A garota dos olhos limpos - Hiatus
9 Um amigo que voltou
Notas iniciais
Assim que eu ouvi o grito, tomei um susto, um baita susto. Ai... Sei lá, vai que a Rose, voz de quem eu descobri que era o grito, era namorada do Vincent, gostava dele ou coisa parecida? E se ela me viu ele me beijando? Quer dizer, eu não queria exatamente aquilo. Eu só queria ser gentil e ajudá-lo a levantar, ele que me puxou para aquele beijo, eu admito que me senti atraída por ele sim, afinal, como nos relatos de Scorpius ele nunca abandonava aquele sorriso faceiro e debochado, e confesso que eu simplesmente amo sorriso debochado. Eles são a minha perdição. E sem falar naqueles olhos dele, aqueles olhos num castanho tão parecido com o seu cabelo, os olhos me fitando, aqueles olhos que eu guardei na memória até os últimos dias de minha vida. Jessica, foco, o grito!
–NÃO PODE SER! – Disse Rose, olha ai não falei que era ela, correndo em nossa direção, já com roupa de dormir. – Você deveria estar morto!
–Poxa, isso virou um bordão nacional depois que eu morri? Eu achava que você iria ficar mais feliz em me ver Rosecreide.
–Meu Merlin, por Deus, é você mesmo. – Gritou Rose abraçando o moreno, convenhamos que senti uma pontinha de ciúmes quanto a isso. Quando ela se soltou dele Scorpius, lentamente se aproximou do amigo.
–É você mesmo? – Perguntou ele ainda com as lágrimas caindo e molhando-lhe a face. –Q... Quer dizer, como pode ser você?
–Sou eu sim, corcor – Disse Vincent em um tom calmo, levantando a mão lentamente até que chegasse a altura de sua cabeça. – Vamos, toque – Disse ele abaixando a mão e oferecendo-a a Scorpius. O loiro, como se estivesse com medo de que aquilo tudo não passasse de um sonho, onde seu melhor amigo havia voltado da morte, e então ele relutantemente apertou a mão e o puxou para um abraço. Um abraço de velhos amigos que não se viam há anos.
–Como você conseguiu voltar. – Disse Scorpius soltando o amigo, mas ainda com lágrimas no rosto.
–Só posso falar na frente dos outros, é importante para a missão.
–Como você sabe da missão?
–Não importa, agora temos que entrar e que reunir todos. Tenho um comunicado oficial de Aslam.
Sem ousar nenhum questionamento, todos foram acordar os outros e reuni-los na sala do trono. Assim que Alvo viu Vincent, foi até ele e com um abraço e uma pergunta “Como? Você deveria estar morto” e um “Isso deve realmente ter virado um bordão por aqui” Alvo se sentou. Quando estavam todos acomodados, principal e inclusivamente os quatro reis, Vincent se levantou, ele foi até o meio da sala e começou a falar.
–Olá pessoas, meu nome é Zeusa Poderosa. Mentira. É Vincent Bloosk mesmo. Como muitos de vocês já sabem, ou não, eu deveria estar morto – um murmúrio ecoou pelo salão – Mas eu não estou. Como prova, estou falando com vocês.
–Beleza. Queremos saber como você voltou. – Disse Marisa colocando uma mecha de seus cabelos azuis para trás da orelha.
–Eu já ia chegar lá. – Disse Vincent. – Até onde todos sabem, eu morri, mas agora eu vou contar o que aconteceu depois. Eu sentia dor em todo o meu corpo, eu tinha sido torturado e eu senti que até os meus fios de cabelos doíam e pediam pela morte. Eu tinha apenas duas opções: Entregar a espada de Griffyndor ou morrer sendo um herói. Acho que está clara a posição que eu escolhi.
–Você acha mesmo que eu vou colocar no teu poder a espada de Griffyndor? Você está muito enganado. – Disse Vincent levantando a cabeça. Um filete de sangue escoria pelos seus lábios e os seus cabelos normalmente arrumados estavam desgrenhados.
–Tem certeza? Cruccio – e a contorção recomeçara só que dessa vez por um tempo maior. E assim como da última vez, o movimento da varinha cessara com a maldição.
–Nada vai sair desta boca. – Disse Vincent
–Então você não me deixa outra escolha. – o sorriso maníaco predominava a face de Marcel. –Quais são as suas últimas palavras? – Vincent olhou para Scorpius, em nenhum momento, nem quando estava sendo torturado ele abandonou o sorriso faceiro, agora seu rosto estava pálido, mas tingido em vários pontos pelo sangue dos cortes em sua testa, bochecha esquerda, queixo e boca, então Scorpius soube que não teria mais como adiar aquilo, lágrimas caíram dos seus olhos.
–Chute a bunda dele por mim Corcor.
–Péssima escolha. Avada Kedavra – Ordenou com a varinha e a vida deixou o corpo de Vincent que ficou lá, no chão frio do salão comunal da sonserina.
–Depois disso eu me lembro de ter acordado em um jardim a beira de um laguinho. Eu já não estava mais ferido e o lugar era lindo e mágico. Tomei um susto ao ver que ao meu lado estava um majestoso leão de juba amarela como o sol. A sua presença irradiava felicidade ao lugar e o mais estranho, não me deu medo. Normalmente se você acorda ao lado de um leão o seu primeiro instinto é fugir, mas eu não tinha esta vontade. A presença do leão fazia com que eu quisesse levantar e chegar perto dele.
–Sábio momento para acordar, filho de Adão – Disse o leão. Na hora eu achava que estava ficando maluco. Qual é, disse o leão?
–Onde eu estou. – Eu disse me afastando, ainda que sem querer, um pouco do leão
–Este lugar não pode ser contado como um lugar comum, filho de adão. É tudo e nada ao mesmo tempo. Está em todos os lugares e ao mesmo tempo em lugar nenhum.
–Oh, legal, eu sempre quis conhecer coragem, o cão covarde.
–Deves saber que este lugar não é para brincadeiras. Foste solicitado para uma estrela. Você, filho de adão, renascerá, porém, com o seu mesmo corpo, memória e idades. Renascerá em Nárnia daqui uma noite pela ajuda de um garoto chamado Scorpius e uma garota chamada Jéssica. Ides e levai um recado meu.
–Pode falar – per mais estranho que eu achasse tudo aquilo, eu não podia deixar de acreditar no que o leão dizia.
–Nove me procuram dês de o primeiro dia desta jornada, porém, mas quatro irão se juntar a eles. A Rainha Lúcia, que sempre foi uma criança cheia de bondade e agora rainha igualmente dotada de tal qualidade. Rei Edmundo, que sempre foi inteligente e engenhoso. Rei Pedro, para que possa provar e lembrar a si mesmo que não é um traidor, apenas fez o que julgava correto. E por fim, você, Vincent Bloosk, o garoto que voltará e ajudará á dês semear o mal que já re-habita nossas terras. Rei Caspian X ficará com suas tropas em prontidão e estará no castelo para que se lembre do que é um lar e de que muitas vezes, pessoas têm opiniões diferentes, isso não necessariamente significa traição. Eles devem ir até a fronteira de Nárnia no sul, Onde antes, os reis Pedro, Edmundo, Lúcia e Susana reinavam em paz, até o cair da noite de quinta-feira, onde encontrarão a mim, pronto para ir até velhos conhecidos encarar velhos inimigos.
–E ai eu apareci aqui. Bem, não completamente aqui. Lá fora. – Disse Vincent.
–Então temos dois dias para ir até Cair Pavel? – Perguntou Pedro.
–Sim. – Disse Vincent.
–Então todos descansem, amanhã todos, menos você, Caspian, partiremos – Ele falou isto com certo tom de prazer na voz.
–Vamos, amanhã será um longo dia – Concluiu Annabeth.
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