A garota do time 7 - Livro 1

28 Capítulo 28 - Caos Sangrento


Já fazia duas horas. Duas horas de Naruto agitado e perguntando se ela precisava de algo, desde comida até água. Harumi não precisava desse tipo de atenção. Não era apenas constrangedor, mas também completamente desnecessário.

— Naruto-kun, o fato de ter gostado do meu tempo com time 8, ou aproveitar meus treinos cm Gai e Lee, não quer dizer que estou trocando de time. — Harumi tentou ser o mais clara possível. — Se fosse trocar, preferia algum que não tivesse nenhum herdeiro de qualquer clã.

— Eu sei! Você nunca nos trocaria.

— Idiota!

— Calado, temee. Você também ficou lamentando em meu ouvido que Haru-chan estava debandando para outros times.

— E o fato de fazer amizade com Hinata ou Sakura não quer dizer que deixamos de ser amigos.

Os olhos dos meninos arregalaram.

— Somos amigos? — Harumi perguntou, insegura diante da reação deles.

— Claro que somos. — Naruto praticamente gritou.

As carruagens passaram pela floresta e chegaram à planície, que se estendia por um bom enorme como por todo o País do Fogo. Os campos de arroz deram lugar a pequenas colinas e caminhos paralelepípedos, à medida que os moradores que trabalhavam na terra se moviam perto da estrada para ver a procissão passar.

Sasuke torceu a boca enquanto olhava para os fazendeiros e suas famílias. Algumas mulheres colocaram a cabeça para fora da lama e as cabanas de madeira próximas para olhar que carruagens passavam, enquanto impediam seus filhos de correrem em direção aos cavalos.

Logo a largura e altura das árvores mudaram. Era possível ver plantações de bambus altos, alguns rios de águas claras e vegetações rasteiras. Kusagakure fazia fronteira com Konoha e Iwagakure. Ele era um País rico em florestas, algumas consistindo de cogumelos gigantes ou de bambu, ele também parece ter muitos rios e desfiladeiros profundos.

Kusagakure teve uma grande participação na terceira guerra, já que seus vastos campos foram palcos de lutas sangrentas que duraram dias. Apesar de não participarem ativamente da guerra, era limiar entre Iwagakure e Konohagakure.

Naruto ouviu histórias de seu pai e Kakashi sobre a Ponte Kannabi, destruída pelos dois remanescentes do time 7 da época, após a morte de Uchiha Obito.

O povo de Kusagakure — ou país da grama, como eram conhecidos — eram reservados e preferiam ficar longe de disputas. Atualmente, era um dos maiores fornecedores de verduras e arroz de Konoha.

O dia passou tranquilo. O sol começou a morrer lentamente, quando Hana deu a ordem para acampar durante a noite. Os servos dos mercadores aparentemente tinham tudo de que precisavam para montar uma elaborada cozinha improvisada.

Entre algumas instruções de Hana e a tagarelice dos mercadores, que pareciam encantados, por estarem sendo acompanhados pelo filho do famoso Yondaime e o herdeiro do clã Uchiha.

— Haru-chan, você pode ir no primeiro turno — Naruto disse. — Uke-chan pode ficar com o segundo e eu posso ficar com o terceiro.

— Não, — Hana interrompeu a dinâmica do trio. — Você vai dormir antes que eu torça seu pescoço. — disse a chunin do clã Inuzuka. — Entendido?

Naruto engoliu em seco. Ele não aceitou muito bem a liderança de Hana, além dela ser uma intrusa no esquadrão, era irmã de Kiba — seu rival irritante.

— Basta — disse Harumi, calmamente — Sério, eu agradeço a ideia, mas não gosto de excesso de atenção ou bajulação — Talvez fosse o tom suplicante, ou seu discurso sobre amizade, mas Naruto finalmente recuou.

— Tudo bem. — disse o loiro. — Mas estou de olho em você. — e com isso ele foi dormir.

— Ele nunca sabe quando parar. — Sasuke exalou. — Ele pode ser irritante às vezes, mas ele não é... ele se preocupa com poucas pessoas...

— Sim, eu suponho que sim.

— Você fará a vigilância do meio. — Hana gesticulou para Harumi. — Eu farei primeiro. Vá dormir um pouco. Sasuke fará a terceira.

Harumi e Sasuke acenaram de volta, antes de irem para a sua área de descanso. Os comerciantes armaram suas tendas, e, aparentemente, começaram a festejar e beber ruidosamente.

Não havia nenhum perigo aparentemente, exceto a calmaria do vento contra os talos de arroz e os galhos das árvores ao redor da pequena fogueira aninhada em um canto e coberta por pedras. Era como acampar, mas com o risco de uma emboscada a qualquer momento por algum shinobi errante.

Quando o cansaço caiu, o trio genin procurou suas tendas para descansar. Os músculos começaram a lamentar pelo cansaço exposto no decorrer do dia.

O despertar veio muito cedo.

— Sua vez. — murmurou Hana, sua mão direita segurando o ombro de Harumi, enquanto a esquerda imobilizou o seu pulso. A mão esquerda de Harumi segurava uma kunai afiada, em um flash, e aparentemente estava na direção dos lados do chunin quando o mesmo parou o ataque. — Belos reflexos.

— Noite agitada. — Harumi resmungou de volta, levantando-se lentamente. O acampamento estava silencioso e nem mesmo uma luz fraca permanecia do lado de fora. As tendas se encheram de sombras brilhantes.

Ela flexionou os dedos ao se posicionar no topo de uma árvore próxima, usando os galhos como cobertura de sua posição, ela podia ver as tendas e os arredores próximos. Ela esfregou os olhos por um momento, antes de conter um bocejo. Na verdade, ela perguntou como deveria contar a passagem do tempo.

O despertar veio muito cedo. — Sua vez. — Hana murmurou. A sua mão direita segurando o ombro de Harumi enquanto a esquerda imobilizada seu pulso. A mão esquerda de Harumi espalmou a kunai em um flash, e aparentemente estava na direção dos lados de Hana quando o Chunin parou o ataque. — Belos reflexos, garota.

— Culpa de Kakashi. — Harumi resmungou de volta, levantando-se lentamente.

O acampamento estava silencioso e nem mesmo uma luz fraca permanecia do lado de fora. As tendas estavam escuras, denunciando que os mercadores e seus servos finalmente dormiram.

Ela flexionou os dedos ao se posicionar no topo de uma árvore próxima, usando os galhos como cobertura. De sua posição, ela podia observar as tendas e os arredores próximos. Harumi esfregou os olhos por um momento, antes de conter um bocejo.

O vento soprava suavemente durante a noite — o único barulho que Harumi ouviu, exceto pelos roncos dos servos e mercadores. Não havia mais nada. Ela observou a lua se mover lentamente no céu noturno, até que calmamente decidiu que esperou o tempo suficiente.

O sol nasceria em apenas algumas horas. Ela se espreguiçou com cuidado, agarrando-se ao lado da árvore enquanto descia. Ela voltou ao acampamento o mais silenciosamente possível, antes de se ajoelhar ao lado do Uchiha adormecido.

— Sasuke, — ela sussurrou.

O Uchiha realmente abriu os olhos em menos de uma fração de segundo, antes de gemer levemente. — Meu turno já?

— Sim.

Sasuke se levantou habilmente e partiu para outro local para vigiar. Harumi voltou para o saco de dormir e voltou a dormir.

Quando Harumi acordou novamente, foi ao som de uma explosão ensurdecedora. Sua kunai bateu em algo no momento em que ela a moveu debaixo de si, seus olhos arregalados e sua respiração afoita. O peito de um shinobi do Iwa ficou vermelho de sangue, na altura do seu coração. O homem gorgolejou, olhando-a com os olhos arregalados e uma kunai na mão.

Seus olhos arregalaram, quando ouviu o barulho de um soco acertando a mandíbula de um homem e ossos quebrando. As tendas dos mercadores queimavam em um laranja lindo. Os poucos que sobreviveram, corriam em gritos apavorados tentando salvar as suas vidas, somente para serem ceifadas depois de alguns passos. Aqueles civis jamais tiveram chance, o vasto campo virou um cenário de carnificina.

Ela se viu sendo agarrada pelos ombros, o rosto de Naruto aparecendo com os olhos arregalados bem na frente dela.

— Ohi! Haru-chan! Temos que nos mover e encontrar o Uke-chan!

Outra explosão chegou terrivelmente perto, quando um flashs de luz brilhante a cegou. Ela se viu suspensa por cima do ombro de Naruto antes mesmo que ela pudesse reagir.

— Cadê Hana-sensei? Que merda é essa?

— Estamos sendo atacados por ninjas Iwa e traidores de Konoha.

— Como? Porque Konoha nos atacaria?

— Traidores, parecem ter desertado e decidiram levar minha cabeça e de Sasuke para Iwagakure. — Naruto gritou, — Vamos encontrar Uke-chan! — o loiro correu, até que algum tipo de grande pressão — provavelmente uma técnica de terra — tremeu o solo próximo e fez com que ele e Harumi voassem.

Naruto estourou com o som típico de um Kage Bunshin, denunciando ser um clone. Harumi rolou no chão com a visão desfocada. Não havia uma imagem clara. Foi uma emboscada. O inimigo era o País da Terra. Quantos inimigos havia? Onde estavam os mercadores?

Shinobi inimigos eram esperados. Seu dever era estar pronto e morrer pelos clientes. Ela agarrou a grama com os dedos, virando a cabeça. Ainda havia manchas pretas em sua visão, e o pouco que viu parecia dançar ao redor, mas ela viu um grande projétil amarelo voar no ar e atingir de um niken, aparentemente, direto nas entranhas.

O grande cachorro se contorceu no ar, o golpe perfurando-o de um lado para o outro e deixando-o cair no chão sangrando até a morte. Aquele grande niken era um dos cachorros de Hana. O animal foi morto com crueldade.

Havia um arqueiro em algum lugar.

Ela não ouviu muitos sons, o ruído prolongado das explosões manteve seus tímpanos zumbindo. Ela se levantou, colocando a mão na testa para limpar onde havia sangue escorrendo do lado de sua cabeça.

Seu coração disparou. Sua respiração tornou-se irregular.

MOVA.

—oÕo-

Harumi olhou ao redor, sendo agraciada com a visão de Hana Inuzuka lutando com um homem em um tipo de armadura vermelha antiga. Os cabelos e barbas vermelhas combinavam com suas roupas. Ele parecia estar usando uma espécie de jutsu de fogo ou larva — Harumi não sabia dizer — mas, claramente, Hana e seus nikens estavam em desvantagens.

Ela levantou e correu em frente, a cabeça baixa e os dentes cerrados. Harumi saltou para a árvore mais próxima, pousando em seu galho e empurrando a mão esquerda contra o tronco, para se sustentar. Um momento depois e uma chuva de shuriken voou exatamente onde ela deveria estar anteriormente.

Harumi pulou da árvore, se escondendo atrás de seu tronco no chão, assim que a parte superior foi rasgada por uma pedra do tamanho de um humano. Ela agarrou sua kunai, procurando por qualquer tipo de pista sobre o que ela tinha que fazer agora. Sua mente ainda estava confusa devido ao sono.

Harumi queria entender o que estava acontecendo e saber o que fazer, mas seu corpo parecia paralisado.

Ela espiou, e observou um pequeno batalhão de clones de Naruto. Os clones estavam lutando contra alguns ninjas Iwagakure.

ABAIXE!

Harumi caiu no chão no momento em que a parte inferior do tronco acabou sendo arrancada por uma gigantesca estaca de terra. As raízes da árvore balançavam na frente dela, cobertas de sujeira e levantando um leve brilho de poeira.

Ela não acreditava que poderia superar seus inimigos. Uma coisa era enfrentar um ou dois ninjas, outra era lidar com um pequeno exército. Havia pelo menos 20 ninjas Iwagakure, fora um esquadrão de desertores de Konoha e mais aquele estranho shinobi vestido de vermelho.

Harumi retorceu o seu corpo com a força do desespero enquanto ela mudava a trajetória de sua carga. A garota bateu com o pé direito contra a estaca de terra para se propelir pelo chão, mantendo seu corpo baixo e a kunai firme em sua mão. Ela não conseguia ver nada. Queria achar seus companheiros, saber se estavam bem, mas o medo a manteve paralisada no lugar. Segurando a kunai como sua salvação. Qualquer estratégia ou selo parecia ter fugido de sua mente.

O chão tremeu e rachou atrás dela. O inimigo esperava que ela continuasse correndo, então ela realmente ganhou alguns segundos de trégua.

Um ninja de Konoha investiu contra ela pela lateral. Harumi movimentou o braço com rapidez, retirando sua espada do selo em seu pulso, e investiu contra seu atacante. A garota cravou a espada na garganta do seu inimigo.

O ninja arregalou os olhos descrentes por ser atingido por uma garota tão pequena. O sangue jorrou da ferida e de sua boca. Seus olhos foram perdendo o brilho, e seu corpo pendeu para frente.

Harumi moveu no último segundo, retirando a espada do ninja e enrolando para o lado. O ninja caiu sem vida ao seu lado e uma poça carmesim formou-se debaixo dele.

Antes que pudesse levantar, dois ninjas surgiram, agora Iwagakure. Por instinto, seu braço direito foi para a direita e seu braço esquerdo foi para a esquerda. Seus dedos cravaram no rosto do shinobi enquanto ela gritava de medo e raiva. Ela bateu um contra o outro, esmagando seus crânios. Sangue e massa cefálica espirraram em seu rosto enquanto ela empurrava seu corpo inteiro para frente.

Cambaleando, Harumi se moveu enquanto sentia falta de ar.

Antes que pudesse se mover, outro ninja apareceu na sua frente. Uma mulher de longos cabelos loiros claros. Seus olhos azuis esverdeados e inteligentes. Harumi não pode deixar de lembrar-se de Ino Yamanaka. A semelhança era incrível.

Ela olhou descrente, identificando a hitai-eat Konoha.

— Você é Yamanaka? — era mais uma afirmação do que indagação. Harumi não conseguia entender por que em meio ao ataque havia ninjas que deviam ser seus aliados.

— Oh, talvez não seja tão burra como minha priminha alegou. Sou Fumiko Yamanaka. Lembre-se desse nome, pois é a última coisa que conhecerá antes de apagar a sua mente.

— Por que está fazendo isso?

— Oras, por quê? Por dinheiro. Cansei de viver realizando missões que pagam uma miséria... ter que lidar com chateação e exigência do clã;

Harumi recuou um passo.

— Será morta por traição. Esse é o filho do Hokage...

— Quem vai contar? Você? Hana? — a Yamanaka disse, — Às duas estarão mortas em breve. Os olhos do menino Uchiha serão retirados. Aposto que pagarão caro por seu corpo em algum prostíbulo... A Aldeia Iwa torturaram e mataram o filho do Yondaime... — ela disse com tom deboche e vitória. — Posso retornar a Konoha e agir com naturalidade, ninguém nunca saberá meu envolvimento...

— Por que a demora? — uma voz masculina comentou. — Lixo será lixo, sempre. — Harumi tentou mover, mas foi impedida quando braços fortes a agarraram.

Fumiko sorriu. — Melhor limpar a mente dela... deixa-a viva... não saberá as respostas e a aldeia a crucificará por esta viva enquanto os príncipes de Konoha morreram...

— Gostei da ideia!

Harumi estremeceu, respirando fundo. Ela precisava agir, mas qualquer jutsu ou selo fugiu da sua mente. Por um instante, ela poderia avaliar a situação e encontrar uma saída.

— Qual seu nome, lixo? — o homem perguntou.

Harumi gemeu. — Qual é o seu? — ela respondeu.

— Lixo pensa que tem coragem. — disse o shinobi Iwa que a segurava. Como represália, o ninja a atingiu com força em seu estômago. — Vamos amaciar ela!

O corpo de Harumi se dobrou quando sua boca se abriu, expelindo bile e sangue. Agora, naquele instante, ela teria realmente adorado alguma ajuda.

— E a grande final.

Harumi fez os selos manuais que Kurenai lhe ensinou, e então bateu as mãos contra a coxa no ninja atrás de si, enquanto gritava: — Doton: Dawe

O chão abaixo dos pés deles tremulou, e ela aproveitou o momento para fazer rapidamente outros selos e gritar: — Raiton no Jutsu.

O ninja da rocha gritou enquanto seus órgãos eram filtrados pela eletricidade. Harumi moveu-se para longe deles, e esquivou-se quando a traidora de Konoha veio em sua direção.

— Kongō Fūsa — As correntes de selamento adamantinas surgiram das costas de Harumi e começaram a enlaçar nas pernas, quadris e braços da ninja Yamanaka. A loira tentou se soltar, mas quanto mais se movia, mas as douradas correntes de chakras a apertava.

Sua avó não tinha lhe ensinado a usar as correntes, nem a invocá-las, mas parecia que em meio ao desespero, Harumi despertou a linhagem Uzumaki. Kongō Fūsa, ou Correntes de Selamento Adamantinas, constituíam uma poderosa técnica de selamento utilizada pelos membros do clã Uzumaki.

Esta técnica molda o chakra do usuário em correntes, que, após se materializarem, podem ser usadas para diversos fins, como o combate direto ou a imobilização física de seus alvos — mesmo tão poderosos quanto uma Bestas de Cauda. Essas correntes também podem ser usadas para aprisionar o chakra de um alvo, neutralizando-o completamente

— Sua maldita… — Yamanaka gritou.

Harumi, ciente que não poderia manter as correntes por muito tempo, fez um rápido movimento com as mãos e jogou um par de kunai, acertando os braços e estômago da mulher. Somente quando a mesma caiu, desacordada no chão e com sangue criando uma poça debaixo dela, as correntes retrocederam.

Mas antes que pudesse respirar com calma, uma lança escura voou no ar em seguida, direcionada para ela. Seu corpo instintivamente torceu pelo lado, ignorando a agonia atroz que percorreu todo o seu ser. Em vez de perfurar seu coração, a flecha em forma de lança atingiu seu braço esquerdo, estilhaçando o osso e a jogando para trás, caindo em baque no chão acidentado.

Harumi gritou de dor absoluta quando viu o sangue jorrar de seu membro.

— Bem, — um homem com hitai-eta e Konoha, sorriu raivoso ao ver o estado de sua companheira morta. — Podemos nos divertir um pouco agora, não podemos?

Harumi moveu o corpo, ignorando que a lança de pedra rasgava seu braço. O sangue jorrou, mas a adrenalina a impediu de sentir dor maior.

Incapaz de utilizar o braço, ela pegou, com o único braço sã, selos explosivos do bolso do seu moletom, e os jogou contra o ninja Konoha — o último vivo — e cuidou de mover-se para longe.

A floresta estava em chamas enquanto Harumi movia-se. Ela se desvencilhou de pedras afiadas que voaram em sua direção, até que parou alguns metros perto da chunin que deveria liderar aquela missão.

Hana Inuzuka estava deitada em uma poça de sangue enquanto uma lança de pedra estava a perfurar seu estômago, dois dos seus três niken eram um emparelhado de carne e sangue no chão e o único que parecia vivo, estava protetoramente em frente à sua amiga moribunda.

O ninja Iwa vestido da antiga armadura ninja, parecia estar executando alguns jutsu de lavar para terminar de aniquilar a ninja Inuzuka. Harumi não pode parar de pensar em Kiba. Essa era a sua irmã mais velha.

Ignorando a dor do seu corpo ou seu braço mutilado, Harumi moveu-se e executou selos com uma única mão.

— Mokuton no Jutsu, — uma barreira surgiu em volta de Hana e seu niken quando o jutsu de lavar fervente jogou desferido. Não parando, Harumi convocou novamente o único jutsu madeira que sabia. Os cipós começaram a brotar da terra e agarrar o ninja. Ela preferia as correntes, mas duvidava que poderia usá-las novamente. Não sem treinamento.

O monstro parecia capaz de desfazer os cipós, porém mais cipós surgiam, prendendo, até que Harumi chegou perto o suficiente e brandiu.

— Konshin Betsuri no Jutsu. — ela não devia executar aquela técnica de selamento, pois estava na sessão da biblioteca Uzumaki que sua avó a proibiu de estudar, mas mesmo a tímida e insegura Harumi poderia quebrar as regras.

Um selo brilhou nos braços do ninja Iwa e o homem caiu desacordado enquanto os cipós terminavam de envelopar seu corpo. O Jutsu com o auxílio de uma etiqueta, cria um selo que afeta uma determinada área, retirando a alma adversária de seus corpos. As almas são seladas na marca. Se alguém entrar em contato com a etiqueta ou removê-la do seu lugar, as almas serão liberadas. Ela duvidava que funcionaria por muito tempo, considerando a forte aura de chakra que aquele homem estranho tinha.

Harumi caiu ajoelhada ao lado de Hana e sentiu seus olhos queimarem por lágrimas que ameaçavam cair. O estado da kunoichi era irreparável. Seu estômago aberto, seus braços e pernas queimados.

—oÕo-

Naruto abaixou a cabeça e evitou um punho gigante a apenas alguns centímetros de seu rosto. Então, ele formou o jutsu de chakra bruto em suas mãos. Não era perfeito, pois, ainda estava aprendendo a dominar o Rasengan. Ele teve que implorar por vários dias para que seu pai lhe ensinasse, e mesmo assim teve que prometer que usaria somente após dominado.

Me perdoa, pai, ele pediu em pensamento.

Tudo estava um caos.

Ele perdeu Sasuke e Harumi de vista. Parecia que ninjas inimigos brotavam de todos os cantos. Duvidava seriamente que alguns dos clientes sobreviveram. Movido pelo calor da batalha, ele matou pelo menos cinco ninjas.

Naruto sorriu com um sorriso selvagem e meio demoníaco, mantendo-se firme.

— Ohi bola de banha gorda! Isso é tudo que você tem!?

— Seu pedaço de lixo chupador! Não me chame gordo! — o ninja Iwa gritou de volta, seus olhos se arregalando enquanto ele colocava toda sua força contra um garoto que tinha apenas metade do seu tamanho.

— Ohi, quer saber uma coisa engraçada, gordo? — Naruto deu uma risadinha, enquanto suas mãos apertavam em punho fechado. — Tenho uma resistência quase infinita. Não me canso como as outras pessoas e, quando fico cansado, me levanto em poucos minutos, e você sabe o que isso significa? — seus olhos se aguçaram enquanto ele rosnava. — Isso significa que eu posso levantar sua bunda de banha todo o caminho até a maldita lua!