

– É, eu acho que tô te subestimando, desculpa – deu um sorriso amarelo meio sem jeito – é que eu não quero ver uma amiga triste – agora foi minha vez de ficar sem graça ele só estava preocupado, nesse momento eu me lembrei das minhas amigas, que saudades! Ele me chamou de quêê?

– A-amiga e-eu? – ele abriu um grande sorriso, seus dentes eram brancos e brilhantes, mas eu não fiquei os observando, baixei logo a minha cabeça, hoje eu me exaltei demais.

– Você é uma pessoa que me entende, isso é raro, tô vendo que você não tem muitos amigos né? – balancei a minha cabeça negativamente, ele sorriu – eu vou te mostrar como é ter um amigo – esse cara é doido, eu não quero uma amizade dessas.

– Eu tenho amigas sim.

– Sei, vamos pra casa.

Fui pra casa dormir, hoje foi um dia muito tenso.

Notas finais
Gente eu vou continuar a fic por muito tempo mas não sei quando cada uma vai ser postada, se quiserem tirar dúvidas comentem ou me mandem MP. Um aviso, caso vocês estejam gostando da fic por favor comentem, no último cap. eu não recebi nenhuma mensagem, você que é escritor no site sabe como é deprimente você não receber nenhum comentário, quem sabe esse comentário não me dá inspiração pra pstar com mais frequência, eu asseito até um simples "obrigado pelo capítulo de hoje. Obrigada por gastar segundos importantes da sua vida para ler essas notas.